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      <title>DIÁRIO OFICIAL DO - Edicao 783</title>
      <kind>Diario Importado</kind>
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      <content>Gestor - Karina Borges Silva / Secretário - Governo / Editor - Ass. de Comunicação
Amargosa - Ba
CERTIFICAÇÃO DIGITAL: HQG9RTACRTWY9DXQWFNR6W
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Prefeitura Municipal de Amargosa
1 Segunda-feira • 13 de Julho de 2015 • Ano III • Nº 783
 
 
Prefeitura Municipal de 
Amargosa publica: 
 
• Lei n° 429, de 10 de julho de 2015. 
• Lei nº 430, de 10 de julho de 2015 - Aprova o Plano Municipal de 
Educação - PME do Município de Am argosa (BA) em consonância com a 
Lei nº 13.005/2014, que trata do Plano Nacional de Educação - P NE e dá 
outras providências.  
• Pregão Eletrônico Nº 008/2015/SRP.

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2 - Ano III - Nº 783
Leis

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Segunda-feira
13 de Julho de 2015
50 - Ano III - Nº 783

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Segunda-feira
13 de Julho de 2015
51 - Ano III - Nº 783

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Segunda-feira
13 de Julho de 2015
52 - Ano III - Nº 783

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/g83/g85/g121/g91/g76/g80/g82/g3/g71/g72/g70/g114/g81/g76/g82/g17/g3
/g3
/g30/g52/g51/g11/g3/g20/g21/g11/g3/g40/g86/g87/g68/g3/g47/g72/g76/g3/g72/g81/g87/g85/g68/g85/g105/g3/g72/g80/g3/g89/g76/g74/g82/g85/g3/g81/g68/g3/g71/g68/g87/g68/g3/g71/g72/g3/g86/g88/g68/g3/g83/g88/g69/g79/g76/g70/g68/g111/g109/g82/g17/g3
/g3
/g30/g52/g51/g11/g3/g20/g22/g11/g3/g53/g72/g89/g82/g74/g68/g80/g16/g86/g72/g3/g87/g82/g71/g68/g86/g3/g68/g86/g3/g71/g76/g86/g83/g82/g86/g76/g111/g125/g72/g86/g3/g72/g80/g3/g70/g82/g81/g87/g85/g105/g85/g76/g82/g17/g3
/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g3/g42/g68/g69/g76/g81/g72/g87/g72/g3/g71/g68/g3/g51/g85/g72/g73/g72/g76/g87/g68/g15/g3/g36/g80/g68/g85/g74/g82/g86/g68/g16/g37/g36/g15/g3/g20/g19/g3/g71/g72/g3/g77/g88/g79/g75/g82/g3/g71/g72/g3/g21/g19/g20/g24/g17/g3
/g3
/g 0/g05/g52/g10/g51/g05/g3/g31/g52/g52/g1 /g12/g50/g3/g2 /g10/g1-/g5-/g05/g3
/g51/g85/g72/g73/g72/g76/g87/g68/g3/g48/g88/g81/g76/g70/g76/g83/g68/g79/g3/g3
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13 de Julho de 2015
53 - Ano III - Nº 783

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13 de Julho de 2015
54 - Ano III - Nº 783

PREFEITURA MUNICIPAL DE AMARGOSA 
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
 
 
 
PLANO MUNICIPAL DE 
EDUCAÇÃO 
2015-2025 
 
 
 
 
 
Amargosa 
2015 
  
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13 de Julho de 2015
55 - Ano III - Nº 783

2 
 
PREFEITA 
Karina Borges Silva 
 
VICE-PREFEITO 
Antonio Cesar Mercês de Jesus  
 
 
SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
Rita de Cássia da Luz Santos 
 
 
 
 
GRUPO COLABORATIVO
 
Rita de Cássia da Luz Santos 
Gilvan dos Reis Quadros 
Ana Cristina Sampaio Alves Silva 
Julinha Coelho Miranda 
Jacqueline Argolo Rebouças 
Mariângela Araújo de Souza Borges 
Carla Taísa Lourenço Barbosa 
Manuella Jamile Almeida de Jesus Andrade 
Diego Luan Resende Oliveira dos Santos 
Zilda Conceição Santos 
Lucas Silva Xavier dos Anjos 
Zenaide Cardoso Sampaio 
Rosa Angélica Borges Andrade de Souza 
Helane Santos Andrade 
Eunice Santos da Cruz 
 
 
  
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56 - Ano III - Nº 783

3 
 
COMISSÕES REPRESENTATIVAS 
 
ANÁLISE SITUACIONAL DO MUNICÍPIO 
Jesonita Souza dos Santos 
Rita de Cássia da Luz Santos 
Soraia Sampaio Peixoto 
Zilda Conceição Santos 
 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
Débora Oliveira dos Anjos 
Nilzete Pereira Cardoso 
Valterly Patrícia Caldas Oliveira 
Virgínia Bastos Leite de Oliva Quadros 
 
ENSINO FUNDAMENTAL 
Gilvan dos Reis Quadros 
Marilene Lima dos Santos 
 
ENSINO MÉDIO 
Jaqueline Argolo Rebouças 
Julinha Coelho Miranda 
 
EDUCAÇÃO ESPECIAL 
Edson Melo dos Santos 
Jane Cleide Dias Souza Sampaio 
 
POLÍTICA DA ALFABETIZAÇÃO 
Hildinéia Dias de Araújo 
Joseane Oliveira Rezende da Silva 
Laís Silva Matos 
Lucimary Ferreira da Silva 
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57 - Ano III - Nº 783

4 
 
Rosana Daily Marta Santos 
 
EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL 
Ana Cláudia Pereira Henrique  
Daiane Venâncio Bitencourt 
Ivan Araújo de Souza 
 
QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
Josélia Santos Almeida 
Soraia Sampaio Peixoto 
Zilda Conceição Santos 
 
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA) 
Iara Pinheiro dos Santos 
Josélia Rodrigues Santana 
Maria das Graças Farias Cardoso 
 
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO 
Isac Afonso dos Santos Filho 
Maria Celeste Anunciação dos Santos 
 
ENSINO SUPERIOR 
Marcelo Santana dos Santos 
Maria Amélia Gonsalves de Oliveira 
 
VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 
Ana Cristina Sampaio Alves Silva 
Karla Suane da Silva Santos 
 
GESTÃO DEMOCRÁTICA 
Adriana Leal dos Santos Oliveira 
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58 - Ano III - Nº 783

5 
 
Cássia de Almeida Esperança 
Marilândia de Souza Moraes 
 
INVESTIMENTO PÚBLICO EM EDUCAÇÃO 
Jesonita Souza dos Santos 
Quênia Fernanda da Silva Araújo Oliveira  
Rosa Angélica Borges Andrade de Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
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59 - Ano III - Nº 783

6 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 01 Região Econômica   do Recôncavo Baiano   
Figura 02  Bacia Hidrográfica do Jiquiriçá 
Figura 03  Distritos de Amargosa             
Figura 04  Precipitação Pluviométrica  
Figura 05 Incidência de Chuva no Município de Amargosa            
Figura 06  Avaliações Externas                 
Figura 07 Proficiência do IDEB 
 
  
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60 - Ano III - Nº 783

7 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 01  População Residente no Município Amargosa – Bahia 28 
Tabela 02  Informações sobre o Município  29 
Tabela 03  Estabelecimento de saúde por tipo e localização 30 
Tabela 04 Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade, 1991 a 2010 33 
Tabela 05  Índice de Desenvolvimento Humano, períodos 1991, 2000 e 
2010 
34 
Tabela 06  Evolução da matrícula da Educação Infantil no município de 
Amargosa por dependência administrativa e localização, 
período 2010 a 2013. 
40 
Tabela 07  Frequência por ano de nascimento, segundo o Município 
Residente. 
41 
Tabela 08 Taxa de escolarização da Educação Infantil de Amargosa 
(2013) 
41 
Tabela 09 Taxa de escolarização da Educação Infantil de Amargosa, por 
localização (2013) 
42 
Tabela 10  Evolução das matriculas do Ensino Fundamental no Município 
de Amargosa, por dependência administrativa e localização 
(2010/2013) 
43 
Tabela 11  Nível Educacional da População de 06 a 14 anos, 1991, 2000 
e 2010 
44 
Tabela 12  Matrícula do Ensino Fundamental do Município de Amargosa, 
por idade e série, Rede Municipal, (2013) 
45 
Tabela 13  Taxas de Rendimento – Rede Estadual 46 
Tabela 14  Taxas de Rendimento – Rede Municipal 46 
Tabela 15 Matrícula inicial do Ensino Médio no Município de Amargosa, 
por dependência administrativa e localização: 2011/2014 
(com exceção do Médio Profissionalizante) 
48 
Tabela 16  Taxas de Rendimento do Ensino Médio – Rede Estadual 49 
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61 - Ano III - Nº 783

8 
 
Tabela 17  Desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – 
Rede Estadual 
50 
Tabela 18  Matrícula da educação especial no município de Amargosa 
em 2013. 
54 
Tabela 19  Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no 
Ensino Fundamental 2005/2013 
67 
Tabela 20  Matrícula inicial na educação de jovens no município de 
Amargosa, por dependência/administrativa e localização 
(2011/2013) 
71 
Tabela 21  Nível educacional da população jovem de 1991, 2000 e 2010 72 
Tabela 22 Nível Educacional da População Adulta com mais de 25 anos, 
1991, 2000 e 2010 
72 
Tabela 23   Funções docentes por Etapas e Modalidades da Educação 
Básica -  Rede Municipal. 
85 
Tabela 24  Número de professores e coordenadores da Rede Municipal, 
estadual e particular de amargosa em 2013. 
85 
Tabela 25  Profissionais em Educação, por Nível de Escolaridade na 
Rede Municipal em 2013. 
86 
Tabela 26 Profissionais em educação, por situação funcional na rede 
municipal em 2013. 
87 
Tabela 27   Número de Escolas por Etapa de Ensino - Rede Estadual 91 
Tabela 28  Número de Escolas por Etapa de Ensino- Rede Municipal 91 
Tabela 29  Número dos estabelecimentos escolares de educação básica 
do município de amargosa, por dependência administrativa e 
etapas da educação básica. 
92 
Tabela 30  Outras receitas com o setor educacional do município de 
Amargosa, administradas pela prefeitura (2010/2013). 
95 
Tabela 31  Recursos aplicados em educação pelo governo municipal, por 
nível ou modalidade de ensino (2010/2013) 
96 
Tabela 32  Despesas com educação do município de Amargosa por 
categoria e elemento de despesa (2010/2013) 
96 
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62 - Ano III - Nº 783

9 
 
Tabela 33 Receita e aplicação dos recursos recebidos do FUNDEB no 
Município de Amargosa em 2010/2013 
96 
Tabela 34  Aplicação no Ensino Fundamental – Exercício 2013 (Em R$) 97 
Tabela 35  Recursos da Educação no PPA (2010/2013). 97 
 
  
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63 - Ano III - Nº 783

10 
 
LISTA DE GRÁFICOS E QUADROS 
 
GRÁFICOS 
Gráfico 1 –  Pirâmide Etária  
 
 
QUADROS 
Quadro 01   Resultados do Avalie, aplicada com estudantes dos 2° anos 
das escolas públicas municipais (novembro de 2013). 
 
Quadro 02 Resultados da ANA, aplicada com estudantes dos 3° anos 
das escolas públicas municipais (outubro de 2013). 
 
Quadro 03 Educação Integral na Rede Municipal de Ensino  
Quadro 04  Escola de Tempo Integral Rede da Estadual de Amargosa  
Quadro 05 Escola Inovadora da Rede Estadual de Ensino  
Quadro 06 Escala de Proficiência de Matemática  
Quadro 07 Educação Integral na Rede municipal de Ensino  
Quadro 08 Escola Integral da Rede Estadual de Amargosa  
Quadro 09 Escola Ensino Médio Inovador  
Quadro 10 Cursos e modalidades do CETEP/2015  
Quadro 11 Cursos ofertados pelo Polo UAB/ Amargosa  
 
 
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11 
 
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS 
 
AEE Atendimento Educacional Especializado 
AFAGO Associação de Famílias e Amigos de Pessoas Especiais 
ANA Avaliação Nacional de Alfabetização 
ANEB Avaliação Nacional da Educação Básica 
ANRESC Avaliação Nacional do Rendimento Escolar 
AVALIE Avaliação Externa do Ensino médio 
CAE Conselho de Alimentação Escolar 
CAPS Centro de Atenção Psicossocial  
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior 
CEE Conselho Estadual de Educação 
CEO Centro Especializado em Odontologia  
CETEP Centro Territorial de Educação Profissional  
CF Constituição Federal 
CLT Consolidação da Leis Trabalhistas  
CME Conselho Municipal de Educação 
CNA Conselho Nacional de Alimentação 
CNE Conselho Nacional de Educação 
COAM Coordenação de Apoio à Educação Municipal  
EaD Educação à Distancia  
EC Emenda Constitucional 
EJA  Educação de Jovens e Adultos 
ENEM Exame Nacional do Ensino Médio 
FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação  
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12 
 
FUNDEB Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e 
de Valorização dos Profissionais da Educação 
FUNDEF Fundo Nacional do Ensino Fundamental 
GESTAR Gestão de Aprendizagem Escolar  
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
IDEB Índice de Desenvolvimento da Educação Básica  
IDH Índice de Desenvolvimento Humano 
IF Instituto Federal 
INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio 
Teixeira  
LDB Lei de Diretrizes e Bases  
MDE Manutenção e Desenvolvimento da educação 
MEC Ministério da educação  
NASF Núcleo de Apoio a Saúde da Família 
NEE Necessidades Educacionais Especiais  
NRE Núcleo Regional de Educação 
ONGs Organizações Não Governamentais   
PAE Programa de Atendimento ao Educando 
PAR Plano de Ações Articuladas  
PDDE Programa Dinheiro Direto na Escola 
PDE Plano de Desenvolvimento da Educação 
PME Plano Municipal de Educação 
PNAE Programa Nacional de Alimentação Escolar 
PNAIC Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa  
PNATE Programa de Transporte Escolar  
PNE Plano Nacional de Educação 
PNLD Programa Nacional do Livro Didático 
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PPA Plano Plurianual 
ProEMI Programa Ensino Médio Inovador 
PROGESTÃO Programa de Capacitação para Gestores Escolares 
RCNEI Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil 
SAEB Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica 
SAMU   Serviço de Atendimento Móvel de Urgência  
SEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas 
SECAD Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade 
SEDUC Secretaria de Educação 
TOPA Todos pela Alfabetização 
UEX Unidade Executora  
UFRB Universidade Federal do Recôncavo Baiano 
 UNEB Universidade do Estado da Bahia 
UNESCO Organização das Nações Unidas para à Educação, a Ciência e a 
Cultura 
 
 
 
  
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67 - Ano III - Nº 783

14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Esperar sem esperança é a pior maldição que pode criar 
sobre um povo. A esperança não se inventa, constrói-se 
com alternativas à situação presente, a partir de 
diagnósticos que habilitem os agentes sociais e políticos a 
serem convincentes no seu inconformismo e realistas nas 
alternativas que propões.” 
Boaventura de Sousa Santos, sociólogo 
  
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68 - Ano III - Nº 783

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Sumário 
 
 
1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 18 
 
2 ANÁLISE SITUACIONAL DO MUNICÍPIO E DA EDUCAÇÃO ............................... 21 
2.1 Análise Situacional do Município ......................................................................... 21 
2.1.1 Caracterização do Município ............................................................................ 21 
2.2 Análise Situacional da Educação ........................................................................ 38 
2.2.1 Níveis da Educação: Educação Básica e Superior .......................................... 38 
2.3 Modalidades e Desafios Educacionais ................................................................ 51 
2.3.1 Educação Especial ........................................................................................... 51 
2.3.2 Política da Alfabetização .................................................................................. 56 
2.3.3 Educação em Tempo Integral .......................................................................... 59 
2.3.4 Qualidade da Educação Básica ....................................................................... 65 
2.3.5 Educação de Jovens e Adultos (EJA) .............................................................. 69 
2.3.6 Educação Profissional de Nível Médio ............................................................. 74 
2.4 Educação Superior .............................................................................................. 80 
2.4.1 Ensino Superior ................................................................................................ 80 
2.5 Valorização dos Profissionais da Educação ........................................................ 83 
2.6 Gestão Democrática do Ensino Público .............................................................. 88 
2.7 Recursos Financeiros para a Educação no Município ........................................ 94 
2.7.1 Investimento Público em Educação ................................................................. 94 
 
3 DIRETRIZES, METAS E ESTRATÉGIAS .............................................................. 99 
 
4 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PME .................................................. 127 
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69 - Ano III - Nº 783

16 
 
4.1 Mobilização da Sociedade para a Elaboração do PME ..................................... 127 
4.2 Divulgação do PME ........................................................................................... 128 
4.3 Audiência Pública .............................................................................................. 129 
4.4 Acompanhamento e Avaliação do PME ............................................................ 129 
 
5 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 132 
 
 
 
   
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70 - Ano III - Nº 783

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APRESENTAÇÃO 
 
O Plano Municipal de Educação – PME, do município de Amargosa, é um documento 
de fundamental importância para proposição de políticas públicas, com vistas à 
qualidade da educação. Nele estão discriminadas as diretrizes, metas e estratégias 
educacionais para o município, no período de 2015 a 2025. 
Este documento foi elaborado de forma democrática e participativa, tomando como 
base o estudo diagnóstico do PME 2007-2017, a análise situacional do município e da 
educação, as contribuições dos diversos atores sociais, bem como os pressupostos 
legais da educação. Representa o fruto de uma construção coletiva, comprometida 
com a melhoria da qualidade da educação no município. Trata-se, portanto de um 
plano não apenas da Rede Municipal de Ensino, mas de um plano para a educação 
do Município de Amargosa.  
Salientamos que a premissa máxima do Plano Municipal de Educação do Município 
de Amargosa é o sucesso do aluno. Para tanto o plano visa a criação de condições 
para facilitar o acesso e a permanência das crianças, jovens e adultos na escola. O 
fortalecimento da gestão democrática e a valorização dos profissionais da educação. 
Representa assim o compromisso legal do poder público e da sociedade amargoense 
com a educação de qualidade para todos. 
Grupo Colaborativo 
Plano Municipal de Educação de Amargosa 
 
 
 
  
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71 - Ano III - Nº 783

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1 INTRODUÇÃO 
 
A Constituição Federal de 1988 determina que compete aos estados e municípios, 
articuladamente, implantar e implementar seus Planos Decenais de Educação (PDE), 
e desdobramentos, de acordo com suas especificidades e características regionais e 
locais.  
Em conformidade Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 – LDB – determina, 
no Art. 9º.  Que cabe à União a elaboração do Plano em colaboração com os estados, 
Distrito Federal e municípios. O Art. 87 estabelece a Década da Educação, 
determinando a obrigatoriedade de, em um ano, encaminhar o Plano Nacional ao 
Congresso Nacional. 
Em 2001, aprova-se o Plano Nacional de Educação (PNE) para dez anos, elaborado 
a partir da Constituição de 1988 e da nova LDB. Na Lei 10.172/2001, que o aprovou, 
fica estabelecida a obrigatoriedade dos estados, do Distrito Federal e dos municípios 
elaborarem os Planos Decenais, com base no Plano Nacional: “Art. 2º. A partir da 
vigência desta Lei, os estados, o Distrito Federal e os municípios deverão, com base 
no Plano Nacional de Educação, elaborar planos decenais correspondentes”.  
Após 06 anos de aprovação do PNE é criado no município o Plano Municipal de 
Educação - PME, instituído pela Lei nº 251, em 12 de dezembro de 2007 com validade 
até 2017. Com a aprovação da nova a Lei do Plano Nacional de Educação nº 13.005 
de 25 de junho de 2014, que recomenda a sua criação ou adequação.  
Assim, conforme as orientações que foram realizadas na formação pela Coordenação 
de Apoio à Educação Municipal – COAM e, de acordo com os dispositivos legais que 
preceituam a elaboração e acompanhamento do Plano Municipal de Educação, o 
Poder Executivo de Amargosa tomou providências para sua adequação, definindo a 
Comissão de Acompanhamento da Execução do Plano Municipal de Educação, 
oficializada pelo Decreto nº 332, de 16 de abril de 2015 composta por Secretaria 
Municipal da Educação, representantes: Sindicato dos Professores; Direção de Escola 
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da Rede Pública Municipal, Estadual e Privada; do Conselho Municipal de Educação 
e da Câmara do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica - FUNDEB. 
Em novembro de 2014, membros da comissão tiveram sua primeira formação de 
adequação do plano. A partir das orientações da COAM, para estudar, discutir e 
planejar a adequação do PME, e desenvolver dentre outros, os seguintes 
procedimentos:  
I. Reuniões periódicas;  
II. Mobilização por setores da educação; 
III. Análise dos indicadores das metas do município;  
IV. Construção de relatório tendo como referência o quadro de indicadores 
educacionais; 
V. Promoção do Ato Público na Câmara de vereadores para apresentação do 
relatório e mobilização para o processo de adequação do PME; 
VI. Pesquisa histórica, geográfica, socioeconômica e cultural do município;  
VII. Criação de Comissões representativas para análise situacional da educação;  
VIII. Levantamento estatístico referente à oferta dos diferentes níveis e modalidades 
de ensino, informações sobre: gestão democrática; valorização dos 
profissionais da educação e de recursos financeiros destinados à educação; 
IX. Miniconferência com representatividade de vários segmentos para construção 
das estratégicas com base nas 20 metas do PNE, com proposições de 
estratégias que cheguem ao chão da realidade e dentre os sonhos possíveis 
orçamentários; 
X. Audiência pública.  
A Adequação do Plano Municipal de Educação de Amargosa representa um marco na 
história do município. A sua importância decorre não apenas do conteúdo apresentado 
no documento, mas, sobretudo do contexto em que o mesmo foi sendo ajustado. É 
um instrumento de suma importância, que foi reconstruído por muitas mãos e, traz a 
marca da participação cidadã, dos diferentes segmentos da sociedade civil e 
organizada.   
Muitos caminhos foram percorridos, encontros traçados, planejados com a finalidade 
de reconstruir e construir materiais que deem subsídios ao cumprimento das metas a 
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serem executadas ao longo de vigência do PME, com efetividade das políticas 
públicas e da qualidade da educação. 
  
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2 ANÁLISE SITUACIONAL DO MUNICÍPIO E DA EDUCAÇÃO 
 
2.1 Análise Situacional do Município 
2.1.1 Caracterização do Município 
O povoado começou a crescer e a zona rural prosperava com o plantio do fumo e do 
café. A resolução provincial nº 1726, de 21 de abril de 1877, o desmembrou de Tapera, 
sendo criada a Vila de Nossa Senhora do Bom Conselho das Amargosas, instalada 
em 05 de fevereiro de 1878. Neste período, deu-se um crescimento vertiginoso da 
vila, decorrente do comércio já forte com o sertão e da produção do café e do fumo. 
Boa parte desses produtos já era exportada para a Europa. Como consequência 
desse rápido desenvolvimento, em 02 de julho de 1891, a Vila foi elevada à categoria 
de cidade, através do ato de criação, de 19 de junho de 1891, do Dr. José Gonçalves 
da Silva, governador do Estado da Bahia, passando a ser chamada de Amargosa. 
A partir desse período, Amargosa segue prosperando, tendo como base de sua 
economia a produção de fumo e café. Com o objetivo de dar saída a esses produtos 
e facilitar o comércio direto com a Europa e com os grandes centros, foi concluída, em 
1892, a construção do Ramal da Estrada de Ferro de Nazaré. Foi uma época de 
pujança, pois alguns comerciantes tinham loja matriz em Amargosa, filiais em Paris, a 
exemplo da Casa Paris na América, de propriedade de Pedro Calmon de Freire 
Bittencourt. 
Amargosa viveu seu esplendor até a década de 30 do século passado, quando o 
Instituto Brasileiro do Café (IBC) começou a exigir que o café para exportação fosse 
despolpado. Nesse período, o município sofreu grandes prejuízos devido à nova 
exigência do IBC, pois a maior parte do café, aqui produzido, era pré-beneficiado em 
terreiros e o município não dispunha de tecnologia para o despolpamento do café. 
Na década de 60, a economia do município de Amargosa sofreu um forte impacto com 
a política do governo federal de erradicar as plantações de café, em virtude da doença 
denominada “ferrugem”, como consequência primeira perde o ramal da estrada de 
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ferro de Nazaré e fica fora do entroncamento rodoviário a 30 km da BR 101 e 116. 
Com isso, Amargosa perde a hegemonia econômica para Santo Antônio de Jesus, 
Jequié e, principalmente, para Feira de Santana. 
Neste período, são desmembrados do município de Amargosa os até então distritos 
de Brejões (1953) e Milagres (1964). Amargosa, sem perspectiva de produção devido 
a erradicação do café, entra no ciclo da pecuária com a implantação de capins do tipo 
braquiárias. 
Nas décadas de 70, 80 e 90, a pecuária extensiva, consequência do termino do ciclo 
do café, provocou o êxodo e ampliou a pobreza no campo e na cidade. Poucos 
produtores possuíam conhecimentos e equipamentos técnicos de produção. A grande 
maioria permaneceu a margem do processo de modernização. 
A importância da imigração e colonização europeia, no final do século XIX, está 
presente na cultura de Amargosa e nas construções ainda existentes, sejam elas 
italiana, portuguesa ou espanhola. A maioria desses imigrantes desenvolveu 
atividades no comércio com os armazéns de secos e molhados – empórios para 
exportação e importação, e na área rural, com plantio de café. Alguns desses 
migraram para Salvador na metade do século XX, durante a crise da cultura do café. 
Essa imigração não foi organizada como em outras regiões do Brasil, em que houve 
inclusive incentivos para se estabelecerem. 
Vale ressaltar, ainda, a importância dos afrodescendentes que aqui chegaram à 
condição de escravos para executaremos trabalhos na cultura do café. As marcas 
desse povo estão em toda parte, seja na religiosidade, ritmos musicais, folclore, na 
forma de produção das culturas de subsistência, principalmente, na cultura da 
mandioca. Da miscigenação desses povos resultaram os seus descendentes 
representantes da parte viva da história de Amargosa – a “Cidade Jardim”. 
 
2.1.1.1 Aspectos Históricos  
A região, onde hoje está situado o município de Amargosa, era de domínio dos índios 
Karirís e Sapuyá. Este domínio perdurou até meado do século XIX quando esses 
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índios foram massacrados pelos colonizadores, sendo presos os 119 últimos 
remanescentes e encaminhados a Fazenda Santa Rosa em Jequié. Daí foram 
transferidos para Poções e, posteriormente, para Santa Cruz de Cabrália, onde hoje 
residem os seus descendentes. 
Amargosa, como grande parte dos municípios baianos, surgiu a partir de devoções 
religiosas de origem católica. Até 1830, os mortos desta região eram sepultados a seis 
léguas, na Freguesia de São Miguel. Assim, surge na região como necessidade 
primária a construção de um cemitério. Nesse local, plantou-se um cruzeiro que 
passou a se constituir um ponto de encontro para orações e outras manifestações 
religiosas. Dessa forma, se começa a esboçar o povoado do Ribeirão. 
Por volta de 1840, foi construída uma capela em terras doadas pelas famílias de 
Gonçalo Correia Caldas e Francisco José da Costa Moreira. Através da resolução nº 
574, de 30 de junho de 1855, o povoado passa a categoria de Freguesia, passando a 
se chamar Freguesia de Nossa Senhora do Bom Conselho, pertencente a Vila de 
Tapera (atual município de Santa Terezinha). Nessa época, muitos caçadores eram 
atraídos para a região com objetivo de caçar pombas que possuíam uma veia dorsal 
que quando cortada liberava uma substância que tornava sua carne amarga; daí o 
convite dos caçadores: “Vamos às amargosas”. Surgindo assim o nome do município. 
 
2.1.1.2 Aspectos Geográficos 
Situada no Vale do Jiquiriçá, é uma das mais belas paisagens do interior da Bahia, 
que incluem rios, cachoeiras, matas e trilhas.  Com uma área de 463,185 km2, compõe 
a região econômica do Recôncavo Baiano no Estado da Bahia (Figura 01), integra um 
dos dezenove municípios que constitui a bacia hidrográfica do Rio Jiquiriçá. Faz limite 
com os municípios de Santa Terezinha e Elísio Medrado a noroeste, São Miguel das 
Matas a leste; Laje a sudoeste; Ubaíra ao sul, Brejões e Milagres a oeste.  
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Figura 1: Fonte: Brasil Fazendas. 
http://www.midiareconcavo.com.br/noticia/60
6/confira-a-lista-das-33-cidades-do-
reconcavo-baiano 
Figura 2: Fonte: Atualiza Vale! 
http://www.valedojiquirica.com/wp-
content/uploads/2011/06/Ecossistemas.jpg 
 
Segundo o Projeto RADAMBRASIL, que operou entre os anos de 1970 a 1985, 
Amargosa está situada na estrutura geomorfológica do Estado da Bahia, região do 
Planalto Rebaixado, na Unidade dos Tabuleiros Pré-interioranos. Baseado na 
capacidade econômica de recursos naturais renováveis da Fundação IBGE – Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística, Amargosa compõe a microrregião 144 – Jequié-
BA, sendo 9° Núcleo Regional de Educação – NRE Vale do Jiquiriçá, estado da Bahia. 
Além da sede do município existem três Distritos (Corta Mão, Itachama e Diógenes 
Sampaio) e quatro povoados (Acaju, Baixa de Areia, Cavaco e Barreiros). 
 
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Figura 3: Fonte:https://www.google.com.br/maps/place/Prefeitura+Municipal+de+Amargosa/@-
13.0551577,-39.4941969,12z/data=!4m2!3m1!1s0x73fdcd306d83277:0x589a91864be465e1 
 
Conforme informa o PME 2007-2017, o município de Amargosa é dividido pelo IBGE 
em 29 setores rurais que aglomeram 109 comunidades. Já a sede tem 12 setores que 
compreendem os bairros: Centro, Rodão, São Roque, Santa Rita, Alto da Bela Vista, 
Catiara, São Jose, URBIS I e II e Sucupira. 
Tendo como ponto de referência a Prefeitura Municipal, Amargosa fica localizada 
entre os paralelos: 13º 01’ 49” de latitude sul e o meridiano 39º 35’ 51” de longi tude 
oeste, altitude de 400m e a uma distância aérea de 117 Km do aeroporto de Amargosa 
ao aeroporto de Salvador, 240 Km via BR 101 e 273 Km via BR 116. 
O clima em Amargosa tem grande variação e, de acordo com a classificação de 
Thornthwaite, abrange do úmido, úmido-subúmido, subúmido-semiárido e semiárido, 
com a temperatura média anual variando de 19,8 oC a 25,1oC. As temperaturas são 
sempre altas, acima de 15 oC mesmo no inverno, com pequenas oscilações a 
depender do ano, chegando no verão a alcançar temperaturas superiores a 26oC. As 
temperaturas são amenizadas devido ao efeito da altitude. 
A precipitação pluviométrica no município de Amargosa até o presente momento do 
ano de 2015 teve elevada variação no mês de abril, sendo que o mês de menor 
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incidência de chuva foi no mês de março com uma média de 20,1mm e o maior índice 
foi registrado do mês de abril com 228,0mm. 
 
Figura 4: Dados pluviométricos. Fonte: http://www.defesacivil.rs.gov.br/pluviometros_inmet.htm 
 
Figura 5: Fonte:http://www.inmet.gov.br/sonabra/pg_iframe.php?codEst=A434&amp;mesAno=2015 
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O município de Amargosa é composto por morros e colinas de vertentes íngremes a 
aguçadas e com tendência a crista, de forma convexa, sendo que na parte norte da 
região é mais abaulado, próximo a Santa Terezinha tabular. O relevo, portanto, é 
controlado pela estrutura com uma altitude variando de 230 a 980m, destacando as 
serras de Tartaruga, Julião, Baratinha e Timbó. O principal rio que corta o município 
de Amargosa é o Jiquiriçá-Mirim, tendo como afluentes os riachos da Correntina, 
Tamanduá, Cavaco, Boqueirão, Bainha, Timbó, Tauá, Massaranduba, Baixada e 
outros de menor vazão. Também são importantes para o município os rios de Corta 
Mao, Riachão, Verde e Capivara. 
Os recursos hídricos de subsuperfície estão relacionados a unidade aquífera em 
embasamento cristalino, com vazões variando de 0,5 a 3,8m3 h-1. São águas de má 
qualidade química, com alta salinidade e teores de sólidos totais em torno de 5400mg 
l-1, na maioria dos poços a oeste da sede do município de Amargosa e menor a 
salinidade na área da mata. A qualidade biológica está comprometida em alguns 
pontos, principalmente na sede, resultado de mais de 100 anos de contaminação 
destes aquíferos com resíduo de residências. O uso desses recursos e, 
principalmente, para abastecimento humano, animal e serviços. 
A área do município de Amargosa que divisa com Laje e Ubaíra era inicialmente 
coberta por uma formação florestal ombrófila densa, que foi substituída, em quase sua 
totalidade, por formações florestais secundarias (capoeira), em vários estágios de 
desenvolvimento, e o restante ocupado por atividades agrícolas e/ou pastagens. À 
medida que se aproxima de Brejões e Milagres, as temperaturas e os índices 
pluviométricos diminuem ocorrendo formações florestais subcaducifólia e/ou 
caducifólia com aspectos arbóreos menos exuberantes e formações de caatinga na 
divisa com Santa Terezinha e Milagres. 
Em Amargosa resta pouco de vegetação originaria. Temos hoje pequenas áreas de 
floresta ombrófila densa e floresta estacional, ampliando a área de tensão ecológica. 
No que tange as vias de acesso ao município de Amargosa, este é atendido por quatro 
rodovias estaduais: a BA-540 com 27 km que liga Amargosa a Mutuípe, asfaltada, em 
estado precário de conservação; a BA-046 que liga Amargosa a Santo Antônio de 
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Jesus, asfaltada, com 46,5 km, a continuidade da BA-046 que liga Amargosa a 
Milagres, com 33 km de extensão; e a rodovia estadual ligando Amargosa a Brejões, 
encascalhada, com 30 km de extensão. 
Há ainda estradas vicinais que ligam Amargosa aos municípios de Elísio Medrado, 
Laje e Ubaíra. Por essas estradas, em sua maioria, possuem estado regular de 
conservação, é escoado a produção do município. O município também conta com 
um aeródromo público com indicativo de localidade SNAZ, cuja designação e 15/33, 
com dimensão de pista de pouso de 1,120 x 25m, asfaltada e em condições 
operacionais apenas para visão diurna. 
 
2.1.1.3 Aspectos Demográficos 
A população de Amargosa estimada pelo IBGE em 2014, foi de 37.567 habitantes. O 
censo demográfico 2010 do IBGE, informa que Amargosa abriga um contingente de 
34.351 habitantes, onde 24.889 residem na zona urbana e 9.462 na zona rural. 
Ao analisar a tabela abaixo sobre a população residente no município, verifica-se que 
a taxa de urbanização passa a ser maior com 24.889 residindo na zona urbana. Um 
dos fatores que contribui para o aumento da taxa de urbanização é a saída de 
pequenos produtores da zona rural em virtude do processo de concentração de terras 
e inexistência de uma política agrária no município.  
Desta forma, pequenos produtores emigram para a sede do município com suas 
famílias, onde acabam trabalhando em pequenos comércios ou como diaristas em 
outras propriedades, isto é, quando eles não migram para os grandes centros 
urbanos. 
 
Tabela 01. População Residente no Município Amargosa – Bahia 
Anos Total da 
População 
Total de 
homens 
Total de 
homens 
Total da 
população 
urbana 
Total da 
população 
rural 
2000 31.108 15.066 15.897 20.884 10.224 
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2010 34.351 16.645 17.706 24.889 9.462 
Fonte: Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010 
 
A população residente em Amargosa é em sua maioria predominantemente urbana, 
conferindo-lhe uma taxa de urbanização de 72,45%. Quanto ao gênero, é grande a 
predominância da população feminina, totalizando 51,54 %, ou seja, para cada 100 
(cem) mulheres, residem no município apenas 94 (noventa e quatro) homens. 
 
Tabela 02. Informações sobre o Município 
População 
(Localização/ 
Faixa Etária) 
Amargosa
Ano 0 a 3 
anos
4 a 5 
anos
6 a 14 
anos
15 a 17 
anos
18 a 24 
anos
25 a 35 
anos
mais de 
35 anos Total
2000  1.346  756  3.873  1.618  3.020  2.975  7.297  20.885
2007  1.395  824  3.788  1.304  3.190  3.988  8.995  23.484
2010 1.390 734 3.903 1.471 3.097 4.453 9.943 24.891
2000  987  514  2.104  659  1.269  1.365  3.326  10.224
2007  684  433  2.031  691  1.174  1.361  3.646  10.020
2010 492 345 1.834 654 1.125 1.282 3.728 9.460
2000  2.333  1.270  5.977  2.277  4.289  4.340  10.623  31.109
2007  2.079  1.257  5.819  1.995  4.364  5.349  12.641  33.504
2010 1.882 1.079 5.737 2.125 4.222 5.635 13.671 34.351
PIB(2) IDH (3) IDI (4)
8.90
141.006 0,66 0,5
28.00
Urbana
Rural
Total
População de 10 a 15 anos
Taxa de analfabetismo (5)
População de 15 anos ou mais
Fonte: Disponível em: &lt;http://portal.mec.gov.br/ide/2000,2007,2010/gerarTabela.php&gt;. Acesso em: 
16 jan. 2014. 
 
Quanto a sua distribuição etária, a população de Amargosa vem apresentando 
também algumas mudanças: redução de 10,92 pontos percentuais do contingente na 
faixa etária de 0 a 4 anos, o que se pode atribuir ao controle de natalidade, e um 
aumento do contingente da população mais velha, o que revela uma melhora na 
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expectativa de vida da comunidade. Todavia, o município ainda apresenta um perfil 
etário predominantemente jovem (tabela 02/gráfico 01). 
 
Gráfico 01 - Pirâmides etária da população total de Amargosa, anos de 1991, 
2000 e 2010. 
 
 
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, disponível em: 
&lt;http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/3663#renda&gt; 
 
Tabela 03. Estabelecimento de saúde por tipo e localização 
Posto 
de 
saúde
Centro de 
saúde/USFS
Unidade 
Mista/ 
Especializada
Pronto 
socorro Hospital Outros
Urbana 15 0 10 1 - 1 3
Rural 3 1 2 0 - 0 0
Localização Total
Números de estabelecimentos de saúde
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde (2015). 
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O município é assistido por 12 (doze) Unidades de Saúde da Família, 10 (dez) 
localizadas na zona urbana e 02 (duas) na zona rural. O Programa tem por objetivo 
contribuir para a reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica, em 
conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde, prestando, na unidade 
de saúde e no domicílio, assistência integral, contínua, e de boa qualidade à 
população. Há também no município 02 (dois) hospitais, sendo um de atendimento 
privado. No tocante a outros serviços temos: o Centro Especializado em Odontologia 
– CEO, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e o Centro de Atenção 
Psicossocial – CAPS. 
 
2.1.1.4 Aspectos Socioeconômicos 
O cenário sócio econômico do município é bem diversificado, a maioria da população 
ativa está inserida no setor primário. 
A agricultura familiar tem uma exploração diversificada, centrada nas culturas de 
subsistência como: mandioca, feijão, milho, amendoim, banana, cacau e caju 
(castanha), além de pastagens para criação do gado. Essas atividades, na maioria 
das vezes, estão associadas a uma exploração tradicional e extensiva. De forma ainda 
tímida hoje já se tem uma preocupação na conservação dos recursos naturais e 
alguns pequenos produtores recebem acompanhamento técnico sobre o uso da terra.  
Contudo devido à baixa produtividade das culturas plantadas, alguns pequenos 
agricultores transformam-se em mão de obra dos grandes proprietários ou vendem 
suas propriedades e migram para a cidade, contribuindo para o êxodo rural. 
Nas propriedades de médio e grande porte predominam a cultura do cacau, banana, 
mandioca, a pecuária de corte e leite. Em algumas dessas propriedades, nota-se o 
processo de verticalização da produção. 
A pecuária extensiva é a marca do médio e grande produtor. Sendo que, a pecuária 
de leite intensiva, inserida no contexto nos anos 70 do século passado, tinha se 
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mostrado como alternativa, porém, hoje, tem passado por grandes dificuldades devido 
ao custo dos insumos. Assim, grande parte dos produtores abandonou esta atividade, 
esse fato e comprovado observando-se que os quase 30.000 litros captados por dia 
no final da década de 90, hoje, resume-se a aproximadamente 4.000 litros de leite/dia. 
O café nas últimas décadas entrou em declínio devido a fatores climáticos e de mão 
de obra escassa. 
O processo de comercialização na região apresenta características comuns a outras 
do estado. A estrutura atual cria canais distorcidos, cuja consequência maior e a baixa 
remuneração da atividade produtiva. A participação do Estado e das Organizações 
dos Produtores visando orientar o processo ainda não é o suficiente. As atividades de 
controle de preço no âmbito dos produtores e consumidores via política de preços 
mínimos e estoques reguladores são pouco acionadas, além de existir uma total 
desinformação do produtor em relação a esses serviços, ficando na dependência de 
preços ditados por grupos controladores do mercado. 
Das várias formas de comercialização de produtos agropecuários na região, a mais 
usual é a feira livre, destacando-se Amargosa e Santo Antônio de Jesus como centros 
de convergência da produção regional, onde se reúnem produtores, intermediários, 
caminhoneiros e outros agentes. Vale ressaltar a importância da feira livre para 
Amargosa, a qual se constitui em uma das maiores da Bahia. Esta feira acontece às 
quartas-feiras e aos sábados. O homem do campo traz seus produtos para venda 
diretamente ao consumidor ou a intermediários nas proximidades do mercado 
municipal. 
A produção leiteira é beneficiada pelas micro usinas de produtores ou comprada por 
usinas em Amargosa, Salvador e Cachoeira. O município apresenta reduzido número 
de indústrias, a maioria de pequeno porte, com a produção consumida no próprio 
município e em outros circunvizinhos. 
Em fevereiro de 2015, foi lançado em Amargosa a proposta do ‘Programa Produção 
de Leite de Qualidade’, que é realizada via sistema CNA/SENAR  – Confederação 
Nacional da Agricultura – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com a parceria 
do SEBRAE, e que pretende aumentar as possibilidades de geração de renda, por 
meio de ações de formação profissional rural, para que os pequenos e médios 
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produtores produzam leite de qualidade, atendendo aos padrões exigidos, 
contribuindo para o desenvolvimento do setor. 
Com a implantação do programa ‘Mais Leite Amargosa’, a Prefeitura pretende, além 
de fortalecer a cadeia produtiva de leite, implantar novos cursos de capacitação 
voltados para pequenos produtores locais.  
O cacau e a castanha de caju são comercializados por armazéns representantes de 
grandes empresas do ramo. Já a castanha de caju é uma forma de extrativismo que 
tem causado ultimamente conflitos entre os donos das terras e os extrativistas. Isso 
passou a ocorrer depois que o valor da castanha de caju tornou-se compensador. 
Outro aspecto econômico de Amargosa são as pequenas confecções. Vale 
mencionar, ainda, as serrarias e fábricas de móveis que, apesar de artesanais, criam 
produtos de qualidade. Recentemente, foi implantado no município um polo 
calçadista, em parceria com a SUDIC, que fabrica sapatos femininos para exportação, 
e emprega aproximadamente 700 pessoas. No tocante ao comércio, tem uma boa 
estrutura, porém não apresenta a pujança do início do século passado, quando era o 
último ponto de troca com o sertão. 
A Prefeitura Municipal de Amargosa é uma das maiores fontes empregadoras do 
município, pois além do seu quadro de servidores municipais concursados, ainda 
contrata funcionários como prestadores de serviços, empregando assim boa parte da 
comunidade local. 
Em Amargosa, a renda per capita média cresceu 143,80%, nas últimas duas décadas, 
passando de R$151,70 em 1991 para R$248,64 em 2000 e R$369,84 em 2010. A 
taxa média anual de crescimento foi de 63,90% no primeiro período e 48,75% no 
segundo.  
 
Tabela 04. Indicadores de Renda, Pobreza e Desigualdade, 1991 a 2010 
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1991 2000 2010
IDH Municipal 0,375 0,487 0,625
renda per capita em (R$) 151,70 248,64 369,84
% extrresemamente pob 47,20 21,04 14,55
% pobres 75,90 48,38 33,42
Iíndice de Gini 0,60 0,55 0,56
Índices
Itens
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, disponível em: 
&lt;http://www.atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_m/3663#renda&gt; 
 
Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, o Índice de 
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Amargosa é 0,625, em 2010. O 
município encontra-se na faixa entre as regiões consideradas de médio 
desenvolvimento humano (IDHM entre 0,6 e 0,699). 
A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per 
capita inferior a R$70,00 (setenta reais)) passou de 47,20% em 1991 para 21,04% em 
2000 e para 14,55% em 2010 o que revela uma melhoria na qualidade de vida das 
pessoas. O Índice de Gini passou de 0,60 em 1991 para 0,55 em 2000 e 0,56 em 
2010, o que verifica um pequeno aumento da desigualdade social. 
 
Tabela 05. Índice de Desenvolvimento Humano, períodos 1991, 2000 e 2010 
1991 2000 2010
IDHM 0,375 0,487 0,625
Educação 0,186 0,314 0,492
IDHM Longividade 0,599 0,666 0,807
IDHM Renda 0,473 0,552 0,616
ÍndicesIDHM e Componentes
 
Fonte:http://www.deepask.com/goes?page=amargosa/BA-Veja-o-IDH-Municipal---indice-de-
desenvolvimento-humano---do-seu-municipio 
 
Entre o ano 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi a 
Educação (com crescimento de 0,178), seguida por Longevidade e por Renda.  
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2.1.1.5 Aspectos Culturais 
Amargosa é um município que tem uma cultura ampla e diversificada. As festividades 
populares são famosas pelo contingente que costumam agregar, bem como a 
qualidade, a significação e o sentido que elas têm para a população, especialmente, 
a festa junina. 
Festa organizada pela prefeitura, em parceria com a Bahiatursa, que acontece na 
“Praça do Bosque”, antigo local da estação de trem, com uma área de 29  mil metros 
quadrados. O local é especialmente preparado para receber os munícipes e visitantes, 
com barracas de comidas típicas, bares, parque de diversões e banheiros. 
No ano de 2014, a vila foi inserida no contexto da praça, permitindo aos munícipes e 
visitantes apreciarem e curtirem a festa sem ter que se deslocarem. Na vila, há 
exposição dos artesanatos de diversos artesões locais e de outras regiões da Bahia, 
com tendas de comidas típicas, casa de farinha, caldo de cana e outros. 
Outra atividade inserida no contexto da festa foi a “Tenda da Carne do Sol”, o nde 
moradores e turistas desfrutam dos pratos deliciosos e inovadores feitos com a carne 
do sol. 
A festa junina além de fortalecer o turismo local, proporciona a geração de empregos 
diretos e indiretos, levando em consideração as locações de imóveis e o aumento de 
postos de trabalhos no comércio local.  
Paralelo a festa promovida pela Prefeitura acontece o chamado “Forró do Piu -Piu” 
realizado desde 1997, de cunho particular em ambiente fechado no Hotel Fazenda 
Colibri, distante a 3 km da Praça do Bosque. 
Outra atividade cultural que aos poucos vem sendo resgatada no município de 
Amargosa, principalmente com o apoio do grupo Revitalizar é o carnaval. A Praça do 
Bosque é ornamentada com máscaras e caricaturas, palco armado onde se 
apresentam bandas locais e de cidades circunvizinhas.  
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Outro ponto de relevância na história cultural de Amargosa são os mitos, que fazem 
parte do imaginário popular, principalmente das pessoas mais antigas, entre eles 
ouve-se contar:  a lenda Lobisomem, a lenda da mulher da trouxa. Além desses, mitos, 
Amargosa conta ainda com figuras folclóricas como o Jaraguá, a Ema, o Morcego e a 
Burrinha, figuras alegóricas, criadas pelo Sr. Augusto Tosta e confeccionadas para 
desfilar nas festas carnavalescas. 
Amargosa, acolhedora, tem na sua beleza exuberante o marco da inspiração dos 
filhos artistas, poetas e músicos.  
O calendário de festas em Amargosa é intenso e bastante concorrido, veja a 
cronologia a seguir: 
MÊS EVENTOS
Janeiro ***
Fevereiro
Carnaval promovido pela Prefeitura Municipal de Amargosa, com manifestações 
populares características da região como a Burrinha, Jaraguá (figuras alegóricas), o 
Cão (homens melados de óleo) e as batucadas em seu ritmo característico.
Março Início das manifestações religiosas com a Procissão do Senhor Morto
Abril
Festa da padroeira da cidade “Nossa Senhora do Bom Conselho”. Como é tradição 
em Amargosa, a comissão planeja por um ano a festa profana e a religiosa, que 
encerra no dia 26 de abril (dia da padroeira), um dia de festa com alvorada, queima 
de fogos e quermesse.
Maio Mês de Maria, com manifestações religiosas em toda a cidade.
Junho
Mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Além das manifestações religiosas, 
temos uma das melhores festas junina da Bahia. Interessante para Amargosa pelo 
fluxo de visitantes que impulsionam a economia do município com reflexo positivo 
por alguns meses.
Julho Festa de São Cristóvão.
Agosto Festa de São Roque, comemorada tanto na sede do município quanto nos distritos 
de Diógenes Sampaio e Itachama, e festa do Evangélico.
Setembro
Festa de Cosme e Damião (27/09), período de rica manifestação popular / cultural / 
religiosa, onde o forte sincretismo se faz presente. Os terreiros de candomblé fazem 
festas, as casas onde existem filhos gêmeos promovem reza e o caruru para 
Cosme e Damião.
Outubro
Cavalgada da Fazenda Esperança.  O evento, já consolidado no calendário de 
festas do município de Amargosa e do Recôncavo baiano, tem como objetivo 
arrecadar fundos para a manutenção da casa de idosos “Fazenda Esperança”.
Novembro
Novembro Negro Dia Nacional da Consciência Negra dedicado à reflexão sobre a 
inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está recebe o 
nome Semana da Consciência.
Dezembro Réveillon na Praça do Bosque.  
Fonte: Secretaria Municipal de Cultura, 2015. 
 
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O panorama de Amargosa é propício para o desenvolvimento de atividades festivas e 
práticas desportivas. Existem no município quatro academias privadas onde as 
pessoas se deslocam de suas residências para desenvolverem atividades físicas. 
Nas instituições de ensino, é fomentada nas propostas curriculares o desenvolvimento 
de práticas esportivas e é realizada todos os anos jogos escolares com a participação 
das escolas municipais, estaduais e privadas. 
 
2.1.1.6 Infraestrutura  Material 
Em seu plano estrutural, o município vem gradativamente promovendo a 
habitabilidade e o acesso à terra urbanizada, a moradia, o saneamento ambiental e o 
ordenamento do espaço urbano com vista ao melhoramento dos índices de qualidade 
de vida e do equilíbrio ambiental e a garantia de mobilidade e acessibilidade aos 
equipamentos e serviços públicos. 
Entre o ano de 2014 e 2015, Amargosa vem ampliando e aperfeiçoando o sistema de 
coleta, tratamento e destinação dos resíduos urbanos: 
I. Ampliação do sistema complementar de abastecimento de água para as 
comunidades da zona rural; 
II. Estabelecimento de parceria com Governo Federal para execução do projeto 
Minha Casa Minha Vida. Desta parceria foram construídas 201 unidades 
habitacionais garantindo mais que um novo ambiente para as famílias de baixa 
renda, sobretudo melhoria considerável na qualidade de vida dos beneficiários; 
III. Melhorias de todas as estradas vicinais que ligam a sede aos distritos e bairros 
da zona rural; 
IV. Melhorias com requalificação do sistema de iluminação pública da cidade: 
Projeto Banho de Luz garantiu a troca de braços de luz e instalação de 
lâmpadas led’s, assegurando melhor visibilidade e consequentemente maior 
segurança para à população.  
 
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2.2 Análise Situacional da Educação 
No contexto atual a rede Municipal de Ensino do município que é composta por 39 
(trinta e nove) escolas, sendo 03 (três) creches e 06 (seis) escolas localizadas na 
urbana e as demais no perímetro rural. Na rede estadual são computadas 04 (quatro) 
escolas e na rede privada também 04 (quatro). No município também há 02 (duas) 
unidades de Ensino Superior. 
Todas as instituições de Ensino rurais e urbanas tem energia elétrica. No que diz 
respeito ao transporte escolar os alunos da zona rural que necessitam de transporte 
fazem o translado para zona urbana com o veículo Caminho da Escola e outros com 
transporte alternativo oferecido pela prefeitura. 
Em de 2014, as escolas urbanas e rurais passaram por reformas nas suas estruturas 
físicas.  Algumas escolas rurais foram gradeadas dando maior segurança aos alunos. 
Todos os alunos são assistidos com material didático pedagógico. 
  
2.2.1 Níveis da Educação: Educação Básica e Superior 
2.2.1.1 Etapas da Educação Básica 
2.2.1.2 Educação Infantil 
A Educação Infantil é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, visto 
que devem ser desenvolvidas as suas capacidades físicas, psicológicas, intelectuais 
e sociais. Nessa primeira etapa da educação básica, que tem como finalidade o 
desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, a escola, complementa a 
ação da família e da comunidade, conforme reza a Lei de Diretrizes e Bases para a 
Educação – LDB nº 9.394/96, alterada pela Lei 12.796/2013, no Artigo 29. 
Em vista disso, entende-se que a criança tem o direito de ter uma educação de 
qualidade, em instituições adequadas e profissionais competentes, para que dessa 
forma possam assegurar a sua cidadania e a da família.  
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A educação infantil para as crianças de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos passou a ser 
obrigatória em 2009, quando foi aprovada a Emenda Constitucional (EC) número 59. 
O Plano Nacional de Educação (PNE), projeto de Lei nº 1/2012, aprovado pelo Senado 
em 17 de Dezembro de 2013, trata, em sua primeira meta, da necessidade de 
"universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 (quatro) e 5 (cinco) 
anos, e ampliar, até 2024, a oferta de educação infantil de forma a atender no mínimo 
50% da população de até 3 (três) anos".  
Com a aprovação da Lei nº 11.274/2006, o acesso obrigatório ao ensino fundamental 
passou a ser de seis anos e, portanto, com duração de 09 anos e a Educação Infantil 
passou a incluir a faixa etária de 0 (zero) a 5 (cinco) anos. Nesse advento, novas 
políticas de atendimento às crianças de zero a cinco anos foram estabelecidas no 
Brasil e políticas educacionais do Ministério da Educação – MEC. Outros marcos 
legais que impactaram na educação infantil foi o Referencial Curricular Nacional - 
RCNEI para a Educação Infantil em 1998 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para 
a Educação Infantil em 1999 (Resolução CNE/CNE nº 01/99) e em 2009 (Resolução 
CNE/CNE nº 05/09). 
Sem dúvida, esse avanço na legislação foi uma conquista para a educação da criança. 
Tratando-se do município de Amargosa, a clientela de 0 (zero) a 3 (três) anos é 
atendida em três creches. Ainda no ano de 2015 será concluída a construção da 
creche Proinfância visando atender a mais 120 (cento e vinte) alunos nessa faixa 
etária. 
No que diz respeito a pré-escola, os alunos da rede municipal de 4 (quatro) e 5 (cinco) 
anos são atendidos em 26 (vinte seis) escolas da zona rural e 07 (sete) da zona 
urbana junto ao ensino fundamental em meio período. Há também 04 (quatro) 
instituições particulares que atendem a essa faixa etária. 
Desta forma o ideal seria a construção de um Centro Educacional que possa atender 
um ensino de tempo integral e oferecer melhores condições de trabalho aos 
profissionais, bem como, o atendimento da proposta inclusiva para os portadores de 
necessidades especiais que já está em desenvolvimento no município. Os desafios 
são muitos, principalmente, no que diz respeito à elaboração e implementação de 
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políticas públicas de financiamento e gestão da educação para esse segmento de 
ensino.  
A proposta pedagógica do município como os projetos políticos pedagógicos das 
creches e das escolas que contemplam a pré-escola estão fundamentados no 
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, organizado pelo MEC e na 
sua concepção de educar, cuidar e proporcionar brincadeiras, contribuindo para o 
desenvolvimento da personalidade, da linguagem e para a inclusão social da criança.  
Um panorama mais detalhado do atendimento da educação infantil, ofertado pelo 
município, aponta que há muito a ser feito para que possa alcançar os objetivos 
educacionais específicos, definidos para essa faixa etária nos diversos documentos 
oficiais que normatizam esse nível de ensino, conforme expressam os dados 
referentes:  
 
Tabela 06. Evolução da matrícula da Educação Infantil no município de Amargosa por 
dependência administrativa e localização, período 2010 a 2013. 
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural
2010 820 381 0 0 312 0 1.513
2011 773 370 0 0 292 0 1.435
2012 700 315 0 0 286 0 1.233
2013 773 365 0 0 311 0 1.449
Municipal Estadual ParticularAnos Total
Fontes: MEC/INEP, Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
Segundo os dados do Censo Escolar, o maior número de crianças matriculadas foi 
registrado no ano de 2010 em comparação com os 03 (três) anos subsequentes. A 
tendência da queda é atribuída a implantação do Ensino Fundamental de nove anos 
que passou a receber entre seus matriculados alunos de 06 (seis) anos, que 
anteriormente faziam parte da Educação Infantil. Ainda, observa-se uma oscilação 
com redução de 2011 para 2012 e aumento de 2012 para 2013. Outro motivo que 
ocasionou essa redução é o controle da natalidade. 
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Tabela 07. Frequência por ano de nascimento, segundo o Município Residente. 
Período 2012 2013 2014 Total
Quantitativo 518 457 454 1429
Nascidos vivos - Amargosa - Bahia
 
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde, 2015. 
 
O levantamento da natalidade da cidade torna-se importante para que se tenha a ideia 
sobre a tendência de oferta de Educação Infantil. Pelo que se observa na tabela acima 
houve um decréscimo consecutivo sendo justificado pelo controle da natalidade e 
também pelos partos realizados fora do município. 
 
Tabela 08. Taxa de escolarização da Educação Infantil de Amargosa (2013) 
Segmentos População 
(A) Matrícula (B) Não matriculados Taxa (C) 
%
Creche (0 a 3 anos) 1.882 522 1.360 72%
Pré-escola (4 a 5 anos) 1.079 927 152 14%
Total (0 a 5 anos) 2.961 1.449 1.512 51%  
Fontes: IBGE, MEC/INEP. 
 
Em termo da taxa de escolarização referindo-se a pré-escola, percebe-se que esta 
etapa mesmo sendo oferecido em meio período teve um bom nível de escolarização. 
Já em relação à creche este dado mostra a necessidade de ampliar a oferta de vagas 
e a construção de novas instituições na rede municipal de ensino, haja vista que a 
demanda por atendimento educacional para as crianças de 0 (zero) a 3 (três) anos 
ainda é muito alta. 
 
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Tabela 9. Taxa de escolarização da Educação Infantil de Amargosa, por 
localização (2013) 
Localização População de 0 
a 5 anos (A) Matrícula (B) Escolarização
Período 2.124 1.084 51%
Quantitativo 837 365 43,60%
Fontes: IBGE, MEC/INEP 
 
Como pode observar na tabela acima demonstrada que a Rede Municipal de Ensino 
de Amargosa já atende uma significativa demanda de crianças de 0 (zero) a 5 (cinco) 
anos na escola em relação a meta do PNE de universalizar, até 2016, a Educação 
Infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos demonstra  que 
o município está se aproximando da meta exigida, além disso tem como objetivo, não 
apenas a escolarização em si, mas a educação capaz de garantir ao sujeito um 
exercício competente da cidadania. 
 
2.2.1.3 Ensino Fundamental 
A Constituição Brasileira determina que o Ensino Fundamental seja obrigatório e 
gratuito. O Art. 208, da referida lei, preconiza a garantia de sua oferta, inclusive para 
todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria.  No Art. 169 da Lei Orgânica 
do Município menciona a educação como direito de todos munícipes e dever do Poder 
Público e da família, sendo promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, 
visando o pleno desenvolvimento da pessoa. 
De acordo com o Art. 32, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Ensino 
Fundamental é básico na formação do cidadão, em que a leitura, escrita e o cálculo 
tornam-se meios para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de relacionar-
se no meio social e político. 
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Considerando o diagnóstico como peça fundamental para a revisão do Plano 
Municipal de Educação - PME, observando os dados estatísticos fornecidos pelo 
MEC/INEP/IDEB/ATLAS/SIMEC sobre número de matrícula, aprovação, reprovação 
e distorção idade/série dentre outros. Estes dados nos possibilitaram uma visão da 
situação real em que se encontra o Ensino Fundamental em nosso Município. A rede 
de ensino em Amargosa, de acordo com dados do EDUCACENSO possui 43 
(quarenta e três) escolas que ministram o Ensino Fundamental, sendo 37 (trinta e 
sete) escolas da rede municipal, 02 (duas) escolas da rede estadual e 04 (quatro) 
escolas da rede privada.  
O Ensino Fundamental de nove anos começou a ser implantado na rede municipal de 
ensino em 2007, através da Resolução do Conselho Municipal de Educação (CME) 
nº 001/2007. A implantação se deu de forma gradativa, sendo concluída no ano de 
2013. A rede estadual ainda hoje não procedeu a implantação do ensino fundamental 
de nove anos e a rede particular fez a implantação de forma única e total no ano de 
2010 conforme a publicação da Resolução do Conselho Estadual de Educação (CEE) 
nº 60/2007. Assim, até o ano de 2013 a rede municipal de ensino conviveu com os 
dois sistemas de ensino, ou seja, com o Ensino Fundamental de oito anos em fase de 
extinção e com o Ensino Fundamental de nove anos em fase de implantação. Dessa 
forma, parte dos indicadores referentes a essa etapa de ensino dizem respeito ao 
Ensino Fundamental de oito e de nove anos. 
 
Tabela 10. Evolução das matrículas do Ensino Fundamental no Município de 
Amargosa, por dependência administrativa e localização (2010/2013) 
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural
2010 2.593 1.261 2.177 0 576 0 6.607
2011 2.483 1.227 2.019 0 586 0 6.315
2012 1.941 1.734 1.936 0 570 0 6.181
2013 2.402 1.095 2.020 0 608 0 6.125
Municipal Estadual ParticularAnos Total
 
Fonte: MEC/INEP. Censo Escolar – Disponível em: http://www.inep.gov.br. Acesso em: 15 mai. 2015. 
 
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A taxa de matrícula no Ensino Fundamental no município, entre os anos de 2010 a 
2013, sofreu uma redução em torno de 7,3% sendo que na rede municipal a redução 
foi em torno de 9,5%, e na rede estadual houve um decréscimo de 7,3% enquanto que 
na rede particular houve um crescimento de 5,5%. 
A redução da matrícula é uma tendência nacional. De acordo com o MEC o 
decréscimo observado na matrícula em toda a Educação Básica decorre, 
principalmente, da acomodação do sistema educacional, em especial na modalidade 
regular do Ensino Fundamental, etapa de ensino com histórico de retenção e, 
consequentemente, altos índices de distorção idade/série. 
Outro dado importante é a diminuição da matrícula nas escolas da zona rural. Isso se 
deve ao fato de que, na zona rural, o atendimento é oferecido, nas Escolas Municipais, 
nos segmentos de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Desta forma ao concluir o 5º 
ano, o educando migra para as escolas situadas na sede, uma vez que as mesmas 
oferecem turmas de 6º ao 9º ano. 
 
Tabela 11. Nível Educacional da População de 06 a 14 anos, 1991, 2000 e 2010 
1991 2000 2010 1991 2000 2010
06 a 14 anos 68,42% 96,69% 96,83%
11 a 14 anos 30,96% 8,53% 4,09%
Taxa de analfabetismo % de alunos na escolaFaixa etária 
(anos)
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Disponível em: 
http://www.atlasbrasil.org.br/2013&gt;. Acesso em: 15 mai. 2015. 
 
O nível educacional da população entre 06 (seis) a 14 (quatorze) anos no município 
de Amargosa conforme o site Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, aponta 
uma queda consideravelmente no que tange a taxa de analfabetismo reduzindo mais 
de 26%, fator que comprova esta redução do analfabetismo está relacionado ao 
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percentual de alunos que se encontram na escola, considerando os dados de 1991 a 
2010. 
 
Tabela 12. Matrícula do Ensino Fundamental do Município de Amargosa, por 
idade e série, Rede Municipal, (2013) 
Idades 1º ano 2º 
ano 3º ano 4º ano 5º 
ano 
6º 
ano 
7º 
ano 
8º 
ano 
9º 
ano Total 
6 anos 301 24 1       326 
7 anos 96 277 30       403 
8 anos 15 94 366 42      517 
9 anos 3 22 168 272 40     505 
10 anos 3 8 86 98 320     515 
11 anos 1 3 45 49 174 22 01   295 
12 anos  4 27 35 104 52 20 01  243 
13 anos  1 14 22 477 23 36 19 01 593 
14 anos   11 21 38 16 34 20 26 166 
15 anos   4 8 31 05 26 22 27 123 
+ de 16 
nos   5 5 23 01 15 06 18 73 
Total 419 433 757 552 1207 119 132 68 72 3759 
Nº de 
alunos 
total em 
defasagem 
22 38 192 140 569 45 75 28 18 1127 
% em 
defasagem 5,25% 8,8% 25,4% 25,4% 47,1 38% 57% 41% 25% 30% 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
Analisando as taxas de distorção idade/série das séries iniciais, observa-se que os 
maiores índices estão situados no 3º (terceiro) e 5º (quinto) ano. Este quadro pode ser 
decorrente da conclusão do ciclo I e II nestes respectivos anos nos quais há 
reprovação, como também da fragilidade da formação dos professores para trabalhar 
pedagogicamente com a diversidade de níveis de aprendizagem dos alunos na sala 
de aula. Uma das maiores reclamações dos professores reside nas dificuldades 
apresentadas pelos alunos no processo da construção da leitura e da escrita e da 
indisciplina na sala de aula. Os professores sentem-se frustrados e angustiados por 
não saberem lidar com tais dificuldades. Outro fator considerável é a existência do 
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sistema de avaliação por nota quando este deveria ser uma avaliação descrita através 
da análise das competências e habilidades adquiridas.  
 
Tabela 13. Taxas de Rendimento – Rede Estadual 
SÉRIE/ANO Ano Taxa Aprovação Taxa Reprovação Taxa Abandono 
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural 
1ª série / 2º 
ano do EF 
2008 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2009 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2010 - - - - - - 
2ª série / 3º 
ano do EF 
2008 0.00 89.60 0.00 6.30 0.00 4.10 
2009 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2010 - - - - - - 
3ª série / 4º 
ano do EF 
2008 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2009 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2010 - - - - - - 
4ª série / 5º 
ano do EF 
2008 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 
2009 63.20 0.00 25.90 0.00 10.90 0.00 
2010 - - - - - - 
5ª série / 6º 
ano do EF 
2008 46.20 0.00 47.60 0.00 6.20 0.00 
2009 40.70 0.00 46.60 0.00 12.70 0.00 
2010 48.00 - 46.70 - 5.30 - 
6ª série / 7º 
ano do EF 
2008 54.00 0.00 31.80 0.00 14.20 0.00 
2009 45.10 0.00 40.00 0.00 14.90 0.00 
2010 58.90 - 27.60 - 13.50 - 
7ª série / 8º 
ano do EF 
2008 53.00 0.00 39.00 0.00 8.00 0.00 
2009 51.60 0.00 36.30 0.00 12.10 0.00 
2010 59.10 - 28.00 - 12.90 - 
8ª série / 9º 
ano do EF 
2008 68.90 89.50 13.80 5.30 17.30 5.20 
2009 53.60 0.00 20.80 0.00 25.60 0.00 
2010 71.50 - 16.30 - 12.20 - 
Fonte: Disponível em: http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007. Acesso em 15 
mai. 2015. 
 
Tabela 14. Taxas de Rendimento – Rede Municipal 
SÉRIE/ANO Ano Taxa Aprovação Taxa Reprovação Taxa Abandono 
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural 
1ª série / 2º 
ano do EF 
2008 58.20 63.10 40.10 36.00 1.70 0.90 
2009 59.30 57.50 39.40 40.30 1.30 2.20 
2010 94.70 96.00 4.20 1.90 1.10 2.10 
2008 64.50 76.10 33.90 22.40 1.60 1.50 
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2ª série / 3º 
ano do EF 
2009 70.20 71.40 27.90 28.30 1.90 0.30 
2010 78.10 82.30 19.90 17.00 2.00 0.70 
3ª série / 4º 
ano do EF 
2008 73.40 84.00 26.20 15.40 0.40 0.60 
2009 76.40 76.00 21.60 21.20 2.00 2.80 
2010 91.00 87.60 7.50 11.60 1.50 0.80 
4ª série / 5º 
ano do EF 
2008 83.40 89.30 16.60 9.50 0.00 1.20 
2009 84.80 82.10 14.00 16.00 1.20 1.90 
2010 90.30 86.40 8.80 12.80 0.90 0.80 
5ª série / 6º 
ano do EF 
2008 61.60 0.00 37.90 0.00 0.50 0.00 
2009 58.80 0.00 40.70 0.00 0.50 0.00 
2010 59.20 - 40.40 - 0.40 - 
6ª série / 7º 
ano do EF 
2008 71.20 100.00 27.60 0.00 1.20 0.00 
2009 60.00 0.00 37.60 0.00 2.40 0.00 
2010 70.00 - 28.70 - 1.30 - 
7ª série / 8º 
ano do EF 
2008 75.80 100.00 22.20 0.00 2.00 0.00 
2009 60.60 0.00 37.80 0.00 1.60 0.00 
2010 62.60 - 36.50 - 0.90 - 
8ª série / 9º 
ano do EF 
2008 83.10 0.00 16.90 0.00 0.00 0.00 
2009 83.80 0.00 16.20 0.00 0.00 0.00 
2010 79.70 - 20.30 - 0.00 - 
Fonte: Disponível em: http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007. Acesso em 15 
mai. 2015. 
 
2.2.1.4 Ensino Médio 
A Lei Nº 12.796, de 4 de abril de 2013, alterou a LDB de 1996 e concebeu o Ensino 
Médio enquanto etapa final da Educação Básica. Portanto, é uma etapa obrigatória 
da educação e que deve ser garantida a todos gratuitamente, já que faz parte dos 
direitos subjetivos de todo e qualquer cidadão. A execução dessa etapa de ensino é 
prioritariamente incumbência do Estado (Artigo nº 208, CF/1988), no entanto isso não 
afasta a responsabilidade do município nesta modalidade, uma vez que a CF/1988 
dispõe sobre a obrigação de todos os entes federativos garantirem o acesso à 
educação em regime de colaboração. 
O Ensino Médio precisa ser entendido como uma proposta de educação que propicia 
prosseguimento da aprendizagem e desenvolvimento de competências para a 
formação integral do cidadão. Conforme o Artigo nº 35 da LDB: 
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Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima 
de três anos, terá como finalidades: 
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no 
ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; 
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para 
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade 
a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; 
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a 
formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do 
pensamento crítico; 
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos 
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. 
 
Dessa forma, espera-se que os alunos ao finalizarem a educação básica estejam 
aptos a atuarem de forma proativa e propositiva, assimilando e promovendo 
mudanças positivas na sociedade, compreendendo os processos produtivos e 
dominando as aptidões básicas de linguagens, comunicação, abstração, para 
solucionar problemas concretos na produção de bens ou na gestão e prestação de 
serviços.  
O Ensino Médio é uma etapa na formação do indivíduo, a qual tem a ver com o 
desenvolvimento econômico e social do município. Este nível de ensino em Amargosa 
é da responsabilidade do Estado que conta apenas com uma unidade de ensino médio 
regular. Essa demanda também é atendida por duas escolas particulares. Além disso, 
os jovens e adultos que concluem o Ensino Fundamental podem ingressar no Ensino 
Médio Profissionalizante ou na Educação de Jovens e Adultos em outras duas escolas 
estaduais no município. Porém, tendo em vista a sua importância, o PME deve 
contemplar esse nível de ensino, colaborando com a atuação do Estado. 
 
Tabela 15. Matrícula inicial do Ensino Médio no Município de Amargosa, por 
dependência administrativa e localização: 2011/2014 (com exceção do Médio 
Profissionalizante) 
Anos Municipal Estadual Privada Total Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural 
2011 - - 998 - 86 - 1.084 
2012 - - 987 - 95 - 1.082 
2013 - - 1216 - 107 - 1.323 
2014 - - 1043 - 122 - 1.165 
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Fonte: Programa PDDE Interativo. 
 
A obrigatoriedade da oferta da educação básica dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) 
anos, inclui a necessidade de garantir a universalização do Ensino Médio dentro dessa 
faixa etária. No entanto, é sabido que no nosso país ainda existe um grande percentual 
de jovens e adultos que não teve a oportunidade de cursar as etapas de ensino na 
idade indicada.  
 
Tabela 16. Taxas de Rendimento do Ensino Médio – Rede Estadual 
Fase/Nível 
Taxa Aprovação Taxa Reprovação Taxa Abandono 
Urbana Rural Urbana Rural Urbana Rural 
1º ano 
do EM 
2008 55,60 92,30 33,00 3,80 11,40 3,90 
2009 54,10 78,90 25,50 10,50 20,40 10,60 
2010 49,70 70,00 28,10 15,00 22,20 15,00 
2º ano 
do EM 
2008 58,70 95,80 19,00 2,10 22,30 2,10 
2009 87,20 85,40 6,40 4,90 6,40 9,70 
2010 68,80 92,70 21,40 7,30 9,80 0,00 
3º ano 
do EM 
2008 72,30 94,60 4,20 5,40 23,50 0,00 
2009 61,80 93,50 11,80 2,20 26,40 4,30 
2010 80,50 100,00 9,50 0,00 10,00 0,00 
Fonte: Disponível em: &lt;http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007&gt; 
 
Todos os programas e projetos desenvolvidos pela escola visam criar condições para 
que a escola seja um espaço projetado para os jovens e adultos e adequada às novas 
propostas curriculares. O Colégio Estadual Pedro Calmon, única instituição escolar 
pública de ensino médio regular do município de Amargosa, dispõe de uma 
infraestrutura com biblioteca, laboratórios de informática e de química, sala de vídeo, 
sala de videoconferência, quadra de esporte, auditório e de novas tecnologias da 
informação e comunicação, que permitem organização e desenvolvimento das mais 
variadas atividades pedagógicas em prol do processo ensino-aprendizagem.  
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Ainda é preciso considerar uma parcela do alunado que estuda à noite, cuja 
predominância de matrículas se explica pela característica dos estudantes, enquanto 
trabalhadores. Além disso, um número considerável dos alunos é oriundo da zona 
rural e, portanto, depende do transporte escolar disponibilizado pelo poder público 
municipal, o que ratifica também a importância do regime de colaboração entre os 
entes governamentais. 
Essa colaboração pode ser estabelecida com o poder público municipal através de 
ações que envolvam as Secretarias Municipais de Educação, Assistência Social, 
Esportes e Saúde, entre outras, com o intuito de promover a inclusão de jovens e 
adultos que ainda não concluíram a Educação Básica; bem como o resgate da 
cidadania dessa parcela da população, através da preparação para o ingresso na 
Universidade (cursos pré-vestibulares em parceria com projetos da UFRB) e para a 
inserção no mercado de trabalho, contribuindo assim para o crescimento econômico 
local. 
A Tabela 17 indica o desempenho dos alunos da rede estadual no ENEM no ano de 
2009. Muito embora a média obtida não esteja muito abaixo do resultado auferido em 
escolas particulares da municipalidade (de 608,65, a média total no referido ano na 
rede privada), ainda está distante dos índices esperados, o que reafirma a 
necessidade de apoio municipal nas políticas educacionais e projetos que visam 
melhorar esse índice. 
 
Tabela 17. Desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) – Rede 
Estadual 
Nível Ano Média de prova objetiva Média Total (Redação e Prova Objetiva) 
Rede Federal 2009 --- --- 
Rede Estadual 2009 483,96 534,85 
Rede Municipal 2009 --- --- 
Rede Privada 2009 585,48 608,65 
Fonte: Disponível em: &lt;http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007&gt;. 
 
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Os jovens que permanecem na escola apostam na melhoria da formação que lhes 
facilitem o ingresso no mundo produtivo, cada vez mais exigente e excludente. 
Portanto, os anseios da sociedade deram espaço à iniciativa continuada de fazer 
dessa etapa da educação básica muito mais do que preparar jovens e adultos para 
ingressar nas Universidades (e que já existem no município, como Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia e Universidade Aberta do Brasil): preparar para a 
vida.  
 
2.3 Modalidades e Desafios Educacionais 
2.3.1 Educação Especial 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no seu Art. 58, define a 
Educação Especial como uma modalidade de educação escolar oferecida aos alunos 
com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), preferencialmente, na rede regular 
de ensino. O Atendimento Educacional a essa clientela só será realizado em classes 
ou escolas especializadas, se não for possível, a inclusão do aluno na classe regular. 
Portanto, para atender aos alunos com NEE, o município precisa adequar a estrutura 
física das escolas e disponibilizar recursos humanos e materiais adequados.  
O diagnóstico sobre a situação da Educação Especial em Amargosa indica que o 
poder público, para atender ao que exige a legislação educacional, precisa assumir 
os seguintes compromissos: 
I. Garantia de acesso ao sistema regular de Ensino Fundamental. Deverão ser 
assegurados os meios de integração de crianças, jovens e adultos portadores 
de necessidades especiais no sistema regular de ensino, com alocação de 
recursos para essa finalidade, criando um sistema de informações sobre a 
demanda e o atendimento, promovendo a adequação dos espaços físicos das 
escolas e garantindo o transporte escolar.  
II. Garantia de qualidade da Educação Especial.  O município deverá definir 
indicadores da qualidade de atendimento aos portadores de NEE e promover 
a cooperação com a área de saúde e com a sociedade civil para um 
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atendimento segundo esses indicadores, além de acompanhamento por parte 
de profissionais qualificados. 
III. Formação específica de professores para atendimento a portadores de 
necessidades especiais.  Deverão ser oferecidos cursos de formação em 
serviço para professores que atendam aos portadores de necessidades 
educativas especiais. 
Em Amargosa, os educandos com NEE frequentam as escolas regulares, conforme 
orienta a referida lei. No entanto, ainda não existe na Rede Municipal um 
acompanhamento sistemático e adequado aos professores, no que se refere à 
formação e capacitação para a atuação no Atendimento Educacional Especializado – 
AEE. 
Atividades pedagógicas com as crianças e pessoas com deficiências; e o NASF 
(Núcleo de Apoio a Saúde da Família), formado por profissionais como: 
fonoaudiólogo, psicólogo. Este fato pode comprometer a qualidade do processo de 
inclusão. De modo que, os educandos com NEE que estão matriculados na rede 
regular de ensino, podem, a princípio, parecer que estão sendo “incluídos”, no entanto, 
continuam "integrados", visto que os professores continuam trabalhando com a turma 
como se a mesma fosse homogênea, desconsiderando suas peculiaridades, 
ressalvando algumas tímidas iniciativas inclusivas.  
Durante os anos de 2005 a 2007, a Secretaria Municipal de Educação viabilizou a 
participação de alguns professores em cursos específicos para a Educação Especial, 
sendo, retomados em 2012 os cursos de formação continuada em áreas distintas, 
bem como na jornada pedagógica de 2014, com orientações para a formulação de um 
plano inclusivo anual. Porém, mesmo havendo esse trabalho voltado para a inclusão, 
ainda não há um direcionamento mais sistemático para a comunidade escolar no 
sentido de estimular a conviver com as diferenças. Sendo assim, os currículos, os 
métodos, as técnicas, os recursos educativos, como também os trabalhos 
pedagógicos das escolas não dão conta de todas as especificidades dos educandos 
com necessidades educativas especiais. O que demonstra a necessidade de uma 
política mais sistemática para essa modalidade de ensino. 
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Diante dessa carência no setor educacional, é imprescindível intensificar a 
cooperação entre os setores de Educação, Saúde e Assistência Social nas 
realizações de parcerias, levantamentos de dados e mapeamento da situação das 
pessoas com NEE que estão na faixa etária escolar, uma vez que o município 
vislumbra sanar essa lacuna no Sistema Escolar do Município para oferecer de 
maneira adequada a Educação Inclusiva. 
Em março de 2009, foi criado na Secretaria Municipal de Educação, juntamente ao 
departamento pedagógico, a Supervisão de Apoio ao Educando e de Atenção à 
Educação na Diversidade, viabilizando assim as ações que serão desenvolvidas pelo 
PAE-2006 (Programa de Atendimento ao Educando), que atualmente atende pelo 
slogan Aprendizagem Saudável. Esta supervisão vem desenvolvendo um trabalho de 
fortalecimento e parceria entre as instituições existentes no município de Amargosa 
até os dias atuais, elaborando ações para melhoria da qualidade da aprendizagem 
dos alunos com NEE. Dentre algumas dessas instituições parceiras, temos a UFRB 
(Universidade Federal do Recôncavo Baiano); a AFAGO (Associação de Famílias e 
Amigos de Pessoas Especiais), onde são desenvolvidas atividades com: educador 
físico, assistente social, nutricionista e fisioterapeuta. 
Há também o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, um órgão da Secretaria 
Municipal de Saúde, que promoveu até o ano 2012 oficinas educativas como 
procedimento de tratamento para seu público, sem a intenção de intervir no processo 
de aprendizagem.  
A partir do ano 2012, em parceria com a Secretaria de Educação - SEDUC iniciou-se 
um apoio pedagógico a esse público, com o Programa Todos Pela Alfabetização 
(TOPA). Em 2015, houve a implantação da modalidade EJA com a inserção de turmas 
nesse núcleo, uma vez que a clientela do CAPS está fora da sala de aula.   
Em 2012, com o aumento da matrícula dos alunos com NEE na Rede Municipal, as 
escolas contavam com o atendimento de uma neuropsicóloga e uma psicóloga. E a 
partir de 2013, o quadro do Atendimento Educacional Especializado - AEE vem sendo 
ampliado. 
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Atualmente, em 2015, os alunos que fazem parte do público do AEE identificados em 
nosso município são matriculados nas turmas regulares e recebem Atendimento 
Educacional Especializado em uma das cinco Salas de Recursos Multifuncionais do 
município no turno oposto. Os profissionais das salas de recursos elaboram suas 
propostas pedagógicas de forma individualizada e são orientados pela Secretaria de 
Educação, a fazerem as adequações necessárias, incluindo a Educação Especial. 
Além disso, criou-se duas classes bilíngues para surdos, que atendem ao ensino 
fundamental e também a modalidade Educação de Jovens e Adultos – EJA, com a 
finalidade de oferecer atendimento específico àqueles que não podem ser atendidos 
no sistema regular de ensino. 
Para que a identificação desses alunos aconteça, as escolas e creches municipais 
recebem periodicamente visitas da psicóloga escolar e os educadores encaminham 
para a Secretaria Municipal de Educação, os alunos com algum tipo de 
comprometimento ou suspeita, os quais conseguem identificar na sala de aula, a partir 
da sua observação e comparação com o que é esperado de acordo com a idade do 
aluno. Assim, esses alunos passam por um processo de avaliação psicológica ou são 
encaminhados para outros profissionais, para que a identificação de tal 
comprometimento possa ser feita. 
Além desse tipo de identificação realizada, temos o monitoramento/mapeamento 
realizado para o controle do quantitativo de alunos com deficiência matriculados e 
também de suas deficiências, que é feito por meio do Censo Escolar. O quadro abaixo 
mostra a quantidade de alunos matriculados, em Amargosa, inseridas na rede regular 
de ensino, no ano de 2013. 
 
Tabela 18. Matrícula da Educação Especial no município de Amargosa em 
2013. 
Diagnóstico 
Séries iniciais do 
Ensino 
Fundamental 
Séries finais do 
Ensino 
Fundamental 
Ensino médio Total 
Deficiência visual 06 alunos 01 aluno 0 aluno  07 alunos 
Deficiência mental 04 alunos 0 alunos 0 aluno  04 alunos 
Deficiência física 10 alunos 08 alunos 0 aluno  18 alunos 
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Deficiência auditiva 15 alunos 0 alunos 2 alunos  17 alunos 
Deficiência múltiplas 02 alunos 0 alunos 0 aluno  02 alunos 
Altas habilidades 
/superdotação 0 alunos 0 alunos 0 aluno  0 aluno 
Transtorno global do 
desenvolvimento 07 alunos 0 alunos 0 aluno  07 alunos 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
Esses alunos são acompanhados e monitorados pela própria escola, direção e 
coordenação pedagógica, com assessorame nto da Secretaria de Educação nas 
questões de combate à discriminação, ao preconceito e a violência contra os 
deficientes, visando o bom relacionamento entre todos no espaço escolar. 
No que se refere à acessibilidade e transporte, a rede municipal garante a esses 
alunos matriculados o transporte adaptado (ônibus escolar adaptado, Caminho da 
Escola), para translado dos alunos de casa para a escola e vice-versa. Entretanto, 
apesar de existir uma preocupação de trazer para a função de motorista, profissionais 
que se adéquem ao perfil dessa demanda, não há formação específica para esses 
funcionários.  
Diante dessa insuficiência de profissionais especializados no setor educacional, é de 
fundamental importância que haja o incentivo à ampliação das equipes profissionais 
do AEE. Portanto, a Secretaria Municipal de Educação realizou, recentemente (2015), 
um processo seletivo para a contratação de novos profissionais especializados nas 
diversas áreas da Educação Especial. Mas, infelizmente, não houve inscritos em 
todas as áreas necessárias. Dentre as vagas que não foram contempladas pela 
seleção, destacam-se: Deficiência Visual, síndrome de Down, fonoaudiologia, 
Educação física e Monitoria para alunos com Transtorno do Espectro Autístico. Por 
outro lado, o município foi contemplado com os seguintes profissionais: Psicólogos, 
psicopedagogos, especialista em educação especial, especialista em Transtorno do 
Espectro Autístico, educador físico e uma terapeuta ocupacional, o que certamente 
contribuirá ainda mais para a qualidade do ensino-aprendizagem e da inclusão. 
 
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2.3.2 Política da Alfabetização 
A História da Alfabetização, em nosso país, foi centrada na História dos Métodos de 
Alfabetização. Desde o final do Século XIX, a dificuldade de nossas crianças para 
aprender a ler e escrever, principalmente na escola pública, incitou debates e 
reflexões buscando explicar e resolver esses entraves. As práticas de leitura e de 
escrita ganharam mais forças no final desse século, principalmente a partir da 
Proclamação da República. 
A educação nesse período ganhou destaque como uma das utopias da modernidade. 
Até então, nessa época, as práticas de leitura e escrita eram restritas a poucos 
indivíduos nos ambientes privados do lar ou nas “escolas” do império em suas “aulas 
régias”. 
Na primeira década republicana foi instituído o método analítico que diferentemente 
dos métodos de marcha sintética, orientava que o ensino da leitura deveria ser iniciado 
pelo “todo” para depois se analisar as partes que constituem as palavras. Ainda nesse 
momento, já no final da década de 1920, o termo “alfabetização” passou a ser usado 
para se referir ao ensino inicial da leitura e da escrita. 
A partir da segunda metade da década de 1920, passa-se a utilizar métodos mistos 
ou ecléticos, chamados de analítico - sintético, ou vice-versa. Esses métodos se 
estendem até aproximadamente o final da década de 1970. 
Já no início da década de 1980, foi introduzido no Brasil, o pensamento construtivista 
de alfabetização, fruto das pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky sobre a 
Psicogênese da Língua Escrita. O construtivismo não se constitui como um método, 
mas sim como uma desmetodização em que na verdade, propõe-se uma nova forma 
de ver a alfabetização, como um mecanismo processual e construtivo com etapas 
sucessivas e hipotéticas. 
Nessa mesma época, foi constatado um número enorme de pessoas “alfabetizadas”, 
mas consideradas como analfabetos funcionais, que são as pessoas que decodificam 
os signos linguísticos, mas não conseguem compreender o que leram. Surge então o 
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termo “letramento”. Estar letrado seria então, a capacidade de ler, escrever e fazer 
uso desses conhecimentos em situações reais do dia-a-dia.  
O fenômeno do analfabetismo funcional, cuja raiz é encontrada nas séries iniciais do 
ensino fundamental, expressa dificuldades presentes nos processos de 
escolarização, mostrando o seu distanciamento de adequados padrões de qualidade. 
Dados do Censo Demográfico de 2010 revelaram que 15,2% das crianças brasileiras 
com 8 (oito) anos de idade que estavam cursando o ensino fundamental eram 
analfabetas e em nível da região Nordeste (25,4%). Em face de tal realidade e de 
outros problemas que vêm impactando a qualidade do ensino, houve a ampliação do 
ensino fundamental obrigatório para 9 (nove) anos, com início a partir dos 6 (seis) 
anos de idade (Lei nº 11.274/2006). Em sequência, no Plano de Metas Compromisso 
Todos pela Educação (Decreto nº 6.094/2007), entre as ações que visam à qualidade 
do ensino, ficou determinada, no Inciso II do Art. 2º, a responsabilidade dos entes 
federativos com a alfabetização das “crianças até, no máximo, os 8 (oito) anos de 
idade, aferindo os resultados por exame periódico específico”. Nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 Anos (Resolução CNE nº 
7/2010), encontra-se estabelecido que os três anos iniciais do ensino fundamental 
devem assegurar a alfabetização, o letramento e o desenvolvimento das diversas 
formas de expressão, incluindo o aprendizado da Língua Portuguesa, da Literatura, 
da Música e demais Artes e da Educação Física, assim como o aprendizado da 
Matemática, da Ciência, da História e da Geografia.  
A política de Educação instituída no Estado da Bahia segue com regularidade a 
orientada pelo Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Básica - 
SEB/MEC. Destaca-se que através da Portaria nº 6.094, de 4 de julho de 2012, o MEC 
institui o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) que objetiva, 
conjuntamente com as secretarias estudais, distrital e municipais de educação, 
reafirmar e ampliar o compromisso previsto no Decreto nº 6.094, de 24 de abril de 
2007, de alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, ao final do 3º 
ano do ensino fundamental, aferindo os resultados por exame periódicos específico. 
Ressalta-se que, a criação do PACTO (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade 
Certa) – em 28 de abril de 2011- a Secretaria da Educação do Estado da Bahia 
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estabelece, por meio do Decreto nº 12.792/11, o Programa Estadual Todos pela 
Escola, a ser implantado no âmbito do Ensino Fundamental do Sistema Estadual de 
Ensino, mediante cooperação entre o Estado e os Municípios baianos. 
No supracitado decreto, ficou estabelecido, em seu Art. 2º, através da Diretriz I que 
as ações pedagógicas, em prol do processo de alfabetização, devem ser 
desenvolvidas de forma plena para todas as crianças baianas (até os 8 (oito) anos de 
idade) tivessem domínio de competências leitoras e escritoras na área de Língua 
Portuguesa e Matemática. 
Para materialização das ações, duas propostas pedagógicas foram implantadas e 
continuam sendo implantadas (Proposta para Alfabetizar Letrando e a Alfabetização 
Matemática). 
Para análise e reflexão do diagnóstico de alfabetização do I Ciclo do Ensino 
Fundamental do município de Amargosa, obteve-se como instrumentos os resultados 
das avaliações externas aplicada com os estudantes: a saber 2º e 3 º ano, 
respectivamente Avalie de âmbito estadual e Avaliação Nacional da Alfabetização –
ANA de esfera nacional. 
 
Quadro 1. Resultados do Avalie, aplicada com estudantes dos 2° anos das 
escolas públicas municipais (novembro de 2013). 
Fonte: SABE – Sistema de Avaliação Baiano de Educação 
 
De acordo com os dados apresentados, referente ao desempenho dos alunos do 2º 
ano em Língua Portuguesa, tendo como base a escala de proficiência dos 3 eixos: 
apropriação do sistema de escrita, leitura e procedimento de escrita, os quadros com 
os resultados demonstram que a maioria dos estudantes já consolidaram as 
habilidades básicas para o referido ano, assim como, há uma porcentagem destes 
que se encontram no nível avançado. Diante desta realidade, pressupõe-se que a 
Avalie Bahia - Alfa - Resultados de desempenho e participação – Amargosa 2013 
Língua Portuguesa 
Nível Inicial Intermediário Básico Avançado 
Percentual 11,3% 11,8% 36,6% 40,3% 
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progressão da aprendizagem de um nível para o outro está evoluindo efetivamente, 
pois é uma minoria dos alunos que realizaram esta avaliação que se encontram nos 
níveis 1 e 2. 
 
Quadro 2. Resultados da ANA, aplicada com estudantes dos 3° anos das escolas 
públicas municipais (outubro de 2013). 
Distribuição percentual dos estudantes por nível de desempenho (%) 
 Leitura Escrita Matemática 
Sem pontuação X 8,10 X 
Nível 1 41,63 34,32 40,91 
Nível 2 36,06 25,10 37,23 
Nível 3 19,10 18,83 12,35 
Nível 4 3,21 13,66 9,50 
Fonte: INEP 
 
De acordo com os dados apresentados, referente ao desempenho dos alunos do 3º 
ano em Língua Portuguesa e Matemática, tendo como base a escala de proficiência 
em leitura, escrita e matemática, o quadro com os resultados demonstram que a 
maioria dos estudantes ainda não consolidou as habilidades básicas para o referido 
ano, já que se encontram ainda nos níveis 1 e 2. Diante desta realidade, pressupõe-
se que a progressão da aprendizagem de um nível para o outro não está evoluindo 
efetivamente, pois a minoria dos alunos que realizaram esta avaliação se encontra 
nos níveis três e quatro. 
 
2.3.3 Educação em Tempo Integral 
“Para educar uma criança, é preciso uma aldeia inteira.” 
Para educar um indivíduo é preciso envolver e articular diversos outros indivíduos, 
tempos e espaços. Afinal, somos todos sujeitos completos, totais, com as mais 
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diversas características, necessidades e possibilidades de aprendizagem ao longo da 
vida. 
A Educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as 
dimensões do desenvolvimento humano e se dá como processo ao longo de toda a 
vida. Assim, Educação em Tempo Integral não é uma modalidade de educação, mas 
sua própria definição; espaços, dinâmicas e sujeitos são objeto de aprendizagem e 
também seu fim, o sentido próprio para o qual converge a construção de qualquer 
conhecimento. Desta forma, mais do que um conjunto de espaços a cidade é 
compreendida como território educativo e o binômio escola-comunidade é sua síntese. 
Nessa perspectiva, todos – escola, família, comunidade e a própria cidade –, são 
educadores e aprendizes de um mesmo e colaborativo processo de aprendizagem. 
O que caracteriza uma política de Educação em Tempo Integral é a articulação 
intersetorial. Ou seja, educar um indivíduo integralmente depende necessariamente 
da articulação do próprio poder público – é uma tarefa que não pode ser exclusiva das 
secretarias de educação. Ao contrário, ela prevê necessariamente a integração e 
interlocução das agendas, políticas públicas e, na medida do possível, receitas e 
orçamentos das mais diferentes frentes: esporte, cultura, assistência social, 
habitação, transportes, planejamento, etc. 
No Brasil, na primeira metade do século XX, encontramos investidas significativas a 
favor da Educação em Tempo Integral, tanto no pensamento quanto nas ações de 
cunho educativo de católicos, de anarquistas, de integralistas e de educadores como 
Anísio Teixeira, que tanto defendiam quanto procuravam implantar instituições 
escolares em que essa concepção fosse vivenciada.  
Anísio Teixeira, um dos mentores intelectuais do Manifesto dos Pioneiros da Escola 
Nova, pensando na implementação de um Sistema Público de Ensino para o país, 
propunha uma educação em que a escola “desse às crianças um programa completo 
de leitura, aritmética e escrita, ciências físicas e sociais, e mais artes industriais, 
desenho, música, dança e educação física, saúde e alimento à criança, visto não ser 
possível educá-la no grau de desnutrição e abandono em que vivia”. Essa concepção, 
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Anísio Teixeira colocou em prática no Centro Educacional Carneiro Ribeiro, 
implantado em Salvador, na Bahia, na década de 1950.  
Desde 2004, com a criação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e 
Diversidade (SECAD), o Ministério da Educação acelerou o enfrentamento das 
enormes injustiças que persistem na educação pública brasileira. Tendo como base a 
perspectiva de universalizar o acesso, a permanência e a aprendizagem na escola 
pública, a construção participativa de uma proposta de Educação em Tempo Integral 
– por meio da ação articulada entre os entes federados e/ou também das 
organizações da sociedade civil e dos atores dos processos educativos aponta para 
esse enfrentamento, sobretudo para a superação das desigualdades e da afirmação 
do direito às diferenças.  
Nesse contexto, propõe-se um desenho de Educação em Tempo Integral que 
intensifique os processos de territorialização das políticas sociais, articuladas a partir 
dos espaços escolares, por meio do diálogo intragovernamental e com as 
comunidades locais, para a construção de uma prática pedagógica que afirme a 
educação como direito de todos e de cada um. 
O Plano Nacional de Educação (PNE), a exemplo da Constituição Federal de 1988 e 
da LDB, retoma e valoriza a Educação Integral, como possibilidade de formação 
integral da pessoa. Ressalta-se, contudo, que o PNE avança para além do texto da 
LDB, ao apresentar a educação em tempo integral como objetivo do Ensino 
Fundamental e, também, da Educação Infantil. Além disso, o PNE apresenta, como 
meta, a ampliação progressiva da jornada escolar para um período de, pelo menos, 7 
horas diárias, além de promover a participação das comunidades na gestão das 
escolas, incentivando a instituição de Conselhos Escolares. 
Nesse sentido, o Plano valoriza a educação em tempo integral especialmente nos 
seus aspectos pertinentes à assistência social. Na verdade, tais expressões limitam o 
direito à educação em tempo integral às famílias de menor renda, contrariando, em 
certa medida, a Carta de 1988, cuja determinação é a de que “todos são iguais perante 
a lei, sem distinção de qualquer natureza” (Art. 5º). 
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Outro marco legal voltado para a implementação de ações direcionadas para a 
educação em tempo integral e que compõe as metas do PDE, constitui-se no 
Programa Mais Educação, instituído pela Portaria Normativa Interministerial nº 
17/2007, que tem por objetivo fomentar a Educação Integral de crianças, adolescentes 
e jovens, por meio de atividades socioeducativas, no contraturno escolar, articuladas 
ao projeto de ensino desenvolvido pela escola. 
O Mais Educação tem como prioridade contribuir para a formação integral de crianças, 
adolescentes e jovens, articulando, a partir do projeto escolar, diferentes ações, 
projetos e programas nos estados, Distrito Federal e municípios. O financiamento das 
ações do PME é feito através de transferência voluntária dos ministérios envolvidos e 
sua operacionalização se dá por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) 
e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), ambos do Fundo Nacional 
de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 
Implantar a Educação em Tempo Integral em escolas da rede pública estadual através 
da diversificação do universo de experiências educativas, fomentando a parceria 
escola e comunidade, articulando as diversas áreas do conhecimento e as mais 
variadas formas de aprendizagens, visando à ampliação da permanência diária de 
crianças, adolescentes e jovens na escola a fim de desenvolver todas as dimensões 
da formação humana: cognitiva, afetiva, histórico-social, cultural, artística, profissional, 
e familiar. 
A concepção de educação integral pressupõe uma aprendizagem para a vida, uma 
aprendizagem significativa e cidadã, que integra os diferentes saberes, espaços 
educativos, sujeitos e conhecimentos, ampliando a jornada escolar e criando 
possibilidades para uma nova organização curricular nas escolas públicas de 
educação básica, a partir da ampliação dos tempos e espaços de aprendizagem. A 
Educação em Tempo Integral compreende o direito de aprender como inerente ao 
direito à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito, à dignidade e à convivência familiar e 
comunitária. 
Outro Programa implementado pelo MEC que visa a ampliação da jornada escolar é 
Ensino Médio Inovador (ProEMI) que integra as ações do Plano de Desenvolvimento 
da Escola (PDE), como estratégia do Governo Federal para induzir a reestruturação 
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dos currículos do Ensino Médio na perspectiva da Educação em Tempo Integral. O 
ProEMI compreende que as ações propostas inicialmente incorporadas ao currículo 
escolar, ampliando o tempo dos estudantes na escola e a diversidade de práticas pe-
dagógicas, atendendo às necessidades e expectativas em prol da equidade social e 
racial na educação. 
O Município, através da Portaria Interministerial nº. 17/2007, aderiu a partir do ano de 
2009, a Educação em Tempo Integral representando pelo Programa Mais Educação 
nas escolas da Rede Municipal de Ensino. Sendo, que iniciando com um número de 
03 (três) escolas em 2011 e 2015 soma-se 18 (dezoito) escolas municipais. Com o 
intuito de contribuir para a formação integral de crianças, adolescentes e jovens. As 
escolas foram selecionadas através dos seguintes critérios: 
I. Escolas contempladas com PDDE/Educação Integral nos anos anteriores; 
II. Escolas estaduais, municipais e/ou distrital que foram contempladas com o 
PDE/Escola e que possuam o IDEB abaixo ou igual a 3,5 nos anos iniciais e/ou 
finais, IDEB anos iniciais &lt; 4.6 e IDEB anos finais &lt; 3.9, totalizando 23.833 
novas escolas; 
III. Escolas localizadas em todos os municípios do País; 
IV. Escolas com índices igual ou superior a 50% de estudantes participantes do 
Programa Bolsa Família; 
V. Municípios com 15% ou mais da população “não alfabetizados”; 
VI. Municípios que apresentam 25% ou mais de pobreza rural; 
VII. Municípios c om 30% da população “rural”; 
VIII. Municípios com assentamento de 100 famílias ou mais; 
IX. Municípios com escolas quilombolas e indígenas. 
Essa construção, no Brasil, é contemporânea aos esforços do Estado para ofertar 
políticas redistributivas de combate à pobreza.  
Nessa perspectiva, faz-se necessário um quadro conceitual mais amplo para que a 
pactuação de uma agenda pela qualidade da educação considere o valor das 
diferenças, segundo o pertencimento étnico, a consciência de gênero, a orientação 
sexual, as idades e as origens geográficas. 
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Quadro 3. Educação Integral na Rede Municipal de Ensino 
Anos Escolas Quantitativos de alunos 
2011 03 175 
2012 05 410 
2013 12 922 
2014 18 1461 
Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento do Ministério da Educação - DTI Diretoria de Tecnologia 
da Informação  
 
Tratando-se das escolas da rede municipal conforme a tabela acima, houve um 
crescimento de ampliação da rede para ampliação da educação integral, aliada ao 
Programa Mais Educação com um crescimento aproximado de 60% onde as escolas 
desenvolvem no contraturno atividades do referido como acompanhamento 
pedagógico, oficinas de cine clube, canteiro sustentável, vídeo, percussão, rádio 
escolar, artesanato, esporte e lazer, xadrez, judô, capoeira. 
 
Quadro 4.   Escola de Tempo Integral Rede da Estadual de Amargosa 
Anos Escola Quantitativo de alunos 
2014 Escolas Reunida Almeida Sampaio 500 
2015 Escolas Reunida Almeida Sampaio 480 
Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento do Ministério da Educação - DTI Diretoria de Tecnologia 
da Informação  
 
Referente à escola da rede estadual, em 2014 a Escola Reunidas Almeida Sampaio 
aderiu a escola em tempo integral que faz do Programa Mais Educação atendendo há 
um contingente de 500 alunos. Já em 2015 foram assistidos 480 alunos, tendo uma 
diminuição de 4% referente ao ano de 2014. 
 
Quadro 5. Escola Inovadora da Rede Estadual de Ensino 
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Anos Escola Quantitativo de alunos 
2013 
Colégio Estadual Pedro Calmon 
836 
2014 906 
2015 1160 
Fonte: Sistema Integrado de Monitoramento do Ministério da Educação - DTI Diretoria de Tecnologia 
da Informação 
 
Em 2012, a escola estadual Pedro Calmon aderiu ao Programa Ensino Médio 
Inovador que faz parte também do Programa Educação Integral. Conforme observado 
na tabela houve um crescimento de aproximadamente 29,60% de alunos atendidos 
pelo programa. 
Nos últimos anos, presenciamos experiências diferenciadas de ampliações da jornada 
escolar que entremeiam turno e contraturno, com metodologias diversas de trabalho; 
das quais podemos destacar a iniciativa do próprio Ministério da Educação, com o 
financiamento de ações educativas complementares no período. 
 
2.3.4 Qualidade da Educação Básica 
A Educação Básica que abrange a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o 
Ensino Médio nos últimos anos vêm passando por profundas mudanças, visando não 
somente o acesso, mas também a qualidade da educação.  
A obrigatoriedade da oferta de 07 (sete) aos 14 (quatorze) anos trazida pela LDB 
9.394/96 foi ampliada com a Emenda Constitucional nº 59 de 12 de dezembro de 
2009, estendendo o acesso para alunos de 04 (quatro) a 17 (dezessete) anos e o 
prazo final da transição para a obrigatoriedade é 2016 conforme a meta 7 do Plano 
Nacional de Educação (PNE) aprovado em 25 de junho de 2014. Isso demonstra que 
é muito recente o compromisso legal do país com o acesso à educação. No tocante a 
primeira etapa da Educação Infantil – Creche (0 a 03 anos) a meta 1 do PNE 
estabelece que 50% das crianças nessa faixa etária deverão estar na escola até 2020. 
A universalização do Ensino Médio para a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) 
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anos deve acontecer até 2016. Portanto a previsão legal para a universalização de 
todas as etapas da Educação Básica é para o ano de 2020. 
Outro fator bem recorrente no âmbito nacional é a qualidade da Educação Brasileira. 
É necessário, porém entender o que significa qualidade na educação, no atual 
contexto frente a uma sociedade globalizada, na qual as informações são 
instantâneas e o conhecimento cada vez mais acessível. 
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) 
entende que a qualidade da educação é uma questão de direitos humanos (2008) e 
defende que educação de qualidade como direito fundamental, deve ser antes de tudo 
relevante, pertinente e equitativa. 
O parecer CNE/CEB nº 07/2010 e Resolução CNE/CEB nº 04/2010, que definem as 
Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica reporta que: 
A educação de qualidade brasileira é uma conquista a ser construída 
coletivamente de forma negociada, pois significa que se concretiza a partir da 
qualidade da relação entre os sujeitos que nela atuam direta e indiretamente. 
Significa compreender que a educação é um processo de produção e 
socialização da cultura da vida, no qual se constroem, se mantêm e se 
transformam conhecimentos e valores. Produzir e socializar a cultura inclui 
garantir a presença dos sujeitos das aprendizagens na escola. Assim, a 
qualidade social da educação escolar supõe encontrar alternativas políticas, 
administrativas e pedagógicas que garantam o acesso a permanência e o 
sucesso do indivíduo no sistema escolar, não apenas pela redução da 
evasão, da repetência e da distorção idade/série, mas também pelo 
aprendizado efetivo.
 
Assim, observa-se que a qualidade da educação deve ser priorizada desde a creche 
até o longo da vida, perpassando a Educação Básica, pois o processo educacional é 
contínuo e demanda compromissos de toda a sociedade. 
Um dos passos significativos para alcançar a qualidade da educação básica foi a Lei 
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sancionada em 20 de dezembro 
de 1996. Essa Lei traz aspectos significativos como duzentos dias letivos e oitocentas 
horas de efetivo trabalho, recuperação e aceleração, aulas em período integral, 
Ensino Fundamental em ciclos, avaliação contínua, exigência de Licenciatura para os 
professores, dentre outros avanços, previsão de financiamento para a educação. 
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Os municípios a partir da criação do FUNDEF instituído pela Lei 9.424, de 24 de 
dezembro de 1996, passaram a ter financiamento específico para a educação e 
puderam efetivar muitas políticas municipais de educação. Em 2007, os municípios 
passaram a elaborar o Plano de Ações Articuladas (PAR) com vistas a assumir 
compromissos para melhoria do Ensino Fundamental (EF). A fim de medir o 
desempenho dos municípios e estados no EF e Médio foi criado em 2005 o Índice de 
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). 
 
Tabela 19. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no Ensino 
Fundamental 2005/2013 
Âmbito de 
Ensino 
Anos iniciais do Ensino Fundamental Anos Finais do Ensino Fundamental 
IDEB Observado Metas IDEB Observado Metas 
2005 2007 2009 2011 2013 2021 2005 2007 2009 2011 2013 2021 
Brasil Total 3.8 4.2 4.6 5.0 5.2 6.0 3.5 3.8 4.0 4.1 4.2 5.5 
Rede 
Estadual 2.7 3.4 3.8 4.2 4.3 5.0 2.8 3.0 3.1 3.3 3.4 4.8 
Rede 
Estadual de 
Amargosa 
2.2 3.2 - - - 5.2 1.7 2.1 2.3 2.8 2.5 4.7 
Rede 
Municipal de 
Amargosa 
2.6 3.6 3.7 4.8 4.1 4.8 2.1 2.8 2.6 3.1 2.2 4.6 
Fonte: Disponível em: http://ideb.inep.gov.br/resultado/. Acesso em: 01 jun. 2015 
 
A análise do IDEB da Rede Municipal de Amargosa, nos anos iniciais do ensino 
fundamental demonstra que no ano de 2005 o índice era de 2,6 e em 2015 atingiu 4,1 
e a meta para 2021 é de 4,8. Observar-se, porém um decréscimo entre 2011 e 2013 
de sete décimos percentuais. 
No que se refere aos anos finais do ensino fundamental em 2005 o índice era de 2,1 
e em 2013 de 2,2 com meta de 4,6 para o ano de 2021. Em 2011 o índice foi de 3,1, 
revelando uma queda de nove décimos percentuais. 
Para medir o IDEB são analisados os índices de aprovação/reprovação dos últimos 
anos e a média obtida na Prova Brasil. 
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Figura 6: Avaliações Externas 
Fonte: INEP. Disponível em: http://provabrasil.inep.gov.br/ Acesso em: 01 jun. 2015. 
 
2007 2009 
 Mun. Est. Mun. Est.   Mun. Est. Mun. Est.  
Português 
5° ano - - - - 
Português 
9° ano 
Português 
5° ano 23% - 9% 32% 
Português 
9° ano 
Matemática 
5° ano - - - - 
Matemática 
9° ano 
Matemática 
5° ano 19% - 11% 8% 
Matemática 
9° ano 
 
2011 2013 
 Mun. Est. Mun. Est.   Mun. Est. Mun. Est.  
Português 
5° ano 34% - 15% 21% Português 
9° ano 
Português 
5° ano 26% - 12% 22% Português 
9° ano 
Matemática 
5° ano 29% - 9% 7% Matemática 
9° ano 
Matemática 
5° ano 18% - 18% 5% Matemática 
9° ano 
Figura 7: Quadro de Proficiência 
Fonte: Disponível em: www.qedu.org.br/cidade/5562-amargosa/proficiencia. Acesso em 01 jun. 2015 
 
A partir dos dados da Prova Brasil observa-se o nível de proficiência dos alunos em 
Língua Portuguesa e Matemática que no município temos 26% para o 5º ano e 12% 
para o 9º ano em Língua Portuguesa e em Matemática temos 18% para o 5º ano e 
4% para o 9º ano. Nível insuficiente de proficiência demonstra a necessidade de 
compreender os fatores que influenciaram no baixo desempenho para propor ações 
que forneçam a melhoria. 
O município vem participando das avaliações do Sistema de Avaliação da Educação 
Básica através da Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB), Avaliação 
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Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC) e da Avaliação Nacional de 
Aprendizagem (ANA) o que tem proporcionado averiguar as habilidades e 
competências adquiridas e não adquiridas a fim de criar estratégias de enfrentamento 
para superar as dificuldades. 
Como forma de melhorar a qualidade da educação básica o município já concluiu o 
processo de implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos, iniciado em 2007 e 
aderiu ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), implantando 
também o PACTO Estadual e vem assim oferecendo cursos de formação continuada 
nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática para os docentes do 1º ao 5º ano e 
também para os coordenadores pedagógicos. 
Além da formação continuada para os docentes, o município tem realizado 
investimentos na requalificação das estruturas físicas, aquisição de mobiliário 
adequado, aquisição de materiais didáticos, coordenação pedagógica sistemática, 
garantia dos 200 (duzentos) dias letivos com merenda de qualidade, incentivo as 
práticas esportivas/culturais são fatores presentes no município que ajudam a 
promover a qualidade na educação básica. 
 
2.3.5 Educação de Jovens e Adultos (EJA) 
A política de educação de jovens e adultos, diante do desafio de resgatar um 
compromisso histórico da sociedade brasileira e contribuir para a igualdade de 
oportunidades, inclusão e justiça social, fundamenta sua construção nas exigências 
legais definidas: A Constituição Federal do Brasil/1988 incorporou como princípio que 
toda e qualquer educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para 
o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (CF. Art. 205). Retomado 
pelo Artigo 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96, 
este princípio abriga o conjunto das pessoas e dos educandos como um universo de 
referência sem limitações.  
Assim, a Educação de Jovens e Adultos e Idosos, modalidade estratégica do esforço 
da Nação em prol de uma igualdade de acesso à educação como bem social, participa 
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deste princípio e sob esta luz deve ser considerada. Estas considerações adquirem 
substância não só por representarem uma dialética entre dívida social, abertura e 
promessa, mas também por se tratarem de postulados gerais transformados em 
direito do cidadão e dever do Estado até mesmo no âmbito constitucional. Sendo 
assim, o Artigo 208 - CF alterado pela Emenda Constitucional Nº 59, de 11 de 
novembro de 2009, os Incisos I e VII passam a vigorar com as seguintes alterações:  
I – “educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) 
anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a 
ela não tiveram acesso na idade própria;  
VII – “atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, 
por meio de programas suplementares de material didático-escolar, 
transporte, alimentação e assistência à saúde”.  
Trata-se de um direito positivado, constitucionalizado e cercado de mecanismos 
financeiros e jurídicos de sustentação. Esclarecemos que, a Educação de Jovens e 
Adultos está baseada no que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional - LDB 9.394.96, no Parecer CNE/CEB Nº 11/2000, na Resolução CNE/CEB 
Nº 01/2000, no Plano Nacional de Educação (Lei 10.172/01), no Plano de 
Desenvolvimento da Educação, nos Compromissos e acordos internacionais.  
Esse público vem sendo atendido no âmbito da Educação Básica por meio da Diretoria 
de Políticas de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, 
Alfabetização e Diversidade - SECAD/MEC, a qual tem priorizado um processo amplo 
democrático e participativo na construção de uma política pública de estado para a 
educação de jovens e adultos.  
Ressaltamos que, essas ações têm fortalecido e estreitado à parceria entre Estados 
e Governo Federal na busca pela ampliação e melhoria da qualidade da educação de 
jovens e adultos. 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos (Parecer 
CNE/CEB 11/2000 e Resolução CNE/CEB 1/2000) – devem ser observadas na oferta 
e estrutura dos componentes curriculares dessa modalidade de ensino, estabelece 
que: - Como modalidade destas etapas da Educação Básica, a identidade própria da 
Educação de Jovens e Adultos considerará as situações, os perfis dos estudantes, as 
faixas etárias e se pautará pelos princípios de equidade, diferença e proporcionalidade 
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na apropriação e contextualização das diretrizes curriculares nacionais e na 
proposição de um modelo pedagógico próprio. 
A Resolução CNE/CEB nº 01/2000 - Artigo 6º assegura que cabe a cada sistema de 
ensino definir a estrutura e a duração dos cursos da Educação de Jovens e Adultos, 
respeitadas as diretrizes curriculares nacionais, a identidade desta modalidade de 
educação e o regime de colaboração entre os entes federativos.  
A Constituição Federal determina como um dos objetivos a integração de ações do 
poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (Art. 214, I). Trata-se da 
tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte 
dos governos e da sociedade. Os déficits do atendimento no ensino fundamental 
resultaram, ao longo dos anos, num grande número de jovens e adultos que não 
tiveram acesso ou não lograram terminar o ensino fundamental obrigatório. 
Com base nos dados de alunos matriculados na EJA no município de Amargosa, 
registram-se na área urbana em 2011, 236 matrículas e na área rural 198 matrículas. 
Em 2012, houve uma diminuição na área urbana para 221 matrículas. A área rural, no 
entanto, continuou estável apresentando 198 matrículas. Os dados demonstram que 
no ano de 2013 houve uma diminuição no número de matrículas, tanto na zona urbana 
com 184 matrículas, quanto na zona rural com 169 matrículas. 
 
TABELA 20. Matrícula inicial na educação de jovens no município de Amargosa, 
por dependência/administrativa e localização (2011/2013) 
ANOS 
MUNICIPAL ESTADUAL 
TOTAL 
URBANA RURAL URBANA RURAL 
2011 236 198 777 - 1211 
2012 221 198 959 - 1378 
2013 184 169 932 - 1285 
Fonte: Anuário Estatístico da educação da Bahia/Secretaria de Educação Municipal/Direc. 
 
De acordo aos dados apresentados pela tabela acima se observa que a demanda da 
Educação de Jovens e Adultos que se encontram sem instrução ou com baixa 
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escolaridade vem crescendo paulatinamente. Com relação à rede municipal de ensino 
nota-se que a cada ano existe uma procura mais acentuada na zona urbana. Já na 
zona rural o período correspondente de 2011 a 2013 o número de alunos, 
praticamente, manteve-se estável. 
A Rede Estadual de Ensino apresenta maior oferta de matrícula da modalidade da 
Educação de Jovens e Adultos, embora a rede não ofereça vagas de nenhuma etapa 
de ensino em localidades rurais; uma vez que todas as Unidades de Ensino Estaduais 
concentram-se na sede deste município. Cabe salientar que a rede estadual só 
oferece à etapa correspondente as series Finais do Ensino Fundamental e Ensino 
Médio. No contingente das matrículas da rede estadual, encontram-se os alunos 
egressos do primeiro Segmento da modalidade de Jovens e Adultos na rede municipal 
rural. 
 
TABELA 21. Nível educacional da população jovem de 1991, 2000 e 2010 
Anos 
Taxa de analfabetismo % de alunos na escola 
1991 2000 2010 1991 2000 2010 
15 a 17 anos 23,43 6,65 2,82 53,00 78,22 86,11 
18 a 24 anos 25,01 10,55 4,05 21,93 35,29 36,42 
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Disponível em: 
http://www.atlasbrasil.org.br/2013. 
 
Com relação ao público de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos percebe-se, através da 
análise da tabela, que a taxa de analfabetismo tem apresentado um declínio 
considerável, bem como na população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos. O 
retorno a escola desse público se deve a busca por conhecimentos que atenda a uma 
demanda social, desejo de melhorar de vida ou por exigências ligadas ao mundo do 
trabalho, dentre outras. 
 
TABELA 22. Nível Educacional da População Adulta com mais de 25 anos, 
1991, 2000 e 2010 
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Taxa de analfabetismo 1991 2000 2010 
 25 a 29 anos 27,63 17,05 6,45 
25 anos ou mais 48,45 36,22 26,51 
Percentual de atendimento --- --- --- 
% de 25 a 29 anos na escola 4,46 9,71 16,38 
Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil. Disponível em: 
http://www.atlasbrasil.org.br/2013. 
 
Com base nos dados apresentados, percebe-se que a taxa de analfabetismo da 
população adulta (25 (vinte e cinco) a 29 (vinte e nove) anos) teve uma queda 
significativamente. Esse declínio se deve, principalmente, a implantação de políticas 
públicas de erradicação do analfabetismo, a exemplo do Programa Brasil Alfabetizado 
que na Bahia recebeu o nome de TOPA. O programa tem promovido o acesso à 
educação como um direito de todos em qualquer momento da vida. Diferentemente, 
os dados referentes à população adulta de 25 (vinte e cinco) anos ou mais não 
apresentaram o mesmo avanço. O fato demonstra a dificuldade desta população em 
continuar frequentando às instituições de ensino. Isso devido às jornadas extensas de 
trabalho, ao período de inverno rigoroso, sobretudo na zona rural; a incompatibilidade 
com o horário do transporte; aos fatores religiosos e principalmente a falta de 
motivação pessoal com relação a prática docente. 
Em cumprimento aos preceitos da Lei a EJA foi implantada na rede municipal no ano 
de 2002, embora sem muita abrangência. Os altos índices de evasão e a ausência de 
políticas voltadas para a melhoria dessa etapa de ensino a caracterizava numa 
educação marginalizada. No ano de 2007, foi criado na Secretaria Municipal de 
Educação o departamento pedagógico da Educação de Jovens e Adultos, setor 
responsável somente para o atendimento a essa modalidade de ensino nas escolas 
municipais. Desde então, a Secretaria Municipal de Educação tem realizado muito 
esforço em prol da modalidade da Educação de Jovens e Adultos; com grande 
relevância para a mobilização, divulgação, valorização dos educandos e educadores 
e levantamento da oferta, principalmente para formação de turmas. 
 Assim, a EJA na rede municipal de Amargosa é oferecida nos dois segmentos 
correspondentes ao Ensino Fundamental, em escolas rurais e urbanas. Estando 
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estruturada em quatro Níveis de ensino com duração de um ano para cada Nível; sua 
oferta acontece, predominantemente, no período noturno.  
As classes são compostas por jovens, adultos e idosos de ambos os sexos, 
trabalhadores rurais, urbanos, aposentados e desempregados. Muitos são moradores 
rurais, migrantes dessa zona do município ou já de cultura urbana, com diferentes 
objetivos, tais como: afirmação pessoal e aumento da autoestima; busca de 
certificação para emprego ou promoção; continuidade de estudos na etapa seguinte; 
tirar habilitação para condução de veículos automotores; desejo religioso de leitura da 
Bíblia; participação político-social mais ativa; necessidade de ensinar os filhos nas 
atividades escolares, dentre outros. 
Os educandos convivem com problema de baixo estima, muitos enfrentam os desafios 
de uma sociedade preconceituosa e excludente, que os fazem desacreditar no seu 
valor, na sua capacidade de aprender e de produzir, gerando, com isso falta de 
motivação para prosseguir com os estudos.  Os que prosseguem com a escolaridade 
apontam as maiores dificuldades enfrentadas durante o processo educativo, como 
sendo: o deslocamento da zona rural para urbana; compreender Matemática; baixa 
visão; os fatores climáticos, como inverno rigoroso; cansaço e a falta de cooperação 
dos alunos mais jovens durante as aulas. 
 
2.3.6 Educação Profissional de Nível Médio 
A Educação Profissional deve ser adotada de acordo com os Arranjos Produtivos, 
Culturais, Sociais, Locais e Regionais (APL) e com as tendências e oportunidades 
oferecidas pelo mercado, considerando ainda, as mais diversas possibilidades de 
organização social do trabalho. Essa modalidade de ensino deve ser interpretada no 
seu sentido mais amplo, uma vez que, a sua intenção é oferecer ao estudante a 
formação adequada, compatível com as tendências laborais da sua região, 
resgatando a formação humana em sua totalidade, tendo o trabalho como princípio 
educativo e a intervenção social como princípio pedagógico, priorizando sempre a 
qualificação social e profissional do cidadão. Nesse contexto os principais objetivos 
da educação profissional são:  
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I. Garantir o desenvolvimento dos jovens para uma inserção cidadã na vida social 
e no mundo do trabalho; 
II. Contribuir para a elevação de escolaridade dos trabalhadores; 
III. Ampliar o acesso à educação integral e fortalecer a inclusão educacional; 
IV. Inovar e diversificar os currículos escolares, promovendo acesso dos 
estudantes ao conhecimento científico, às artes, à cultura e ao trabalho; 
V. Articular-se com políticas/programas/ações de desenvolvimento, 
socioeconômico ambiental, e de geração de trabalho, emprego e renda, na 
perspectiva da inclusão. 
A Lei nº 11.741, de 2008, nos seus Artigos 36 B e 36 C dispõe sobre as modalidades 
em que a educação profissional deve ser oferecida. 
 
Art. 36-B A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida 
nas seguintes formas:  
I - articulada com o ensino médio; 
II- subsequente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino 
médio. 
Art. 36-C reza que: a educação profissional técnica de nível médio articulada, 
será desenvolvida de forma:   
I- integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino 
fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à 
habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de 
ensino, efetuando-se matricula única para cada aluno;  
II- concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja 
cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo 
ocorrer (BRASIL, 2008). 
 
Tomando por base o que está posto no Plano Nacional de Educação – PNE, que 
retrata que a Educação Profissional é de responsabilidade igualmente compartilhada 
entre o setor educacional, o Ministério do Trabalho, Secretaria do Trabalho, serviços 
sociais do comércio, da agricultura e da indústria, e os sistemas nacionais de 
aprendizagem (BRASIL, 2001). Entendemos que ainda precisamos ampliar o campo 
de comunicação e as ações entre a Educação Profissional e a infraestrutura do 
munícipio, no que tange ao apoio e assistência acerca da implementação do acesso, 
permanência e continuidade dos alunos nesta modalidade de ensino. 
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Com base nos objetivos da Educação Profissional, a Bahia vem crescendo a passos 
largos. Em 2007 essa modalidade de ensino chegava apenas a 14 Territórios de 
Identidade e 23 municípios baianos. Já em 2013 já contemplava todos os 27 
Territórios de Identidade da Bahia e 123 municípios.  
No município de Amargosa, especificamente, o planejamento para implantação da 
educação profissional iniciou seu histórico com a mobilização para implantação de 
uma Escola Agrotécnica nesse município, na década de 80. Abaixo breve histórico da 
Educação profissional no município de Amargosa – Bahia: 
I. Em 28/08/1988 aconteceu no auditório do Colégio Estadual Pedro Calmon a 
primeira reunião com o objetivo de discutir a construção da Escola Agrotécnica 
de Amargosa.  A Secretária de Educação do Estado da Bahia inicia a reunião 
salientando a importância da escola para a região e a determinação e empenho 
do governador do estado, Sr. Waldir Pires, em construir a escola; 
II. Após a reunião, várias comissões foram organizadas a fim de pressionar o 
poder público para a aquisição do terreno destinado a construção da escola.  
Por fim, e diante do alto custo, o próprio estado adquiriu o terreno; 
III. 13/05/1989 – O Governador Waldir Pires lançou a pedra fundamental para a 
construção da Escola Agrotécnica de Amargosa; 
IV. 22/06/1989 – Foi publicada a Portaria nº 3942 designando o nome da escola 
como: Escola Agrotécnica Estadual Democrática José Pires, em uma 
homenagem ao pai do governador Waldir Pires; 
V. 16/01/1991 – Foi inaugurada a Escola Agrotécnica Estadual Democrática José 
Pires, tendo como primeira diretora, nomeada em 13/03/1991, a Prof.ª Maria 
Auxiliadora Lemos Passos; 
VI. 23/07/1991 – Foi criada a Escola Agrotécnica de Amargosa, através da Portaria 
nº 12468, que revogou a Portaria nº 3942; 
VII. 10/03/1995 – Foi autorizado o funcionamento no Ensino Médio do Curso 
Técnico em Agropecuária; 
VIII. 20/09/1995 – Foi autorizado o funcionamento do Ensino Fundamental (Portaria 
4765); 
IX. 2005 – O governo do estado estabeleceu parceria com a Fundação José de 
Carvalho, realizando reforma na rede física da escola, além da construção de 
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área de lazer (piscina e quadra), construção de laboratórios para 
beneficiamento de castanha e café e laticínio.  Esses laboratórios funcionaram 
precariamente, sendo desativados pouco tempo depois por estarem fora dos 
padrões e normas técnicas; 
X. 24/05/2006 – Foi autorizado o funcionamento do Ensino Médio Integrado à 
Educação Profissional (Portaria 7101); 
XI. 31/12/2006 – Foi autorizado o funcionamento da Educação Profissional de 
Nível Médio na Área de Agropecuária com Habilitação em Agricultura (Portaria 
nº18189); 
XII. 17/04/2009 – A Escola Agrotécnica de Amargosa passou a ser denominada 
como Centro Territorial de Educação Profissional do Vale do Jiquiriçá (Portaria 
nº 8677/2009) 
XIII. 2012 – Foi implantado o Curso Técnico em Enfermagem, a partir de demanda 
apresentada em consulta popular; 
XIV. 2013 – Foram implantados os Cursos Técnicos em Análises Clínicas e Artes 
Dramáticas; 
XV. 2015 – Foram implantados os Cursos Técnicos em Edificações, Logística e 
Segurança do Trabalho.  
O Centro Territorial de Educação Profissional do Vale do Jiquiriçá, localizado na 
Rodovia Amargosa / Milagres, km 02, Zona Rural do município de Amargosa – BA, 
possui uma área de 400 tarefas de terra, com boa infraestrutura, que por conta das 
suas dimensões e atividades desenvolvidas, se assemelha a uma fazenda. A área 
total da escola é composta de:  
a. Pavilhão de aulas, composto de 08 salas de aula;  
b. Pavilhão administrativo composto de: sala para diretoria; sala para vice 
diretoria; sala para secretaria escolar; sala de professores; 
c. 01 auditório; 
d. 01 laboratório de informática;  
e. 02 laboratórios que servem aos cursos vinculados ao eixo ambiente, saúde e 
segurança: laboratório de enfermagem e laboratório de análises clínicas; 
f. 01 laboratório que serve aos cursos vinculados ao eixo produção alimentícia:  
laboratório de agroindústria; 
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g. 05 áreas específicas para manejo de atividades de campo, que servem ao eixo 
recurso naturais, ao qual estão vinculados os cursos de agropecuária e 
zootecnia: aviário; coelhário; pocilga; curral e pastagens para bovinos; aprisco 
e pastagens para ovinos; viveiro de produção de mudas com 300m2; 
h. Área para processamento de café, que atualmente funciona também como 
galpão para depósito de veículos inservíveis; 
i. 01 biblioteca; 
j. 01 cozinha industrial completa, com refeitório; 
k. 01 quadra poliesportiva; 
l. 01 campo de futebol. 
 
O Centro Territorial de Educação Profissional do Vale do Jiquiriçá funciona em três 
turnos e desenvolve projetos técnicos nas áreas das ciências agrárias, produção 
alimentícia, saúde, edificações, logística e segurança do trabalho. Esse centro tem 
como principal objetivo desenvolver uma educação de excelência, contribuindo para 
formação de técnicos capazes de promover melhorias baseadas na qualidade de vida 
das pessoas e na sustentabilidade ambiental. 
Atualmente o Centro Territorial de Educação Profissional do Vale do Jiquiriçá oferece 
os seguintes cursos e modalidades: 
 
CURSOS MODALIDADES 
Técnico em Agropecuária EPI/  PROSUB 
Técnico em Zootecnia EPI 
Técnico em Agroindústria EPI/  PROSUB 
Técnico em Enfermagem EPI/  PROSUB 
Técnico em Análises Clínicas PROSUB 
Técnico em Artes Dramáticas PROSUB 
Técnico em Edificações PROEJA 
Técnico em Segurança do Trabalho EPI/  PROEJA 
Técnico em Logística PROSUB 
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Fonte: CETEP, 2015 
 
Com relação à oferta da educação profissional especificamente para população do 
campo, implantamos em 2015 o Programa Projovem Campo Saberes da Terra, que 
desenvolve suas atividades com base na pedagogia da alternância, a carga horária 
total do curso é dividida em atividades desenvolvidas na escola e atividades 
desenvolvidas na comunidade onde o aluno reside. O programa visa ampliar o acesso 
e a qualidade da educação a jovens entre 18 (dezoito) e 29 (vinte e nove) anos que 
não concluíram o ensino fundamental, respeitando as características, necessidades e 
pluralidade de gênero, étnico-racial, cultural, geracional, política, econômica, territorial 
e produtivas dos povos do campo. 
Apesar dos avanços obtidos na Educação Profissional no município de Amargosa, 
ainda identificamos alguns entraves, dentre eles:   
I. Insuficiência de campos para a realização de estágio supervisionado  - Os 
cursos técnicos em agropecuária, zootecnia, agroindústria e análises clínicas, 
apresentam a maior carência de vagas para estágio, uma vez que, um número 
bastante limitado de propriedades rurais, pequenas indústrias e laboratórios de 
análises clínicas particulares têm interesse em disponibilizar vagas para 
estágio. Os estágios do curso técnico em enfermagem, vem sendo realizado 
sem maiores problemas, visto que o CETEP – Vale do Jiquiriçá conta com o 
apoio da prefeitura que disponibiliza vagas no hospital municipal e postos de 
saúde para atuação dos nossos estudantes como estagiários. Quanto aos 
cursos de logística, segurança do trabalho e edificações, ainda não temos 
como mensurar a oferta de vagas para estágio, visto que esses cursos foram 
implantados esse ano; 
II. Transporte - sobre o acesso, permanência e continuidade, o nosso grande 
entrave é a questão do transporte, sobretudo, quando se trata de alunos que 
moram em localidades da zona rural e, que, só podem ter acesso a escola no 
período da manhã e noite, o que dificulta a realização do estágio e demais 
atividades pedagógicas no turno da tarde. Ainda com relação ao transporte, 
podemos citar a limitação do CETEP – Vale do Jiquiriçá em sedimentar-se 
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enquanto centro territorial, visto que para isso seria necessário elevado grau 
de colaboração entre os poderes federal, estadual e municipal, a fim de 
viabilizar o transporte entre os municípios do território. 
Diante dos problemas apontados, entendemos que ainda há muito por fazer com 
relação a sedimentação da educação profissional como política pública de grande 
relevância social e, nesse sentido, precisamos do envolvimento e apoio de toda a 
sociedade e de um elevado grau de colaboração e cooperação dos entes federativos. 
 
2.4 Educação Superior 
2.4.1 Ensino Superior 
Com as novas exigências da LDB de 1996, muitos municípios buscaram ofertar cursos 
de formação superior com o intuito de cumprir o que rege a lei. Dentro desta visão, o 
município de Amargosa em 1999, aderiu ao Projeto Rede UNEB 2000 com um curso 
de Extensão em Pedagogia para professores da rede municipal com vagas 
remanescentes para professores da rede estadual das séries iniciais. 
Nesse contexto histórico, no ano de 2003, ingressa a Faculdade de Ciências 
Educacionais ofertando o curso de Normal Superior e um ano depois houve a 
complementação de algumas disciplinas para regularização do curso de Pedagogia. 
O município cooperou de forma ativa cedendo espaço, funcionários de apoio e 
transportes e meia bolsa para funcionários do município. 
Outra conquista importante para o município foi à implantação da Universidade 
Federal do Recôncavo Baiano, UFRB ano de 2006, constitui em um avanço 
importante na tentativa de dinamizar e revitalizar essa importante Região do estado 
da Bahia. Segundo Neto (2005), a perspectiva de desenvolvimento social sustentável 
é a mais adequada ao contexto social, político e econômico, que marca a realidade 
cotidiana do povo do Recôncavo Baiano uma vez que possibilita um desenvolvimento 
econômico, com justiça social, centrado nas necessidades de homens e mulheres e 
com respeito à natureza. 
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O processo de instalação do campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano 
(UFRB) em Amargosa, é fruto de uma campanha que mobilizou diversos setores da 
comunidade amargosense. Neste processo, várias comissões foram constituídas, 
sendo uma delas encarregada de elaborar a “Proposta de Implantação de um Campus 
da Universidade Federal do Recôncavo em Amargosa”, a fim de expor as pretensões 
do município em abrigar um campus universitário. 
O documento tem como proposta principal transformar o município em um polo de 
formação de professores com implantação inicial dos cursos de Licenciatura em 
Ciências Biológicas, Física, Química e Matemática e um curso de Bacharelado 
(Ecologia) e, gradualmente, aumentar o número de cursos oferecidos.  
A proposta se baseia em dados da DIREC 29 de 2002, indicando que, dos 641 
professores estaduais em atuação na região administrativa de Amargosa, 437 têm 
formação de nível médio, 204 têm formação superior, sendo 20 bacharéis, 41 
pedagogos e apenas 143 licenciados, dos licenciados, 108 são graduados em Letras, 
Geografia ou História, todos formados pela UNEB em Santo Antônio de Jesus. Esses 
dados demonstram uma carência na região de profissionais licenciados, 
principalmente nas áreas de Matemática, Química, Física e Biologia.  
Atualmente o Campus da UFRB funciona em sede própria, como Centro de Formação 
de Professores CFP e abriga os cursos de licenciatura em: Física, Matemática, 
Filosofia e Pedagogia, Pedagogia em Educação do Campo, Letras com Libras, 
atendendo uma clientela do município de Amargosa e outras cidades não só do estado 
da Bahia, como também de outros estados da federação. 
A implantação do campus de Amargosa representa para a Região a possibilidade de 
uma ligação com o mundo do trabalho qualificado, através da formação de recursos 
humanos. É importante destacar a importância de sua instalação do ponto de vista de 
sua territorialidade, ao engendrar o acesso ao ensino superior no interior da Bahia, 
descentralizando um serviço que antes se restringia a áreas de maior respaldo 
econômico. 
De igual forma outra conquista considerável para o município é o Sistema 
Universidade Aberta do Brasil – UAB, instituído pelo Decreto nº 5.800, de 8 de junho 
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de 2006, voltado para o desenvolvimento da modalidade educação a distância, tem 
como finalidade a expansão e interiorização da oferta de cursos e programas de 
educação superior no Brasil. Por esse exposto e com a crescente demanda de 
ingresso no ensino superior, o município de Amargosa buscou estabelecer parceria 
com o governo federal para criar um Polo de Apoio presencial.  
O Polo tem estabelecido, até o presente momento, dois acordos de cooperação 
técnica; com a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC e a Universidade do 
Estado da Bahia – UNEB.  
Para atender a demanda de qualificação dos docentes e administrativos municipais, 
através do acesso a graduação e pós-graduação, o Polo busca ofertar cursos 
específicos para tais demandas, como nos mostra o quadro abaixo. 
 UESC UNEB 
 Graduação Graduação Pós-
Graduação 
Oferta Biologia Letras Pedagogia Administração 
Pública História Matemática Gestão 
Pública 
2009 35 - 50 - - 40 - 
2010 - - - 50 - - 35 
2011 - - - 50 - - 35 
2015 35 50 50 45 60 40 - 
Fonte: Arquivos do Polo UAB Amargosa. 
 
Desta forma, o município atua como parceiros das instituições de ensino superior no 
sentido de contribuir para a efetivação da formação dos cidadãos, cedendo espaço 
físico, recursos humanos e transportes principalmente na realização de eventos 
promovidos pelas Universidades. O município também inclui a demanda de cursistas 
que necessitam realizar os estágios exigidos como parte de sua formação superior. 
O município dá subsídios para que as Universidades fomentem estudos e pesquisas 
que analisam os instrumentos basilar como currículo, PPP e as dimensões dos 
processos avaliativos e com base nesses instrumentos. 
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O município é parceiro das Universidades abrindo as portas das suas instituições de 
ensino para acolher os programas e projetos de extensões das Universidades.  
 
2.5 Valorização dos Profissionais da Educação 
As discussões e afirmações com relação ao PME precisam ser uma construção com 
a participação de toda a sociedade civil e organizada do município, pois é evidente 
que nenhuma meta ou diretriz será cumprida sem o compromisso de todos. 
Sabe-se que no contexto educacional o aluno se configura como principal ator do 
processo educativo, tendo o professor como o mediador desta ação. Porém, o 
processo de mediação não se constitui apenas na figura e ação do professor. A escola 
é composta por outros sujeitos que direta ou indiretamente interferem no processo de 
ensino-aprendizagem existente na Instituição de Ensino.  
Desta forma, todos que compõem o espaço educativo como: porteiro, merendeira, 
motorista assistente administrativo, auxiliar de serviço gerais, monitor, bibliotecário, 
coordenador, secretário escolar e diretor dão também sua contribuição na formação 
dos alunos e por isso, devem ser qualificados e valorizados no intuito de promover 
uma educação pautada na qualidade. 
Diante desta perspectiva, o município de Amargosa acredita que a garantia da 
qualidade da educação depende de vários fatores. O mais significativo deles, com 
certeza, é aquele relativo à competência dos profissionais do magistério. Educadores 
bem formados, atualizados, dignamente remunerados e motivados constituem o 
elemento básico para uma educação de qualidade. 
A LDB, no Art. 67 dedica especial atenção à questão da formação, apresentando uma 
série de exigências que, em boa medida, responde a vários problemas. É 
indispensável à realização dos programas de formação em serviço, visando à 
atualização e ao preenchimento de lacunas que porventura detectadas num 
verdadeiro processo de avaliação. 
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Visando atender a legislação e a demanda instituída no município, já em 1997, foi 
ofertado o curso para formação em nível médio -  Magistério para aqueles docentes 
que tinham apenas o ensino fundamental. Em 1999, foi oferecido o Curso Extensão- 
UNEB, Licenciatura em Pedagogia, qualificou cerca de 100 professores da rede 
municipal e estadual. Em 2005, o município entra como parceira no curso de Pós-
Graduação em Política do Planejamento. 
Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Amargosa ao longo dos anos, vem 
oferecendo formação continuada para os professores da rede, a exemplo dos 
programas, GESTAR I, Pró-Letramento, Sexualidade na Educação Infantil, Afro 
UNEB, Projeto Nordeste, foram realizadas também formações para os professores 
que atuam no campo, em parceria com a Universidades Federal do Recôncavo da 
Bahia – UFRB e através dos programas Despertar e Escola Ativa. Atualmente são 
oferecidas formações para os professores do ciclo de alfabetização por meio dos 
programas PACTO e PNAIC. Além destas, já foram oferecidos cursos para os 
gestores escolares (Pró-gestão, formação para gestores) e recentemente foi iniciada 
uma formação para os coordenadores pedagógicos.  
A mesma legislação estabelece a obrigatoriedade de planos de carreira que, 
necessariamente, ressaltem o aperfeiçoamento continuado, períodos dedicados para 
estudos, carga horária que privilegie horários específicos agregados a carga horária 
total remunerada, determinando ainda que as administrações públicas realizem 
programas de capacitação para todos os professores em exercício. A Resolução nº 
03 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação define 
diretrizes para elaboração dos Planos de Carreira do Magistério, bem como sugere a 
atualização dos Estatutos do Magistério.  
Espera-se também que o corpo docente municipal, ao mesmo tempo em que busque 
uma qualificação mais acurada, seja constituído por professores habilitados, segundo 
os novos parâmetros legais. Neste sentido, o município realizou em 2007 e em 2012 
Concursos Públicos para provimentos de vagas para professores e coordenadores 
pedagógicos, e em 2015 seleção para professores, tendo como requisito no edital, 
habilitação específica para tal ocupação.  
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O momento atual é particularmente importante, pois a Constituição Federal e a LDB 
determinam a elaboração de um Plano de Carreira para o Magistério. Um Plano que 
contemple uma carreira adequadamente estruturada, que permita a progressão 
profissional, associada a um aumento de remuneração, a uma constante melhoria do 
nível de qualificação ou titulação e numa avaliação do desempenho do trabalho, 
certamente, há de propiciar o incentivo ao aprimoramento dos recursos humanos 
específicos da educação.  
Os profissionais de educação do município de Amargosa, dispõe de Plano de carreira 
instituído pela Lei nº 318 de 31 de dezembro de 2009.  
 
TABELA 23. Funções docentes por Etapas e Modalidades da Educação Básica -  
Rede Municipal. 
Etapas e Modalidades da Educação 
Básica 
Funções Docentes 
C/Lic C/Gra C/EM C/NM S/EM TOTAL 
Regular – Creche 16 4 20 10 05 55 
Regular – Pré-Escola 13 ---- 13 04 05 35 
Regular- Anos Iniciais Do Ensino 
Fundamental 61 04 65 28 12 170 
Regular – Anos Finais Do Ensino 
Fundamental 31 04 35 11 02 83 
Educação De Jovens E Adultos – Anos 
Iniciais Do Ensino 
Fundamental/Presencial 
06 01 07 07 01 22 
Educação De Jovens E Adultos -Anos 
Iniciais Do Ensino 
Fundamental/Semipresencial 
---- ---- ----- ----- ----- ----- 
Educação De Jovens E Adultos – Anos 
Finais Do Ensino 
Fundamental/Presencial 
04 ---- 04 ----- ------ 08 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
TABELA 24. Número de professores e coordenadores da Rede Municipal, 
estadual e particular de Amargosa em 2013. 
Profissionais do 
Magistério Educação Infantil Ensino 
Fundamental Ensino Médio Total 
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Estadual 
Municipal 
Particular 
Estadual 
Municipal 
Particular 
Estadual 
Municipal 
Particular 
Professores - 60 19 - 140 54 - - 15 - 
Coordenadores - 05 04 01 17 07 - - 02 - 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
A Educação Infantil no município de Amargosa, conta com 79 (setenta e nove) 
professores. Desses, 60 (sessenta) são da rede municipal de ensino e 19 (dezenove) 
são da rede privada. Percebe-se que o número de professores da rede pública é 
suficiente para atender a demanda.   
No que se refere ao ensino fundamental, o município conta com diversos professores. 
Sendo que 140 (cento e quarenta) são da rede municipal de ensino, distribuídos nas 
escolas da zona rural e zona urbana, na sua maioria efetivos, docentes da rede 
estadual e 54 (cinquenta e quatro) da rede particular.  
A distribuição dos coordenadores pedagógicos para as escolas municipais e 
particulares são suficientes para atender a demanda. Porém para as escolas 
estaduais, existe um déficit significativo. Visto que apenas 01 (uma) escola estadual 
possui 01 (um) coordenador pedagógico de 20 horas. 
 
TABELA 25. Profissionais em Educação, por Nível de Escolaridade na Rede 
Municipal em 2013. 
CARGOS 
NÍVEL DA ESCOLARIDADE 
Nº 
ENSINO 
FUNDAMENTAL 
INCOMPLETO 
ENSINO 
FUNDAMENTAL 
COMPLETO 
ENSINO 
MÉDIO 
COMPLETO 
OUTROS 
Merendeira 62 17 12 33 ----- 
Vigilante 16 03 07 06 ----- 
Serviços 
Gerais 64 20 19 24 01 
Secretário 
Escolar 12 ---- ---- 07 05 
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Porteiro 17 07 03 07 ---- 
Outros 114 10 02 65 37 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015.  
 
Analisando a tabela 25, demonstra que existem 285 (duzentos e oitenta e cinco) 
profissionais na rede municipal de ensino, desses, 57 (cinquenta e sete) com ensino 
fundamental incompletos, 43 (quarenta e três) com ensino fundamental completo, 142 
(cento e quarenta e dois) com ensino médio completo e 43 (quarenta e três) com 
outros níveis de escolaridade não identificados.  A realidade apontada demonstra que 
fatores diversos muitos profissionais não concluiu ainda o nível médio. Aponta uma 
necessidade de se fazer uma mobilização no sentido incentivar esses profissionais a 
voltar ao estudo. 
 
TABELA 26. Profissionais em educação, por situação funcional na Rede 
Municipal em 2013. 
CARGOS Nº 
TOTAL 
SITUAÇÃO FUNCIONAL TEMPO 
EXERCÍCIO 
NO CARGO 
SERVIDOR 
PÚBLICO 
CONCURSADO 
CLT 
CONTRATO 
TEMPORÁRIO TERCEIRIZADO OUTRO 
Merendeira 62 26 ------ 36 ------ ----- ----- 
Vigilante 16 04 ------ 12 ------ ------ ------ 
Serviços 
Gerais 64 28 ------ 36 ------ ----- ----- 
Secretário 
Escolar 12 08 ------ 04 ----- ---- ---- 
Porteiro 17 03 ------ 14 ----- ---- ---- 
Outros 114 73 ------ 41 ----- ----- ----- 
Fonte: Secretaria Municipal de Educação, 2015. 
 
Observando a tabela 26 demonstra que a Rede Municipal conta com 285 (duzentos e 
oitenta cinco) profissionais em educação, sendo que 142 (cento e quarenta dois) são 
servidores efetivos e 143 (cento e quarenta três) estão em regime de contrato 
temporário. No sentido de atender o que preconiza a CF foi realizado em 2012 e 2015, 
concurso público e processo seletivo. 
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2.6 Gestão Democrática do Ensino Público 
Tudo o que a gente puder fazer no sentido de convocar os que vivem em torno da 
escola, e dentro da escola, no sentido de participarem, de tomarem um pouco o 
destino da escola na mão, também. Tudo o que a gente puder fazer nesse sentido é 
pouco ainda, considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós que é o de 
assumir esse país democraticamente. Paulo Freire 
A Gestão Democrática é uma forma de gerir uma instituição de maneira que possibilite 
a participação, transparência e democracia. Esse modelo de gestão, segundo Vieira 
(2005), representa um importante desafio na operacionalização das políticas de 
educação e no cotidiano da escola. 
No Brasil, com a reabertura político-democrática, pós Ditadura Militar (1964 - 1985), a 
Constituição Federal de 1988 chegou para definir a “gestão democrática do ensino 
público, na forma da lei” como um de seus princípios (Art. 2006, Inciso VI). Alguns 
anos mais tarde, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996, vem reforçar 
esse princípio, acrescentando apenas “e a legislação do sistema de ensino” (Art. 3º, 
Inc. VIII). A partir de então, o tema se tornou um dos mais discutidos entre os 
estudiosos da área educacional. 
Como parte desta gestão democrática existem os conselhos escolares, a 
implementação destes permite que diferentes setores da sociedade possam contribuir 
e participar da gestão da escola de forma democrática e institucionalizada. Com 
suporte na LDB, lei nº 9394/96 no Artigo 14, que trata dos princípios da Gestão 
Democrática no Inciso II – "participação das comunidades escolar e local em 
conselhos escolares ou equivalentes", esses conselhos devem ser implementados 
para se ter uma gestão democrática. 
Acredita-se, que esta lei decreta a gestão democrática com seus princípios vagos, no 
sentido de que não estabelece diretrizes bem definidas para delinear a gestão 
democrática, apenas aponta o lógico, a participação de todos os envolvidos. Para que 
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haja esta participação e interação de todos, é de fundamental relevância que os 
conselhos escolares possam: 
Elaborar o regimento interno do conselho escolar:  
I. Coordenar o processo de discussão, elaboração ou alteração do regimento 
escolar; 
II. Convocar assembleias-gerais da comunidade escolar ou de seus segmentos; 
III. Garantir a participação das comunidades escolar e local na definição do Projeto 
Político-Pedagógico da unidade escolar; 
IV. Promover relações pedagógicas que favoreçam o respeito ao saber do 
estudante e valorizem a cultura da comunidade local; 
V. Propor e coordenar alterações curriculares na unidade escolar, respeitada a 
legislação vigente, a partir da análise, dentre outros aspectos, do 
aproveitamento significativo do tempo e dos espaços pedagógicos na escola; 
VI. Propor e coordenar discussões junto aos segmentos e votar as alterações 
metodológicas, didáticas e administrativas na escola, respeitada a legislação 
vigente; 
VII. Participar da elaboração do calendário escolar, no que competir à unidade 
escolar, observada a legislação vigente; 
VIII. Acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (abandono escolar, 
aprovação, aprendizagem, entre outros), propondo, quando se fizerem 
necessárias, intervenções pedagógicas e/ou medidas socioeducativas, visando 
à melhoria da qualidade social da educação escolar; 
IX. Elaborar o plano de formação continuada dos conselheiros escolares, visando 
a ampliar a qualificação de sua atuação; 
X. Aprovar o plano administrativo anual, elaborado pela direção da escola, sobre 
a programação e a aplicação de recursos financeiros, promovendo alterações, 
se for o caso; 
XI. Fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar; 
XII. Promover relações de cooperação e intercâmbio com outros conselhos 
escolares. 
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Para que haja o fortalecimento de todas estas atribuições, é necessário que o 
município estimule o fortalecimento de conselhos escolares e conselhos municipais 
de educação oferecendo a formação de conselheiros, assegurando condições de 
funcionamento autônomo. No município é comum encontrar diretores na Secretaria 
Municipal de Educação, geralmente para resolver problemas administrativos, 
burocráticos ou buscar solução para problemas emergenciais de infraestrutura. 
No município também existe a participação das famílias na educação formal dos 
estudantes e que vão muito além do acompanhamento de boletins e de conversas 
com professores. O envolvimento direto dos pais no dia a dia da escola, 
acompanhando questões ligadas à administração e ao ensino, é vital para a melhoria 
da educação e os conselhos escolares também fazem parte deste contexto. Esta 
participação também acontece nos momentos de formulação dos projetos políticos 
pedagógicos, currículos escolares, planos de gestão escolar e regimentos escolares, 
mas ainda vale ressaltar que é necessário fortalecer este vínculo com a comunidade. 
Entretanto, compreende-se que existe a necessidade da ampliação dos grêmios 
estudantis, bem como as associações de pais e mestres, oferecendo-lhes espaços 
adequados para seu funcionamento na instituição de ensino.  
O município também subsidia a definição de critérios objetivos para o provimento de 
cargos de diretores escolares através de eleições a cada 2 anos, porém nem sempre 
são preenchidas todas as vagas oferecidas desta maneira o município e o estado 
nomeiam os gestores e vices.  Segundo a Lei Orgânica do Município em seu Art. 176:  
A gestão democrática da educação será assegurada, dentre outros mecanismos pela 
eleição de diretores e vice-diretores das unidades escolares, ad referendum da 
Câmara, sendo vedada nomeação direta pelo executivo Municipal sem previa eleição. 
As tabelas de número 27 e 28, vem mostrar o número de escolas da rede municipal e 
estadual do Município de Amargosa. De acordo com os dados nota-se, que embora o 
município ofereça muitas instituições de ensino, ainda permanece as indicações de 
gestores e vices por meio de nomeação.  
Paro (2003) considera três categoriais de provimento ao cargo de gestor escolar nas 
escolas públicas: a) nomeação, b) concurso e c) eleição. E enfatiza que a primeira 
categoria traz consigo as marcas do clientelismo político, sendo por isso uma das mais 
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criticadas, porém ainda está muito presente nos sistemas de ensino. Enquanto sobre 
a categoria concurso (PARO, 2003, p.19) acrescenta que “as principais virtudes 
apontadas para o concurso são, pois, a objetividade, a coibição do clientelismo e a 
possibilidade de aferição do conhecime nto técnico do candidato”. O mesmo autor 
argumenta ainda que a eleição de diretores caracteriza-se como um instrumento de 
democracia sendo uma das melhores categorias para o provimento do cargo de gestor 
escolar. No entanto, deixa claro que a escolha de gestores por eleição não é a solução 
para todos os problemas da escola e não garante que realmente haja uma gestão 
democrática, mas se torna um dos fatores para esta democratização. 
Na perspectiva de uma gestão democrática, o sistema que oportuniza a eleição de 
diretores, deve pensar políticas que proporcionem uma estrutura adequada aos 
sujeitos, com órgãos colegiados que desenvolvam de forma articulada os projetos 
políticos pedagógicos em que a comunidade, professores, alunos, técnicos estejam 
inseridos. Além disso, torna-se indispensável que, numa concepção verdadeiramente 
democrática de gestão, os sujeitos também tenham seu direito de participação 
respeitado e garantido não apenas no discurso, enquanto um dos fundamentos dessa 
nova forma de administrar, assim como a descentralização e a autonomia, mas que 
antes, tenham ações práticas que os permitam participar das várias estratégias 
(avaliação institucional, eleição de gestores, elaboração do Projeto Político 
Pedagógico) e dos mecanismos (fóruns e órgãos colegiados) da gestão democrática. 
 
TABELA 27. Número de Escolas por Etapa de Ensino - Rede Estadual  
Ano 
Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio 
Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total 
2010 --- --- --- 02 --- 02 02 --- 02 
2011 --- --- --- 02 --- 02 02 --- 02 
2012 --- --- --- 02 --- 02 02 --- 02 
2013 --- --- --- 02 --- 02 02 --- 02 
Fonte: Disponível em: &lt;http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007&gt;. 
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Passando para análise da tabela de número 27, nota-se que a rede estadual não 
oferece nenhuma instituição de educação infantil, sendo esta responsabilidade do 
município, contamos com o total de 02 (duas) escolas do ensino fundamental e 01 
(uma) de médio localizadas na zona urbana.  
 
TABELA 28. Número de Escolas por Etapa de Ensino- Rede Municipal  
Ano 
Educação Infantil Ensino Fundamental Ensino Médio 
Urbana Rural Total Urbana Rural Total Urbana Rural Total 
2010 9 26 35 8 27 38 0 0 0 
2011 9 26 35 9 27 36 0 0 0 
2012 10 26 36 8 26 34 0 0 0 
2013 10 25 35 8 26 34 0 0 0 
Fonte: Disponível em: &lt;http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007&gt;. 
 
Em relação à autonomia da parte financeira das escolas no município de Amargosa, 
existe a escolha de alguns profissionais de educação e integrantes da comunidade 
para composição da unidade executora que é responsável pelas finanças da 
instituição. Esta autonomia é demonstrada quando a direção e a unidade executora 
têm livre arbítrio de utilizar as verbas que alguns programas federais oferecem para a 
educação (Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE). A tabela de número 29 
mostra a quantidade de escola e centro de educação infantil que o município possui. 
Com base nas informações adquiridas 23 das 39 escolas da rede municipal há 
unidade executora, sendo que 5 (cinco) delas UEx são consórcios abrangendo 14 
(quatorze) unidades escolares, as estaduais todas possuem, quanto as instituições 
particulares são financiadas por seus proprietários. 
 
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TABELA 29. Número dos estabelecimentos escolares de Educação Básica do 
município de Amargosa, por dependência administrativa e etapas da Educação 
Básica. 
ETAPAS DA 
EDUCAÇÃO BÁSICA 
Estadual Municipal Privada 
2012 2013 2012 2013 2012 2013 
Ed. Infantil Creche -  -  04 03 02 02 
Ed. Infantil Pré-Escola - -  32 32 04 04 
Ensino Fundamental 
Anos Iniciais - -  33 33 03 03 
Ensino Fundamentais 
Anos Finais 02 02  01 01 02 02 
Ensino Médio 02 02  - -  02 02 
Total 04 04 38 37 04 04 
Fonte: Disponível em: &lt;http://ide.mec.gov.br/2014/municipios/relatorio/coibge/2901007&gt;. 
 
Ao analisar a tabela de número 29, percebe-se que o município oferece maior número 
de estabelecimentos escolares de educação básica tendo no total 37 (trinta e sete) 
instituições subdivididas em diferentes níveis de ensino. Os dados confirmam que 
houve a desativação de unidade escolar infantil (creche) pelo motivo de sua estrutura 
física inadequada. Já na pré-escola e ensino fundamental dos anos iniciais e finais, é 
notório que não houveram mudanças no que diz respeito a sua quantidade de escolas. 
Fica notável também que o município não oferta estabelecimentos para o Ensino 
Médio, embora a cidade dispõe de 2 (duas) unidades estaduais e 2 (duas) particulares. 
A gestão é fundamental para qualquer organização e a gestão escolar constitui uma 
dimensão importantíssima da educação. A capacidade de administrar a instituição 
escolar é relevante para o desenvolvimento do sujeito aprendiz. O educando não 
aprende apenas na sala de aula, mas na escola como um todo: pela maneira como a 
mesma é organizada e como funciona; pelas ações globais que promove; pelo modo 
como as pessoas nela se relacionam e como a escola se relaciona com a comunidade. 
Ou seja, uma educação de qualidade resulta do conjunto das relações dos fatores 
externos e internos existentes no espaço escolar, e da forma como essas relações 
estão organizadas. 
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Ficou claro, porém que para se estabelecer novas relações entre escola e sociedade 
é preciso que se promova efetivamente a democratização na gestão. Repensar a 
teoria e a prática da gestão educacional no sentido de suprimir os controles formais e 
priorizar os controles por avaliação de resultados, incentivar a autonomia das escolas 
e das unidades escolares, com a participação da comunidade escolar no controle 
social da escola. 
 
2.7 Recursos Financeiros para a Educação no Município 
2.7.1 Investimento Público em Educação 
Para compreender a situação atual no que diz respeito aos recursos financeiros 
investidos na Educação do município de Amargosa, é importante apontar como se dá 
esse processo de financiamento, pois este interage com tudo o que é planejado para 
a Educação, contribuindo para tornar possível a execução de seus projetos e 
propostas que buscam a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem dos 
alunos. 
Nesse sentido, toda programação é feita a partir desses recursos que são 
administrados pela Secretaria Municipal de Educação juntamente com o Setor 
Financeiro do município. 
O financiamento maior vem do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da 
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB). Foi 
criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 
11.494/2007 e pelo Decreto nº 6.253/2007, em substituição ao Fundo de Manutenção 
e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério 
(FUNDEF), que vigorou de 1998 a 2006. É um fundo especial, de natureza contábil e 
de âmbito estadual (um fundo por estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete 
fundos), formado, na quase totalidade, por recursos provenientes dos impostos e 
transferências dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, vinculados à 
educação por força do disposto no Art. 212 da Constituição Federal. 
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Além desses recursos, o FUNDEB é complementado por uma parcela de recursos 
federais, sempre que, no âmbito de cada estado, seu valor por aluno não alcança o 
valor mínimo estipulado nacionalmente. Independentemente da origem, todo o 
recurso gerado é redistribuído para aplicação exclusiva na Educação Básica. 
Em cada estado, o FUNDEB é composto por 20% de algumas receitas, como por 
exemplo, as receitas da dívida ativa e de juros e multas incidentes. Sendo que, quando 
a arrecadação não for suficiente, para garantir o valor mínimo nacional por aluno no 
ano, poderá ser complementado pela União, através de recursos federais. 
Os recursos do FUNDEB não necessitam de autorização de convênios para serem 
distribuídos, ocorre de forma automática e periódica, mediante crédito na conta 
específica de cada município. 
A distribuição é realizada com base no número de alunos da educação básica pública, 
de acordo com dados do último censo escolar, sendo computados os alunos 
matriculados nos respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme Art. 211 da 
Constituição Federal. Ou seja, os municípios recebem os recursos do FUNDEB com 
base no número de alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, e os 
estados, com base no número de alunos do Ensino Fundamental e Médio. 
Ao receber esse investimento, 60% do que é arrecadado deve ser gasto com 
pagamento do salário da equipe pedagógica, como professores, coordenadores e 
diretores. Os outros 40% é aplicado no salário dos demais funcionários envolvidos na 
educação, na manutenção das escolas e em reformas. 
Além desse FUNDO, o município investe 25% do que arrecada na Educação, isso 
assegurado em Lei, expressa inclusive na Carta Magna determina que os três níveis 
de governo, isto é, federal, estadual e municipal, destinem um percentual mínimo da 
arrecadação para a educação sendo 18% no caso da União, e 25% para Estados e 
municípios. Essa arrecadação parte dos tributos recolhidos pelas esferas de governo. 
 
Tabela 30. Outras receitas com o setor educacional do município de Amargosa, 
administradas pela prefeitura (2010/2013). 
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Ano Alimentação 
Escolar
Transporte 
Escolar Convênios
Outras 
Receitas 
Sal. 
Educação
Outras 
Receitas 
FUNDEB
Outras 
Receitas 
Recursos 
Próprios
Total
2010 378.028,00 432.582,50 615.780,00 345.410,01 8.564.817,30 1.827.500,00 12.164.117,81
2011 328.374,00 425.817,30 244.185,04 460.029,99 10.599.258,77 2.567.016,35 14.564.681,45
2012 437.448,00 416.581,76 976.740,14 488.581,94 12.251.811,68 2.965.490,00 17.536.653,52
2013 358.482,00 410.597,14 2.005.120,00 850.706,44 13.464.472,36 2.589.838,00 19.679.215,94
 
Fonte: Secretaria Municipal de Finanças, 2015. 
 
Tabela 31. Recursos aplicados em educação pelo governo municipal, por nível 
ou modalidade de ensino (2010/2013) 
Ano Ed. Infantil Ensino 
Fundamental
Ensino 
Médio EJA Outros Total
2010 485.286,03 9.185.949,94 0 109.150.19 2.458.076,21 12.238.462,37
2011 201.790,11 12.531.281,86 0 142.313.35 2.692.872,18 15.568.257,50
2012 1.123.063,02 14.159.089,84 0 256.917,78 3.070.275,73 18.609.346,37
2013 298.422,68 14.655.287,40 0 89.107,82 2.915.108,88 17.957.926,78  
Fonte: SIOPE: www.fnde.gov.br/siop 
 
Tabela 32. Despesas com educação do município de Amargosa por categoria e 
elemento de despesa (2010/2013).  
Pessoal Mat. Consumo Subtotal Obras e 
Instalações
Equipamen-
tos Subtotal
2010 7.801.998,20 1.244.092,79 9.046.090,99 189.197,61 110.773,80 299.971,41 9.346.062,40
2011 9.659.927,23 1.732.870,22 11.392.797,45 251.414,13 681.118,80 932.532,93 12.325.330,38
2012 11.164.686,26 1.166.590,24 12.331.276,50 1.003.905,90 448.956,90 1.452.862,80 13.784.139,30
2013 11.942.276,06 1.507.214,12 13.449.490,18 640.947,12 349.807,01 990.754,13 14.440.244,31
Ano TotalDespesas Correntes Despesas de Capital
 
Fonte: Secretaria Municipal de Finanças, 2015. 
 
Como já apresentado anteriormente neste texto o maior meio de investimento na 
educação do município vem por meio do FUNDEB. A tabela abaixo apresenta as 
receitas e aplicações dos recursos vindos deste fundo.  
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Tabela 33. Receita e aplicação dos recursos recebidos do FUNDEB no Município 
de Amargosa em 2010/2013 
Ano Total Recebido 
Aplicação 
Salário dos 
professores 
Capacitação dos 
leigos 
Gastos com 
MDE 
2010 825.885,24 4.955.312,54 - 10.635.586,70 
2011 10.599.258,77 6.570.455,47 - 12.585.172,58 
2012 12.222.811,68 7.891.334,88 - 16.175.240,11 
2013 13.519.614,82 8.111.768,89 - 1.639.127,15 
Fonte: SIOPE. www.fnde.gov.br/siope, Secretaria Municipal de Finanças, 2015.  
 
A tabela a seguir traz dados sobre a aplicação dos recursos financeiros do Ensino 
Fundamental no exercício de 2013 e 2014.  
 
Tabela 34. Aplicação no Ensino Fundamental – Exercício 2013 (Em R$) 
DOS RECURSOS DA APLICAÇÃO 
Receita de impostos 
e transferências 
25% da receita de 
impostos e 
transferências 
Total aplicação em 
educação % aplicação 
47.984.778,28 11.996.194,57 12.927.099,86 26,94% 
Fonte: Secretaria Municipal de Finanças, 2015. 
 
Outras fontes importantes dizem respeito à prestação de contas feita por meio do 
Sistema de Informações Orçamentárias em Educação (Siope). 
 
Tabela 35. Recursos da Educação no PPA (2010/2013). 
Ano Previsto R$ Programas/Projeto/Atividade 
Educacionais 
Total Utilizado 
2010 10.777.230,00 --- 12.268.462,37 
2011 11.165.912,00 --- 15.568.257,50 
2012 11.722.947,00 --- 18.609.346,37 
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2013 12.098.973,00 --- 17.957.926,78 
Fonte: Secretaria Municipal de Finanças, 2015. 
 
Para o ano de 2015, ano de reformulação deste projeto, a estimativa dos 
investimentos do FUNDEB para o município de Amargosa está previsto para 
R$12.945.072,87 (doze milhões, novecentos e quarenta cinco mil, setenta dois reais 
e oitenta sete centavos) (fonte extraída do site do FNDE). 
Apesar de já ter sido implantado os mecanismos de fiscalização e controle da receita 
do município, estabelecidos no Art. 212 da Constituição Federal, a população 
amargosense pouco acompanha a prestação de contas nas audiências públicas e 
sessões na Câmara de Vereadores e das execuções das políticas públicas efetivadas 
no município. A prefeitura de Amargosa tem feito mobilizações para incentivar a 
participação da sociedade civil, no entanto, é necessário dar continuidade a esses 
mecanismos, buscando maior participação da comunidade. 
A Secretaria Municipal de Educação conhece os procedimentos e as legislações que 
competem aos investimentos educacionais, bem como os problemas que perpassam 
a educação no município, sejam referentes ao acesso, permanência e aprendizagem 
dos educandos. Toda a parte financeira da educação do município é feita em parceria 
da Secretaria de Educação com o setor financeiro, onde se discute as possibilidades 
e viabilidades para aplicação destes recursos. 
 
   
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3 DIRETRIZES, METAS E ESTRATÉGIAS 
 
O Plano de Educação do município de Amargosa está fundamentado em 10 (dez) 
Diretrizes de suma importância. É um documento norteador que estabelece, 
instrumentaliza, aponta orientações para a implementação, acompanhamento, 
avaliação e funcionamento de políticas públicas educacionais.  
Com base nas diretrizes foram traçadas as 20 (vinte) metas com vista a melhoria da 
qualidade da educação, tanto no âmbito nacional, como nos estados, Distrito Federal 
e municípios. Os grupos Colaborativo e Representativo, realizaram o diagnóstico 
situacional do município e da educação para estabelecer estratégias no sentido de 
alcançar a qualidade educacional almejada. 
Dessa forma, tomaremos como Diretrizes norteadoras do PME de Amargosa as 
mesmas que estão expressas no Art. 2° da LEI nº 13.005, de 25 de junho de 2014 do 
PNE – 2014/2024.  
I. Erradicação do analfabetismo; 
II. Universalização do atendimento escolar; 
III. Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da 
cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; 
IV. Melhoria da qualidade da educação; 
V. Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais 
e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
VI. Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
VII. Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País; 
VIII. Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação 
como proporção do Produto Interno Bruto - PIB, que assegure atendimento às 
necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; 
IX. Valorização dos (as) profissionais da educação; 
X. Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à 
sustentabilidade socioambiental. 
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Meta 1 
Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 
(quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches, 
de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) 
anos até o final da vigência deste PME. 
 
Estratégias: 
1- Levantar a demanda por vagas no Campo e na sede do município para Educação 
Infantil (de 0 a 5 anos) inclusive para alunos com deficiência em todas as unidades 
escolares;  
2- Garantir oferta de vagas na Educação Infantil na zona urbana e rural de forma a 
atender as crianças, nas idades exigidas por lei, inclusive os alunos itinerantes; 
3- Construir, em regime de colaboração e seguindo as normas de acessibilidade, 
Centros de pré-escolas e/ou creches em bairros e nos três distritos rurais do 
município, onde apresentem demanda comprovada através de estudos realizados 
com base nos dados do IBGE, Secretaria de Saúde, Secretaria de Assistência Social 
e Secretaria de Educação; 
4- Estruturar, ampliar e manter as instituições municipais do ponto de vista físico, de 
forma a atender as necessidades básicas das crianças de 4 e 5 anos (pré-escola); 
5- Garantir e manter em regime de colaboração a aquisição de materiais permanentes, 
equipamentos tecnológicos e materiais didáticos-pedagógicos adequados 
respeitando a quantidade professor/aluno; 
6- Criar em regime de colaboração, com a União, brinquedoteca ou sala multiuso 
equipando com materiais adequados a faixa etária, com espaços e recursos que 
estimulem a aprendizagem num ambiente lúdico e prazeroso;  
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7- Garantir alimentação em quantidade e qualidade adequada, inclusive para as 
crianças com relatório de diagnostico alérgico ou de intolerância a determinados 
alimentos; 
8- Assegurar, em parceria com o MEC, aperfeiçoamento pedagógico contínuo, através 
de cursos de formação continuada específicos e necessários para todos os 
profissionais que atuam na Educação Infantil; 
9- Garantir o acesso e a permanência de crianças com deficiência em sala regular, 
bem como atendimento no contraturno em SRM; 
10- Equipar em regime de parceria, os centros de Educação Infantil e turmas de pré-
escola com mobiliário adequado a faixa etária; 
11- Promover diálogo permanente entre família e instituição de ensino, com intuito de 
otimizar o processo ensino aprendizagem; 
12- Estabelecer parceria com as Secretarias de: Saúde, Assistência Social, 
Agricultura, a fim de viabilizar projetos específicos; 
13- Analisar anualmente a proposta curricular da Educação Infantil, com vista à 
adequação; 
14- Criar indicadores institucionais de avaliação para este nível de ensino. 
 
Meta 2 
Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) 
a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos 
alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência 
deste PME. 
 
Estratégias: 
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155 - Ano III - Nº 783

102 
 
1- Favorecer a aquisição dos direitos e objetivos de aprendizagem através do 
fortalecimento do ciclo da infância, ampliando o número de educadores na sala de 
aula e ou diminuindo o número de matriculas por sala quando necessário durante todo 
o desenvolvimento do Ensino Fundamental – anos iniciais. 
2- Criar sistema permanente com banco de dados de todas as escolas, viabilizando 
assim a implantação de rede de apoio para acompanhamento da frequência, 
permanência, sucesso e possíveis intervenções pedagógicas garantindo a todos 
educandos dos anos inicias do Ensino Fundamental a possibilidade ao alcance dos 
direitos de aprendizagens. 
3- Organizar as escolas municipais para que possam dispor de instrumento capaz de 
acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens individuais dos educandos do 
ensino fundamental favorecendo possíveis intervenções. 
4- Intensificar o acompanhamento dos estudantes em parceria com a família, conselho 
escolar e órgãos públicos, voltados para a proteção da infância, adolescência e 
juventude assegurando a permanência desse público na escola ao longo de toda 
vigência do PME. 
5- Intensificar através de campanhas e parcerias com Assistência Social e Conselho 
Tutelar a busca por crianças, adolescentes e jovens que se encontram fora da escola, 
oferecendo quando possível curso extracurricular no intuito de estimular a 
permanência com qualidade na escola. 
6- Adequar os espaços ociosos na zona rural e criação de outros na zona urbana no 
intuito de oferecer a comunidade estudantil (discentes de toda a rede) através de 
atividades lúdicas e educativas considerando o perfil de cada local ou comunidade 
escolhida. 
7- Adequar quando necessário o calendário escolar propiciando o atendimento de 
toda a rede levando em conta a realidade local, e as condições do tempo da região 
ao longo de toda a vigência do PME. 
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156 - Ano III - Nº 783

103 
 
8- Difundir e valorizar as iniciativas de cunho cultural desenvolvida nas comunidades 
a qual a instituição está inserida, contribuindo assim para a conservação das tradições 
locais. 
9- Fortalecer o vínculo Família/Escola reduzindo a evasão e a repetência nas 
Unidades de Ensino. 
10- Desenvolver ações, projetos e propostas motivadoras e atraentes tendo como 
referência a proposta pedagógica para a educação no campo viabilizando o 
fortalecimento das escolas do campo e consequentemente minimizar o êxodo rural. 
11- Oportunizar a participação dos estudantes em atividades que os incentivem a 
desenvolver habilidades necessárias a participação em concursos nacionais. 
12- Ajustar o fluxo escolar reduzindo a taxa de repetência e de evasão, através de 
programas e/ou projetos que a Secretaria de Educação possa aderir ou criar  ao longo 
do curso, garantindo efetiva aprendizagem e quando necessário possibilitar o 
desenvolvimento de reforço escolar. 
13- Adequar e/ou construir os espaços escolares no que tange os padrões mínimos 
de infraestrutura arquitetônico; 
14- Ampliar e diversificar, o acervo dos espaços de leitura e bibliotecas escolares, 
viabilizando a aquisição de obras básicas da literatura brasileira e livros didáticos de 
apoio ao professor e ao aluno. 
15- Construir em regime de colaboração com o governo federal escolas na zona rural 
e zona urbana, a partir de estudo da demanda que oferte todo o ensino fundamental 
(1º ao 9º ano) no intuito de garantir a permanência dos discentes na rede municipal. 
 
Meta 3 
Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) 
a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PME, a taxa 
líquida de matrículas no Ensino Médio para 85% (oitenta e cinco por cento). 
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157 - Ano III - Nº 783

104 
 
 
Estratégias: 
1- Fomentar junto ao Estado, a implementação de um fórum, por ano, no primeiro 
trimestre, para a integração e articulação entre as diferentes modalidades de ensino 
da esfera pública e privada, visando discutir e desenvolver estratégias para amenizar 
os problemas educacionais. 
2- Corroborar em regime de parceria aos Professores e demais funcionários vagas 
em programas de capacitação continuada, palestras, cursos. 
3- Apoiar realização de Fórum entre os profissionais que atendem a clientela oriunda 
do campo e da cidade, visando a elaboração de estratégias capazes de garantir a 
aprendizagem desses alunos através da adequação curricular, do processo de 
avaliação e do calendário escolar, levando em consideração fatores do tempo e 
socioeconômicos. 
4- Apoiar projetos na área de esporte, cultura, lazer, meio ambiente, diversidade 
étnico-racial, de forma a desenvolver o protagonismo Juvenil em parceria com a rede 
estadual e de forma articulada com as diferentes esferas. 
5- Apoiar o Estado para a implementação de outras modalidades de cursos no Ensino 
Médio, como o Programa Ensino Médio Inovador (disponibilizando, por exemplo, 
transporte escolar para alunos participantes no turno em que o município já oferta o 
transporte); 
6- Apoiar cursos de preparação para o ENEM, em parceria com as Universidades 
locais, disponibilizando infraestrutura e material de apoio, necessário.  
7- Oferecer aos alunos oportunidades em cursos, palestras, programas de 
capacitação de iniciativa municipal que visem a preparação para o mercado de 
trabalho. 
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158 - Ano III - Nº 783

105 
 
8- Promover ou apoiar campanhas e eventos de saúde para alunos e funcionários do 
Ensino Médio e destinar vagas, especificamente para estes estudantes, para 
atendimento dos mesmos nas variadas áreas e especialidades da saúde municipal; 
9- Oferecer acompanhamento psicopedagógico para alunos do EM, quando 
necessário no Atendimento Educacional Especializado; 
10- Promover ou apoiar campanhas de prevenção e combate ao uso de drogas lícitas 
e ilícitas. 
11- Assegurar a continuidade da parceria Município e Estado no transporte escolar 
para alunos do EM, garantindo a qualidade, responsabilidade e pontualidade dos 
serviços; 
12- Fortalecer apoio de cooperação entre o município e as esferas governamentais, a 
fim de viabilizar políticas educacionais comum. 
13- Apoiar a realização de projetos elaborados e desenvolvidos com a participação 
dos alunos e da comunidade escolar, como viagens de campo e demais eventos. 
 
Meta 4 
Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso 
à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na 
rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de 
recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou 
conveniados 
 
Estratégias: 
1- Assegurar atualização do diagnóstico sobre a demanda da educação especial no 
município que envolva a quantidade e perfil dos educandos com NEE. 
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159 - Ano III - Nº 783

106 
 
2- Criar um software (base de dados) para quantificar e traçar o perfil anualmente dos 
educandos com deficiência, no qual deverá ser disponibilizado para os diretores, 
coordenadores e professores. 
3- Construir, com representação de professores, gestores e pais um Programa 
Permanente de Inclusão dos educandos com deficiência, que deve constar no Plano 
Plurianual e implementá-lo durante o período de vigência do PME. 
4- Fortalecer e ampliar a parceria com a secretaria de saúde para teste de acuidade 
visual e auditiva, e demais solicitações feitas pela SEDUC, de forma prioritária. 
5- Assegurar o transporte para os alunos com deficiência da zona urbana e rural para 
o atendimento na SRM, em turno oposto, levando em consideração as especificidades 
de cada caso, com base na avaliação do NRM, durante a vigência do PME. 
6- Implantar um Núcleo de recurso multifuncional (NRM) no distrito sede. 
7- Realizar em regime de colaboração, adaptação dos espaços físicos e mobiliários 
da escola. 
8- Construir e aplicar indicadores de qualidade (avaliação) do atendimento e ensino 
aos educandos com deficiência.  
9- Fortalecer parcerias com instituições públicas, privadas e ONGs, inclusive dos 
municípios circunvizinhos, dedicadas a Ed. Especial com formação de projetos;  
10- Ampliar os recursos humanos (profissionais especializados) para o atendimento 
aos educandos com deficiência. 
11- Assegurar e oferecer vagas em concurso permanente de profissionais para 
atuação no AEE em sala de recursos multifuncionais. 
12- Possibilitar e assegurar a remoção de professores efetivos da classe regular para 
SRM, apresentando qualificação e interesse profissional.  
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160 - Ano III - Nº 783

107 
 
13- Ampliar o fornecimento de materiais didáticos pedagógicos específicos, bem como 
tecnologias assistivas e formas alternativas pedagógicas recomendadas para apoiar 
a inclusão dos educandos com deficiência nas classes regulares; 
14- Sistematizar, a itinerância dos profissionais da SRM nas salas regulares; 
15- Capacitar os secretários escolares e demais servidores administrativos para 
acolhimento dos pais na matrícula; 
16- Capacitar, os professores que possuem alunos com deficiência nas salas 
regulares e professores de AEE; 
17- Promover encontros periódicos com as famílias que possuem filhos com 
deficiência; 
18- Assegurar aos surdos inclusos o intérprete educacional;  
19- Assegurar classes bilíngues aos surdos que não possuem aquisição de Libras e 
língua portuguesa;   
20- Promover núcleo de estudo em parceria com IES para estudos dos processos 
ensino e aprendizagem dos alunos com deficiência; 
21- Garantir o acompanhante para os alunos inclusos que necessitam segundo a lei 
12.764/2012; 
22- Adequar o currículo, bem como as atividades e recursos pedagógicos sob a 
orientação de profissionais promovendo a inclusão nas salas regulares; 
23- Reformar, em parceria, prédios com acessibilidade para atender aos alunos com 
deficiência, da educação infantil ao ensino fundamental II.  
 
Meta 5 
Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º (terceiro) ano do Ensino 
Fundamental. 
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161 - Ano III - Nº 783

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Estratégias: 
1- Implantar um núcleo de apoio a alfabetização sob responsabilidade da SEDUC, 
garantindo a qualificação a partir da formação continuada dos professores 
alfabetizadores e monitoramento dos alunos, implementando medidas pedagógicas 
para alfabetizar todos os alunos; 
2- Estruturar em cada unidade escolar em parceria com a SEDUC, um projeto de 
reforço nos ciclos inicial (1º ao 3º ano) e complementar (4º e 5º ano), com profissionais 
devidamente orientados para realizar as intervenções pedagógicas aos alunos que 
apresentam dificuldades em seu processo de alfabetização; 
3- Assegurar na Proposta Política Pedagógica das escolas, a efetivação da rotina 
pedagógica na perspectiva da alfabetização e letramento em Linguagem, Matemática 
e nas demais áreas do conhecimento, com foco na interdisciplinaridade, ludicidade e 
no brincar; 
4- Revisar anualmente o plano de curso da rede do 1º ao 5º ano, tendo como base os 
parâmetros oficiais: Elementos conceituais (1º ao 3º ano) e Orientações Curriculares 
do Ensino Fundamental de nove anos (4º e 5° ano); 
5- Ampliar e garantir apoio a alfabetização das pessoas com deficiência, considerando 
as suas especificidades e alfabetização bilíngue das pessoas surdas, sem 
estabelecimento de terminalidade temporal; 
6- Equipar em regime de colaboração as escolas com materiais didáticos 
pedagógicos, infraestrutura adequada, valorização dos profissionais visando viabilizar 
o apoio necessário para alfabetização de todos os estudantes; 
7- Estruturar em regime de colaboração os laboratórios de informática e realizar 
capacitação de professores sob responsabilidade da SEDUC e da gestão escolar para 
a alfabetização de crianças com conhecimentos de novas tecnologias educacionais; 
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162 - Ano III - Nº 783

109 
 
8- Divulgar e mobilizar ferramentas tecnológicas para subsidiar a práxis pedagógica 
dos profissionais da escola, assim como o acesso aos resultados disponibilizados no 
sistema de ensino, sob responsabilidade da gestão escolar; 
9- Analisar os resultados das avaliações externas, para elaboração de um plano de 
ação que contemple percurso/trajetória, estabelecendo estratégias de práticas 
pedagógicas, avaliação e formação docente, sob responsabilidade da gestão escolar 
e apoio da SEDUC; 
10- Implementar na rede municipal, uma avaliação institucional semestral, pautada 
nos direitos de aprendizagem, para os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental, sob 
responsabilidade da SEDUC, criando instrumentos de monitoramento da 
aprendizagem e implementação de medidas pedagógicas; 
11- Organizar o currículo e produzir materiais didáticos específicos progressivamente, 
para garantir a alfabetização de crianças do campo e de populações itinerantes sob a 
responsabilidade da SEDUC e em parceria com as instituições de ensino superior; 
12- Revisar a proposta pedagógica da SEDUC no que tange a forma com que a 
avaliação é proposta no 1º e 2º ano do ciclo. 
 
Meta 6 
Oferecer educação em tempo integral em no mínimo, 50% das escolas públicas de 
forma a atender pelo menos 25% dos alunos da educação básica. 
 
Estratégias 
1- Promover a ampliação de tempo e permanência em 7hs diárias necessária a 
execução do Programa de Educação em Tempo Integral adequando a   realização de 
atividades recreativas, esportivas e culturais nas oficinas durante todo o período de 
vigência; 
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163 - Ano III - Nº 783

110 
 
2- Instituir em parceira com o MEC, construção de escolas que sejam contempladas 
com o programa de educação em tempo integral na sua dinâmica, garantindo escolas 
com padrões adequados para atender aos alunos com: mobiliário, banheiros, espaço 
esportivos, dormitórios, refeitórios, biblioteca, brinquedoteca, sala de vídeo, 
laboratórios de informática e experimental, auditório, área para atividades culturais, 
formações para os profissionais de educação; 
3- Institucionalizar em regime de colaboração a adequação das escolas contempladas 
com o Programa Educação em Tempo Integral no que se refere a sua infraestrutura, 
aquisição de materiais didáticos capacitação e remuneração dos monitores envolvido 
no Programa; 
4- Favorecer a articulação entre o território local e de outros municípios, como também 
as universidades e espaços culturais; 
5- Promover parcerias com as diversas entidades e ONG-Escolas com a contribuição 
de profissionais das diversas áreas como: Ed. Física, português, artes, etc., 
associação, sindicatos, igrejas, conselhos municipais   e outros; 
6- Garantir o atendimento aos alunos do campo, itinerantes, quilombola e indígenas, 
promovendo palestra, workshop, feiras e encontros com grupos culturais locais e de 
cidades circunvizinhas, proporcionando aos educandos o desenvolvimento de sua 
identidade cultural; 
7- Garantir que alunos com necessidades especiais participem do programa de 
educação em tempo integral, sendo atendido de forma adequada quanto às 
instalações escolares e trabalho didático pedagógico.  
 
Meta 7 
Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com 
melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias 
nacionais para o IDEB. 
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164 - Ano III - Nº 783

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Estratégias: 
1- Garantir que pelo menos 70% dos educandos do Ensino Fundamental e de Jovens 
e Adultos (EJA), tenham alcançado o nível e suficiente aprendizado e que até o final 
deste PME pelo menos 85% adquiram o nível desejável em relação aos direitos e 
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento no seu ano de estudo; 
2- Criar mecanismos avaliativos com finalidade de identificar os níveis de 
aprendizagem dos educandos e promover ações específicas para superar as 
dificuldades de aprendizagem, visando atingir um aprendizado eficiente e, sobretudo 
no Ensino Fundamental e Médio alcançar ou superar as metas do IDEB; 
3- Criar e realizar em regime de colaboração com a Secretaria de Assistência Social 
Trabalho e Habitação e a Secretaria de Saúde, instrumentos de acompanhamento, 
visando identificar o quantitativo de educandos com deficiência específica no 
município e desenvolver indicadores específicos de avaliação da qualidade da 
educação especial, bem como da qualidade da educação bilíngue para surdos; 
4- Garantir nos currículos escolares conteúdos sobre a história e as culturas afro-
brasileira e indígenas e implementar ações educacionais, nos termos das Leis nº 
10.639 e 11.645, assegurando-se a implementação das respectivas diretrizes 
curriculares nacionais, por meio de ações colaborativas com fóruns de educação para 
a diversidade étnico-racial, conselhos escolares, equipes pedagógicas e a sociedade 
civil; 
5- Desenvolver currículos e propostas pedagógicas específicas para as escolas do 
campo e comunidades quilombolas, indígenas e itinerantes, incluindo os conteúdos 
culturais correspondentes às respectivas comunidades e considerando o 
fortalecimento das práticas socioculturais, produzindo e disponibilizando materiais 
didáticos específicos, e para os (as) alunos (as) com deficiência; 
6- Criar mecanismos de articulação entre as escolas, considerando-as como unidades 
fundamentais na relação entre as diversas instâncias do poder público, as redes de 
ensino e a comunidade escolar; 
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165 - Ano III - Nº 783

112 
 
7- Manter transporte gratuito e de qualidade para todos os estudantes da educação 
do campo e educação especial na faixa etária da educação escolar obrigatório; 
8- Promover uma auto avaliação das escolas e dos profissionais da educação por 
meio da constituição de instrumento de avaliação que orientem as dimensões a serem 
fortalecidas visando a melhoria contínua da qualidade educacional; 
9- Garantir mediante articulação entre os órgãos responsáveis pelas áreas da saúde 
e educação o atendimento aos estudantes e profissionais da educação da rede 
escolar municipal por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde; 
10- Ampliar e garantir, em regime de parceria, o acesso as novas Tecnologias da 
Informação e da Comunicação – TICs tanto para os alunos quanto para os 
profissionais da Educação e aumentar o acesso a todos para essa modalidade nas 
escolas da rede municipal de ensino, promovendo a utilização pedagógica das TICs; 
11-  Garantir o cumprimento dos 200 dias letivos e 800 horas/aulas estabelecidos pela 
LDB, segundo o art. 24, inciso I; 
12- Garantir o acesso e permanência dos alunos em sala de aula diminuindo os 
índices de evasão tanto do diurno quanto no noturno. 
13- Fortalecer os departamentos pedagógicos instrumentalizando-os para orientar 
nas construções e/ou revisão dos PPPs e propostas curriculares; 
14- Ofertar cursos em parceria com a União, visando a formação continuada dos 
profissionais do setor administrativo de forma a atender as especificidades do setor, 
garantindo um sistema administrativo eficaz; 
15- Assegurar um espaço de leitura em todas as escolas do Ensino Fundamental.  
16- Desenvolver projetos com vista a fortalecer a participação efetiva das famílias em 
eventos e ações educativas a fim de consolidar a parceria escola/família; 
 
Meta 8 
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166 - Ano III - Nº 783

113 
 
Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, 
de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência 
deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País 
e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre 
negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística – IBGE. 
 
Estratégias: 
1- Aderir os programas dos governos federal e estadual cujo foco esteja em aplicar 
tecnologias para correção de fluxo, acompanhamento pedagógico individualizado, 
recuperação e progressão parcial, bem como priorizar estudantes com rendimento 
escolar defasado, considerando as especificidades dos segmentos populacionais; 
2- Garantir a continuidade de escolarização para os alunos egressos do curso de 
alfabetização; 
3- Garantir acesso gratuito a exames de certificação da conclusão do ensino 
fundamental; 
4- Apoiar os alunos dos segmentos populacionais considerados a participarem de 
cursos de formação profissional concomitantemente ao ensino ofertado na rede 
escolar pública; 
5- Implementar o currículo para a Educação de Jovens e Adultos, de forma a atender 
as especificidades desse segmento, visando combater a evasão e a repetência. 
 
 
Meta 9 
Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% 
(noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2017 e, até o final da vigência 
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13 de Julho de 2015
167 - Ano III - Nº 783

114 
 
deste PME, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por 
cento) a taxa de analfabetismo funcional. 
 
Estratégias: 
1- Garantir a redistribuição dos recursos financeiros do FUNDEB de forma equânime 
para todas as etapas do ensino da rede municipal assegurando profissionais para o 
suporte do trabalho na EJA; 
2- Assegurar parcerias com as secretarias de Saúde, Ação Social, Sindicatos, 
Movimentos Sociais e ONG’s para rea lizar diagnóstico e mobilização dos jovens e 
adultos para o ingresso e permanência na EJA; 
3- Promover, seminários semestrais e encontros permanentes, para socialização do 
currículo escolar da EJA (experiências exitosas, avaliação, combate a violência e as 
drogas, sexualidade e meio ambiente); 
4- Garantir, mobilização através de chamadas públicas, reuniões in loco e visitas, 
objetivando identificar a demanda do público alvo da EJA; 
5- Garantir formação continuada para os professores da EJA; 
6- Garantir a adequação dos espaços escolares e o apoio pedagógico e 
administrativo, para atender as demandas específicas da EJA. 
7- Garantir reformulação ou elaboração da Proposta Pedagógica e Curricular da EJA, 
ressaltando a dimensão curricular, o tempo de aprendizagem, a avaliação, a 
diversidade e a Educação do Campo; 
8- Garantir a criação de uma comissão para organização e elaboração de um módulo 
específico para o ensino e aprendizagem da EJA, bem como a confecção e 
distribuição deste módulo. 
 
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168 - Ano III - Nº 783

115 
 
Meta 10 
Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de 
jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação 
profissional. 
 
Estratégias: 
1- Apoiar a divulgação das ofertas de vagas junto às comunidades e instituições de 
ensino fundamental bem como na divulgação de cursos ofertados nas empresas, 
instituições afins à formação, nas comunidades e nas escolas; 
2- Dar continuidade, em regime de colaboração com o estado e a união, para garantia 
do transporte escolar nos turnos em que o município disponibiliza transporte. 
3- Articular junto ao estado uma extensão de cursos do PROEJA e outros projetos nas 
comunidades onde houver demanda e escola municipal; 
4- Estabelecer parceria para a disponibilização de espaços em escolas municipais 
onde exista demanda para o projeto Saberes da Terra; 
5- Participar dos estudos para adequação do currículo de forma a atender melhor as 
novas tecnologias do mundo do trabalho; 
6- Participar da feira anual de produtos, equipamentos e tecnologias desenvolvidas 
pelas comunidades, de forma a sistematizar os conhecimentos prévios para articular 
o currículo no planejamento da prática docente. 
 
Meta 11 
Triplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio, assegurando 
a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no 
segmento público. 
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169 - Ano III - Nº 783

116 
 
 
Estratégias: 
1- Participar de cursos/turmas descentralizadas promovidas pelo CETEP em parcerias 
com as prefeituras, sindicatos e outros em todo o território, inclusive, nos distritos e 
comunidades. 
2- Participar de parcerias em toda a região do Vale do Jiquiriçá para a oferta de estágio 
curricular. 
3- Dialogar com a Secretaria Estadual da Educação a ampliação de cursos conforme 
a demanda levantada pelo município. 
 
Meta 12 
Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) 
e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 
(vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 
40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público. 
 
Estratégias: 
1- Ampliar e estruturar espaço físico (salas de aula, criação de laboratórios, entre 
outros) do Polo UAB; 
2- Ampliar em regime de parceria acervo da biblioteca do Polo UAB; 
3- Dar continuidade ao acordo de cooperação técnica suprindo a demanda de 
recursos humanos necessária as atividades do Polo UAB; 
4-  Promover manutenção dos laboratórios multifuncionais do Polo UAB; 
5- Apoiar à criação de novos cursos; 
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170 - Ano III - Nº 783

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6- Articular reuniões integradas, com as diferentes universidades, visando adequação 
dos currículos conforme realidade local; 
7- Apoiar a criação de novos cursos voltados para atender ao déficit de profissionais 
em áreas específicas; 
8- Apoiar a ampliação e criação das políticas afirmativas por parte das instituições de 
ensino; e apoiar projetos ligados a políticas afirmativas que visem a ampliação do 
número de vagas ofertadas aos grupos historicamente desfavorecidos na educação 
superior; 
9- Estabelecer parcerias e convênios com as Universidades visando ampliação de 
oferta de estágio para alunos da educação superior; 
10- Buscar parcerias ou estabelecer convênios com os órgãos competentes para 
resolver os problemas nas vias/rodovias que dão acesso a UFRB; 
11- Estabelecer ou manter parcerias com as universidades para atendimento à 
população do campo, comunidade indígena, quilombola e itinerantes; 
12- Apoiar o fomento a oferta de formação de pessoal das áreas de ciências e 
matemática; 
13- Manter e/ou ampliar acordo de cooperação técnica com as universidades 
estaduais. 
 
Meta 13 
Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores 
do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior 
para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco 
por cento) doutor. 
 
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171 - Ano III - Nº 783

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Estratégias: 
1- Apoiar para que a maioria do corpo docente das Universidades da Região seja 
composta por Mestres e Doutores; 
2- Promover debates levantando as demandas da comunidade local, que possam vir 
a ser objeto de estudo e intervenção por parte das universidades; 
3- Apoiar as políticas públicas desenvolvidas que garantam a permanência e bom 
desempenho dos alunos nas universidades. 
 
Meta 14 
Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de 
modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e 
cinco mil) doutores. 
 
Estratégias: 
1- Empreender esforços para cobrar das IES a ampliação de cursos de pós-graduação 
stricto sensu; 
2- Apoiar a realização de pesquisas pelas IES relacionadas as demandas locais e 
regionais; 
3- Apoiar a ampliação da oferta de cursos de pós-graduação no Polo UAB, garantindo 
a logística necessária a seu funcionamento; 
4- Participar das campanhas de valorização e incentivo à participação das mulheres 
nos cursos de pós-graduação stricto sensu, em particular aqueles ligados às áreas de 
Engenharia, Matemática, Física, Química, Informática e outros no campo das ciências; 
5- Propor às IES a constituição de cursos de pós-graduação stricto sensu voltada para 
a temática de gênero; 
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172 - Ano III - Nº 783

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6- Apoiar programas de intercâmbio estudantil para alunos de escolas públicas; 
7- Apoiar o desenvolvimento de projetos ligados a região do semiárido e do 
Recôncavo. 
 
Meta 15 
Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PME, política nacional de 
formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do 
art. 61 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os 
professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de 
nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que 
atuam. 
 
Estratégias: 
1- Promover formação inicial em regime de colaboração com o Estado, União ou IES 
(Instituições de Ensino Superior) reconhecidas pelo MEC e conveniadas, para 
assegurar formação específica na educação superior, nas respectivas áreas de 
atuação, aos docentes com formação de nível médio na modalidade normal, não 
licenciados ou licenciados em área diversa da de atuação docente, em efetivo 
exercício da função;   
2- Incentivar que os profissionais da educação básica deem prosseguimento aos seus 
estudos; 
3- Promover em regime de colaboração com os entes federados, programa específico 
de capacitação gestores; 
4- Implementar em regime de colaboração programas específicos para formação 
inicial e continuada de profissionais da educação que abranja todos os níveis e 
modalidades; 
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173 - Ano III - Nº 783

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5- Consolidar e ampliar, em parceria com outras Secretarias, ações especificamente 
voltadas para a promoção, prevenção, atenção e atendimento à saúde e integridade 
física, mental e emocional dos trabalhadores da educação, tendo em vista a melhoria 
da qualidade da educação municipal; 
6- Ampliar o uso das tecnologias informacionais e conteúdos multimidiáticos para 
todos/as os/as atores/as envolvidos no processo educativo, incentivando a formação 
nos cursos específicos. 
 
Meta 16  
Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da 
educação básica, até o último ano de vigência deste PME, e garantir a todos (as) os 
(as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, 
considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de 
ensino. 
 
Estratégias: 
1- Solicitar das Universidades, com sede no município (UFRB e outras) percentual de 
vagas em cursos de pós-graduação específicos (lato e stricto sensu)  para professores 
da rede municipal de ensino; 
2- Estabelecer parceria com as Instituições de Educação Superior (de preferência 
públicas) e núcleos de pesquisa, promovendo cursos de atualização, pós graduação 
(stricto e latu sensu), que atendam as demandas e necessidades dos profissionais 
não docentes da rede municipal de ensino.  
 
Meta 17 
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174 - Ano III - Nº 783

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Valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica 
de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais profissionais com 
escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PME. 
 
Estratégias: 
1- Implementar, o cumprimento de 1/3 da jornada de trabalho em atividades 
extraclasse, dos profissionais do magistério do Sistema Público Municipal de Ensino, 
conforme a Lei 11.738/2008; 
 2- Garantir, de forma gradual, aos profissionais do magistério da rede pública de 
ensino o cumprimento da jornada de trabalho em um único estabelecimento escolar, 
desde quando haja vaga, como estabelecido na Lei no 11.738, de 16 de julho de 2008. 
 
Meta 18 
Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de Carreira para os (as) 
profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino 
e, para o plano de Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar 
como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos 
termos do Inciso VIII do Art. 206 da Constituição Federal. 
 
Estratégias: 
1- Revisar, o plano de carreira dos profissionais da educação do sistema de ensino, 
tomando como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, 
nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal; 
2- Estruturar a rede pública de educação básica de modo que, 90% (noventa por 
cento), no mínimo, dos respectivos profissionais do magistério e 50% (cinquenta por 
cento) dos respectivos profissionais da educação não docentes sejam ocupantes de 
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175 - Ano III - Nº 783

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cargos de provimento efetivo e estejam em exercício nas redes escolares a que se 
encontrem vinculados;  
3- Assegurar estudos visando a adequação do cargo dos Assistentes de Classe, da 
rede pública da educação Básica, condizente a sua função; 
4- Assegurar durante toda a vigência deste Plano, a gestão democrática, dentre outros 
mecanismos, pela eleição de diretores e vice-diretores das unidades escolares do 
município; 
5- Assegurar o acompanhamento dos profissionais iniciantes, supervisionados por 
equipe de profissionais experientes, a fim de fundamentar, com base em avaliação 
documentada, a decisão pela efetivação após o estágio probatório; 
6- Garantir, que seja considerado as especificidades socioculturais das escolas do 
campo no provimento de cargos efetivos para essas escolas. 
 
 
Meta 19 
Assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão 
democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à 
consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo 
recursos e apoio técnico da União para tanto. 
 
Estratégias: 
1- Revisar o regimento escolar unificado, adequando-o aos níveis e modalidades de 
ensino; 
2 - Assegurar programas de capacitação continuada destinados a gestores escolares; 
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176 - Ano III - Nº 783

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3- Criar programas de capacitação continuada para os membros da comissão de 
acompanhamento e monitoramento do PME; 
4- Promover autonomia financeira para todas as escolas e dos Centros Municipais de 
Educação mediante repasse de recursos diretamente aos estabelecimentos públicos 
de ensino a partir de critérios e objetivos definidos pela legislação e entre a Secretaria 
Municipal de Educação e unidades de ensino; 
5- Garantir nos orçamentos municipais anuais, a previsão do suporte financeiro às 
metas constantes deste Plano Municipal de Educação, em cumprimento ao artigo 212 
da Constituição Federal (CF/88) em termos de aplicação dos percentuais mínimos 
vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino; 
6- Assegurar as eleições para gestores escolares, considerando processos 
formativos, avaliação e eleição envolvendo a comunidade escolar, atendendo as 
especificidades: Ed. Infantil, Ed. do campo, etc. Havendo vacância será feito consulta 
aos profissionais da Unidade de Ensino para suprir o cargo, e se mesmo assim 
permanecendo a vacância deverá ser indicado pela Secretaria Municipal de 
Educação; 
7- Criar conselhos escolares com formação continuada em toda rede municipal e 
promover o fortalecimento destes; 
8- Garantir a formação para os conselheiros de acompanhamento do controle social 
do FUNDEB e demais conselhos oferecendo condições para realizar suas atividades: 
recursos financeiros, espaço físico, equipamentos e meios de transportes para as 
visitas a rede escolar; 
9- Incentivar a comunidade a sugerir assuntos pertinentes, voltados para construção 
de projetos que valorizam os planos de gestão escolar, tendo como objetivo resultados 
concretos e positivos na gestão escolar; 
10- Priorizar a formação dos conselhos escolares e conselhos municipais de 
educação, como instrumento de participação e fiscalização com maior frequência, 
sendo semestral e quando houver necessidade, com o intuito de fortalecer a parceria 
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177 - Ano III - Nº 783

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entre escola e comunidade, sendo que os conselheiros passem por capacitação, 
deixando-lhes ciente de sua importância e autonomia; 
11- Facilitar processos de autonomia administrativa, gestão financeira e pedagógica, 
sendo esta adequada a realidade de cada comunidade nos estabelecimentos de 
ensino; 
12- Estabelecer, programa de acompanhamento e avaliação das unidades escolares; 
13- Realizar acompanhamento das ações do PME ao longo dos dez anos, pelo 
conselho municipal de educação, através de documentos de avaliação das metas; 
14- Fortalecer os grêmios e APMs em todas as redes de educação básica, 
constituindo associações de pais através de documentos e cronogramas de atuação; 
15- Garantir em todas as escolas, recursos financeiros através de parcerias 
governamentais e instituições privadas para a melhoria da estrutura física, ampliação 
da Rede Municipal e construção de bibliotecas, brinquedotecas, laboratórios de 
ciências e informática e quadras esportivas; 
16- Criar o fórum municipal de educação com representatividade de pais, professores, 
diretores, coordenadores, funcionários em geral, sociedade civil e organizada e pelo 
poder público para o acompanhamento e avaliação do PME. 
 
Meta 20 
Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o 
patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto - PIB do País no 5o (quinto) 
ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB 
ao final do decênio. 
 
Estratégias: 
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178 - Ano III - Nº 783

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1- Dar continuidade aos mecanismos de fiscalização e controle que assegurem o 
rigoroso cumprimento do Art. 212 da Constituição Federal em termos de aplicação 
dos percentuais mínimos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino. 
Entre esses mecanismos estará o demonstrativo de gastos elaborado pelo poder 
executivo e apreciado pelo legislativo com o auxílio do tribunal de contas, criando 
dentro do portal de transparência Pública do município, uma aba específica com 
receitas e despesas da Educação, discriminando os valores correspondentes a cada 
uma das alíneas do Art. 70, da LDB;  
2- Promover capacitação dos Conselheiros - Titulares e suplentes (CAE/PNAE, CACS 
FUNDEB, CME, PNATE) a cada biênio, para que esses possam atuar de forma 
eficiente, observando e fiscalizando o cumprimento dos art. 70 e 71 da LDB, que 
definem os gastos admitidos como de MDE e aqueles que não podem ser incluídos 
nessa rubrica; 
3- Propiciar meios e condições necessárias, descentralizando recursos financeiros, 
oriundos da União para que todas as escolas possam oferecer e desenvolver projetos 
de cunho desportivo, artístico e ou cultural ao longo de vigência de todo o PME; 
4- Manter, merenda escolar de qualidade, cumprindo o que regulamenta Lei nº 11.947, 
de 16 de junho de 2009 da agricultura familiar, visando o aumento da utilização do 
recurso recebido em 10% até o final da vigência deste PME, fornecendo aos alunos 
alimentação de qualidade diversificada, com rico valor nutricional e com quantidade 
suficiente para atender as necessidades dos alunos; 
5- Dar continuidade ao preenchimento e enviar dados financeiros, por meio do 
Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação – SIOPE, a partir 
do primeiro ano de vigência do PME; 
6- Criar mecanismos para a implementação do Fundo Municipal de Educação, no 
prazo de 04 anos de vigência deste Plano, promovendo a autonomia financeira da 
SEDUC, no que diz respeito aos repasses públicos dos recursos e possibilitando 
agilidade na administração dos mesmos. Cumprindo os regulamentos da utilização 
dos recursos de acordo com os Arts. 70 e 71 da LDB, que definem os gastos admitidos 
e os não admitidos; 
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179 - Ano III - Nº 783

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7- Garantir, entre as metas dos planos plurianuais vigentes nos próximos dez anos, a 
previsão do suporte financeiro às metas constantes neste PME; 
8- Promover a autonomia financeira nas escolas mediante repasse de recursos do 
Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE, diretamente aos estabelecimentos 
públicos de ensino, a partir de critérios objetivos; 
9- Promover a participação efetiva da comunidade escolar nas decisões relativas aos 
investimentos na educação; 
10- Mobilizar a sociedade civil na participação das audiências públicas para 
divulgação da prestação de contas; 
11- Fiscalizar e incentivar as instituições estaduais de ensino, no sentido de manter 
atualizado o censo escolar, visando o repasse coerente das verbas que dependem 
dessas informações. 
 
  
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180 - Ano III - Nº 783

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4 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PME 
 
4.1 Mobilização da Sociedade para a Elaboração do PME 
A Prefeitura Municipal através da sua Secretaria Municipal de Educação utilizou de 
mecanismos diversos no sentido de envolver a sociedade civil e organizada como 
forma de participar do processo de adequação do Plano Municipal de educação.  
Ainda em 2014, logo após o primeiro encontro de formação com a equipe da COAM 
em Salvador no Instituto Anísio Teixeira, a secretária municipal de educação realizou 
um encontro com todos os diretores das escolas municipais, estaduais e privadas para 
dar ciência sobre a forma de adequação do referido plano como também desta reunião 
acolher nomes para compor a comissão de Adequação do PME. 
Ofícios e e-mails foram encaminhados para o sindicato dos professores, Conselho 
Municipal de Educação e Câmara do FUNDEB no sentido destes elegerem 
representações para compor a comissão. 
Em contínuo processo, foram realizadas várias reuniões com a comissão no sentido 
de analisar o quadro de indicadores para verificação das metas que foram executas 
ou não. Foram analisadas 139 (cento e trinta e nove) metas e, averiguou-se que 62% 
foram executadas plenamente, 22% executadas em parte e 16% não foram 
executadas. 
A partir deste instrumento a comissão construiu um relatório e este foi apresentado 
em Ato Público, na Câmara de Vereadores, constituindo um momento de mobilização 
para o processo de adequação do PME. 
Frente ao processo, a comissão se pautou na análise da pesquisa histórica, 
geográfica, socioeconômica e cultural do município revendo alguns pontos revelados 
na pesquisa do censo 2010. 
Após a análise situacional do Município foram criadas 13 Comissões Representativas 
para análise Situacional da Educação. Estas comissões realizaram levantamento 
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estatístico referente à oferta dos diferentes níveis e modalidades de ensino, 
informações sobre: gestão democrática; valorização dos profissionais da educação e 
de recursos financeiros destinados à educação. Cada comissão ficou responsável 
pelo planejamento das ações situacionais da Educação. 
Com base nesse planejamento no dia 11 de junho, no espaço da escola Vivalda 
Andrade foi realizado uma Miniconferência com representatividade de vários 
segmentos para construção das estratégicas com base nas 20 (vinte) metas do PNE, 
com proposições de estratégias que cheguem ao chão da realidade. 
 
4.2 Divulgação do PME 
A Secretaria Municipal de Educação de Amargosa, através da Comissão responsável 
pela formação, divulgação e articulação da adequação do plano para próxima década 
realizou as seguintes articulações: 
I. Informação nos meios educacionais sobre a adequação do plano; 
II. Contato por celular, e-mails para viabilizar textos e tirar dúvidas; 
III. Convites direcionados a diretores coordenadores e secretários escolares e 
vereadores para participarem do processo de adequação do plano; 
IV. Ato público dando ciência a sociedade sobre a importância do PME; 
V. Apresentação de slide sobre o diagnóstico situacional do município e da 
educação; 
VI. Reuniões   com as com issões representativas para realizarem o estudo da 
análise situacional da educação como também estas comissões foram 
juntamente com a comissão colaborativa responsáveis pela mobilização de 
segmentos da sociedade civil e organizada para participarem da 
miniconferência; 
VII. Realização da miniconferência com representações de sindicato, conselhos, 
pais, alunos, poder executivo, legislativo, profissionais da educação; 
VIII. Audiência pública. 
 
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4.3 Audiência Pública 
A Audiência Pública é um instrumento de participação popular, garantido pela 
Constituição de 1988 para definição de políticas públicas. É uma maneira importante 
da sociedade civil fazer parte das decisões, debatendo e opinando. 
No dia 17 de junho de 2015, no Plenário da Prefeitura Municipal de Amargosa, foi 
realizado no período das 8:30 às 16:10, a Audiência Pública referente ao Plano 
Municipal de Educação. 
No primeiro momento aconteceu o credenciamento de representações da sociedade 
interessadas em discutir um plano para uma década, sendo de grande importância 
para o contexto histórico educacional do município. No segundo ato, houve a leitura 
do Regimento Interno da Audiência Pública, foi apresentado Memórias sobre a revisão 
do PME de Amargosa, a Sr.ª secretária Rita de Cássia da Luz Santos, comunicou a 
todos a importância desse instrumento para toda a população do nosso município e a 
técnica da COAM, Sr.ª Francineide Silveira, fez a apresentação por segmento das 
vinte metas e suas respectivas estratégias, onde os presentes fizeram as intervenções 
em algumas estratégias no sentido de se aproximar aos anseios da sociedade. Após 
toda a apresentação a Sr.ª secretária agradeceu a participação, a colaboração e 
compromisso de todos. E deu por encerrada a audiência pública. 
 
4.4 Acompanhamento e Avaliação do PME 
A implantação do Plano Municipal de Educação no Município de Amargosa – Lei nº 
251 de 12 de dezembro de 2007, durante os 7 anos de sua vigência foi desenvolvida 
através das políticas educacionais implantadas pela Secretaria Municipal de 
Educação, em especial o PAR – Plano de Ações Articuladas.  
Segundo Maximiano (2006), o monitoramento “consiste em acompanhar e avaliar a 
execução da estratégia ”. O monitoramento deve ser realizado com base nos 
mesmos indicadores utilizados na hora de se elaborar o planejamento estratégico. 
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Muitas vezes, apenas na etapa de controle é que os administradores descobrem que 
as coisas não estão ocorrendo de acordo com o que foi planejado. A função do 
controle estratégico é assegurar que objetivos sejam atingidos, buscando responder 
à questão: “Nossos resultados estão consistentes com nossos objetivos?” 
(BATEMAN, 2000). 
Dessa forma, o acompanhamento e a avaliação do plano será efetuado pelo fórum 
municipal de educação com representatividade de pais, professores, diretores, 
coordenadores, funcionários em geral, sociedade civil e organizada e pelo poder 
público para o acompanhamento e avaliação do PME, devendo a Secretaria Municipal 
de Educação juntamente com o Conselho Municipal de Educação organizarem e 
coordenarem a primeira reunião anual com objetivo de revisão das estratégias. 
Havendo necessidade de alteração em alguma estratégia, visando alcance das metas 
deliberadas neste documento, essas alterações deverão ser encaminhadas a Casa 
Legislativa para aprovação. 
Faz-se necessário que algumas entidades da sociedade civil diretamente 
interessadas e responsáveis pelos direitos da criança e do adolescente participem do 
acompanhamento e da avaliação do Plano Municipal de Educação. O Art. 227, §7º, 
da Constituição Federal determina que no atendimento dos direitos da criança e do 
adolescente (incluídas nesse grupo as pessoas de 0 (zero) a 18 (dezoito) anos de 
idade) seja considerado o disposto no Art. 204, que estabelece a diretriz de 
"participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação 
das políticas e no controle das ações em todos os níveis".  
Assim, sob uma ótica ampla e abrangente, o conjunto das instituições envolvidas, 
sejam elas governamentais ou não, assumirá o compromisso de acompanhar e avaliar 
as diretrizes, objetivos e metas aqui estabelecidas, sugerindo, sempre que necessário, 
as intervenções para correção ou adaptação no desenvolvimento das metas.  
Os objetivos e as metas deste Plano somente poderão ser alcançados se ele for 
concebido e acolhido como Plano do Município, mais do que Plano de Governo e, por 
isso, assumido como um compromisso da sociedade para consigo mesma. Sua 
aprovação pela Câmara Municipal, o acompanhamento e a avaliação pelas 
instituições governamentais e da sociedade civil são fatores decisivos para que a 
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educação produza a grande mudança no panorama do desenvolvimento, da inclusão 
social e da cidadania plena.  
O PME é um documento de estratégias de políticas de educação que incluem, 
intrinsecamente, a intenção de avaliação conforme o previsto na Constituição Federal, 
na Lei Orgânica do Município, na LDB e nas metas do Plano Nacional de Educação.  
É fundamental que a avaliação seja efetivamente realizada de forma contínua e que 
o acompanhamento seja voltado à análise de aspectos qualitativos e quantitativos do 
desempenho do PME, tendo em vista a melhoria e o desenvolvimento do mesmo.  
O Poder Público Municipal deverá instituir no primeiro ano da vigência do PME o 
Sistema Municipal de Avaliação criando mecanismos necessários ao 
acompanhamento da execução do PME, observando os seguintes dados:  
Estatísticos: que controlam o avanço das metas de atendimento e outras mensuráveis 
quantitativamente, desde o diagnóstico.  
De aferição qualitativa:  elaborados periodicamente, de acordo com os prazos das 
metas, serem aplicadas para medir o sucesso das estratégias, tendo como objeto 
tanto o processo como o resultado final.  
De acompanhamento : elaborados para monitorar continuamente o processo 
educacional e de realização do PME.  
Os instrumentos de avaliação instituídos, bem como o Censo Escolar, SAEB – 
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, ENEM – Exame Nacional do 
Ensino Médio, CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível 
Superior e os dados do IBGE e INEP são subsídios e informações necessárias ao 
acompanhamento e à avaliação do PME, os quais devem ser analisados e apontam 
se as prioridades, metas e objetivos estão sendo atingidos, bem como se as 
mudanças necessárias estão sendo implantadas.  
Além da avaliação contínua da execução do PME, deverão ser feitas avaliações 
periódicas, sendo que a primeira deverá ser realizada no segundo ano após sua 
implantação e as posteriores a cada dois anos. 
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187 - Ano III - Nº 783

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/g3
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 008/2015/SRP 
 
A Pregoeira  realizará licitação em 23/07/2015 ás 09H00MIN, Local/g561 Sítio:/g561
www.licitacoes/g556e.com.br./g561N°/g561da/g561Licitação:/g561592544./g561Aquisição/g561de/g561parque infantil para 
as atividades de lazer com as crianças referenciadas no CRAS, CREAS, SCFV e 
cujas famílias são beneficiárias do programa Bolsa Família /g561mediante/g561Sistema/g561de/g561
Registro/g561 de/g561 Preços. Informações: licitacaoamargosa@hotmail.com,  
www.amargosa.ba.gov.br ou pelo Tel (75) 3634-3977. Divulgação dos outros atos – 
Diário Oficial – site: www.amargosa.ba.io.org.br. Luciano Cerqueira de Jesus - 
13/07/2015 -Pregoeiro. 
 
 
Luciano Cerqueira de Jesus  
Pregoeiro 
 
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Licitações</content>
      <publication_date></publication_date>
      <url>https://dom.amargosa.ba.gov.br/atos/922/</url>
    </ato>
  </atos>
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