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      <title>DIÁRIO OFICIAL DO - Edicao 4755</title>
      <kind>Diario Importado</kind>
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      <summary>Diário Oficial do EXECUTIVO Prefeitura Municipal de Amargosa - BA Quinta-feira • 23 de abril de 2026 • Ano IX • Edição Nº 4755 QR CODE SUMÁRIO NOTA: As matérias que possuem um asterisco (*) em sua descrição, indicam REPUBLICAÇÃO. GESTOR: GETÚLIO ALMEIDA...</summary>
      <content>Diário Oficial do
EXECUTIVO
 Prefeitura Municipal de Amargosa - BA 
Quinta-feira •  23 de abril de 2026 •  Ano IX • Edição Nº 4755
QR CODE
SUMÁRIO
NOTA: As matérias que possuem um asterisco (*) em sua descrição, indicam REPUBLICAÇÃO.
GESTOR: GETÚLIO ALMEIDA SAMPAIO
http://pmamargosaba.imprensaoficial.org/
 - CERTIFICADO DIGITALMENTE POR: AC CERTSIGN SRF ICP-BRASIL | IMPRENSAOFICIAL.ORG - 
GP - GABINETE DO PREFEITO ............................................................................. 2
ATOS OFICIAIS ......................................................................................... 2
LEI (Nº 813/2026) ........................................................................................ 2
SEAFI - SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, FINANÇAS E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL ............. 256
LICITAÇÕES E CONTRATOS .............................................................................. 256
NOTIFICAÇÃO (PREGÃO ELETRÔNICO Nº 002/2025) ................................................................. 256
SECAC - SECRETARIA MUNICIPAL DA CASA CIVIL ........................................................... 258
LICITAÇÕES E CONTRATOS .............................................................................. 258
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO (DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 23/2026) ............................................ 258
SEMOP - SECRETARIA MUNICIPAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS, OBRAS E PLANEJAMENTO ........................... 259
LICITAÇÕES E CONTRATOS .............................................................................. 259
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO (DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 26/2026) ............................................ 259
SESAU - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE .............................................................. 260
LICITAÇÕES E CONTRATOS .............................................................................. 260
NOTIFICAÇÃO (PREGÃO ELETRÔNICO Nº 028/2024) ................................................................. 260
SUGEP - SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO DE PESSOAS ..................................................... 261
ATOS OFICIAIS ....................................................................................... 261
PORTARIA (Nº 119/2026) ................................................................................. 261

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ÓRGÃO/SETOR: GP - GABINETE DO PREFEITO
CATEGORIA: ATOS OFICIAIS
LEI (Nº 813/2026)
  
LE I Nº 813, DE 23 DE ABRIL DE 2026. 
 
Institui o Plano Municipal de Gestão 
Integrada de Resíduos Sólidos – 
PMGIRS, de Amargosa, e dá outras 
providências. 
 
 
O PREFEITO MUNICIPAL DE AMARGOSA , Estado da Bahia, no uso de suas 
atribuições que lhe confere a Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal 
aprovou, e fica sancionada a seguinte Lei: 
 
CAPÍTULO I 
Dos Princípios Fundamentais e Objetivos 
 
Art. 1º. Fica instituído o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 
- PMGIRS do Município de Amargosa, aprovado por audiência pública realizada na data de 05 
de setembro de 2025, com fundamento nas Leis Federais nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, e nº 
12.305, de 2 de agosto de 2010, bem como em seus respectivos decretos regulamentadores e na 
Lei Complementar Municipal nº 44, de 2024, que institui a Política Municipal de Meio 
Ambiente e estrutura o Sistema Municipal de Meio Ambiente – SISMUMA. 
 
Parágrafo único. O PMGIRS tem por finalidade, no âmbito das competências 
municipais e em articulação com a União e o Estado, estabelecer diretrizes, programas, ações, 
metas e demais instrumentos para a gestão integrada de resíduos sólidos, a serem executados em 
horizonte de planejamento de 20 (vinte) anos. 
 
Art. 2º. Esta Lei dispõe, igualmente, sobre as responsabilidades adjudicadas aos 
geradores de resíduos sólidos e ao Poder Público municipal: 
 
§ 1º Estão sujeitos ao cumprimento das disposições desta Lei todas as pessoas físicas ou 
jurídicas, de direito público ou privado, que sejam responsáveis, direta ou indiretamente, pela 
geração de resíduos sólidos, assim como aquelas que exerçam atividades vinculadas à gestão 
integrada ou gerenciamento destes resíduos.

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§ 2º Cabe à Administração Pública e prestadores de serviços públicos observar e cumprir 
as metas previstas no Plano, e não obstante prestar informações sobre a operacionalidade à 
agência reguladora designada, às instituições fiscalizadoras e aos responsáveis pelo exercício 
do controle social do PMGIRS. 
 
Art. 3º. Constituem-se objetivos específicos do Plano Municipal de Gestão Integrada 
de Resíduos Sólidos – PMGIRS, para o pleno alcance de sua finalidade: 
I  elevar a qualidade e eficiência dos serviços públicos relacionados à gestão de resíduos 
sólidos, compreendendo os serviços de coleta, transporte, tratamento, destinação e disposição 
final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, assegurando a universalidade, 
continuidade, sustentabilidade e equidade na prestação e no atendimento à população; 
 
II - tutelar o meio ambiente e a saúde pública, mediante ações de prevenção, mitigação 
e compensação dos impactos negativos decorrentes da geração, manejo e destinação inadequada 
dos resíduos sólidos; 
 
III - resguardar a biodiversidade, reconhecendo-a como patrimônio natural e cultural 
indispensável às presentes e futuras gerações amargosenses; 
IV - fomentar o desenvolvimento sustentável, por meio da coleta seletiva e da 
consolidação da economia circular, harmonizando crescimento econômico, justiça social, 
promotor de cidadania e integridade ecológica; 
 
V  - respeitar a hierarquia na gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos da Política 
Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, priorizando a não geração, a redução, a 
reutilização e a reciclagem dos resíduos, minimizando a fração destinada à disposição final; 
 
VI - orientar o Poder Público e a coletividade na defesa, conservação e recuperação da 
qualidade ambiental, promovendo salubridade e dignidade nos espaços urbanos e rurais através 
da adequada gestão de resíduos sólidos. 
 
Parágrafo único. Constituiu-se, portanto, em instrumento ordenador da política 
municipal de resíduos sólidos o PMGIRS, e norteador de ações integradas, participativas e 
permanentes, alicerçado em uma gestão que unifica a racionalidade técnica à responsabilidade 
socioambiental.

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Art. 4º. O presente Plano é um instrumento permanente de planejamento e gestão e 
deverá ser revisado e avaliado, no máximo, a cada 4 (quatro) anos a fim de assegurar a sua 
efetividade, podendo este sofrer alterações e adaptações necessárias para atender à realidade 
municipal. 
 
§ 1º A revisão prevista por esta Lei deverá ser acompanhada de participação ativa da 
comunidade, garantindo a transparência por meio de audiências públicas e em consonância com 
os instrumentos de planejamento municipal, em especial ao Plano Diretor, Plano Plurianual 
(PPA), planos, programas e políticas estaduais e municipais, voltadas ao saneamento básico, 
meio ambiente e saúde pública. 
 
§ 2º A proposta de revisão do PMGRIS deverá ser encaminhada à Câmara dos 
Vereadores, devendo constar alterações, atualizações e a consolidação do PMGIRS do ano 
anterior vigente 
 
CAPÍTULO II 
Das Definições 
 
Art. 5º. Para efeitos desta Lei, considera-se: 
 
I - coleta seletiva: coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua 
constituição ou composição; 
 
II - destinação final ambientalmente adequada: destinação de resíduos que inclui a 
reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou 
outras destinações admitidas pelos órgãos competentes integrantes do Sistema Nacional de 
Meio Ambiente – SISNAMA, entre elas a disposição final, observando normas operacionais 
específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os 
impactos ambientais adversos; 
 
III - disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em 
aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde 
pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos; 
IV - geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou 
privado, que geram resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo;

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V  - gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas, direta ou 
indiretamente, nas etapas de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destinação final 
ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos 
rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, ou com projeto 
de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma da lei; 
 
VI - gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de 
soluções para os resíduos sólidos de forma a considerar as dimensões política, econômica, 
ambiental, cultural e social, com controle social e sob a premissa do desenvolvimento 
sustentável; 
 
VII - logística reversa: instrumento de desenvolvimento econômico e social 
caracterizado por um  conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta 
e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo 
ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada; 
 
VIII - responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos: conjunto de 
atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e 
comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de 
manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, 
bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental 
decorrentes do ciclo de vida dos produtos. 
 
IX - resíduos domiciliares: resíduos originados de residências ou de qualquer outra 
atividade que gere resíduos com características domiciliares ou a estes equiparados; 
 
X  - resíduos domiciliares equiparados ou comerciais: resíduos sólidos gerados em 
estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, com características análogas aos 
resíduos domiciliares, provenientes das atividades de restaurantes, bares, lanchonetes, 
supermercados, feiras, hotéis, instituições financeiras, lojas e demais atividades similares de 
pequenos geradores, excluídos os resíduos perigosos e aqueles sujeitos a sistemas de logística 
reversa previstos em legislação específica. 
 
XI - resíduos de limpeza urbana: proveniente das atividades de varrição, limpeza de 
logradouros e vias públicas e outros serviços de limpeza urbana; 
 
XII - resíduos sólidos: material, substância, objeto ou bem descartado resultante de 
atividades humanas em  sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se

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está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, como gases contidos em recipientes 
e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos 
ou em corpos d’água, ou exijam para isso solução técnica ou economicamente inviável em face 
da melhor tecnologia disponível; 
 
a) resíduos sólidos perigosos: aqueles que, em razão de suas características de 
inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, 
carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco 
à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma 
técnica; 
 
b) resíduos sólidos não perigosos: aqueles não enquadrados na alínea “a”. 
 
XIII - serviço de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, 
infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino 
final dos resíduos sólidos domésticos e dos resíduos sólidos originários da varrição e limpeza 
de logradouros e vias públicas, inclusive a triagem para fins de reuso, reciclagem ou 
compostagem, e os serviços de varrição, capina e poda de árvores, em  vias e logradouros 
públicos, e outros eventuais serviços pertinentes à limpeza pública; 
 
CAPÍTULO III 
Dos geradores de resíduos sólidos 
 
Art. 6º. Os geradores de resíduos sólidos serão definidos: 
I - grandes geradores de resíduos sólidos: pessoas físicas ou jurídicas que, em razão da 
natureza ou volume de suas atividades, produzam quantidade de resíduos superior ao limite 
de 200 (duzentos) litros por dia, ficando obrigados à elaboração e execução de Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS e à destinação final ambientalmente adequada por 
meios próprios. 
 
II - pequenos geradores de resíduos sólidos: aqueles que não se enquadram no inciso I, 
ficando sujeitos ao sistema público de coleta regular, devendo proceder à adequada separação, 
acondicionamento e disponibilização dos resíduos, em conformidade com a legislação vigente. 
 
III - geradores de resíduos domiciliares, equiparados ou consumidores: pessoas físicas 
ou jurídicas que produzam resíduos sólidos provenientes de residências ou de atividades 
comerciais, de serviços ou institucionais que, pela sua natureza, composição e volume, sejam

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semelhantes aos resíduos domiciliares, incluindo os consumidores finais responsáveis pelo 
correto descarte, separação, acondicionamento e disponibilização dos resíduos. 
IV - geradores de resíduos não perigosos que, por sua natureza, composição ou volume, 
não são equiparados aos resíduos domiciliares: consideram-se geradores de resíduos que, em 
razão da natureza, composição ou volume dos resíduos gerados, não se enquadram como 
equiparados aos domiciliares, abrangendo pessoas jurídicas, que se enquadram como 
estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, empresas da construção civil, 
responsáveis por atividades agrossilvopastoris, bem como empreendimentos residenciais. 
 
V  - geradores de resíduos perigosos: pessoas físicas e jurídicas, de direito público ou 
privado, que em suas atividades geram resíduos que, por sua natureza e periculosidade, são 
classificados como perigosos de acordo com a Norma Brasileira Regulamentadora vigente. 
 
VI - fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos sujeitos à 
logística reversa: pessoas jurídicas de direito público ou privado que estão instituídas na 
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto, mediante o retorno dos produtos 
após o uso pelo consumidor como produtos cuja embalagem após o uso, constitua resíduo 
perigoso, tais como pilhas, baterias, embalagens e resíduos de óleos lubrificantes, lâmpadas 
fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, produtos eletroeletrônicos e seus 
componentes. 
 
 
CAPÍTULO IV 
Das Responsabilidades 
 
Art. 7º. O poder público, o setor empresarial e a coletividade, em corresponsabilidade, 
são geradores de resíduos e, portanto, partilham o dever de assegurar a plena efetividade do 
Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS, cumprindo as diretrizes 
e determinações desta Lei e de seus regulamentos. 
Art. 8º. Para o cumprimento previsto no art. 2 da desta Lei, é de responsabilidade na 
gestão de resíduos sólidos do Município: 
 
I - Poder Público: planejar e revisar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos 
Sólidos – PMGIRS, organizar, assegurar e fiscalizar a coleta, transporte e destino final 
ambientalmente adequado dos resíduos domiciliares, de limpeza urbana e daqueles equipados 
aos domicílios de pequenos geradores.

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II - Geradores de resíduos domiciliares, equiparados ou consumidores: separar, 
acondicionar e disponibilizar adequadamente os resíduos domiciliares secos recicláveis, 
orgânicos e rejeitos, nos dias e horários definidos pelo Município para a coleta seletiva e 
convencional. 
 
III - Geradores de resíduos perigosos ou não perigosos que, por sua natureza, 
composição ou volume, não são equiparados aos resíduos domiciliares: elaborar Plano de 
Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS, submete-lo à aprovação dos órgãos competentes 
e realizar a gestão dos resíduos sólidos gerados conforme o PGRS, assegurando sua destinação 
ambientalmente adequada. 
 
IV - Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos sujeitos à 
logística reversa: estruturar e implementar sistema de logística reversa de forma independente 
da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, através da responsabilidade compartilhada, 
além das responsabilidades previstas no inciso anterior. 
 
 
CAPÍTULO V 
Das competências e participação de órgãos e agentes municipais no controle e monitoramento 
do PMGIRS 
 
Art. 9º. Fica instituído o Conselho Municipal de Monitoramento de Gestão Integrada de 
Resíduos Sólidos – CMMGIRS por meio de decreto, que subsidiará, assessorará e apoiará a 
Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Obras e Planejamento da Cidade – SEMOP e/ou 
Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente – SEAMA, nas questões relacionadas 
aos estudos, acompanhamentos, controle e avaliação da implementação do Plano de Gestão 
Integrada de Resíduos Sólidos no Município de Amargosa. 
 
§ 1º O CMMGIRS será composto por representantes dos órgãos e entidades municipais 
responsáveis pelas ações, programas, metas e indicadores previstos no PMGIRS, sem prejuízo 
do exposto no caput. 
 
§ 2º A composição, as atribuições e o funcionamento do CMMGIRS serão definidos em 
Regimento Interno, a ser instituído por decreto do Poder Executivo Municipal, observadas as 
diretrizes deste Projeto de Lei.

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§ 3º O CMMGIRS deverá divulgar e promover os resultados dos relatórios trimestrais 
de desempenho e alcance das metas do PMGIRS, através do site institucional do município, 
redes sociais oficiais, seminários e demais mecanismos pertinentes que possam difundir e 
garantir o acompanhamento e controle social, com as Secretarias Municipais de Serviços 
Públicos, Obras e Planejamento da Cidade – SEMOP e de Agricultura e Meio Ambiente – 
SEAMA. 
 
§ 4º Será assegurada a participação de Cooperativas ou Associações de Catadores de 
Materiais Recicláveis, bem como representantes da sociedade civil organizada, nas 
reuniões do CMMGIRS, para garantir inclusão, protagonismo e representatividade 
social na gestão integrada de resíduos sólidos, sendo a composição, quantidade de 
representações e critérios de participação definidos no Regimento Interno. 
 
§ 5º O CMMGIRS deverá promover reuniões centralizadas a fim de orientar a 
implantação dos procedimentos nos órgãos públicos para gestão dos resíduos, caberá ao 
(s) responsável (eis) da unidade emitir relatórios sintéticos e descritivos dos resultados, e, 
posteriormente, encaminhá-los às Secretarias Municipais de Serviços Públicos, Obras e 
Planejamento da Cidade – SEMOP e de Agricultura e Meio Ambiente – SEAMA. 
 
§ 6º O CMMGIRS integrará formalmente o Sistema Municipal de Meio Ambiente - 
SISMUMA, conforme previsto na Lei Complementar nº 44/2024. 
 
 
CAPÍTULO VI 
Disposições Finais 
 
Art. 10. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Obras e Planejamento da Cidade 
– SEMOP ou a que a suceder, como órgão gestor da limpeza urbana e manejo de resíduos 
sólidos, acompanhará e coordenará a execução do Plano Municipal de Gestão Integrada de 
Resíduos Sólidos. 
 
Art. 11. A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente – SEAMA e a 
Secretaria Municipal de Educação – SEMED implementarão e coordenarão em conjunto o 
Programa Municipal de Educação Ambiental.

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Art. 12. O Município implantará gradualmente o serviço público de coleta seletiva de 
resíduos sólidos, priorizando a expansão progressiva para todas as regiões urbanas e, 
posteriormente às áreas rural, em consonância com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e 
com o PMGIRS. 
 
Parágrafo único. A adequação dos geradores de resíduos às disposições previstas neste 
caput deverá ser realizada respeitando as fases de implementação e expansão do serviço público 
de coleta seletiva nas regiões em que estejam instalados. 
 
Art. 13. Programas, projetos, ações previstas no PMGIRS ou, em casos excepcionais, 
outras estratégias de implementação de projetos voltados à gestão e ao gerenciamento de 
resíduos sólidos, deverão ser regulamentados por Decretos do Poder Executivo, na medida em  
que forem criados, considerando os instrumentos citados no Art. 4º, § 1º, desta Lei. 
 
Art. 14. Os estabelecimentos públicos de órgãos da administração municipal deverão 
indicar, do seu quadro efetivo, os funcionários responsáveis pela gestão eficiente do 
procedimento da gestão e gerenciamento de resíduos sólidos de cada uma de suas instalações. 
O Conselho Municipal de Monitoramento de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – 
CMMGIRS deverá comunicar tais unidades para imediata adequação de seus procedimentos, 
acompanhando a expansão das ações e programas previstos no PMGIRS. 
 
Art. 15. O poder público poderá instituir medidas indutoras e linhas de financiamento 
para atender, prioritariamente, às iniciativas de: 
 
I - prevenção e redução da geração de resíduos sólidos no processo produtivo; 
 
II - desenvolvimento de produtos com menores impactos à saúde humana e à qualidade 
ambiental em seu ciclo de vida; 
 
III - implantação de infraestrutura física e aquisição de equipamentos para cooperativas 
ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas 
por pessoas físicas de baixa renda; 
IV - estruturação de sistemas de coleta seletiva e de logística reversa; 
 
V  - descontaminação de áreas contaminadas, incluindo as áreas órfãs;

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VI - desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologias limpas aplicáveis aos 
resíduos sólidos; 
 
VII - desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e empresarial voltados para a 
melhoria dos processos produtivos e ao reaproveitamento dos resíduos. 
 
§ 1º Instituições públicas e privadas que promovam ações complementares às 
obrigatórias, em consonância com os objetivos, princípios e diretrizes desta lei, estarão aptas 
para a concessão de benefícios fiscais ou financeiros, por parte dos organismos de crédito e 
fomentos ligados ao governo municipal. 
 
§ 2º O município poderá cobrar dos usuários tarifas ou taxas por serviços de coleta, 
transporte, tratamento, destinação e disposição final de resíduos sólidos originados em qualquer 
fonte geradora, desde que execute os serviços, direta ou indiretamente. Art. 16. O Plano 
Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos - PMGIRS deverá ser compatibilizado com 
o Plano Municipal de Saneamento Básico - PMSB, quando for instituído, em observância ao 
disposto no art. 19 da Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, assegurada a integração 
entre as políticas públicas de saneamento básico e de gestão de resíduos sólidos no âmbito 
municipal. 
 
Art. 17. A implementação do PMGIRS observará as diretrizes e estruturas previstas no 
Sistema Municipal de Meio Ambiente - SISMUMA. 
 
Art. 18. Os serviços públicos de manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana deverão 
ter sustentabilidade econômico-financeira assegurada. 
 
Art. 19. Considerando o disposto no Art. 11º da Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro 
de 2007, bem como no Art. 18º da Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que 
estabelecem as diretrizes nacionais para o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos 
Sólidos – PMGIRS, que foi objeto de audiência pública em data de 05 de setembro de 2025, 
constante do Anexo I desta Lei. 
 
Art. 20. Ficam revogadas as disposições em contrário, especialmente aquelas constantes 
de atos normativos municipais que tratem da gestão de resíduos sólidos, naquilo que divergirem 
ou conflitarem com o disposto nesta Lei.

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Art. 21. Integra também a presente Lei o Anexo I – Plano Municipal de Gestão Integrada 
de Resíduos Sólidos de Amargosa – PMGIRS. 
 
Art. 22. Esta Lei entra em  vigor na data de sua publicação. 
 
 
Gabinete do Prefeito de Amargosa-Ba, 23 de abril de 2026. 
 
 
Getúlio Almeida Sampaio 
Prefeito Municipal 
Assinado digitalmente por GETULIO ALMEIDA 
SAMPAIO:17616158587
ND: C=BR, O=ICP-Brasil, OU=Certificado Digital PF 
A1, OU=Videoconferencia, OU=57794545000134, 
OU=AC SyngularID Multipla, CN=GETULIO 
ALMEIDA SAMPAIO:17616158587
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Data: 2026.04.23 16:48:05-03'00'
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GETULIO ALMEIDA 
SAMPAIO:1761615
8587

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PLANO MUNICIPAL DE GESTÃO 
INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE 
AMARGOSA- BA

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͑

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͒   
 
    
 
 
 
PŘeċeito 
Getúlio Alıeida Saıpaio 
 
Vice-pŘeċeito 
ReiĲaldo Sousa da Silva 
 
SecŘetáŘia de AČŘicultuŘa e Meio AıbieĲte 
FŘaĲcelle FeŘŘetti SalvadoŘ 
 
SecŘetáŘio MuĲicipal de SeŘviços Públicos, ObŘas e PlaĲejaıeĲto da 
Cidade 
NaedsoĲ BoŘČes

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͓   
 
 
 
 
 
 
 
MaŘço De ͑͏͔͑

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͔   
 
FICHA TÉCNICA 
COORDENAÇÃO GERAL 
FŘaĲcelle FeŘŘetti SalvadoŘ 
SecŘetáŘia de AČŘicultuŘa e Meio AıbieĲte - EĲČeĲheiŘa SaĲitáŘia e AıbieĲtal 
 
Eŗuipe e ColaboŘadoŘes 
 
EQUIPE 
NOME FUNÇÃO PROFISSÃO INSTITUÍÇÃO 
Saulo SaĲtos DiŘetoŘ AıbieĲtal TécĲico AıbieĲtal PMA/SEMA 
AldeıiŘ AŘcaĲjo VeŘeadoŘ AdıiĲistŘadoŘ CâıaŘa MuĲicipal 
COLABORADORES 
NOME FUNÇÃO PROFISSÃO INSTITUÍÇÃO 
LeaĲdŘo Leal AĲalista AıbieĲtal EĲČeĲheiŘo SaĲitáŘio 
e AıbieĲtal 
PMA/Sec. Meio AıbieĲte 
Tassia EleĲ Silva Cheċe de GabiĲete EĲČeĲheiŘa de 
PetŘóleo 
PMA/SEAGRI 
SidĲei Siıas EĲČeĲheiŘo EĲČeĲheiŘo Civil PMA/SEMOP 
Silvia S. GeŘeĲte GeŘal EĲČeĲheiŘo SaĲitáŘio 
e AıbieĲtal 
A&amp;S 
MaŘcos V. SupeŘvisoŘ AdıiĲistŘadoŘ A&amp;S

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͕

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͖   
 
QUADRO DE SECRETÁRIOS E DO GABINETE DO PREFEITO 
 
 
SecŘetaŘia de AdıiĲistŘação, FiĲaĲças e DeseĲvolviıeĲto IĲstitucioĲal 
JoaĲildo BoŘČes 
 
SecŘetaŘia de AČŘicultuŘa e Meio AıbieĲte 
FŘaĲcelle FeŘŘetti SalvadoŘ 
 
SecŘetaŘia de AssistêĲcia Social, TŘabalho e Habitação 
MaŘiele Caldas 
SecŘetáŘio da Casa Civil 
Silas LoıaĲto 
 
SecŘetaŘia de Educação 
Selidalva GoĲçalves de QueiŘoz 
 
SecŘetaŘia da Saúde 
MileĲa AČuiaŘ 
 
SecŘetaŘia de SeŘviços Públicos, ObŘas e PlaĲejaıeĲto da Cidade 
NaedsoĲ BoŘČes 
 
Cheċe de GabiĲete 
Tássia EleĲ 
 
CoıuĲicação da PŘeċeituŘa 
Luiza Siıas

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͗   
 
QUADRO DE CÂMARA DE VEREADORES 
 
PŘesideĲte 
ReĲato de Jesus Goıes ϼPTϽ 
 
Vice-PŘesideĲte: 
SolaĲČe da Silva LaceŘda ϼPTϽ 
 
͐º SecŘetáŘio 
ValteŘ Luiz dos SaĲtos ϼPODEϽ 
 
͑º SecŘetáŘio 
Oldaŗue Maia Boıċiı ϼUNIÃOϽ 
 
CoŘŘeČedoŘ-GeŘal 
José Vaz Saıpaio Filho ϼPSDϽ 
 
VEREADORES 
AdailtoĲ BaŘbosa dos SaĲtos ϼPODEϽ 
AldeıiŘ AŘcaĲjo dos SaĲtos ϼPTϽ 
EliezeŘ SaĲtaĲa SaĲtos ϼMDBϽ 
IvoĲildo Souza SaĲtos da Silva ϼPSDϽ 
José CaŘlos de Jesus PiŘes ϼPTϽ 
José ValdeıaŘ QueiŘoz de AĲdŘade ϼMDBϽ 
RaıoĲ OliveiŘa CabŘal MeŘcês ϼUNIÃOϽ 
WilsoĲ RezeĲde RibeiŘo JúĲioŘ ϼPLϽ

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͘   
 
ART

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͐͏   
 
 
 
Visão Geral do Plano de Gestão de Resíduos Sólidos 
 
  O Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólido s de Amargosa  apresenta um 
panorama completo da situação dos resíduos sólidos no município, desde o diagnóstico atual até propost as 
para melhoria da gestão.  
No Capítulo 1, o leitor encontrará uma introdução ao tema, desta cando a evolução da geração de 
resíduos e a importância da gestão adequada, com base na Política Nacional de Resíduos Sólidos.  
O Capítulo 2 apresenta a metodologia utilizada para levantar dados e elaborar o plano, detalhando as 
fontes de informação e os critérios técnicos adotados. 
No Capítulo 3, são descritas as características socioambientais de Amargosa, incluindo localização, 
clima, geologia, hidrografia e aspectos socioeconômicos, além da infraestrutura urbana e rural.  
Já o Capítulo 4 analisa a demografia local, abordando distribuição etária, projeção populacional e os 
impactos do crescimento da cidade na produção de resíduos.  
O Capítulo 5 traz o embasamento legal do plano, consolidando as  principais legislações federais, 
estaduais e municipais que orientam a gestão de resíduos sólidos. 
O Capítulo 6  apresenta o diagnóstico da geração de resíduos em Amargosa, detalhando tipos de 
resíduos, formas de acondicionamento, coleta, transporte e destinação final. Também são abordados resíduos 
específicos, como os provenientes da construção civ il, saúde e indústria, além das diretrizes para log ística 
reversa.  
No Capítulo 7 , são discutidas as projeções futuras da geração de  resíduos e as estratégias para 
melhorar o gerenciamento, incluindo programas de reciclagem, compostagem e inclusão social de catadores. 
O Capítulo 8 trata das fontes de financiamento para viabilizar a gestão dos resíduos, explorando taxas, 
incentivos e modelos de captação de recursos.  
Por fim, o Capítulo 9 aborda o acompanhamento e avaliação do plano, defi nindo indicadores para 
monitoramento contínuo e estratégias para aprimorar  a gestão municipal. O documento se encerra com as 
referências utilizadas, garantindo embasamento técnico e legal para as ações propostas.

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͐͐   
 
ÍNDICE DE EQUAÇÕES 
Eŗuação ͐ϡ FoŘıula da PiŘâıide EtáŘia .........................................................................................  ͗͐ 
Eŗuação ͑ϡ ÍĲdice de EĲvelheciıeĲto ..........................................................................................  ͗͐ 
Eŗuação ͒ϡ Eŗuação da Relação da DepeĲdêĲcia Total ................................................................ . ͗͑ 
Eŗuação ͓ϡ Relação da DepeĲdêĲcia Idosa...................................................................................  ͗͑ 
Eŗuação ͔ϡ Relação da DepeĲdêĲcia JuveĲil .................................................................................  ͗͑ 
Eŗuação ͕ϡ Eŗuação da pŘojeção PopulacioĲal EƄpoĲeĲcial ..........................................................  ͗͘ 
Eŗuação ͖ϡEŗuação do ÍĲdie GŘaviıétŘico ..................................................................................  ͐͐͐ 
Eŗuação ͗ϡ Eŗuação da DeĲsidade ApaŘeĲte ..............................................................................  ͐͐͑ 
 
ÍNDICE DE FIGURAS 
FiČuŘa ͐ϡ PeŘceĲtual de Resíduos Coletados PoŘ ReČião eı ͑͏͑͑ Ĳo BŘaisl ......................................  ͒͐ 
FiČuŘa ͑ϡClassificação de Resíduos ..............................................................................................  ͒͑ 
FiČuŘa ͒ϡLaƅout de uı ecopoĲto ..................................................................................................  ͔͒ 
FiČuŘa ͓ϡ Mapa de Localização de AıaŘČosa-BA ............................................................................  ͔͓ 
FiČuŘa ͔ϡ Cliıa eı AıaŘČosa .......................................................................................................  ͔͔ 
FiČuŘa ͕ϡ GeoloČia de AıaŘČosa-BA ..............................................................................................  ͔͕ 
FiČuŘa ͖ϡ Relevo do MuĲicípio de AıaŘČosa-BA .............................................................................  ͔͖ 
FiČuŘa ͗ϡ Mapa das ZoĲas de PŘoteção AıbieĲtal ..........................................................................  ͕͐ 
FiČuŘa ͘ϡMapa de Deliıitação dos BaiŘŘos da ZoĲa UŘbaĲa de AıaŘČosa ........................................  ͗͏ 
FiČuŘa ͐͏ϡ OŘČaĲoČŘaıa dos Resídos GeŘados- LEI Ĳº ͐͑.͒͏͔/͑͏͐͏ ...............................................  ͐͏͔ 
FiČuŘa ͐͐ϡDas RespoĲsabilidade pelo MAĲejo de Resíduos Sólidos UŘbaĲos- PNRS ͑͏͐͏ ............... ͐͏͕ 
FiČuŘa ͐͑ϡ Da GeŘação, Coleta e DestiĲação dos RSU e RSS .........................................................  ͐͏͖ 
FiČuŘa ͐͒ϡ Mapa de Localização do VazadouŘo do MuĲicípio de AıatČosa .....................................  ͖͐͑ 
FiČuŘa ͓͐ϡ Aspecto do VazadouŘo do MuĲicípio de AıaŘČosa ........................................................  ͐͒͏ 
FiČuŘa ͔͐ϡ Ciclo da LoČística ReveŘsa de Lâıpadas .....................................................................  ͕͖͐ 
FiČuŘa ͕͐ϡ Mapa de IdeĲtidade dos TeŘŘitóŘios da Bahia ................................................................  ͖͖͐ 
FiČuŘa ͖͐ϡ TeŘŘitóŘios de SaĲeaıeĲto do Estado da Bahia .............................................................  ͖͐͘ 
FiČuŘa ͐͗ϡ CeĲtŘal de MaĲejo e TŘiaČeı de Řesíduos Sólidos .........................................................  ͐͘͘ 
 
ÍNDICE DE IMAGENS 
IıaČeı ͐ϡ Modelo de EcopoĲto de Coleta Seletiva .......................................................................  ͕͒ 
IıaČeı ͑ϡ Mapa FitoČeoČŘáfico e FitossociolóČico ........................................................................  ͔͗ 
IıaČeı ͒ϡ Rio da ReČião Do JiŗuiŘiça MiŘiı ...................................................................................  ͔͘ 
IıaČeı ͓ϡ PŘaças Da áŘea UŘbaĲa de AıaŘČosa ............................................................................  ͖͔ 
IıaČeı ͔ϡ MaŗuiĲa ŘealizaĲdo a CapiĲa ElétŘica .........................................................................  ͔͐͒ 
IıaČeı ͕ϡ DescaŘte iŘŘeČulaŘ de liƄo ...........................................................................................  ͖͐͒ 
 
ÍNDICE DE MAPAS 
Mapas ͐ϡ Mapa da HidŘoČŘafia do MuĲicpio de AıaŘČosa ...............................................................  ͕͏ 
Mapas ͑ZoĲeaıeĲto PŘopostos Ĳo PlaĲo DiŘetoŘ PatŘicipativo de AıaŘČosaϡ ..................................  ͑͘ 
Mapas ͒ϡ Mapa dos BaiŘŘos do MuĲicípio de AıatČosa- ZoĲa UŘbaĲa ...........................................  ͕͐͐ 
Mapas ͓ϡ Mapa coı Localização das ZoĲas RuŘais ......................................................................  ͖͐͐ 
Mapas ͔ϡ IdeĲtificação de descaŘte de RSV .................................................................................  ͐͒͘

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͐͑   
 
ÍNDICE DE QUADROS 
QuadŘo ͐ϡ Resíduosϡ Classes, AcoĲsidicioĲaıeĲto e DestiĲação ...................................................  ͓͒ 
QuadŘo ͑ϡSetoŘ e Resposailidade ................................................................................................ . ͓͒ 
QuadŘo ͒ϡModalidades de PŘestação de SeŘviços ..........................................................................  ͓͕ 
QuadŘo ͓ϡ IĲċoŘıções de AıaŘČosa-BA ........................................................................................  ͔͒ 
QuadŘo ͔ϡ UĲidades de Saúde de AıaŘČosa ..................................................................................  ͕͗ 
QuadŘo ͕ϡ MacŘozoĲeaıeĲto do PlaĲo DiŘetoŘ PaŘticipativo de AıaŘČosa .......................................  ͒͘ 
QuadŘo ͖ϡ ZoĲas do PlaĲo DiŘetoŘ PaŘticipativo de AıaŘČosa ..........................................................  ͒͘ 
QuadŘo ͗ϡ OŘČaĲoČŘaıa de SeŘviços e ŗuaĲtitativo da eŗuipe ......................................................  ͐͏͘ 
 QuadŘo ͘ϡ RespoĲsáveis pela eƄecução dos seŘviços de ıaĲejo, coleta, de tŘaĲspoŘte, de destiĲação 
fiĲal dos Řesíduos sólidos. .........................................................................................................  ͐͏͘ 
QuadŘo ͐͏ϡ RoteiŘo e SetoŘes de Coleta dos RSD .........................................................................  ͐͐͑ 
QuadŘo ͐͐ϡ  RoteiŘo das Coletas da ZoĲa UŘbaĲa .........................................................................  ͕͐͐ 
QuadŘo ͐͑ϡ RoteiŘo das Colatas da ZoĲa RuŘal.............................................................................  ͖͐͐ 
QuadŘo ͐͒ϡ SetoŘes, RoteiŘos e FŘeŗuêĲcias ................................................................................  ͔͐͑ 
QuadŘo ͓͐ϡ Veículos e Modelos Usados Ĳa Coleta .......................................................................  ͕͐͑ 
QuadŘo ͔͐ϡIĲċoŘıações sobŘe o vazadouŘo a ceu abeŘto de AıaŘČosa ..........................................  ͐͑͘ 
QuadŘo ͕͐ϡGŘupos de Řesíduos de tŘaĲspoŘte, coĲċoŘıe Resolução CONAMA Ĳº ͏͔/͐͒͘͘. ............. ͔͐͑ 
QuadŘo ͖͐ϡ IĲċoŘıações SobŘe os CeıitéŘios do MuĲicípio .........................................................  ͔͐͗ 
QuadŘo ͐͗ϡ LoČistica ReveŘsa de EıbalaČeĲs de DeċeĲsivos ........................................................  ͖͐͐ 
QuadŘo ͐͘ϡUĲidades PŘóƄiıas a AıaŘČosa .................................................................................  ͖͐͐ 
QuadŘo ͑͏? MuĲicípios ŗue iĲteČŘaı o TeŘŘitótio do Vale do JiŗuiŘiça ............................................  ͖͕͐ 
QuadŘo ͑͐ϡ QuadŘo de Leis ........................................................................................................  ͖͐͗ 
QuadŘo ͑͑ϡ QuadŘo de DecŘetos ................................................................................................ . ͖͐͗ 
QuadŘo ͑͒ϡ QuadŘo de Resoluções do CONAMA ..........................................................................  ͖͐͗ 
QuadŘo ͓͑ϡ QuadŘo de NoŘıasϼABNT NBRϽ .................................................................................  ͐͗͗ 
QuadŘo ͔͑ϡ CŘoĲoČŘaıa de EƄecução .........................................................................................  ͑͒͘ 
 
ÍNDICE DE TABELAS 
Tabela ͐ϡTaƄa de ReciclaČeı Ĳo BŘasil ..........................................................................................  ͑͘ 
Tabela ͑ϡ QuaĲtidade de poços TubulaŘes .....................................................................................  ͔͘ 
Tabela ͒ϡCaso de doeĲças coı possível Řelação ao ıaĲejo iĲadeŗuado de Řesíduos sólidos. .......... ͕͕ 
Tabela ͓ϡ Uso e Ocupação do Solo ...............................................................................................  ͕͘ 
Tabela ͔ϡ ÍĲdice de AbasteciıeĲto de àČua Ĳo MuĲicípio de AıaŘČosa-BA ......................................  ͖͐ 
Tabela ͕ϡ Evolução populacioĲal ..................................................................................................  ͖͗ 
Tabela ͖ϡ TaƄa de Ocupação De AıaŘČosa ....................................................................................  ͖͘ 
Tabela ͗ϡTaƄa de Ocupação UŘbaĲa De AıaŘČosa .........................................................................  ͖͘ 
Tabela ͘ϡ Tabela dos ıodelos de cuŘvas .......................................................................................  ͔͗ 
Tabela ͐͏ϡ Tabela da PŘojeção populacioĲal das ıodelaČeĲs pŘopostas .........................................  ͔͗ 
Tabela ͐͐ϡTaƄa de CŘesciıeĲto da População de AıaŘČosa seČuĲdo os últiıos ceĲsos do IBGE ..... ͗͘ 
Tabela ͐͑ϡPŘojeção da População ao loĲČo de ͑͏ aĲos ...................................................................  ͘͏ 
Tabela ͐͒ϡ Tabela  de pesaČeı poŘ ŘoteiŘo ...................................................................................  ͐͐͒ 
Tabela ͓͐ϡ CoĲtŘole das AıostŘas-PesaČeı ...............................................................................  ͐͐͒ 
Tabela ͔͐ϡ Pesos das AıostŘas ..................................................................................................  ͓͐͐ 
Tabela ͕͐ϡ RoteiŘo e pesaČeı de RDO.........................................................................................  ͔͐͐ 
Tabela ͖͐ϡ PesaČeı de RDO poŘ dia da SeıaĲa ..........................................................................  ͔͐͐ 
Tabela ͐͗ϡ Coıposição GŘaviıétŘica dos Residuos do MuĲicípio de AıaŘČosa-BA ........................  ͐͐͗

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͐͒   
 
Tabela ͐͘ϡ IĲdices de GeŘação peŘcapta e peso específico apaŘeĲte dos Řesíduos Sólidos DoıiciliaŘes
 ................................................................................................................................................  ͐͑͏ 
Tabela ͑͏ϡ Resíduos Sólidos PoŘ HabitaĲte Ĳa ZoĲa UŘbaĲa e Ĳa ZoĲa RuŘal ..................................  ͐͑͏ 
Tabela ͑͐ϡ GŘaviıetŘia eı NúıeŘos ...........................................................................................  ͐͑͑ 
Tabela ͑͑ϡ QuadŘo de Pessoal da EıpŘesa A&amp;S ...........................................................................  ͔͐͑ 
Tabela ͑͒ϡ AıostŘas de pesaČeĲs de RDO...................................................................................  ͐͒͒ 
Tabela ͓͑ϡ FŘota de CaıiĲhões OpeŘaĲdo Ĳo MuĲicípio Ĳa Liıpeza UŘbaĲa ..................................  ͖͐͒ 
Tabela ͔͑ϡ CŘiação de AĲiıais eı AıaŘČosa-BA .........................................................................  ͔͔͐ 
Tabela ͕͑ϡPŘodução AČŘícola e Estiıativa de Resíduos OŘČâĲicos eı AıaŘČosa ...........................  ͔͕͐ 
Tabela ͖͑ϡEċetivo PecuáŘio e Estiıativa de Resíduos eı AıaŘČosa ..............................................  ͔͕͐ 
Tabela ͑͗ϡ LoČística ReveŘsa de EıbalaČeĲs Plásticas de Óleo LubŘificaĲte Usadass .................... ͕͐͘ 
Tabela ͑͘ϡTaƄas de Coleta, Reıoção e DestiĲação de Residuos Sólidos .......................................  ͔͐͗ 
Tabela ͒͏ϡ Metodo paŘa o cálculo dos iĲdicadoŘes .......................................................................  ͐͐͘ 
Tabela ͒͐ϡ Repetição da Tabela ͐͏ ..............................................................................................  ͕͐͘ 
Tabela ͒͑ϡ QuaĲtidades PŘojetas de RDO paŘa o hoŘizoĲte do PŘojeto ............................................  ͖͐͘ 
Tabela ͒͒ϡ PŘoČŘaıa de CoĲsolidação da Coleta Seletiva ............................................................  ͑͏͐ 
Tabela ͓͒ϡPŘoČŘaıa e Ações paŘa RDO – IĲteČŘação dos catadoŘes de ıateŘiais Řecicláveis. .......... ͑͏͑ 
Tabela ͔͒ϡIıplaĲtação da Coleta Seletiva PoŘ BaiŘŘos ..................................................................  ͑͏͑ 
Tabela ͕͒ϡ CŘoĲoČŘaıa e Meta da Coleta Seletiva dos BaiŘŘos da ZoĲa UŘbaĲa e da ZoĲa RuŘal ...... ͑͏͒ 
Tabela ͖͒ϡ IĲdicadoŘes do PŘoČŘaıa de CoıpostaČeı ................................................................  ͑͏͗ 
Tabela ͒͗ϡ PŘoČŘaıaspaŘa RDO- Óleos Coıestíveis e Usados ......................................................  ͑͐͏ 
Tabela ͒͘ϡ PŘoČŘaıa de Ações paŘa Resíduos de Liıpeza UŘbaĲa ................................................  ͑͐͐ 
Tabela ͓͏ ϡ PŘoČŘaıa, Metas e Ações paŘa Resíduos Voluıosos ...................................................  ͑͐͑ 
Tabela ͓͐ϡ Ações das EƄiČêĲcias dos PlaĲos de Resíduos Sólidos PaŘa o CoıeŘcio/IĲdústŘias ........ ͔͑͐ 
Tabela ͓͑ϡPŘoČŘaıa e Ações paŘa Čestão dos Řesíduos dos seŘviços de saúde ϼRSSϽ. .....................  ͖͑͐ 
Tabela ͓͒ϡPŘoČŘaıa e Ações paŘa os Řesíduos dos seŘviços públicos de saĲeaıeĲto básico. ......... ͑͐͗ 
Tabela ͓͓ϡ Ações de fiscalização de Řesíduos sólidos iĲdustŘial ....................................................  ͑͑͐ 
Tabela ͓͔ϡ Ações paŘa Čestão de Resíduos aČŘossilvopastoŘis ......................................................  ͑͑͑ 
Tabela ͓͕ϡ Ações paŘa Čestão deŘesíduos de MiĲeŘação ...............................................................  ͑͑͒ 
Tabela ͓͖ϡ Ações paŘa Čestão de Resíduos de CoĲstŘução Civil ....................................................  ͕͑͑ 
Tabela ͓͗ϡPŘoČŘaıa e Ações paŘa Gestão dos Resíduos de LoČística ReveŘsa eı AıaŘČosa ........... ͑͒͏ 
Tabela ͓͘ϡUĲidades e IteĲs FiĲaĲciáveis .....................................................................................  ͑͒͒ 
Tabela ͔͏ϡIĲdicadoŘes de DeseıpeĲho ......................................................................................  ͓͑͒ 
Tabela ͔͐ϡAções paŘa Educação AıbieĲtal .................................................................................  ͓͑͒ 
Tabela ͔͑ϡPlaĲo de Ação paŘa Gestão de Resíduos e IĲclusão SocioecoĲôıica ............................  ͔͑͒ 
Tabela ͔͒ϡCŘoĲoČŘaıa de IıpleıeĲtação ..................................................................................  ͔͑͒ 
Tabela ͔͓ϡIĲdicadoŘes de Avaliação ............................................................................................  ͑͒͗

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͓͐   
 
Sumário 
FICHA TÉCNICA ............................................................................................................................  ͔ 
COORDENAÇÃO GERAL .............................................................................................................  ͔ 
Eŗuipe e ColaboŘadoŘes ................................................................................................................  ͔ 
QUADRO DE SECRETÁRIOS E DO GABINETE DO PREFEITO ......................................................  ͖ 
QUADRO DE CÂMARA DE VEREADORES ...................................................................................  ͗ 
GLOSSÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS ..........................................................................................  ͐͘ 
APRESENTAÇÃO ........................................................................................................................  ͓͑ 
͐.͏ INTRODUÇÃO DO PLANO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ............................................  ͕͑ 
͐.͐. IĲtŘodução ..........................................................................................................................  ͑͘ 
͐.͐. CLASSIFICAÇÃO ..............................................................................................................  ͒͑ 
I – Classificação pela OŘiČeıϡ ...................................................................................................  ͒͒ 
II – Classificação pela PeŘiculosidade: ...................................................................................  ͒͒ 
͐.͑. ACONDICIONAMENTO E COLETA .......................................................................................  ͔͒ 
͐.͒. TRANSPORTE E TRANSBORDO ...........................................................................................  ͖͒ 
͐.͓. DESTINAÇÃO FINAL ...........................................................................................................  ͒͗ 
͐.͓.͐. ReciclaČeı ....................................................................................................................  ͒͘ 
͐.͓.͑. CoıpostaČeı ............................................................................................................  ͒͘ 
͐.͓.͒. IĲciĲeŘação ................................................................................................................  ͓͐ 
͐.͓.͓. OutŘas TecĲoloČias de TŘataıeĲto ...............................................................................  ͓͐ 
͐.͓.͔. Disposição FiĲal .........................................................................................................  ͓͑ 
͐.͔. RESPONSABILIDADES NA GESTÃO DE RESÍDUOS ...............................................................  ͓͒ 
͐.͕ GESTÃO E PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA E MANEJO DOS RESÍDUOS 
SÓLIDOS URBANOS ................................................................................................................  ͓͓ 
͑. METODOLOGIA.......................................................................................................................  ͓͗ 
2.1 Levantamento de Dados ........................................................................................................  ͓͗ 
2.2 Diagnóstico e Análise Técnica ...............................................................................................  ͓͗ 
2.3 Prognóstico e Proposição de Soluções .....................................................................................  ͓͗ 
2.4 Participação Social ...............................................................................................................  ͓͘ 
͒.͏ CARACTERÍSTICAS DO MUNICÍPIO DE AMARGOSA ...............................................................  ͔͐ 
3.1 CARACTERIZAÇÃO SOCIOAMBIENTAL ...........................................................................  ͔͒ 
Localização .........................................................................................................................  ͔͒ 
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE/AMBIENTAL ...................................................  ͔͔ 
͒.͑.͐ Aspectos Cliıáticos ....................................................................................................  ͔͔ 
͒.͑.͑ Aspectos GeolóČicos ...................................................................................................  ͔͕ 
͒.͑.͒ Aspectos GeoıoŘċolóČicos...........................................................................................  ͔͖ 
͒.͑.͓ Aspectos FitoČeoČŘáficos e FitossociolóČico ..................................................................  ͔͗

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͔͐   
 
͒.͑.͔ Aspectos HidŘoČŘáficos ................................................................................................  ͔͘ 
3.3 CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICO ..........................................................................  ͕͑ 
͒.͒.͔ Aspectos EcoĲôıicos ..................................................................................................  ͕͑ 
͒.͒.͕ Educação ....................................................................................................................  ͕͑ 
Listas com as Escolas do Município de Amargosa .......................................................................  ͕͔ 
͒.͒.͖ Saúde – Tópico eı AĲálise JuĲto a Ĳova Čestão da SecŘetaŘia de Saúde ...........................  ͕͕ 
͒.͓ USO E OCUPAÇÃO DO SOLO .............................................................................................  ͕͘ 
3.5 INFRAESTRUTURA-SANEAMENTO BÁSICO ....................................................................  ͖͏ 
͒.͔.͐ AbasteciıeĲto de ÁČua ................................................................................................  ͖͏ 
3.5.2 Esgotamento Sanitário ....................................................................................................  ͖͐ 
3.5.3 Águas Pluviais...............................................................................................................  ͖͑ 
3.5.4 Praças e Parques ............................................................................................................  ͖͒ 
͓.͏ DEMOGRAFICA DO MUNICÍPIO DE AMARGOSA ....................................................................  ͖͗ 
͓.͐Habitação .......................................................................................................................  ͖͘ 
͓.͑ PiŘâıide EtáŘia ...............................................................................................................  ͗͐ 
͓.͒ PROJEÇÃO POPULACIONAL ............................................................................................  ͓͗ 
Coleta de Dados: ...................................................................................................................  ͓͗ 
Modelo Linear: .....................................................................................................................  ͓͗ 
Modelo Exponencial: .............................................................................................................  ͔͗ 
Modelo Logarítmico: .............................................................................................................  ͔͗ 
Modelo Potencial: ..................................................................................................................  ͔͗ 
Cálculo do CoeficieĲte de CoŘŘelação Siıples ϼR²Ͻϡ ................................................................  ͔͗ 
Resultadosϡ .........................................................................................................................  ͔͗ 
PŘojeção EƄpoĲeĲcial Ajustadaϡ ............................................................................................  ͗͗ 
Metodologia de Projeção de Crescimento Populacional ...................................................................  ͘͏ 
Taxas Utilizadas ........................................................................................................................  ͘͏ 
͓.͓ PlaĲo DiŘetoŘ PaŘticipativo De AıaŘČosa ...........................................................................  ͐͘ 
͔.͏ LEGISLAÇÃO – EMBASAMENTO LEGAL DO PLANO ................................................................ . ͔͘ 
͔.͐ ÂMBITO FEDERAL ...............................................................................................................  ͔͘ 
͔.͑ ÂMBITO ESTADUAL .............................................................................................................  ͖͘ 
CoĲstituição do Estado da Bahia ..............................................................................................  ͖͘ 
͔.͒ ÂMBITO MUNICIPAL ...........................................................................................................  ͘͘ 
͕.͏ DIAGNÓSTICO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAL .........................................................  ͐͏͓ 
͕.͐ RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS ............................................................................................  ͐͏͗ 
͕.͐.͐ Resíduos Sólidos DoıiciliaŘes E CoıeŘciais................................................................  ͐͐͏ 
͕.͐.͐ GeŘação ....................................................................................................................  ͐͐͏ 
͕.͐.͐.͐ Estudo GŘaviıétŘico eı AıaŘČosa ...........................................................................  ͐͐͏

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͕͐   
 
͕.͐.͐.͑. EstŘatificação poŘ ReČião e FŘeŗuêĲcia ....................................................................  ͐͐͑ 
͕.͐.͐.͒ AĲálise dos Dados de Resíduos poŘ Tipo de MateŘial ..................................................  ͐͑͏ 
͕.͐.͑ AcoĲdicioĲaıeĲto.....................................................................................................  ͐͑͒ 
͕.͐.͒ Coleta .......................................................................................................................  ͓͐͑ 
͕.͐.͓ TŘaĲspoŘte .................................................................................................................  ͕͐͑ 
͕.͐.͔ Disposição FiĲal ........................................................................................................  ͖͐͑ 
͕.͐.͕ Associações de RecicladoŘes ċoŘıais e iĲċoŘıais ........................................................  ͐͒͐ 
͕.͐.͖ TaŘiċas e Receitas .......................................................................................................  ͐͒͑ 
͕.͒ RESÍDUOS DE LIMPEZA URBANA .......................................................................................  ͓͐͒ 
͕.͓ RESÍDUOS VOLUMOSOS ..................................................................................................  ͕͐͒ 
͕.͔ RESÍDUOS SUJEITOS À ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
 ............................................................................................................................................  ͓͐͏ 
͕.͔.͐ EstabeleciıeĲtos CoıeŘciais e PŘestadoŘes de SeŘviços .................................................  ͓͐͏ 
6.5.2 Serviços de Saúde – RSS ..................................................................................................  ͓͐͑ 
Proposta de ações para Amargosa ...........................................................................................  ͓͔͐ 
͕.͔.͒ CoĲstŘução Civil – RCC ..................................................................................................  ͓͔͐ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͓͖͐ 
͕.͔.͓ IĲdustŘial – RI ................................................................................................................  ͓͖͐ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͓͐͗ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͔͐͏ 
͕.͔.͔ SeŘviços de SaĲeaıeĲto Básico – RSSB ..........................................................................  ͔͐͏ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͔͐͐ 
͕.͔.͕ TŘaĲspoŘtes – RT ............................................................................................................  ͔͐͑ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͔͐͒ 
͕.͔.͖ MiĲeŘação – RM .............................................................................................................  ͔͐͒ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͔͔͐ 
͕.͔.͗ AČŘossilvopastoŘis – RA ..................................................................................................  ͔͔͐ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͔͖͐ 
͕.͔.͘ CeıiteŘiais - RC ............................................................................................................  ͔͖͐ 
Recomendações Para Amargosa .............................................................................................  ͔͐͗ 
͕.͕ RESÍDUOS DE LOGÍSTICA REVERSA ..................................................................................  ͔͐͘ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͕͐͏ 
͕.͕.͐ Resíduos EletŘoeletŘôĲicos .........................................................................................  ͕͐͏ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͕͐͑ 
͕.͕.͑ Pilhas E BateŘias ........................................................................................................  ͕͐͑ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͕͓͐ 
͕.͕.͒ PĲeus........................................................................................................................  ͕͓͐

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͖͐   
 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͕͔͐ 
͕.͕.͓ Lâıpadas .................................................................................................................  ͕͕͐ 
͕.͕.͔ Óleos LubŘificaĲtes, Seus Resíduos E EıbalaČeĲs .......................................................  ͕͐͗ 
Recomendações Para Amargosa: ............................................................................................  ͕͐͘ 
͕.͕.͕ EıbalaČeĲs De AČŘotóƄicos........................................................................................  ͖͐͏ 
Recomendações Para Amargosa: ............................................................................................  ͖͐͐ 
͕.͕.͖ MedicaıeĲtos ...........................................................................................................  ͖͐͑ 
͕.͕.͗ EıbalaČeĲs Eı GeŘal ................................................................................................  ͖͓͐ 
͕.͖ SOLUÇÕES CONSORCIADAS ............................................................................................  ͖͔͐ 
͕.͗ ÁREAS COM RISCO DE POLUIÇÃO E/OU CONTAMINAÇÃO POR RESÍDUOS SÓLIDOS ........... ͐͗͏ 
͕.͘ PROGRAMAS E AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ............................................................  ͐͗͐ 
6.9.1 Projeto de Educação Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Sólidos nas Escolas da Rede 
Municipal de Ensino de Amargosa .........................................................................................  ͐͗͐ 
͕.͐͏ CUSTOS E ARRECADAÇÃO ..............................................................................................  ͓͐͗ 
͕.͐͐ REGULAÇÃO ..................................................................................................................  ͔͐͗ 
͕.͐͐.͐ LeČislações e NoŘıas Aplicáveisϡ..............................................................................  ͖͐͗ 
LEIS ..................................................................................................................................  ͖͐͗ 
DECRETOS BRASIL ..........................................................................................................  ͖͐͗ 
RESOLUÇÕES CONAMA ...................................................................................................  ͖͐͗ 
ABNT NBR ........................................................................................................................  ͐͗͗ 
͕.͐͑.͐ INDICADORES RELACIONADOS AO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS .........................  ͐͘͏ 
IĲdicadoŘes Locais .............................................................................................................  ͐͐͘ 
Liıitações IdeĲtificadas.....................................................................................................  ͐͑͘ 
͖.͏ PROGNÓSTICO...................................................................................................................  ͓͐͘ 
7.1 PROJEÇÕES POPULACIONAIS ..................................................................................  ͓͐͘ 
7.2 RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS ...............................................................................  ͕͐͘ 
͖.͑.͐ Resíduos doıiciliaŘes ............................................................................................  ͕͐͘ 
͖.͑.͐.͐ PŘojeção da ČeŘação de Řesíduos ..............................................................................  ͖͐͘ 
͖.͑.͐ PŘoČŘaıas de ıetas e ações dos Resíduos DoıiciliaŘes ..............................................  ͖͐͘ 
͖.͑.͑ PŘoČŘaıaϡ CoĲsolidação e FoŘtaleciıeĲto Da Coleta Seletiva Eı AıaŘČosa ................. ͖͐͘ 
Eixos Estratégicos e Ações Prioritárias ....................................................................................  ͑͏͓ 
Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) ..............................................................................  ͑͏͓ 
Checklist de Boas Práticas ....................................................................................................  ͑͏͔ 
Lista Completa - Checklist de Boas Práticas para Coleta Seletiva ................................................  ͑͏͔ 
Instrumento Normativo Sugerido ...........................................................................................  ͑͏͕ 
͖.͑.͒ PŘoČŘaıa DestiĲação e ValoŘização dos Resíduos OŘČâĲicos eı AıaŘČosa ................... ͑͏͕ 
͖.͒.͓ PŘoČŘaıaϡ DestiĲação SusteĲtável dos Óleos Coıestíveis Usados eı AıaŘČosa .......... ͑͏͗

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͐͗   
 
͖.͒.͔ Liıpeza uŘbaĲa .....................................................................................................  ͑͐͐ 
͖.͒.͕ Resíduos Voluıosos ..............................................................................................  ͑͐͐ 
͖.͓ SISTEMA DE CÁLCULO DOS CUSTOS DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE 
LIMPEZA URBANA E DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS ........................................................  ͑͐͑ 
͖.͔ RESÍDUOS SUJEITOS À ELABORAÇÃO DE PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS...............................................................................................................................  ͓͑͐ 
͖.͔.͐ Resíduos coıeŘciais ..............................................................................................  ͔͑͐ 
͖.͔.͑ Resíduos dos SeŘviços de Saúde .............................................................................  ͕͑͐ 
͖.͔.͒ Resíduos dos seŘviços de saĲeaıeĲto básico ..........................................................  ͑͐͗ 
͖.͔.͓ Resíduos de tŘaĲspoŘte ...........................................................................................  ͑͐͘ 
͖.͔.͔ Resíduos IĲdustŘiais ...............................................................................................  ͑͑͏ 
͖.͔.͕ Resíduos AČŘossilvopastoŘis ...................................................................................  ͑͑͑ 
͖.͔.͖ Resíduos de MiĲeŘação ...........................................................................................  ͑͑͒ 
͖.͔.͗ Resíduos da CoĲstŘução Civil ϼRCCϽ ........................................................................  ͓͑͑ 
͖.͔.͘ Resíduos ceıiteŘiais ..............................................................................................  ͖͑͑ 
7.6 RESÍDUOS DE LOGÍSTICA REVERSA .......................................................................  ͑͑͘ 
͗.͏ CAPÍTULO ͗-RECEITAS – CAPTAÇÃO DE RECURSOS ............................................................  ͑͒͑ 
8.1 Principais Fontes de Financiamento ......................................................................................  ͑͒͑ 
Recomendações para Amargosa .............................................................................................  ͑͒͒ 
8.1.1 Instrumentos Normativos ..............................................................................................  ͓͑͒ 
8.1.2 Instrumentos Financeiros ..............................................................................................  ͓͑͒ 
8.1.3 Instrumentos Tecnológicos ............................................................................................  ͓͑͒ 
8.2 Indicadores de Desempenho Os indicadores são essenciais para medir o progresso e o impacto das 
ações previstas no PMRS..........................................................................................................  ͓͑͒ 
8.3 Plano de Ações Detalhadas As ações foram divididas por eixo estratégico, com cronogramas, metas e 
indicadores. As tabelas abaixo apresentam os detalhes. ................................................................ . ͓͑͒ 
8.4 Cronograma Geral O cronograma a seguir apresenta as ações principais previstas para os próximos 10 
anos. .....................................................................................................................................  ͔͑͒ 
8.5 Detalhamento de Ações Concretas ........................................................................................  ͔͑͒ 
8.4 Programa de Valorização dos Resíduos Orgânicos ...................................................................  ͕͑͒ 
CAPÍTULO ͘ - ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO .....................................................................  ͑͒͗ 
ReċeŘêĲcias .............................................................................................................................  ͓͑͏ 
ANEXO I ................................................................................................................................ . ͓͑͒

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͐͘   
 
 
 
 
 
 
 
GLOSSÁRIO DOS TERMOS TÉCNICOS 
ACONDICIONADOR - Dispositivo ou equipamento destinado ao acondicionamento correto dos resíduos sólidos em 
recipientes padronizados (ABNT NBR 12.980/1993).  
ACONDICIONAMENTO – Ato ou efeito de embalar os resíduos sólidos, para proteger e facilitar o seu transporte (ABNT 
NBR 12.980/1993).  
ÁREA DE COLETA – Região que, em virtude de suas características, é considerada  separadamente, para fins de 
planejamento e execução da coleta de resíduos sólidos no interior de seu perímetro (ABNT NBR 12.980/1993).  
ATERRO SANITÁRIO – técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e 
à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este utiliza princípios de engenhar ia para confinar os 
resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-lo ao menor volume permissível, cobrindo-os com  uma camada de terra 
na conclusão de cada jornada de trabalho, ou a intervalos menores, se necessário (ABNT NBR 8419/1992).  
ATERRO SANITÁRIO DE PEQUENO PORTE – aterro sanitário para disposição no solo de até vinte toneladas por dia 
de resíduos sólidos urbanos em que, considerados os condicionantes físicos locais, a concepção do s istema possa ser 
simplificada, reduzindo os elementos de proteção ambiental sem prejuízo da minimização dos impactos ao meio ambiente 
e à saúde pública (ABNT NBR 15.849/2010).  
ATERRO SANITÁRIO SIMPLIFICADO – O aterro sanitário simplificado proposto é um projeto modular cujos impactos 
negativos causados ao meio ambiente com a sua implantação são inexpressivos e de fácil controle, comparado com os 
benefícios que ele é capaz de proporcionar aos municípios que se enquadrem na faixa populacional adequada (até 15.000 
habitantes) para este tipo de sistema (CONDER, 2011). Tem como objetivo dispor os resíduos sólidos urbanos por meio 
de um sistema de baixo custo de implantação e operação, levando em consideração aspectos sanit ários e ambientais de 
aterro convencional.  
CAPINA MANUAL – Corte ou retirada total da cobertura vegetal existente em determinados locais, com utilização de 
ferramenta manual (ABNT NBR 12.980/1993).  
CAPINA QUÍMICA – Eliminação de vegetais, realizada através de aplicação de  produtos químicos que, além de matá-
los, podem impedir o crescimento deles (ABNT NBR 12.980/1993).  
CHORUME – Líquido, produzido pela decomposição de substâncias contidas nos resíduos sólidos, que tem como 
características a cor escura, o mau cheiro e a elevada DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) (ABNT NBR 8.419/1992).  
COLETA DE RESÍDUOS DE FEIRAS, PRAIAS E CALÇADÕES – Coleta regular dos resíduos oriundos da limpeza e 
varrição de feiras, praias e calçadões (ABNT NBR 12.980/1993).  
COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE (RSS) – Coleta regular que remove resíduo proveniente de 
hospitais, casas de saúde, sanatórios, farmácias e estabelecimentos similares. Está dividida em coleta ambulatorial e coleta 
hospitalar externa (ABNT NBR 12.980/1993).  
COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS – Ato de recolher ou transportar resíduos sólidos de qua lquer natureza, utilizando 
veículos e equipamentos apropriados para tal fim. (ABNT NBR 12.980/1992).  
COLETA DE V ARREDURA – Coleta regular dos resíduos oriundos da varrição de vias e logradouros públicos (ABNT 
NBR 12.980/1993).

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͑͏   
 
COLETA DOMICILIAR – Coleta regular dos resíduos domiciliares, formados por resíduos ge rados em residências, 
estabelecimentos comerciais, industriais não perigosos, públicos e de prestação de serviços cujos volumes e características 
sejam compatíveis com a legislação municipal vigente. (ABNT NBR 12.980/1993).  
COLETA ESPECIAL - Coleta destinada a remover e transportar resíduos especiais não recolhidos pela coleta regular, em 
virtude de suas características próprias, tais como: origem, volume, peso e quantidade. Enquadr am nesse caso: móveis 
velhos; montouros; restos de limpeza e de podação de canteiros, praças e jardins; entulhos; anim ais mortos de pequeno, 
médio e grande porte e similares (ABNT NBR 12.980/1993).  
COLETA SELETIV A – Coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição 
(Lei nº. 12.305/2010).  
COLETE REFLEXIVO – Dispositivo de segurança utilizado como complemento ao fardamento dos agentes de limpeza 
(coletor), dotado de pintura fosforescente para alertar os motoristas de veículos a presença dos trabalhadores.  
COLETOR DE RESÍDUOS – Operário que recolhe o resíduo acondicionado em recipiente padronizado, tr ansferindo-o 
para o veículo de coleta. Faz parte da guarnição do veículo coletor. Ex: Coleteiro, Gari, Age nte de Limpeza etc. (ABNT 
NBR 12.980/1993).  
COMPOSTAGEM – A compostagem é um processo controlado que utiliza o oxigênio presente no ar e os microrganismos 
presentes nos resíduos, gerando um composto, fruto da decomposição da matéria orgânica degradável em: dióxido de 
carbono, minerais, vapor de água (JARAMILLO, 1997; MASSUKADO, 2004 apud CAMPOS, 2008).  
CONTÊINER – Equipamento fechado, de capacidade superior a 100 litros, empregado para armazenamento de sacos de 
resíduo (ABNT NBR 12.980/1993).  
DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA – Disposição final de resíduos que inclui a re utilização, a 
reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético ou outras desti nações admitidas pelos órgãos 
competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa, entre elas a disposição final, observando normas operacionais específicas 
de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar  os impactos ambientais adversos (Lei nº. 
12.305/2010).  
DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA – Distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando 
normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos 
ambientais adversos (Lei nº. 12.305/2010).  
ECOPONTO- Unidade fixa de recebimento voluntário de pequenos volumes de resíduos domiciliares r ecicláveis ou 
volumosos, como móveis velhos, restos de poda e entulhos. 
ECONOMIA CIRCULAR - Modelo de desenvolvimento sustentável baseado na redução da geraç ão de resíduos, na 
reutilização de materiais e na reinserção dos resíduos no ciclo produtivo, em oposição ao modelo linear (extrair-produzir-
descartar). 
EDUCAÇÃO AMBIENTAL – Processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valor es sociais, 
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum 
do povo, essencial à sadia qualidade devida e sua sustentabilidade (Lei de Educação Ambiental, nº. 9.795/1999).  
EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) – Conjunto de uniformes constituído de calça, camisa, bota, 
luva, boné, colete reflexivo etc. utilizados pelos trabalhadores de limpeza urbana (ABNT NBR 12.980/1993).  
EQUIPE DE V ARRIÇÃO – Equipe formada por um certo número de operários, responsável pela varrição ou conservação 
de um trecho (ABNT NBR 12.980/1993).  
FREQUÊNCIA DE COLETA – Número de dias por semana em que é efetuada a coleta regular , num determinado 
itinerário (ABNT NBR 12.980/1993).  
GERADORES DE RESÍDUOS SÓLIDOS - Pessoas físicas ou jurídicas, de direito públic o ou privado, que geram 
resíduos sólidos por meio de suas atividades, nelas incluído o consumo (Lei nº. 12.305/2010).  
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - Conjunto de ações exercidas, direta ou indiretam ente, nas etapas de 
coleta, transporte, transbordo, tratamento e disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição 
final ambientalmente adequada dos rejeitos, de acordo com plano municipal de gestão

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͑͐   
 
integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos, exigidos na forma desta Lei (Lei nº. 
12.305/2010).  
GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS - Conjunto de ações voltadas para a busc a de soluções para os 
resíduos sólidos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social, com controle social 
e sob a premissa do desenvolvimento sustentável (Lei nº. 12.305/2010).  
GRANDE GERADOR DE RESÍDUO COMERCIAL – É o estabelecimento que gera acima 120 li tros de resíduos por 
dia (IBAM, 2001).  
GUARNIÇÃO - Equipe de coleta formada por 01 (um) motorista e um número variável de coleteiros ou agentes de 
limpeza (ABNT NBR 12.980/1993).  
IMPERMEABILIZAÇÃO – Deposição de camadas de materiais artificiais ou naturais, que impeça ou reduza 
substancialmente a infiltração de água no solo dos líquidos percolados, através da massa de r esíduos (ABNT NBR 
13.896/1997).  
ITINERÁRIO - Percurso de coleta efetuado por um veículo coletor, dentro de um certo setor de coleta e num determinado 
período. Para cumprir o itinerário, o veículo coletor poderá fazer uma ou mais viagens (ABNT NBR 12.980/1993).  
LIMPEZA URBANA – A limpeza urbana, o tratamento e a disposição final do resíduo es tão inscritos num conjunto de 
ações do poder local que visam o bem-estar da população e a proteção do meio ambiente. Em âmb ito mais restrito, faz 
parte das ações de saneamento ambiental, em conjunto com o abastecimento de água, o tr atamento de esgotos sanitários 
e a drenagem pluvial, as quais objetivam minimizar as condições nocivas que possam afetar a sa úde humana. As ações 
de saneamento ambiental, portanto, interagem intimamente com as de habitação e saúde, constituindo fator decisivo para 
a qualidade de vida e o desenvolvimento social (CEMPRE, 2010).  
LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS – Conjunto de atividades, infra estruturas e instalações 
operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino do resíduo doméstico e do r esíduo originário da 
varrição e limpeza de logradouros e vias públicas (Lei nº. 11.445/2007).  
LOGÍSTICA REVERSA - Instrumento da Política Nacional de Resíduos Sólidos que obriga f abricantes, importadores, 
distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar sistemas de retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, 
de forma independente do serviço público de limpeza urbana (Lei nº 12.305/2010). 
LUTOCAR – Carrinho coletor com duas rodas, cujo corpo central apresenta caracter ísticas para acomodar saco 
descartável (ABNT NBR 12.980/1993).  
MATÉRIA ORGÂNICA BIODEGRADÁVEL – Matéria orgânica passível de degradação geralm ente rápida por 
processos bioquímicos, ou seja, pela ação de organismos vivos.  
MATERIAIS PERFUROCORTANTES – Materiais pontiagudos ou que contenham fios de corte ca pazes de causar 
perfurações ou cortes, tais como: agulhas, bisturis, lâminas, cacos de vidro, ampolas etc. (Resolução RDC n.º 33/2003).  
PEQUENO GERADOR DE RESÍDUO COMERCIAL – É o estabelecimento que gera até 120 litros de resíduos por dia. 
(IBAM, 2001).  
PERÍODO DE COLETA – Espaço de tempo correspondente à execução dos serviços de coleta durante uma determinada 
fase do dia, podendo ser diurna ou noturna. (ABNT NBR 12.980/1993).  
PGRS – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - Documento técnico exigido para 
empreendimentos e atividades que geram resíduos de forma significativa, conforme previsto no Art. 20 da Lei 
12.305/2010. Deve apresentar diagnóstico, metas, responsabilidades e formas de destinação final ambientalmente 
adequada. 
PINTURA DE MEIO- FIO – Serviço de sinalização horizontal, importante para o balizamento do tráfego de veículos, e 
manutenção de um bom padrão estético da cidade (CONDER, 2006).  
RECICLAGEM – Processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteraç ão de suas propriedades físicas, 
físico-químicas ou biológicas, com vistas à transformação em insumos ou novos produtos (Lei nº. 12.305/2010).  
REDE DE COLETA SELETIV A - Sistema estruturado que integra catadores, cooperativas, associações e o poder público 
com o objetivo de promover a coleta, triagem e valorização dos materiais recicláveis.

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͑͑   
 
REGIONALIZAÇÃO DA GESTÃO DE RESÍDUOS  
Estratégia que propõe a cooperação entre municípios vizinhos para implantar soluções conjuntas de tr atamento e 
destinação final de resíduos, com ganhos econômicos e operacionais. 
REJEITOS - Resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos 
tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final 
ambientalmente adequada (Lei nº. 12.305/2010).  
RESÍDUOS COMERCIAIS - São os resíduos oriundos de estabelecimentos comerciais, cujas características dependem 
da atividade ali desenvolvida (CONDER, 2006).  
RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) - Os gerados nas construções, ref ormas, reparos e demolições de obras 
de construção civil, incluídos os resultantes da preparação e escavação de terrenos para obras civis (Lei nº. 12.305/2010).  
RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) – São aqueles provenientes de construções, r eformas, reparos e 
demolições e obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como tijolo, blocos 
cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, made iras e compensados, forros, argamassa, 
gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc.,  comumente chamados de entulhos 
de obras, caliças ou metralha (ABNT NBR 15.112/2004).  
RESÍDUOS DE LIMPEZA URBANA – Os originários da varrição, limpeza de logradouros e  vias públicas e outros 
serviços de limpeza urbana (Lei nº. 12.305/2010).  
RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE (RSS) – São aqueles provenientes de qualquer unidade que exec ute atividades 
de natureza médico assistencial humana ou animal; de centros de pesquisa, desenvolvimento ou experim entação na área 
de farmacologia e saúde; medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados; aqueles provenientes de necrotérios, 
funerárias e serviços de medicina legal; e de barreiras sanitárias” (Resolução CONAMA nº. 283/2001 – Art. 1º, I)  
RESÍDUOS DOMICILIARES – Os originários de atividades domésticas em residências urbanas (Lei nº. 12.305/2010).  
RESÍDUOS PÚBLICOS – São os resíduos presentes nos logradouros públicos, normalmente oriundos  da natureza, tais 
como folhas, galhadas, poeira, terra e areia, como também os descartados indevidamente pela população, como entulho, 
bens considerados inservíveis, papéis, restos de embalagens e alimentos (CONDER, 2006).  
RESÍDUOS SÓLIDOS – Material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade, 
a cuja disposição final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder, nos estados sólido ou semissólido, 
bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o se u lançamento na rede 
pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente invi áveis em face da 
melhor tecnologia disponível (Lei nº. 12.305/2010).  
RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS – Resíduos sólidos gerados num aglomerado urbano, excetuados os re síduos 
industriais perigosos, hospitalares sépticos e de aeroportos e portos. (NBR 8.419/92 - ABNT).  
RESÍDUOS VOLUMOSOS – Resíduos constituídos basicamente por material volumoso não removido pela coleta 
pública municipal, como móveis e equipamentos domésticos inutilizados, grandes embalagens e peças de madeira, podas 
e outros assemelhados, não provenientes de processos industriais (ABNT NBR 15.112/2004).  
REUTILIZAR - Processo de aproveitamento dos resíduos sólidos sem sua transfor mação biológica, física ou físico-
química (Lei nº. 12.305/2010).  
ROÇADA – Corte da vegetação, na qual se mantém uma cobertura vegetal viva sobre o solo (ABNT NBR 12.980/93).  
SACHEAMENTO – Serviço característico das ruas pavimentadas com paralelepípedo que consiste na  retirada do mato 
que cresce entre o calçamento. Deve ser excetuado paralelamente à varrição, após os pe ríodos de chuva (CONDER, 
2006).  
SARJETA – Faixa junto ao meio-fio e ao leito carroçável, das vias públicas, que serve de escoadouro das águas pluviais. 
(ABNT NBR 12.980/1993).  
SEGREGAÇÃO – Operação de separação dos resíduos no momento da geração, de acordo com a classificação adotada. 
(ABNT NBR 12.807/1993).  
SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA – Abrangem os serviços de limpeza propriamente dita (... ) e os serviços de 
processamento e os de disposição final dos resíduos (CEMPRE, 2010).

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͑͒   
 
SERVIÇOS CONGÊNERES – Compreendem uma série de serviços preventivos e preliminares, no sentido de 
complementar as operações de varrição e coleta de um sistema de limpeza urbana como capinaç ão de ruas e passeios, 
roçagem de terrenos públicos, limpeza de rios, limpeza de feiras e mercados, raspagem de terra, sacheamento, limpeza de 
praças e jardins, serviços emergenciais como retiradas de animais mortos e lavagem de ruas (CONDER, 2006).  
V ALAS SÉPTICAS – Vala escavada no solo, obedecendo a critérios de impermeabilização e  outros procedimentos 
técnicos, que se destina ao aterramento de resíduos de serviços de saúde. Forma de dispos ição final para resíduos de 
serviços de saúde do GRUPO A (Resolução RDC n.º 33/2003).  
V ARRIÇÃO DE RUA – Ato de varrer as sarjetas em ambos os lados uma rua, medida pelo eixo desta (ABNT NBR 
12.980/1993).  
V AZADOURO A CÉU ABERTO - Local utilizado para disposição do resíduo, em bruto, sobre o terreno sem qualquer 
cuidado ou técnica especial. Caracteriza-se pela falta de medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. 
(Pesquisa Nacional de Saneamento Básico).  
VEÍCULO BASCULANTE – Veículo equipado com caçamba basculante sem cobertura, podendo estar equipado, ou não, 
com guindaste provido de garra (ABNT NBR 12.980/1993).  
VEÍCULO COLETOR – Veículo dotado de carroceria especialmente projetada para coleta de resíduos sólidos a que se 
destina e com recursos de descarga sem uso de mão humana (ABNT NBR 12.980/1993).  
VEÍCULO COLETOR COMPACTADOR – Veículo de carroceria fechada, contendo dispositivo mecânico ou hidráulico 
que possibilite a distribuição e compressão dos resíduos no interior da carroceria a  sua posterior descarga (ABNT NBR 
12.980/1993).  
VEÍCULO DE COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE – Veículo utilitário com carroc eria especial, 
estanque, que permite alto nível de higiene e que pode transportar sacos descartáveis, se m rompê-los (ABNT NBR 
12.980/1993).

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͓͑   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
Este Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos – PMGIRS do Munic ípio de 
Amargosa/BA foi elaborado sob a coordenação da Engenheira Sanitária e Am biental Francelle 
Ferretti Salvador, atual Secretária Municipal de Agricultura e Meio Ambiente. 
O plano tem como objetivo central mapear e analisar todos os aspectos da gestão de resíduos 
sólidos no município, com foco em aprimorar os serviços prestados à população e ate nder aos 
dispositivos legais vigentes. Baseia-se, especialmente, na Lei F ederal nº 11.445/2007, que trata da 
política nacional de saneamento básico, e na Lei nº 12.305/2010, que instit ui a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos. Ambas fornecem os pilares técnicos e legais para a construção de soluções 
sustentáveis e adaptadas à realidade local de Amargosa.

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͔͑

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͕͑   
 
 
 
 
͐.͏ INTRODUÇÃO DO PLANO INTEGRADO DE RESÍDUOS SÓLIDOS 
 
A produção de resíduos acompanha a evolução das sociedades humanas. Nas form ações 
sociais mais antigas, os resíduos eram compostos basicamente por materiais orgânicos, com impacto 
ambiental praticamente nulo. Com a industrialização e a urbanização acelerada, esse cenário mudou

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͖͑   
 
drasticamente. O volume e a diversidade de resíduos aumentaram, impondo desafios cada vez maiores 
à gestão urbana e ambiental. 
Em Amargosa, a gestão dos resíduos sólidos é reconhecida como uma das fre ntes mais 
estratégicas da política pública ambiental. O município busca al inhar-se aos princípios da Política 
Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei nº 12.305/2010, que est abelece como 
prioridade a não geração de resíduos. Quando inevitável, deve-se priorizar a redução, re utilização, 
reciclagem e tratamento, deixando a disposição final apenas para os  rejeitos sem viabilidade de 
reaproveitamento. 
Historicamente, os resíduos gerados nas primeiras sociedades eram poucos, resultado da baixa 
densidade populacional e da exploração limitada dos recursos naturais. Esse s resíduos, 
predominantemente orgânicos e compostos por cinzas, geraram impacto ambie ntal quase nulo. No 
entanto, o avanço da industrialização e a urbanização acelerada aumentara m significativamente a 
produção de resíduos, criando desafios crescentes para a manutenção da sal ubridade e da qualidade 
de vida urbana. 
Para a população em geral, resíduos sólidos são comumente chamados de “lixo”. No entanto, 
é essencial distinguir esses termos. "Lixo" pode ser entendido como algo sem valor, destinado ao 
descarte. Em contrapartida, “resíduos sólidos” incluem materiais com potencial valor econômico, que 
podem ser reaproveitados no mesmo ou em diferentes processos produtivos. 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pela Lei Federal nº 
12.305/2010, define resíduos sólidos como: “material, substância, objeto ou bem desc artado 
resultante de atividades humanas em sociedade, a cuja destinação final se procede, se propõe proceder 
ou se está obrigado a proceder, nos estados sólidos ou semissólidos, bem como gases contidos em 
recipientes líquidos cujas particularidades tornem inviáveis o seu lanç amento na rede pública de 
esgotos ou em corpos d'água, ou exijam para isso soluções técnicas ou economicamente inviáveis em 
face da melhor tecnologia disponível” (BRASIL, 2010). 
Em Amargosa, assim como em outras cidades, a limpeza urbana e o manejo de resíduos 
sólidos são aspectos cruciais para o planejamento urbano, proteção ambienta l e promoção de uma 
qualidade de vida adequada para seus habitantes. O artigo 30, inciso V , da Constituição Federal de 
1988, estipula que a responsabilidade pela limpeza pública e o manejo dos res íduos sólidos urbanos 
cabe ao poder público local. 
A PNRS também estabelece uma prioridade de prioridades na gestão dos resíduos, que começa 
pela não geração, seguida de redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final 
ambientalmente adequada dos resíduos. Essa abordagem propõe uma mudança nos padrõe s de

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͑͗   
 
consumo, com vistas a minimizar o desperdício e, assim, reduzir a quant idade de resíduos a serem 
descartados ou tratados em aterros sanitários, promovendo uma economia circula r e uma gestão de 
resíduos mais eficiente na cidade de Amargosa. 
Na gestão de resíduos sólidos, entende-se que a produção de resíduos se i nicia desde a 
concepção do produto até o descarte final. Desta forma, existem dois fluxos pri ncipais na gestão de 
resíduos: resíduos evitados e resíduos desviados. Os resíduos evitados são aquele s cuja geração foi 
prevenida através de inovações na produção, transporte ou consumo consciente. Já  os resíduos 
desviados são aqueles que, após a coleta, são redirecionados para reciclagem ou outros processos de 
tratamento, dispensando sua destinação ao aterro sanitário. 
A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2008 indicava que, na é poca, 61,2% 
das prestadoras de serviços de gerenciamento de resíduos sólidos no Brasil eram vinculadas à 
administração pública, 34,5% operavam sob concessão ou terceirização por empresas privadas e 4,3% 
eram geridas por autarquias e outras entidades públicas (IBGE, 2010). Dados atualiz ados do 
Panorama de Resíduos Sólidos de 2021, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e 
Resíduos Especiais (Abrelpe), apontam que, em 2020, o Brasil gerou aproximadamente 82,5 milhões 
de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), um aumento significativo impulsi onado pela 
pandemia de COVID-19 e mudanças nos padrões de consumo. 
A média de geração de resíduos sólidos urbanos em 2020 foi de 1,07 kg por habitante/ dia, 
sendo que cerca de 92,2% foram coletados. Na Bahia, essa realidade destaca a necessidade de 
fortalecer a gestão adequada dos resíduos, com ênfase na coleta, tratament o e destinação final que 
atenda aos padrões ambientais e sanitários exigidos. 
A PNRS diferencia “destino final ambientalmente adequado” de “disposiçã o final”, que 
corresponde ao acondicionamento de rejeitos em aterros sanitários controlados. No Brasil, embora 
uma prática de lixões ainda seja encontrada em algumas regiões, alguns estados e, mais recentemente, 
Bahia, vêm implementando políticas rigorosas para eliminação de lixõe s e adoção de métodos 
adequados de provisão, com o objetivo de proteger o meio ambiente e a saúde pública. Iniciativas de 
rastreabilidade e controle, podem servir de referência para o aprimorament o das práticas de 
gerenciamento de resíduos em Amargosa e em toda a Bahia.

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͑͘   
 
͐.͐. Introdução 
O aumento do consumo e do lixo gera uma grande quantidade de resíduos diariament e, 
incluindo restos de alimentos, embalagens, latas, garrafas e papel. Em Feira de Santana, por exemplo, 
a quantidade gerada chega a 650 toneladas por dia. 
Quando mal geridos, esses resíduos causam sérios problemas à população e ao meio ambiente. 
Acúmulos de lixo servem de abrigo para vetores de doenças, áreas são degra dadas pela disposição 
exclusiva de resíduos que poluem o solo, a água e o ar, gerando impactos negativos à saúde e ao meio 
ambiente. Os resíduos espalhados pela cidade também afetam a autoe stima da população e a 
percepção de qualidade de vida. 
A gestão dos resíduos sólidos urbanos é um tema amplamente debatido, especialmente após a 
criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pela Lei F ederal nº 12.305, de 12 de 
fevereiro de 2010. Essa lei aborda desde a geração e coleta até o tratame nto e a disposição final dos 
resíduos, reduzindo os impactos ambientais e promovendo o reaproveitamento dos materiais. 
Embora o país tenha avançado em termos de legislação e planejam ento, o progresso é lento. 
Dados da ABRELPE (2014) apontam que, entre 2003 e 2014, a geração de resíduos sólidos urbanos 
aumentou 29%, crescimento significativamente superior à taxa populacional do mesmo período, que 
foi de 6%. 
Atualmente, o Brasil ainda enfrenta desafios na coleta seletiva e  na reciclagem. Os dados de 
2023 os dados de reciclagem de materiais como plástico, alumínio, aço e papel, ainda é baixa, como 
mostra o quadro abaixo: 
Tabela 1:Taxa de Reciclagem no Brasil 
MateŘial ToĲeladas/aĲo % da ıassa total % RecupeŘado 
Plástico ͑͏͔.͕͕͒ ͑͒,͓% ͔͑,͔% 
AluıíĲio ͖͐͒.͒͏͐ ͗͘,͖% ͖͐,͏% 
OutŘos ͘.͓͒͒ ͓͖% ͐,͑% 
Papel/Papelão ͕͒͐.͓͘͏ ͕͕% ͒͘,͒% 
VidŘo ͕͐͒.͕͒͒ ͓͖% ͖͐,͏% 
Fonte: ABREMA (2023) 
 
A gestão de resíduos sólidos não exige apenas soluções técnicas, mas ta mbém uma 
compreensão das dinâmicas socioambientais, pois o comportamento humano está diretamente 
relacionado aos resíduos gerados. O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resí duos Sólidos

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͒͏   
 
(PMGIRS) de Amargosa visa apoiar a implementação de estratégias de  melhoria para a coleta, 
tratamento e destinação de resíduos, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
No início, as sociedades produziram poucos resíduos, geralmente compostos d e materiais 
orgânicos que tiveram impacto ambiental quase nulo. Com a industrialização e o crescimento urbano, 
a produção de resíduos aumentou drasticamente, exigindo um controle mais rigoroso pa ra preservar 
a saúde pública e a qualidade ambiental. 
Hoje, o conceito de “resíduos sólidos” é mais abrangente do que o termo “lixo”, que remete a 
algo sem valor. Os resíduos sólidos, por sua vez, incluem materiais que podem  ser reutilizados ou 
reciclados, agregando valor econômico. A PNRS, regulamentada pela Lei nº 12.305/ 2010, define 
esses resíduos como qualquer material descartado resultante de atividades humanas que, devido à sua 
natureza, exija destinação final controlada, seja em forma sólida ou semissólida, para evitar danos ao 
meio ambiente. 
A gestão dos resíduos sólidos em cidades como Amargosa é fundamental para o planejamento 
urbano e a qualidade de vida de seus habitantes. A Constituição Fede ral, em seu artigo 30, inciso V , 
determina que a responsabilidade pela gestão desses resíduos cabe aos municípios. 
A PNRS estabelece uma hierarquia de prioridades para a gestão de resíduos: evitar a geração, 
reduzir, reutilizar, reciclar, tratar e, por fim, dispor de maneira ambi entalmente adequada. Esse 
modelo busca promover um consumo mais consciente e reduzir o desperdício, incenti vando uma 
economia circular e uma gestão mais eficiente dos resíduos. 
O processo de gestão de resíduos envolve dois fluxos principais: os resíduos evitados , cuja 
geração foi prevenida através de práticas sustentáveis, e os resíduos desviados, que, após a coleta, são 
direcionados para processos de reciclagem ou tratamento, evitando o envio a aterros sanitários. 
Dados da ABREMA 2023, da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambi ente mostram 
que, em 2022, o Brasil coletou cerca de 71.729.841 toneladas de RSU. Em média, ca da brasileiro 
gera 1,03 kg de resíduos por dia, sendo que 93% desse volume são coletados. 
Na Bahia, o gerenciamento de resíduos sólidos ainda enfrenta desafios, principa lmente na 
coleta e na destinação final. O conceito de “destino final ambient almente adequado” difere de 
“disposição final”, pois envolve um tratamento mais completo e seguro dos  resíduos, enquanto a 
disposição final refere-se ao acondicionamento em aterros sanitários controlados. 
A Bahia e outras regiões implementaram políticas rigorosas para el iminar lixões e adotar 
práticas de disposição adequadas, protegendo o meio ambiente e a saúde pública. A rastreabilidade e 
o controle no gerenciamento de resíduos são exemplos de boas práticas que podem ser aplicadas em

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͒͐   
 
Amargosa para aprimorar o sistema local. Em 2022 a Região Nordeste tinha como adequado à 
disposição final de resíduos em 61,1%, contra, 38,9% de resíduos com disposição final inadequada. 
Figura 1: Percentual de Resíduos Coletados Por Região em 2022 no Brasil 
 
 
Gráficos 1:Percentual de Resíduos Coletados Por Região No Brasil 
 
Fonte: ABREMA (2023)

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͒͑   
 
͐.͐. CLASSIFICAÇÃO 
De acordo com a NBR 10.004/2004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), 
resíduos sólidos englobam materiais em estado sólido ou semissólido result antes de atividades 
industriais, domésticas, hospitalares, comerciais, agrícolas, de serviços e  de varrição. Esta definição 
também abrange todos os derivados de sistemas de tratamento de água, resíd uos gerados em 
equipamentos de controle de poluição, além de certos líquidos que, devido às suas características, não 
podem ser lançados na rede de esgoto pública ou em corpos d'água sem antes passarem por 
tratamentos específicos, quando estes forem técnicos ou economicamente inviáveis (ABNT, 2004). 
Figura 2:Classificação de Resíduos 
 
A classificação dos resíduos sólidos segue critérios estabelecidos pela  NBR 10.004/2004 da 
ABNT, que define categorias com base no grau de periculosidade e no potencial de impacto ao meio 
ambiente e à saúde pública. 
• Classe I – Perigosos: São resíduos que apresentam características como toxicidade, 
inflamabilidade, corrosividade ou patogenicidade. Exemplos: óleos usados, pilhas, baterias, 
resíduos de serviços de saúde e solventes industriais. 
• Classe II – Não Perigosos: Subdivididos em: 
o Classe II A – Não Inertes: Possuem potencial de degradação e alteração das 
propriedades ambientais. Ex.: restos de alimentos, plásticos e papel. 
o Classe II B – Inertes: Não reagem quimicamente nem contaminam o meio, como 
entulho, vidro e cerâmica. 
Essa classificação orienta a forma de acondicionamento, coleta e des tinação final, sendo 
fundamental para o planejamento das ações previstas neste plano. 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, classifica 
os resíduos conforme sua origem e periculosidade:

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͒͒   
 
I – Classificação pela OŘigeı: 
Resíduos Domiciliares: provenientes de residências urbanas. 
Resíduos de Limpeza Urbana: gerados pela varrição e limpeza de vias e logradouros públicos. 
Resíduos Sólidos Urbanos: abrange os resíduos domiciliares e de limpeza urbana. 
Resíduos Comerciais e de Serviços: gerados em atividades comerciais e de serviços, exceto aqueles 
listados em outras orientações. 
Resíduos de Saneamento Básico: gerados nos serviços públicos de saneamento, excluindo resíduos 
sólidos urbanos. 
Resíduos Industriais: provenientes de processos e instalações industriais. 
Resíduos de Saúde : gerados em serviços de saúde, conforme regulamentação dos órgãos 
competentes. 
Resíduos da Construção Civil: resultantes de construções, reformas, demolições e escavações. 
Resíduos Agrossilvopastoris: fontes de atividades agrícolas e silviculturais, incluindo insumos 
usados nessas atividades. 
Resíduos de Transportes:  originados em portos, aeroportos, rodoviárias, ferrovias, entre outros 
terminais de transporte. 
Resíduos de Mineração: derivados das atividades de remoção e beneficiamento mineral. 
II – Classificação pela Periculosidade: 
Resíduos Perigosos: possuem características como inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, entre 
outras, que apresentam risco significativo à saúde e ao meio ambiente. 
Resíduos Não Perigosos: aqueles que não apresentam as características de periculosidade definidas 
para resíduos perigosos.

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͓͒   
 
 
Quadro 1: Resíduos: Classes, Acondicionamento e Destinação 
Classe/Subclasse Características Exemplos Acondicionamento Destinação 
Adequada 
Classe I - 
Perigosos 
Inflamáveis, 
corrosivos, reativos, 
tóxicos ou 
patogênicos. 
Solventes, 
óleos usados, 
baterias, resí-
duos 
hospitalares, 
produtos 
químicos. 
Armazenamento 
em recipientes 
resistentes, 
identificados e 
separados. 
Tratamento 
especial, 
coprocessamento, 
incineração ou 
aterros industriais 
licenciados. 
Classe II - Não 
Perigosos (II-A) - 
Não Inertes 
Podem sofrer 
decomposição, 
degradação e 
alterar propriedades 
ambientais. 
Papel, restos 
de alimentos, 
plásticos, 
madeira, 
tecidos. 
Coletados e 
armazenados 
conforme 
necessidade de 
reciclagem ou 
descarte. 
Reciclagem, 
compostagem, 
reaproveitamento 
energético ou 
aterros sanitários. 
Classe II - Não 
Perigosos (II-B) - 
Inertes 
Inertes, não sofrem 
transformações 
químicas 
significativas. 
Vidros, 
entulho, 
cerâmica, 
metais não 
contaminados. 
Armazenamento 
simples, 
segregação para 
reaproveitamento 
ou descarte 
seguro. 
Reutilização, 
reciclagem ou 
disposição final em 
aterros de resíduos 
inertes. 
Fonte: Autora (2024) 
 
Parágrafo Único : Conforme a PNRS, resíduos de atividades comerciais, quando não 
caracterizados como perigosos e gerados em pequenas quantidades, podem ser e quiparados aos 
resíduos domiciliares pelo Poder Público Municipal. 
No entanto, o que regulamenta a Política Estadual de Resíduos Sólidos na  Bahia é o Plano 
Estadual de Resíduos Sólidos da Bahia (PERS/BA (2024)) , que foi desenvolvido para atender às 
diretrizes da Lei Federal nº 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS). 
O PERS/BA estabelece as diretrizes específicas para o gerenciamento de resíduos sólidos no 
estado e fornece orientações e metas para os municípios baianos. O plano é uma referência para que 
os municípios, como Amargosa, implementem práticas sustentáveis e seguras de manejo de resíduos 
sólidos, alinhando-se com a legislação federal. 
No contexto da gestão de resíduos, cabe às prefeituras a responsabilidade pe los resíduos 
domiciliares, de vias públicas e comerciais (quando comparáveis aos domi ciliares e em pequenos 
detalhes). Resíduos de outras origens são de responsabilidade direta dos ge radores. Além disso, o 
poder público municipal deve estabelecer critérios para a classificação dos geradores de resíduos em 
pequenos e grandes detalhes, através da legislação municipal.

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͔͒   
 
 
͐.͑. ACONDICIONAMENTO E COLETA 
O acondicionamento adequado dos resíduos sólidos urbanos é uma etapa crítica para garantir 
eficiência na coleta e reduzir riscos à saúde pública. Em Amargosa, os resíduos devem ser 
armazenados preferencialmente em sacos resistentes, recipientes pl ásticos rígidos ou contêineres 
comunitários — dependendo da região e da infraestrutura disponível. 
A coleta no município é realizada em dois formatos principais: 
• Coleta domiciliar porta a porta : ocorre em dias e horários definidos, com caminhões 
percorrendo os bairros para recolher os resíduos deixados pelos moradores na calçada. 
• Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) : estruturas fixas onde a população pode descartar 
seletivamente resíduos recicláveis ou volumosos. Esse modelo exige maior conscientização e 
engajamento dos moradores. 
A adoção de contêineres em pontos estratégicos da cidade pode reduzir a presença de resíduos 
em vias públicas e minimizar o risco de proliferação de vetores. A col eta mecanizada, onde viável, 
oferece ganhos operacionais importantes, especialmente em áreas de grande fluxo ou difícil acesso. 
 
Figura 3:Layout de um ecoponto 
 
FoĲteϡ PŘeċeituŘa de JuazeiŘo do NoŘte 
 
A figura 01 é um esquema projetual de um Ecoponto, uma instalação desti nada ao descarte 
organizado de diferentes tipos de resíduos. A estrutura é segmentada para receber tipos específicos de 
materiais, como:

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͕͒   
 
Acuıulação da Coleta Seletiva ϡ Espaço dedicado ao acúıulo de Řesíduos sepaŘados pela 
coleta seletiva, ŗue iĲclueı papel, plástico, vidŘo e ıetais. 
MadeiŘa e Podas:  ÁŘea específica paŘa descaŘte de Řesíduos de ıadeiŘa e Řestos de podas, 
coıo Čalhos e ċolhas. 
CoĲcŘeto e AlveĲaŘia ϡ DestiĲado à coleta de eĲtulhos e Řestos de ıateŘiais de coĲstŘução, 
coıo coĲcŘeto e tijolos. 
Voluıosos e Leves:  ÁŘea paŘa ıateŘiais voluıosos, coıo ıóveis e objetos ČŘaĲdes, ıas 
leves. 
Além disso, o Ecoponto conta com uma estrutura de apoio a funcionários e cercamento vegetal 
que contribui para a integração com o ambiente ao redor e a delimitação das áreas específicas para 
cada tipo de exclusão. 
Imagem 1: Modelo de Ecoponto de Coleta Seletiva 
 
FoĲteϡ PŘeċeituŘa MuĲicipal de SalvadoŘ 
 
Na coleta realizada por Pontos de Entrega V oluntária (PEVs), o recolhiment o dos resíduos 
pode ser feito de forma manual, onde os trabalhadores retiram os resíduos dos c ontentores e os 
depositam manualmente na traseira do caminhão coletor. Alternativam ente, o processo pode ser 
mecanizado, utilizando caminhões fornecidos com dispositivos que permitem o ba sculamento 
automático dos contentores, transferindo os resíduos para o caminhão sem necess idade de contato 
direto dos trabalhadores ou com um contato mínimo.

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͖͒   
 
A coleta mecanizada, com utilização de contêineres (PEVs), é especialmente indicada para 
áreas com alto fluxo de veículos, pois minimiza o tempo de parada dos caminhões na via pública, ao 
contrário da coleta porta a porta, que exige deslocamentos em velocidades  reduzidas, resultando em 
lentidão no trânsito. Esse sistema também é adequado para locais com maior concentração de resíduos 
ou com acesso restrito. Entre os benefícios desse método estão: 
• Flexibilidade Ĳos hoŘáŘios de descaŘte – a população pode descaŘtaŘ Řesíduos eı ŗualŗueŘ 
ıoıeĲto, seı ŘestŘição de dias ou hoŘáŘios específicos. 
• MelhoŘia das coĲdições saĲitáŘias – Ředuz a pŘeseĲça de Řesíduos espalhados Ĳas vias, 
ıiĲiıizaĲdo a pŘopoŘção de aĲiıais e odoŘes oċeŘecidos. 
• Facilidade de oŘČaĲização e coĲtŘole – os Řesíduos são depositados eı poĲtos específicos, 
ou ŗue ċacilitaı a loČística de coleta. 
• MeĲoŘ Řisco de eĲtupiıeĲto Ĳa dŘeĲaČeı uŘbaĲa – Ředuz a possibilidade de Řesíduos 
sólidos obstŘuíŘeı os sisteıas de dŘeĲaČeı duŘaĲte chuvas. 
Além dessas modalidades, a coleta realizada por catadores informais é  uma prática comum, 
porém, ocorre sem controle ou supervisão do poder público. Esses catadores coletam materiais 
recicláveis diretamente das vias, priorizando aqueles com maior valor de revenda. 
Diferentes veículos são utilizados para coleta de resíduos, como carros, c açambas e 
caminhões, com ou sem sistemas de compactação. A eficiência do serviço de coleta depende de um 
dimensionamento adequado, que considera fatores econômicos, sazonalidade, cli ma, características 
regionais, migrações, turismo e densidade de resíduos (FUNASA, 2004). 
Um sistema de coleta bem planejado e executado reduz os riscos a ssociados ao 
acondicionamento inadequado dos resíduos. No aspecto econômico, organização e planejamento são 
essenciais para a sustentabilidade financeira do serviço, que represent am de 50% a 80% dos custos 
totais das operações de limpeza urbana (FUNASA, 2004). 
͐.͒. TRANSPORTE E TRANSBORDO 
O transporte dos resíduos sólidos gerados em Amargosa deve ser realizado em conformidade 
com normas técnicas específicas, especialmente quando envolve resíduos cl assificados como 
perigosos. Para os resíduos urbanos comuns, são utilizados caminhões coletores adaptados com ou 
sem compactadores. 
Em áreas mais afastadas ou quando a distância até a destinação final ultrapassa 20 km, é 
recomendável o uso de estações de transbordo. Nesses pontos, os resíduos são transferidos para 
veículos de maior capacidade, otimizando o transporte até o aterro ou unidade de tratamento. 
O transporte de resíduos perigosos segue normas rigorosas, como a Resolução ANTT nº  
5.947/2021, que exige sinalização adequada, veículos licenciados e condutores ca pacitados. Essa

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͒͗   
 
regulamentação também inclui deveres e responsabilidades das partes envolvidas, além de normas de 
fiscalização e deliberações. Para o transporte terrestre de resíduos pe rigosos, também devem ser 
seguidas as normas previstas pelo Decreto Federal nº 96.044/1988 e pela s normas NBR 7500, NBR 
7501, NBR 7503 e NBR 9735, além de outras regulamentações específicas conforme o tipo de lixo. 
O transporte de resíduos envolve uma entrega de materiais desde o local onde são gerados até 
o ponto onde serão tratados, beneficiados ou destinados de forma final. A norma ABNT N BR 
13.221/2021 define diretrizes para o transporte seguro de resíduos sólidos perigosos, ga rantindo a 
proteção ambiental, a saúde pública e a segurança. De acordo com essa norma, os resíduos devem ser 
transportados em veículos protegidos, bem conservados, com os materiais devidam ente 
acondicionados e em conformidade com as regulamentações específicas de sua classificação, 
evitando assim riscos de vazamento, queda ou contaminação do ambiente e das vias públicas (ABNT, 
2021). 
Em sistemas de coleta domiciliar, é comum a utilização de es tações de transporte em casos 
em que o transporte direto até o aterro sanitário não é viável. Essas estações servem para transferir os 
resíduos dos caminhões coletores para veículos de maior capacidade (entre 40 m³ e 60 m³), facilitando 
o armazenamento temporário antes do transporte final. Essa estrutura é amplamente utilizada em 
cidades maiores, com o objetivo principal de otimização do custo das vi agens até o aterro sanitário 
(FUNASA, 2004). 
As estações de transporte são especialmente úteis quando a distância entre o centro de coleta 
e o aterro sanitário ultrapassa 25 km. No entanto, nas grandes cidades, onde o tráfego pode dificultar 
o deslocamento, essas estações podem ser instaladas mesmo que a distância até o aterro seja inferior 
a 20 km (FUNASA, 2004). 
 
͐.͓. DESTINAÇÃO FINAL 
A escolha da tecnologia de destinação final dos resíduos deve considerar fatores como volume 
gerado, composição dos resíduos, custos operacionais e impacto ambiental. Em A margosa, o plano 
propõe uma abordagem integrada, priorizando alternativas sustentáveis antes da di sposição final em 
aterros. 
As tecnologias consideradas como ambientalmente adequadas incluem: 
• Reutilização e reciclagem; 
• Compostagem de resíduos orgânicos; 
• Aproveitamento energético (quando viável);

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͒͘   
 
• Disposição em aterros sanitários licenciados, reservada aos rejeitos. 
A meta é reduzir gradualmente a quantidade de resíduos enviados a aterros, promovendo um 
modelo de gestão baseado na economia circular e no reaproveitamento de materiais. 
͐.͓.͐. Reciclageı 
A reciclagem representa uma das etapas mais valorizadas da hie rarquia da PNRS. Em 
Amargosa, o incentivo à coleta seletiva e à atuação dos catadores de materiais recicláveis é central 
para a valorização dos resíduos como recurso econômico. 
O processo envolve triagem, separação por tipo de material, prensagem e c omercialização. 
Entre os principais recicláveis estão: papel, papelão, plástico, vidro, metais e óleo de cozinha usado. 
A ampliação dos ecopontos e o fortalecimento das associações de catadores são metas previstas neste 
plano para garantir eficiência e inclusão social. 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos define reciclagem como o proce sso que transforma 
resíduos sólidos, alterando suas características físicas, químicas ou biológicas para convertê-los em 
novos produtos ou insumos. Esse processo visa reintegrar os resíduos ao ciclo produtivo, diminuindo 
a necessidade de remoção de recursos naturais. 
Dentre as opções de tratamento de resíduos, a reciclagem é uma das al ternativas mais 
vantajosas, proporcionando benefícios como a conservação de recursos naturais, redução do uso de 
materiais primários não renováveis, economia de energia, diminuição do volume de resíduos a serem 
transportados e aumento da vida útil dos aterros. Além disso, a reciclage m gera oportunidades de 
emprego e renda (RODRIGUEZ, 2014). 
O processo de reciclagem geralmente envolve etapas como: separação e classificação dos 
materiais, processamento para obter fardos ou triturados que passaram por algum ti po de 
beneficiamento, comercialização dos produtos reciclados e reintegração em proc essos industriais 
como matérias-primas (FUNASA, 2007). 
 
͐.͓.͑. CoıpostaČeı 
A compostagem é uma solução viável para o tratamento dos resíduos orgânicos  gerados no 
município, especialmente os provenientes de feiras livres, podas urbanas e restos de alimentos. O 
processo transforma a matéria orgânica em adubo de alta qualidade, reduzindo a  quantidade de 
resíduos destinados ao aterro e contribuindo para a fertilidade do solo.

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͓͏   
 
A proposta do PMGIRS inclui a criação de unidades de compostagem comunitá rias e o 
fomento a parcerias com agricultores locais, promovendo a economia circular e a valorização de 
resíduos na agricultura familiar. 
A compostagem é um método econômico e eficiente de tratamento de resíduos orgânicos. Ela 
contribui para a redução do volume de resíduos enviados aos aterros sanitários, prolonga ndo a vida 
útil desses locais, além de estabilizar a matéria orgânica. A  compostagem é um processo aeróbio de 
confiança controlado por microrganismos, resultando em um composto rico em nutrientes, adequado 
para uso como biofertilizante, que enriquece o solo com nutrientes e minerais essenciais (HERBETS 
et al., 2005). 
Esse processo pode ser aplicado em diferentes escalas (BRASIL, 2020): 
• DoıiciliaŘϡ Realizado deĲtŘo das ŘesidêĲcias, seĲdo o tŘataıeĲto de Řesíduos oŘČâĲicos ċeito 
de ċoŘıa iĲdividual. 
• CoıuĲitáŘiaϡ IıpleıeĲtada eı uı baiŘŘo, vila ou coĲdoıíĲio, coı paŘticipação coletiva. 
• IĲstitucioĲal ou EıpŘesaŘialϡ Utilizado poŘ iĲstituições públicas e pŘivadas, coıo escolas, 
eıpŘesas, ceĲtŘos de saúde, eĲtŘe outŘos. 
• MuĲicipal ou CoĲsoŘciadaϡ Realizado pela Čestão ıuĲicipal ou coĲsóŘcios de ıuĲicípios, 
podeĲdo seŘ ceĲtŘalizado eı ČŘaĲdes iĲstalações ou desceĲtŘalizado eı peŗueĲas uĲidades 
pŘóƄiıas a locais de ČeŘação de Řesíduos. 
A compostagem pode ser realizada em diferentes níveis de tecnologia, desde processos 
simples em áreas abertas sem mecanização até sistemas autom atizados e sofisticados em espaços 
fechados. Os métodos variam conforme a geometria do processo e o controle dos fatore s ambientais 
(umidade, aeração, temperatura etc.). 
Alguns fatores são cruciais para o sucesso da compostagem. A umidade deve estar entre 50% 
e 60% para manter a atividade microbiana; os valores abaixo dificultam  a confiança, enquanto os 
valores elevados favorecem a formação de coro. Como processo aeróbio, é essenc ial que o material 
seja revolvido para garantir a oxigenação. A disposição gera calor, e a t emperatura ideal está entre 
55°C e 65°C (FUNASA, 2015). 
Para um processo eficiente, é importante manter a proporção correta entre c arbono e 
nitrogênio. Pesquisadores sugerem uma relação de C/N entre 20/1 e 30/1 no início do processo. 
Materiais vegetais como serragem, palha e folhas secas são boas fontes de carbono e ajudam a 
equilibrar essa proporção (V ALENTE et al., 2009). 
Um projeto de compostagem bem estruturado deve incluir as seguintes etapas  (BRASIL, 
2017): 
͐. IdeĲtificação e caŘacteŘização dos ŘesíduosϢ

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͓͐   
 
͑. Avaliação do espaço dispoĲível paŘa o pŘocessoϢ 
͒. Escolha do ıodelo de ČestãoϢ 
͓. IdeĲtificação de ċoĲtes de iĲsuıos ϼcoıo palha e seŘŘaČeıϽ e possíveis destiĲos paŘa o 
coıposto fiĲalϢ 
͔. PlaĲejaıeĲto do pátio de coıpostaČeıϢ 
͕. SeĲsibilização da coıuĲidadeϢ 
͖. Capacitação dos opeŘadoŘesϢ 
͗. SupeŘvisão técĲica do pŘocessoϢ 
͘. Realização de avaliações peŘiódicas. 
 
͐.͓.͒. IĲciĲeŘação 
A incineração é uma tecnologia de tratamento térmico utilizada principalmente para resíduos 
perigosos, como os provenientes dos serviços de saúde e industriais. Consiste na quei ma controlada 
dos resíduos em temperaturas elevadas, reduzindo significativamente seu vol ume e eliminando 
agentes patogênicos.  Esse processo ocorre em altas temperaturas, norm almente entre 1.000°C e 
1.450°C, em instalações projetadas para essa finalidade. Esse método reduz o volu me dos resíduos 
em até 95% e seu peso entre 85% e 90%, gerando cinzas inertes que devem s er acondicionadas e 
descartadas de maneira a causar danos em aterros sanitários, para e vitar impactos ambientais. Na 
Bahia, em conformidade com o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS-BA), a i ncineração é 
recomendada para resíduos de difícil gerenciamento, especialmente aqueles contaminados e com alto 
potencial patogênico, como resíduos de serviços de saúde. 
Embora eficiente na destruição de contaminantes, a incineração requer rígidos controles 
ambientais para evitar a emissão de poluentes atmosféricos, como dioxinas e furanos. Por isso, sua 
aplicação em Amargosa é recomendada apenas para resíduos específicos  e em instalações 
devidamente licenciadas e monitoradas. 
 
͐.͓.͓. OutŘas TecĲoloČias de TŘataıeĲto 
A disposição final dos resíduos deve ocorrer em aterros sanitários licenciados , com controle 
de impactos ambientais e monitoramento contínuo. Essa é a etapa final da gestão e deve ser reservada 
exclusivamente para os rejeitos — resíduos que não podem ser reciclados , compostados ou tratados 
por outras vias. 
Em Amargosa, o desafio de substituir o uso de vazadouros irregulares por estruturas 
adequadas de destinação é uma prioridade. O PMGIRS orienta a desativação progressiva dessas áreas

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͓͑   
 
e a busca por soluções consorciadas junto a municípios vizinhos para impla ntação de um aterro 
sanitário regionalizado. 
Além da incineração, existem outras tecnologias de tratament o de resíduos sólidos urbanos 
que, embora menos comuns, têm potencial para contribuir para uma gestão sustentável dos resíduos. 
Dentre essas tecnologias, destacam-se a pirólise e a biodigestão anaeróbia. 
A pirólise é um processo de desinfecção térmica de materiais orgânicos  com ausência de 
oxigênio, realizado em temperaturas que variam entre 400°C e 700°C. Esse process o produz 
biocombustíveis e outros subprodutos com alta densidade energética, que podem  ser aproveitados 
para gerar energia. A pirólise é vantajosa para resíduos de alta carga orgânica, oferecendo uma 
alternativa sustentável para a produção de combustíveis renováveis. 
A biodigestão anaeróbia, ou biometanização, é um processo que ocorre em ambi entes sem 
oxigênio, no qual resíduos orgânicos são decompostos por microrganismos, produzindo biogá s 
(composto principalmente por metano e dióxido de carbono) e um biofertilizante . Esse processo 
acontece em biodigestores hermeticamente fechados, onde o biogás pode ser capt urado e utilizado 
como fonte de energia para aquecimento, resfriamento ou geração de eletric idade. Esse método é 
ideal para resíduos orgânicos de origem doméstica e industrial. 
 
͐.͓.͔. Disposição FiĲal 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) define uma provisão fina l ambientalmente 
adequada como o processo controlado de provisão dos rejeitos em aterros sanitários, seguindo normas 
operacionais para prevenir danos à saúde pública e ao meio ambiente. No Bra sil, o aterro sanitário é 
a única forma permitida de provisão final de resíduos sólidos urbanos (RSU). 
Os aterros sanitários são áreas destinadas ao descarte definitivo de resíduos sólidos urbanos, 
onde os resíduos são compactados e cobertos com camadas de material iner te para minimizar a 
contaminação do solo e da água. Essas instalações devem incluir siste mas de monitoramento 
ambiental e tratamento de efluentes líquidos e gasosos, em conformidade  com determinação da 
legislação estadual e federal. Na Bahia, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos orienta a construção de 
aterros que atendem a essas especificações, garantindo segurança e minim izando impactos ao meio 
ambiente e à saúde pública. 
Para a escolha de um local adequado para instalação de um aterro sanitário, fatores como custo 
do terreno, proximidade a mananciais de água, condições de drenagem e acessibilidade são cruciais. 
A legislação recomenda que o local tenha capacidade de operação de  pelo menos 10 anos, além do 
acesso contínuo durante todo o ano.

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͓͒   
 
 
͐.͔. RESPONSABILIDADES NA GESTÃO DE RESÍDUOS 
A gestão dos resíduos sólidos urbanos envolve múltiplos atores. Cabe ao Poder Públic o 
Municipal organizar, prestar e fiscalizar os serviços de limpeza urbana  e manejo dos resíduos, 
conforme determina a Constituição Federal (art. 30, inciso V). 
Os geradores também têm responsabilidades definidas. Grandes geradores, como  
estabelecimentos de saúde, indústrias e comércios, devem apresentar planos próprios de 
gerenciamento de resíduos, enquanto os pequenos geradores seguem diretrizes munici pais. A 
responsabilidade compartilhada entre o poder público, setor empresarial e cidadãos é princípio central 
da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
De acordo com o Capítulo III da Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a PNRS, as  
responsabilidades pela gestão de resíduos são compartilhadas entre geradore s, consumidores e o 
poder público. A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos implica que a gestão 
e o gerenciamento de resíduos sólidos não é uma função exclusiva do setor público, mas sim uma 
tarefa conjunta que envolve também o setor privado e a sociedade civil. 
Na Bahia, o Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS-BA) detalha essas responsabilidades, 
estipulando que o poder público municipal é responsável pelos resíduos domiciliare s, de limpeza 
urbana e daqueles equipados aos domicílios quando gerados em pequenas quantidades. Já os demais 
resíduos, como industriais, de construção civil e de saúde, devem ser geri dos pelos respectivos 
geradores, segundo critérios estabelecidos em legislações estaduais e m unicipais. Essa abordagem 
visa garantir uma gestão integrada e eficaz dos resíduos, alinhada à s metas de sustentabilidade e 
proteção ambiental determinadas no estado. 
Quadro 2:Setor e Responsabilidade 
Setor Responsabilidades 
 
 
 
Poder Público 
Planejar a gestão integrada dos resíduos sólidos. 
Organizar e prestar diretamente ou indiretamente os serviços públicos 
de limpeza e manejo dos resíduos sólidos urbanos. 
Atuar, subsidiariamente para minimizar ou cessar danos ao meio 
ambiente ou à saúde pública relacionado ao gerenciamento de resíduos 
sólidos. 
Fiscalizar o cumprimento das obrigações previstas em instrumentos de 
logística reversa. 
Geradores de resíduos 
domiciliares ou 
Acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos

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͓͓   
 
equiparados/ 
Consumidores 
sólidos gerados, conforme orientação do prestador dos serviços de 
manejo de resíduos. 
Disponibilizar adequadamente os resíduos sólidos reutilizáveis e 
recicláveis para coleta ou para devolução. 
Geradores de resíduos 
previstos no art. 20 
Elaborar plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS) e 
submetê-lo a aprovação do órgão competente. 
Realizar a gestão dos resíduos gerados, conforme PGRS, dando 
destinação adequada a estes. 
Os fabricantes, 
importadores, 
distribuidores e 
comerciantes dos 
produtos previstos no 
art. 33 
Além das responsabilidades já previstas na condição de geradores, este 
tem responsabilidade por estruturar e implementar sistemas de 
logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo 
consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza 
urbana e de manejo dos resíduos sólidos. 
 
 
͐.͕ GESTÃO E PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA E MANEJO DOS RESÍDUOS 
SÓLIDOS URBANOS 
Os serviços públicos de limpeza urbana em Amargosa incluem a coleta  domiciliar, coleta 
seletiva, varrição de vias públicas, capina, poda, lavagem de vias e disposição final. A execução pode 
ser direta, pela administração municipal, ou por meio de contratos com empresas especializadas. 
O plano prevê o aprimoramento do sistema de prestação de serviços com foco em: 
• Melhoria do controle operacional e da logística; 
• Treinamento das equipes; 
• Fiscalização mais eficaz dos contratos; 
• Ampliação da coleta seletiva; 
• Integração com associações de catadores. 
A gestão eficiente desses serviços exige planejamento, indicadores de de sempenho e 
envolvimento da sociedade nas ações de educação ambiental e fiscalização cidadã. 
De acordo com o artigo 8º da Lei Federal nº 11.445/2007, é responsabilidade dos municípios 
a titularidade dos serviços de saneamento básico, incluindo a gestão d e resíduos sólidos urbanos, 
quando estes forem de interesse local. Em consonância com o artigo 30 d a Constituição Federal de 
1988, cabe aos municípios organizarem e prestar esses serviços, seja de form a direta ou mediante 
concessão, de forma a atender às necessidades e interesses locais.

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͓͔   
 
A Lei nº 11.445/2007 também permite que essa titularidade seja exercida por meio de gestão 
associada, por meio de consórcios públicos compostos exclusivamente por muni cípios. Na Bahia, o 
Plano Estadual de Resíduos Sólidos (PERS-BA) incentiva a formação de consórcios intermunicipais 
para a gestão de resíduos, especialmente em municípios com menores recurs os, melhorando as 
operações e compartilhando responsabilidades e custos. 
A formulação das políticas de saneamento básico e a elaboração dos pla nos municipais de 
saneamento são responsabilidades exclusivas dos municípios. Durante o plane jamento, podem ser 
utilizados estudos e dados fornecidos por discussão de serviços, mas cabe ao muni cípio a decisão 
final sobre o modelo de gestão e regulamentação dos serviços. 
Modalidades de Prestação de Serviços 
A prestação de serviços de limpeza pública e manejo de resíduos sólidos urbanos pode ocorrer 
de várias maneiras, conforme descrito na Lei Federal nº 11.445/2007: 
• Administração Direta: Os serviços são realizados por órgãos de administração direta, como 
uma secretaria ou divisão municipal, com funcionários da própria prefeitura. A g estão dos 
recursos também é feita diretamente pelo município e deve ser prevista no orçamento público 
municipal. 
• Administração Indireta: A gestão é feita por meio de autarquias municipais ou consórcios 
intermunicipais, criando uma autarquia intermunicipal para o gerenciamen to integrado dos 
resíduos. 
• Terceirização: Nesse modelo, a execução dos serviços é delegada a uma pessoa jurídica, mas 
a gestão permanece sob controle do poder público. O contrato de prestação d e serviços é 
regido pela Lei Federal nº 8.666/1993  até abril de 2023, quando será substituído pela nova 
Lei de Licitações. 
• Concessão Comum: Neste caso, tanto a execução quanto a gestão dos serviços são delegados 
a uma empresa privada por meio de licitação. A empresa é remunerada por tarifa paga pelos 
usuários, sem necessidade de transporte financeiro do município. Esse mode lo é 
regulamentado pela Lei Federal nº 8.987/1995 , com normas complementares pela Lei 
Federal nº 9.074/1995 e pela Lei nº 11.445/2007. 
• Parcerias Público-Privadas (PPP):  As PPPs, regulamentadas pela Lei Federal nº 
11.079/2004, permitem concessões patrocinadas ou administrativas, onde o poder públic o 
oferece uma contraprestação financeira ao parceiro privado. As PPPs são forma lizadas por 
meio de contrato administrativo precedido de licitação pública e excl uído que todos os 
requisitos da Lei de Licitações sejam atendidos. 
Abaixo, um quadro com as modalidades de prestação dos serviços públicos de limpeza e manejo dos 
resíduos sólidos urbanos:

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͓͕   
 
Quadro 3:Modalidades de Prestação de Serviços 
Modalidade Descrição 
Administração Direta Realizada por órgão municipal, com serviços e recursos gerenciados pela 
prefeitura. 
Administração 
Indireta 
Gerida por autarquias ou consórcios públicos com gestão intermunicipal. 
Terceirização Execução delegada a terceiros, mas gestão contínua com o poder 
público, regida pela Lei Federal nº 8.666. 
Concessão Comum A gestão e execução são realizadas por empresa privada, com tarifa paga 
pelos usuários, regulamentada por lei. 
Parcerias Público-
Privadas 
Contrato com parceiro privado, prevendo contraprestação financeira do 
município.

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͓͖

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͓͗   
 
͑. METODOLOGIA 
A elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (P MGIRS) de 
Amargosa foi conduzida por uma metodologia participativa, baseada em etapas técnicas e 
operacionais que permitiram o levantamento, análise e sistematiza ção de informações sobre a 
realidade local da gestão de resíduos. 
O processo metodológico foi estruturado em três grandes fases: 
2.1 Levantamento de Dados 
Foram coletadas informações primárias e secundárias junto a diversas fontes: 
• Fontes primárias : visitas de campo, entrevistas com técnicos municipais, operadores dos 
serviços de limpeza urbana, catadores e gestores das secretarias envolvi das. Também foram 
aplicados formulários e questionários em feiras livres, escolas e unidades de saúde. 
• Fontes secundárias: análise de documentos oficiais do município (leis, decretos, rel atórios 
técnicos), dados do IBGE, SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Sanea mento), 
ABRELPE, Plano Diretor Participativo e Plano Estadual de Resíduos Sóli dos da Bahia 
(PERS/BA). 
2.2 Diagnóstico e Análise Técnica 
A partir do material coletado, foram desenvolvidos os diagnósticos quantitativos e qualitativos 
da situação atual da gestão dos resíduos sólidos em Amargosa. Isso envolveu: 
• Caracterização da geração de resíduos (por tipo, quantidade, origem e sazonalidade); 
• Avaliação da infraestrutura existente: equipamentos, rotas, frequência de coleta, estrutura dos 
serviços; 
• Identificação de pontos críticos como áreas de descarte irregular, carência  de ecopontos e 
limitações logísticas; 
• Verificação da conformidade legal e institucional da gestão municipal c om as diretrizes da 
PNRS. 
Além disso, foram aplicados critérios técnicos da NBR 10004/2004 para class ificação dos 
resíduos, bem como o uso de indicadores como geração per capita, índice de c obertura da coleta e 
potencial de reciclagem. 
2.3 Prognóstico e Proposição de Soluções 
Com base no diagnóstico, foram desenvolvidas as projeções para os próximos 20 anos, 
considerando:

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͓͘   
 
• Crescimento populacional e expansão urbana; 
• Tendências de geração de resíduos; 
• Capacidades institucionais e operacionais do município; 
• Potenciais de regionalização de soluções e parcerias intermunicipais. 
A metodologia incluiu a formulação de cenários futuros, elaboração de metas  e programas 
estruturantes e definição de indicadores para o monitoramento das ações. 
O plano também foi construído com foco em estratégias de inclusão socia l, especialmente a 
valorização do trabalho dos catadores, bem como ações de educação ambiental para mobilização da 
sociedade. 
2.4 Participação Social 
Embora o PMGIRS seja um documento técnico, sua legitimidade depende da par ticipação 
social. O processo de construção do plano contou com reuniões com conselhos municipais, encontros 
intersetoriais e oficinas com a comunidade, possibilitando a escuta de demandas e sugestões. O 
envolvimento de diferentes setores da sociedade é parte fundamental da gestão integrada de resíduos 
sólidos.

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͔͏   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
͒.͏ CARACTERÍSTICAS 
DO MUNICÍPIO DE

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͔͐   
 
͒.͏ CARACTERÍSTICAS DO MUNICÍPIO DE AMARGOSA 
O município de Amargosa, situado na Bahia, ocupa uma região de plana lto com altitudes 
variando de aproximadamente 800 metros na parte oeste, nas proximidades de Brejões, até cerca de 
100 metros ao leste, próximo a Santo Antônio de Jesus. Sua topografia inclui mo rros e colinas com 
encostas íngremes e formatos predominantemente convexos, sendo mais acent uada ao norte e com 
características mais planas ao sul, próximo a Santa Terezinha. As principais serras da região incluem 
a Serra do Tauá, Serra do Timbó, Serra da Barata Azul, Serra do Jatobá, Serra do Julião e Serra da 
Baratinha. 
Um território original da área sofreu transformação significativa devido às atividades 
humanas, sendo em grande parte substituída por florestas secundárias, atividades agrícolas e áreas de 
pastagem. No entanto, ainda existem áreas remanescentes important es, especialmente da Mata 
Atlântica. 
O sistema hidrográfico da região tem como principal curso d'água o Rio J iquiriçá-Mirim, 
conhecido localmente como Rio Ribeirão. Esse rio nasce em Nova Itarana, n a região de Ribeirão 
Salgado, e se torna perene em Amargosa, onde recebe afluentes significat ivos como o Riacho da 
Correntina, Riacho do Tamanduá, Riacho da Cachoeira do Boqueirão, Riacho Riachão e o Riacho do 
Timbó. Estes últimos são especialmente importantes para o abastec imento de água da cidade. O 
Jiquiriçá-Mirim faz parte da bacia hidrográfica do Rio Jiquiriçá, ao la do de outros rios importantes 
para o município, como o Rio Verde e o Rio Capivara. 
Amargosa não é atravessada por rodovias federais, sendo acessível apenas por m eio de 
rodovias estaduais. A cidade está localizada a 240 km de Salvador, com  acesso pela BR-101, 
conectando-se à BA-026 em direção a Santo Antônio de Jesus, além de outras rotas mais longas, 
como a BR-116 e BA-046, que se conecta ao município de Milagres. 
Na década de 1960, com a expansão das rodovias e o redesenho da rede urbana, Amargosa foi 
isolada dos principais eixos de escoamento de produção, principalmente das rodovias BR-101 e BR-
116, o que se concentrou na concentração de centros regionais como Santo Antônio de Jesus, Jequié 
e Feira de Santana, que assumiram um papel mais central no fluxo econômico da região. 
A economia de Amargosa baseia-se principalmente na pecuária extensi va, embora esta 
atividade tenha impacto modesto na economia local, resultando em estagnação tanto no campo quanto 
na cidade. Entre as décadas de 1930 e 1960, o café era o principal produto económico, escoado através 
do Ramal da Estrada de Ferro de Nazaré (EFN), que ligava Amargosa à Nazaré. No entanto, crises 
nos mercados de café, cacau e fumo na década de 1960 foram desenvolvidas para o fechamento deste 
ramal ferroviário.

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͔͑   
 
A agricultura é responsável pela maior parte da ocupação da população ati va, com destaque 
para o cultivo de mandioca, banana, fumo, milho e amendoim. O café produzido na regi ão é 
processado localmente e comercializado por grandes armazéns, assim como o cacau e o fumo. 
O setor industrial é relativamente pequeno, com algumas usinas de proc essamento de leite e 
torrefação de café, além de serrarias, fábricas de móveis, olarias e c asas de farinha de produção 
artesanal. 
Em 1998, foi instalada em Amargosa a fábrica de calçados Daiby, que chegou a empregar 
mais de 500 pessoas e produziu cerca de 2.400 pares de calçados por dia. No entanto, a fábrica cerrou 
suas atividades em 2016, resultando em grande impacto econômico na região. Em 2016, foi anunciado 
que o Grupo Ferracini instalaria uma nova unidade fabril no local anteriormente ocupada pela Daiby, 
com previsão de criação de cerca de 300 empregos diretos, atualmente g era mais de 1000 postos de 
trabalho. 
No setor cultural, Amargosa é conhecida por seu São João, uma festa junina que , além de 
atrair turistas, se tornou um evento de importância econômica para o município. A celebração é parte 
de uma tendência de festividades regionais que promovem a economia local  por meio de 
investimentos em publicidade e parcerias com grandes empresas. 
O turismo em Amargosa é complementado pelo potencial para o desenvolvimento do turismo 
ecológico e rural, devido à presença de remanescentes da Mata Atlâ ntica na região, como a área de 
conservação ambiental no Timbó, que é um dos últimos refúgios do bioma Mata Atlântica no 
Recôncavo Sul. Este território foi doado ao Centro de Desenvolvimento Sustentáve l e de 
Agroecologia Sapucaia, com o objetivo de preservar a biodiversidade e promover o desenvolvimento 
sustentável. 
Com a instalação do campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahi a (UFRB) em 
2006, Amargosa também passou a ser um centro de desenvolvimento acadêmic o e cultural, 
promovendo a inclusão social e estimulando o crescimento econômico local co m a atração de 
estudantes e criação de oportunidades de emprego e renda na região.

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͔͒   
 
3.1 CARACTERIZAÇÃO SOCIOAMBIENTAL 
 
Localização 
O município de Amargosa está situado no estado da Bahia, aproximadamente  240 km a 
sudoeste da capital, Salvador. Localizado a uma altitude média de 400 metros acima do nível do mar, 
Amargosa faz parte da região do V ale do Jiquiriçá. Segundo o Instituto Brasil eiro de Geografia e 
Estatística – IBGE, a Bahia é dividida em 7 mesorregiões, e Amargosa está localizada na mesorregião 
Centro-Sul Baiano. 
As coordenadas geográficas de Amargosa, Bahia, são aproximadamente 13.0333° de latitude 
sul e 39.6000° de longitude oeste. Essas coordenadas posicionam Amargosa no interior da Bahia, no 
Vale do Jiquiriçá, permitindo que a cidade tenha acesso a diversas características naturais e culturais 
da região. 
Amargosa se desenvolve em uma área rica em diversidade natural e cultural, limitando-se ao 
norte com os municípios de Elísio Medrado e Santa Terezinha, ao sul com Ubaíra e Jiquiriçá, a Leste 
com Brejões e Nova Itarana, e a oeste com Milagres e São Miguel das Matas. Esta configuração 
geográfica posiciona Amargosa como um ponto estratégico para o desenvolvimento t urístico e 
cultural da região. 
Quadro 4: Informações de Amargosa-BA 
Aspectos Gerais e Históricos Informações Amargosa 
Localização – Mesorregião IBGE Centro-Sul Baiano 
Território de Identidade  Vale do Jiquiriçá  
Área Territorial (Km²) 431.655km² 
Distância da Capital (Km) 235 
População Estimada 2022 36.522 habitantes 
Densidade demográfica 2010 (hab./Km²) 66,9 
Data da Fundação 19 de junho de 1891 
Gentílico Amargosense 
Número de Eleitores 2022 24.013 
Principais atividades econômicas Agricultura, Serviços 
Fonte: IBGE 2022

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Figura 4: Mapa de Localização de Amargosa-BA 
 
Fonte: Consórcio RK/Engeconsult

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3.2 CARACTERIZAÇÃO DO MEIO AMBIENTE/AMBIENTAL 
͒.͑.͐ Aspectos Cliıáticos 
Amargosa, localizada no V ale do Jiquiriçá, no estado da Bahia, Brasil, e stá em uma região 
com clima tropical de altitude conforme classificação de Köppen-Gei ger, mais especificamente do 
tipo Cwa. Esse tipo de clima se caracteriza por invernos secos e verões úmidos, com uma altitude 
média de cerca de 400 metros acima do nível do mar, o que exerce grande influência nas condições 
climáticas locais. 
As particularidades do clima tropical de altitude em Amargosa inc luem temperaturas mais 
amenas em comparação com áreas mais baixas, resultando em estações bem definidas com períodos 
de chuva e seca alternados. Mesmo nos meses mais quentes, as tempera turas não atingem níveis 
extremos e as noites tendem a ser frescas, proporcionando um conforto térmico agradável. 
Essas condições climáticas favorecem uma diversidade de atividades  agrícolas e tornam a 
região atrativa para o turismo graças à sua beleza natural e ao clim a ameno. Além disso, o 
entendimento detalhado proporcionado pela classificação de Köppen-Geiger é fundamental para 
aplicações em planejamento urbano, estudos agrícolas e preparação para eventos climáticos severos. 
Isso fornece uma base crucial para tomadas de decisão estratégicas e gestão sustentável dos recursos 
naturais na área. 
A média anual de precipitação em Amargosa fica entre 960 mm e 1100 mm anuais no Vale do 
Jiquiriçá, Bahia. 
A maior parte da chuva cai durante a estação chuvosa, que geralmente ocorre entre outubro e 
abril, com os períodos mais intensos de chuva acontecendo no verão, de dezembro a fevereiro. As 
particularidades do clima tropical de altitude na área influenciam essa distribuição sazonal das 
precipitações. 
Figura 5: Clima em Amargosa

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͔͕   
 
͒.͑.͑ Aspectos GeolóČicos 
Amargosa, situada no V ale do Jiquiriçá, Bahia, apresenta uma geologia c omplexa e 
diversificada. Destaca-se pela predominância de rochas cristalinas  do Complexo Jequié, como 
granulitos e charnockitos, formadas em condições extremas de temperatura e pre ssão durante os 
períodos Arqueano e Proterozoico. Essas rochas constituem a maior parte do substra to geológico da 
região. 
O relevo de Amargosa varia entre 400 e 550 metros de altitude, caracterizando-se por planaltos 
e áreas acidentadas. Essas características topográficas influenci am diretamente a hidrografia e o 
manejo do solo, contribuindo para uma complexa rede hidrográfica inserida na bacia do Rio Jiquiriçá. 
Existem várias sub-bacias menores que desempenham um papel vital no abastecimento de água e na 
irrigação. 
Os solos de Amargosa, resultantes da alteração das rochas cristalinas, exibem níveis médios a 
altos de fertilidade. No entanto, são vulneráveis à erosão, especialmente em terrenos mais inclinados 
ou com práticas inadequadas de manejo. Isso pode levar à perda de solo agric ultável e ao 
assoreamento dos cursos d'água. Esses processos erosivos representam um desafio significativo para 
a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento agrícola local. 
A geologia de Amargosa também traz consigo riscos geológicos como movimentos em massa 
e intensa erosão. É essencial que o planejamento urbano e rural leve em cons ideração esses riscos 
para mitigar impactos negativos e promover um desenvolvimento mais seguro e sustentável. 
Figura 6: Geologia de Amargosa-BA

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͔͖   
 
͒.͑.͒ Aspectos GeoıoŘċolóČicos 
O relevo de Amargosa apresenta uma paisagem variada que inclui desde  planaltos pré-
litorâneos, caracterizados por serras e alvéolos, até depressões interm ontanas. Este complexo relevo 
é complementado por pedimentos funcionais e o pediplano cimeiro da Chapada Diamantina, além de 
planícies fluviais ao longo dos rios Jiquiriçá Mirim e Verde, que são inte grantes da Bacia do 
Recôncavo Sul. Essa diversidade geomorfológica confere ao município uma paisage m marcada por 
características altimétricas e clinográficas variadas, motivo pelo qual o mapa geomorfológico não é 
avaliado isoladamente. Em vez disso, dá-se preferência à análise dos mapas de declividade e altitude, 
que melhor refletem os processos morfodinâmicos que influenciam a dinâmica local. 
Toda a área é categorizada em 11 faixas atitudinais que variam de 195 a 900 metros. As regiões 
mais elevadas, situadas entre 750 e 900 metros nas serras e pat amares do Planalto Sul-Baiano, são 
particularmente suscetíveis a processos morfogenéticos devido à sua alta  fragilidade e tendência à 
instabilidade natural. Em contraste, as áreas mais baixas são vistas como mais propícias à acumulação 
de sedimentos e, portanto, à formação de solos, como é o caso das depressões intermontanas. 
A declividade também é um fator crucial na análise da estabilidade  ou instabilidade das 
unidades de paisagem. Por exemplo, áreas com altitudes entre 650 e 900 metros e inclinações de 15 
a 35 graus são mais vulneráveis à erosão e têm uma maior atividade m orfogenética. Por outro lado, 
áreas com altitudes mais baixas, entre 195 e 600 metros, tendem a favorecer processos deposicionais, 
com uma predominância da ação pedogenética. Estas análises são essenciais para entender a interação 
entre as variáveis do sistema e para a delimitação das unidades ecodinâmicas do município. 
Os critérios adotados para classificar a declividade em relação à fra gilidade dos processos 
naturais morfodinâmicos revelam uma relação diretamente proporcional entre a i ntensidade da ação 
de um agente e o reforço dos processos sistêmicos, resultando em mudanças  que afetam todo o 
sistema. 
Este entendimento detalhado do relevo e sua dinâmica é essencial para a gestão adequada do 
uso do solo e para o planejamento ambiental e urbano em Amargosa, contribuindo pa ra a 
sustentabilidade e a resiliência da paisagem local. 
 
 
 
 
 
Figura 7: Relevo do Município de Amargosa-BA

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͔͗   
 
͒.͑.͓ Aspectos FitoČeoČŘáficos e FitossociolóČico 
Em Amargosa, a paisagem vegetal e o uso da terra refletem fortemente  a influência das 
atividades agropecuárias, principalmente a criação de gado, que resultou na significativa redução da 
vegetação original. Como consequência desse processo, observa-se a presença notá vel de pequenos 
trechos de floresta secundária, que surgem como áreas naturais em re generação da Mata Atlântica 
anteriormente deSEAMAtada. Essas áreas são particularmente vi síveis na região norte e em alguns 
pontos dispersos nas partes noroeste e  centro-oeste do município, onde predominam as florestas 
estacionais. 
A floresta estacional semidecidual, que se desenvolve em condições c limáticas com duas 
estações distintas - um período de chuvas intensas no verão seguido por uma est iagem no inverno -, 
exemplifica essas formações vegetais. Esse tipo de floresta aprese nta uma característica peculiar de 
seca fisiológica durante o inverno, conforme descrito por Crepani (2001). Além dis so, a área abriga 
também a floresta estacional decidual ou mata caducifólia, que passa  por duas estações climáticas 
bem-marcadas: um período chuvoso seguido por uma fase extremamente seca. Nesse ecossistema, o 
estrato arbóreo majoritariamente caducifólio proporciona uma proteção limita da ao solo durante os 
meses secos, deixando-o parcialmente exposto e mais suscetível à erosão. 
No extremo norte de Amargosa é notável a presença da caatinga arbórea arbus tiva 
característica dos climas semiáridos e subúmidos a secos. 
A vegetação nessa região é adaptada para lidar com baixos índices de chuva  e consiste 
principalmente de plantas nativas de porte médio a pequeno. A disposiç ão espaçada das plantas 
arbustivas cria extensas áreas de solo exposto, tornando o terreno mais sus cetível à erosão e aos 
efeitos do clima. 
A variedade de tipos de vegetação não apenas destaca a diversidade botâni ca em Amargosa, 
mas também evidencia os desafios enfrentados na conservação, considerando a  predominância da 
utilização da terra para atividades agrícolas que alteram a paisagem natural e impactam a estabilidade 
ecológica da região. 
Imagem 2: Mapa Fitogeográfico e Fitossociológico

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͔͘   
 
͒.͑.͔ Aspectos HidŘoČŘáficos 
A Riŗueza HidŘoČŘáfica de AıaŘČosa 
Amargosa situa-se numa região privilegiada em termos de recursos hídric os, destacando-se 
pela presença do rio Jiquiriçá-Mirim. Este rio, que tem suas nascentes na região conhecida como 
Ribeirão Salgado no município de Nova Itarana, torna-se perene ao atravessar Amargosa, local onde 
recebe a contribuição de importantes afluentes como o riacho da Correnti na, riacho do Tamanduá, 
riacho da Cachoeira do Boqueirão, Riachão e o riacho do Timbó. Estes dois últimos são especialmente 
significativos, pois são responsáveis pelo abastecimento de água da sede do município. 
O Jiquiriçá-Mirim é um componente vital da bacia hidrográfica do rio Jiquiriçá, uma das mais 
importantes da região. Além dele, os rios Verde e Capivara também desempenham um papel crucial 
no sistema hidrográfico de Amargosa, contribuindo para a diversidade de ecoss istemas e a rica 
biodiversidade local. 
Esses cursos d'água não só suportam a vida aquática e terrestre, mas tam bém fornecem 
recursos essenciais para as atividades humanas e para a conservação ambiental na área. A manutenção 
e proteção desses rios são fundamentais para garantir a sustentabil idade dos ecossistemas naturais e 
o bem-estar das comunidades locais. 
Imagem 3: Rio da Região Do Jiquiriça Mirim 
 
 
Com relação à utilização dos recursos hídricos subterrâneos, em con sulta ao 
sistema CPRM-SIAGAS, em junho de 2022, foram encontrados apenas 2 0 poços 
tubulares cadastrados (Tabela 5). A Figura 17 apresenta a l ocalização dos poços 
cadastrados. 
Tabela 2: Quantidade de poços Tubulares 
Uso da água Quantidade 
Abastecimento industrial 1 
Abastecimento múltiplo 0 
Não informado 14 
Abastecimento doméstico 0 
Total 15

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͕͏   
 
Mapas 1: Mapa da Hidrografia do Município de Amargosa

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͕͐   
 
 
Figura 8: Mapa das Zonas de Proteção Ambiental

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͕͑   
 
3.3 CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICO 
 
͒.͒.͔ Aspectos EcoĲôıicos 
Historicamente, a base econômica da região de Amargosa era dominada pela cafeicultura, que 
promoveu o progresso regional até a metade do século XX. Com o declínio dessa indústria, uma área teve 
que se adaptar a novos contextos econômicos. Após a crise do café, houve uma diversificação nas atividades 
econômicas, com destaque para outras práticas agrícolas e a pecuária  de leite, que surgiram como um 
importante motor para o crescimento econômico. A pecuária, em especial, se sobressaiu pela produção de 
leite, impactando a economia local e a distribuição do uso da terra. O desenvolvimento de infraestrutura 
também foi um fator chave para o crescimento econômico da região, conforme re ferência no documento. 
Melhorias nas vias de acesso e expansão dos serviços urbanos facilitaram o comércio e a mobilidade, 
aumentando o dinamismo econômico. 
Quanto ao planejamento e desenvolvimento futuro, Amargosa está capitaliza ndo em seu potencial 
turístico e cultural, elementos que agora são fundamentais para sua es tratégia econômica. A realização de 
festivais, como o São João, e a valorização de sua paisagem natural sã o iniciativas que visam revitalizar a 
identidade econômica de Amargosa e atrair novos investimentos. Atualm ente, o município tem 4,8 mil 
empregos formais, sendo que os principais empregos são de professores de nível funda mental (primeira à 
quarta série), com 379 postos, seguidos por vendedores de varejo, com 368, e assis tentes administrativos, 
com 253. O salário médio dos trabalhadores formais é de R$ 2,1 mil, abaixo d a média estadual de R$ 2,8 
mil. A distribuição de renda em Amargosa mostra uma baixa concentra ção entre as classes econômicas, 
com as classes de menor renda (E e D) representando 69% do total de rendimento, enquanto as classes mais 
altas compõem 13,5%. A concentração de renda nas classes mais baixas é  23,9 pontos percentuais maior 
que a média estadual, enquanto as faixas de alta renda são 11,4 pontos abaixo. 
As principais atividades patronais são a administração pública, com 1.364 trabalhadores, a 
fabricação de calçados de couro, com 787, e o comércio varejista de materiai s de construção, com 169. 
Outras atividades significativas incluem o abate de equinos e o cultivo de trigo. 
 
͒.͒.͕ Educação 
GŘáfico ͏͐: EĲsiĲo IĲċaĲtil 
Este gráfico mostra as matrículas no ensino infantil ao longo dos anos. Observamos uma tendência 
de crescimento até aproximadamente 2021-2022, com uma leve queda subse quente. Esse padrão pode

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͕͒   
 
indicar o impacto de políticas de incentivo à educação infantil, com um aumento da demanda até o recente 
declínio, possivelmente relacionado a fatores econômicos ou demográficos. 
Gráficos 2:Ensino Infantil 
 
Fonte: IBGE Cidades – Censo Escolar Sinopse (2008-2023). 
 
GŘáfico ͏͑: EĲsiĲo FuĲdaıeĲtal 
As matrículas no ensino fundamental apresentam uma tendência de queda c ontínua. Esse 
comportamento pode ser devido a uma série de fatores, como a diminuição da taxa de natalidade, migração 
de estudantes para outras regiões ou até problemas de evasão escolar. A r edução mais lenta nos últimos 
anos pode indicar uma possível estabilização. 
Gráficos 3: Ensino Fundamental 
 
FoĲteϡ IBGE Cidades – CeĲso EscolaŘ SiĲopse ϼ͑͏͏͗-͑͏͑͒Ͻ. 
 
 
GŘáfico ͏͒: EĲsiĲo Médio

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͕͓   
 
No ensino médio, há um crescimento notável até 2021-2022, seguido de uma queda abrupt a. Esse 
padrão pode refletir um aumento inicial na retenção dos estudantes no ens ino médio, talvez devido a 
incentivos ou programas de apoio, seguido por uma queda, que pode indicar dificuldades em manter os 
alunos matriculados até a conclusão. 
Gráficos 4: Ensino Médio 
 
FoĲteϡ IBGE Cidades – CeĲso EscolaŘ SiĲopse ϼ͑͏͏͗-͑͏͑͒Ͻ. 
 
CoĲsideŘações GeŘais 
Esses tŘês ČŘáficos suČeŘeıϡ 
• Políticas de Educaçãoϡ As teĲdêĲcias suČeŘeı ŗue políticas de iĲceĲtivo tiveŘaı eċeitos positivos 
Ĳas ıatŘículas, especialıeĲte Ĳo eĲsiĲo iĲċaĲtil e ıédio. 
• Desafios de ReteĲçãoϡ O eĲsiĲo ıédio, eı paŘticulaŘ, ıostŘa uı auıeĲto seČuido poŘ uıa 
ŗueda, iĲdicaĲdo possíveis dificuldades de ŘeteĲção. 
• Estabilização Ĳo FuĲdaıeĲtalϡ A ŗueda coĲtíĲua Ĳo eĲsiĲo ċuĲdaıeĲtal, coı desaceleŘação 
ŘeceĲte, pode iĲdicaŘ uı poĲto de estabilização ċutuŘa. 
 
A compreensão do nível educacional da população é fundamental para direcionar as Políticas de 
Educação Sanitária e Ambiental. Isso porque o grau de instrução é um element o chave na escolha da 
linguagem e dos materiais a serem utilizados. Conforme o nível de escol aridade, uma população pode ser 
engajada por meio de diferentes estratégias de comunicação, como reuniõe s, assembleias, audiências 
públicas, e campanhas em rádio, televisão e internet. Além disso, diversos tipos de materiais informativos 
podem ser usados, incluindo folders, banners, outdoors, entre outros.

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͕͔   
 
Listas com as Escolas do Município de Amargosa 
GRUPO INSTITUIÇÕES ENDEREÇO 
CEIs - CENTROS DE EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
Centro de Educação Infantil V aldenice Ribeiro Sampaio Muito. Cidade Jardim, s.n., Rua B. Catiara 
Centro de Educação Infantil Rachel Vaz Sampaio Rua Gilda Ferreira, s.n. – Centro 
Centro de Educação Infantil Rachel Vaz Sampaio (ANEXO) 
Praça Lourival Monte, Centro (Em cima do Banco do 
Brasil) 
Centro de Educação Infantil Pequeno Aprendiz 
Av. Getúlio V argas, Centro (Em frente ao CEO – Centro 
odontológico) 
Centro de Educação Infantil Marília Chagas Sampaio Rua V ereador Carlos Lima, 818 - Santa Rita 
ESCOLAS DA CIDADE 
Escola Beneficente A Sementinha Rua Rubens V az Sampaio, 30 - Cajueiro 
Escola M. Monsenhor Antônio José de Almeida Av. Abelardo V eloso, Centro 
Escola M. Prof.ª Dinorah Lemos da Silva Rua da Araponga, Lote. Parque dos Pássaros, s.n. - Catiara 
Escola M. Prof.ª Rosalina Souza Bittencourt TV . José Dantas de Miranda, Rodão 
Centro de Educação Infantil José Eduardo Vieira Ribeiro Rua Otávio Mangabeira, s.n., Centro 
Escola Almeida Sampaio Av. Dr. Lauro de Freitas, Centro 
Escola M. Prof.ª Edelvira Sales Andrade - SEDE 
Avenida Benedito Almeida, s.n., Centro / Em frente ao 
CESB 
Escola M. Prof.ª Edelvira Sales Andrade - ANEXO Rua da Jaqueira, Centro 
Escola MD Florêncio Sisínio Vieira Rua da Katiara, 230, Bairro Katiara 
Escola M. Vivalda Andrade de Oliveira Rua Tenente Miguel, 271 – Santa Rita 
Escola M. Prof.ª Délia do Amaral G. Santos Via Local 6, s.n., Urbis II 
ESCOLAS NÚCLEO 02 
Escola M. Edvaldo Machado Diógenes Sampaio – Zona Rural 
Escola Arthur de Almeida Passos Tabuleiro da Lagoa Queimada - Zona Rural 
Escola M. Dr. Armando da Silva Libório Três Lagoas – Zona Rural 
Escola M. Edelzuito Soares Olhos D'água da Jaqueira – Zona Rural 
 Escola M. Deolinda Maia Sales Mata das Covas, Zona Rural 
ESCOLAS NÚCLEO 03 
Escola M. Prof. Eraldo Tinoco Alto Seco, Zona Rural 
Escola M. Francisco Juvêncio de Souza Cambaúba, Zona Rural 
Escola M.Iraci Alves Borges Silva Córrego, Zona Rural 
 Escola M. Senador Josafá Marinho Córrego, Zona Rural 
ESCOLAS NÚCLEO 04 
Escola M. Leobino Pimentel Barra de Acajú, Zona Rural 
Escola M. Júlio Pinheiro dos Santos Corta Mão, Zona Rural 
Escola M. Rosalino José dos Santos Palmeira, Zona Rural 
 Escola M. Euzébio Joaquim V eloso Água Branca, Zona Rural 
ESCOLAS NÚCLEO 05 
Escola M. Geraldo de Souza Rezende Barreiros, Zona Rural 
Escola M. Maria Constância Passagem do Lajedo, Zona Rural 
Escola M. Dr. Oscar Medrado Cavaco, Zona Rural 
SCOLAS NÚCLEO 06 
Escola M. Willian D'Ávila de Bastos Itachama, Zona Rural 
Escola M. Dr. Hailton José de Brito Passagem do Lajedo, Zona Rural 
Escola M. Maria Neuza Cerqueira Nogueira Água Branca, Zona Rural 
Escola M. Agnelo de Souza Andrade Água Branca, Zona Rural

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͕͕   
 
͒.͒.͖ Saúde – Tópico eı AĲálise JuĲto a Ĳova Čestão da SecŘetaŘia de Saúde 
A saúde pública tem como objetivo prevenir enfermidades, prolongar a vida e promover a saúde 
física e mental por meio de esforços coletivos. Isso envolve o saneamento do ambiente, o controle de 
doenças infectocontagiosas, a educação em higiene pessoal, além da organização de serviços médicos e de 
enfermagem para diagnóstico precoce e tratamento preventivo. Também visa a criação de condições sociais 
que garantam um padrão de vida adequado para a manutenção da saúde de toda a comunidade (WINSLOW, 
1958 apud MENEZES, 1984). 
A salubridade ambiental refere-se às condições de saúde em que vive a população, seja urbana ou 
rural, garantindo a prevenção de endemias e epidemias relacionadas ao meio a mbiente e promovendo o 
bem-estar. Doenças como diarreia, dengue, febre tifoide e malária, respons áveis por milhares de mortes, 
especialmente entre crianças, são frequentemente decorrentes do contato com água contaminada por 
esgotos, jatos animais e resíduos sólidos (FUNASA, 2019). 
De acordo com a FUNASA (2017), a gestão adequada dos resíduos sólidos é essencial para diminuir 
a ocorrência de várias doenças, incluindo cisticercose, cólera, dengue, fe bre amarela, febre tifoide, 
leishmaniose, leptospirose, peste, salmonelose, teníase e toxoplasmose. 
 
1) DoeĲças 
 
O sistema DATASUS traz informações sobre doenças de notificação compulsória, foram 
observados a partir de 2015 registros de notificações de dengue  e leptospirose no Município 
de Amargosa, conforme Tabela 03. 
 
 
Tabela 3:Caso de doenças com possível relação ao manejo inadequado de resíduos sólidos. 
 2023 2024 
Dengue  8 103 
Leptospirose - * 
FoĲteϡ MiĲistéŘio da Saúde- Acesso eı Ĳov. de ͑͏͓͑ 
 
Dados divulgados pela Secretaria de Saúde informam que nos 5 primeiros meses de 
2022 foram identificados 136 focos do mosquito Aedes aegypti no município, e foram 
confirmados 21 casos de dengue.

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͕͖   
 
De acordo com a FUNASA (2001), cemitérios, borracharias, depósitos de sucata e locais de 
armazenamento de materiais de construção são áreas com alta concentração de depósitos que favorecem a 
reprodução do Aedes aegypti. Esses pontos são, portanto, especialmente suscetí veis à regulamentação do 
vetor. Além disso, locais onde resíduos são acumulados de forma concentrada  por catadores informais ou 
acumuladores também se destacam como focos ideais para o desenvolvimento do mosquito. 
Essas áreas requerem atenção especial durante as ações de mane jo ambiental promovidas pelos 
serviços de vigilância e saúde pública, tanto no contexto da Secretaria Municipal de Saúde quanto na esfera 
da Secretaria de Estado da Saúde. 
De acordo com informações da Vigilância Ambiental, diversas iniciativas estão sendo realizadas em 
Amargosa para conter a propagação do Aedes aegypti, com destaque para ações relacionadas ao 
gerenciamento de resíduos sólidos. Entre elas, inclui-se o monitoramento de 6 borracharias e uma 
recauchutadora, além da fiscalização de pontos condenados de descarte i rregular de resíduos e de 
residências de catadores que armazenam materiais perdidos em seus próprios terrenos. 
Além disso, vale ressaltar que o manejo inadequado dos resíduos sólidos não contribui apenas para 
a eficácia do Aedes aegypti, mas também está associado ao aumento de  outros problemas de saúde, como 
a presença de escorpiões e o surgimento de doenças gastrointestinai s. Portanto, a relação entre o acúmulo 
inadequado de resíduos e o risco à saúde pública torna-se evidente, reforçando a importância de um manejo 
eficiente e contínuo. 
 
Tabela ͐͘ϡ Caso de doeĲças coı possível Řelação ao ıaĲejo iĲadeŗuado de Řesíduos sólidos. 
 2015 2016 2017 2018 2019 
Doenças diarreicas agudas (DDA) 1639 7818 2410 2311 1554 
FoĲteϡ MINISTÉRIO DA SAÚDE ϼ͑͏͑͑Ͻ. 
 
2) IĲċŘaestŘutuŘa dos seŘviços de saúde 
 
O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNESnet) apre senta a 
infraestrutura dos Serviços de Saúde. Na Tabela 20, verifica-se o número de estabelecimento 
de saúde cadastrados no Município de Amargosa em abril de 2022 e na Tabela 21 é possível 
verificar o número de leitos existentes por especialidade no município no mesmo período, 
segundo dados do DATASUS. 
Tabela ͑͏ϡ NúıeŘo de EstabeleciıeĲto cadastŘados eı AıaŘČosa eı abŘil/͑͏͑͑.

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͕͗   
 
Descrição Total 
Posto de saúde 16 
Centro de saúde/unidade básica 5 
Policlínica 1 
Hospital geral 1 
Consultório isolado 0 
Clínica/centro de especialidade 6 
Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT isolado) 0 
Unidade Móvel Terrestre 1 
Unidade Móvel de Nível Pré-hospitalar na Área de Urgência 1 
Farmácia 11 
Centro de Gestão em  Saúde 1 
Centro de Atenção Psicossocial 1 
Unidade de atenção em regime residencial 1 
Central de regulação do acesso 1 
Central de abastecimento 1 
Total  
FoĲteϡ CNES/DATASUS ϼ͑͏͑͑Ͻ. 
 
Tabela ͑͐ϡ NúıeŘo de leitos poŘ especialidade eı AıaŘČosa eı Out/͑͏͓͑. 
Especialidade Descrição Leitos 
Cirúrgico Cirurgia geral 10 
Clínico Clínica geral 4 
 
 
 
Tabela ͑͐ϡ NúıeŘo de leitos poŘ especialidade eı AıaŘČosa eı Out/͑͏͓͑. 
Especialidade Descrição Leitos 
Obstétrico Obstetrícia cirúrgica 5 
Obstetrícia clínica 5 
Pediátrico Pediatria clínica 6 
Total geral 16 
FoĲteϡ CNES/DATASUS ϼ͑͏͑͑Ͻ. 
 
 
Quadro 5: Unidades de Saúde de Amargosa 
1. URBANA CENTRO MUNICIPAL DE 
SAUDE DE AMARGOSA  
RUA OTAVIO MANGABEIRA - 
CENTRO 
2. RURAL  UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA CORTA MAO  
PRACA DOM JOAO NILTON - 
CORTA MAO 
3. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA JAQUEIRA  
COND VIVENDA DAS JAQUEIRAS 
- CENTRO 
4. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA JEQUITIBA  
RUA OTAVIO MANGABEIRA - 
CENTRO 
5. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA SANTA RITA  
RUA MANOEL GUIMARAES 
PASSOS PRACA CONSTANTINO 
SA - SANTA RITA

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͕͘   
 
6. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA SUCUPIRA  RUA DO GRAVATA - SANTA RITA 
7. RURAL  POSTO DE SAUDE ITACHAMA PRAÇA ANTONIO J ALMEIDA-
ITACHAMA 
8. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA CATIARA LOTEAMENTO BOA ESPERANCA 
9. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA ALTO DA BELA VISTA RUA ALTO DA BELA VISTA Nº 15 
10. RURAL  UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA DIOGENES SAMPAIO RUA SÃO JOSÉ, Nº 40 
11. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA SAO ROQUE 
AVENIDA ANTONIO CARLOS 
MAGALHAES, Nº 220 
12. URBANA UNIDADE DE SAUDE DA 
FAMILIA SUCUPIRA RUA DO GRAVATA S/N 
13. RURAL  USF CATIARA ESPACO VERDE LOT CIDADE JARDIM S/N 
 
͒.͓ USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 
Tabela 4: Uso e Ocupação do Solo 
 
Fonte: Mapbiomas 2022 
 
A partir da análise da tabela apresentada, podemos observar a distribuição das áreas ocupadas 
em diferentes tipos de uso do solo em um município específico. Aqui estão os principais pontos de 
destaque: 
• Pastagem: A maior parte da área é ocupada por pastagem, totalizando 29.125 km². Isso indica que o 
uso predominante do solo é voltado para atividades agropecuárias, possivelmente associado à pecuária 
extensiva. 
• Formação Florestal: A segunda maior categoria de uso é a formação florestal, que ocupa 7.153 km². 
Essa área representa a cobertura de vegetação natural ou plantada, diminuindo a preservação ou 
presença de florestas.

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͖͏   
 
• Mosaico de Agricultura e Pastagem: Com 6.005 km², essa categoria refle te uma combinação de 
áreas agrícolas e de pastagem, mostrando a coexistência dessas atividades e a integração do uso do solo 
para múltiplos fins. 
• Área Urbanizada: Uma área destinada a espaços urbanizados ocupa 600 km². Embora  menor em 
comparação com outras categorias, essa área é significativa para o desenvolvimento urbano e atividades 
humanas. 
• Formação Savânica: Com 273 km², essa área reflete a presença de veget ação típica de savana, 
diminuindo uma região com biodiversidade específica e potencial de conservação. 
• Rio, Lago e Oceano: Com apenas 7 km², uma área ocupada por corpos d'água, como rios e lagos, é 
relativamente pequena, mas ainda essencial para os recursos hídricos do município. 
• Formação Campestre: Ocupa apenas 1 km², o que sugere que uma área destinada a campos abertos 
ou pastagens naturais é mínima. 
• Área não V egetada: Essa categoria não é detalhada com números na tabela, mas geralmente inclui 
áreas como solo expostas, áreas de construção e outras superfícies sem vegetação. 
Análise Geral 
Os dados da tabela permitem uma compreensão do uso da terra no município, destacando que 
a atividade agropecuária é predominante, com a pastagem sendo a principal ocupação. A formação 
florestal e o mosaico de agricultura e pastagem representam áreas significativas, comparando uma 
combinação de preservação e uso produtivo. A menor proporção de áreas urbanizadas e a presença 
limitada de corpos d'água refletem características importantes para o planejamento urbano e ambiental 
do local. 
Essas informações são cruciais para avaliar a dinâmica do uso do solo, o planejamento 
sustentável e a tomada de decisões que considerem tanto a conservação ambiental quanto o 
desenvolvimento econômico. 
 
 
 
 
 
 
3.5 INFRAESTRUTURA-SANEAMENTO BÁSICO 
͒.͔.͐ AbasteciıeĲto de ÁČua 
 
O abastecimento de água em Amargosa, Bahia, é gerido pela Empresa Baiana de Águas e

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͖͐   
 
Saneamento S.A. (Embasa), uma sociedade de economia mista responsável pelos serviços de 
saneamento básico no município.  
De acordo com dados do Censo 2022, 81,41% da população de Amargosa recebe água potável 
por meio da rede geral de distribuição. No entanto, 1.458 habitantes ainda não possuem água encanada 
em seus domicílios, necessitando recorrer a outras fontes de abastecimento.  
Em 2019, a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB) concluiu 
três sistemas integrados de abastecimento de água nas zonas rurais de Amargosa, beneficiando 801 
habitantes em localidades como Itachama, Corrente, Alto Seco, Assapeixe e Alto Seco I. Esses sistemas 
utilizam mananciais de superfície e barragens de nível para captar água, que é tratada e distribuída às 
comunidades.  
Apesar dos avanços, o município ainda enfrenta desafios relacionados à cobertura total do 
abastecimento de água, especialmente em áreas rurais. Esforços contínuos são necessários para garantir 
que toda a população tenha acesso a água potável de qualidade. 
Tabela 5: Índice de Abastecimento de água no Município de Amargosa-BA 
Parâmetros Atendimento 
Índice de atendimento total de água (%) 81,41 
Índice de atendimento urbano de água (%) 100 
Número total de ligações de água ativas 12807 
Número total de economias ativas 35.307 
Número total de economias residenciais 13.32 
Extensão total da rede (km) 194,20 
Volume importado (1000m3/ano) 4,62 
Consumo médio per Capita de água (l/hab.dia) 119,30 
Índice de perdas na distribuição (%) 21,31 
Fonte: SNIS 2022 
3.5.2 Esgotamento Sanitário 
O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) trazem dados de saneamento 
que estão conflitantes por aqueles fornecidos, destacando-se, o total de habitantes atendido com 
esgotamento sanitário, que é de 25.476, sendo que, o total de ligações atendidas são de 787, nesse caso, 
há um conflito de dados, dessa forma, em pesquisa dentro da Secretaria de Obras, Desenvolvimento e 
Planejamento, acredita-se ser o dado mais correto o de 787 ligações, que dá um percentual de 6,14% de 
atendimento de esgotamento sanitário, um dado preocupante. A maioria das Residências possuem fossas 
rudimentares, sendo que esse tipo de mecanismo não trata primariamente o esgoto, e é um dispositivo

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͖͑   
 
não ecológico e não adequado ambientalmente. 
Cobertura do Atendimento: 
• População Total do Município: 36.521 habitantes 
• População Total Atendida com Esgotamento Sanitário: 26.476 habitantes (dado conflitante 
fornecido pela Prefeitura ao SNIS 2022) 
Ligações e Economias: 
• Número de Ligações Ativas de Esgoto: 787 
• Número de Economias Ativas de Esgoto: 325, indicando o total de unidades atendidas pelo 
sistema. 
• Número de Economias Residenciais Ativas de Esgoto: 324 
Extensão da Rede de Esgoto: 
• Extensão Total da Rede de Esgotos: 27,51 km, que cobre as áreas urbanas do município onde o 
serviço está disponível. 
Volume de Esgoto: 
• Volume de Esgotos Coletado: 32,31 mil metros cúbicos 
• Volume de Esgotos Tratado: Dados de volume não especificados diretamente, mas a EMBASA 
geralmente realiza tratamento básico em suas estações para atender às normas ambientais. 
Índices de Atendimento e Eficiência: 
• Índice de Atendimento Total de Esgoto: aproximadamente 6,14% da população urbana tem acesso 
ao serviço. 
Esses dados oferecem uma visão geral do atual estado de esgotamento sanitário de Amargosa. 
A fonte de dados é do SNIS 2022. 
 
3.5.3 Águas Pluviais 
• Gestão e Responsabilidade: O setor responsável pelo manejo das águas pluviais em Amargosa é a 
Secretaria de Serviços Públicos, Obras e Planejamento da Cidade, sendo administrada diretamente 
pela administração pública. 
• Cobrança e Receita: Não há uma cobrança específica para o serviço de drenagem e manejo das águas 
pluviais no município. 
• Investimentos e Despesas: Em 2022, foram registrados investimentos em drenagem e manejo das 
águas pluviais, com um valor total desembolsado de aproximadamente R$ 149.975,44.

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͖͒   
 
• Participação em Comitês e Comitê de Bacia: Amargosa participa de comitês de bacias hidrográficas, 
o que indica uma preocupação com a gestão dos recursos hídricos em nível de bacia. O Comitê de 
Bacia que contempla o Município é do da Bacia do Vale do Jiquiriça. 
• Riscos e Respostas a Desastres: A cidade possui uma Coordenação Municipal de Defesa Civil 
(COMDEC) para responder a riscos hídricos e desastres relacionados à drenagem. Amargosa 
também possui áreas com processos de erosão severa e áreas de ocupação urbana que podem 
interferir no sistema de drenagem. 
• Sistema de Drenagem: O sistema de drenagem urbana em Amargosa é do tipo combinado, ou seja, 
parte do sistema é exclusivo para águas pluviais, enquanto outra parte é unitária, misturando águas 
pluviais com outros tipos de esgoto. Aproximadamente 75% a 99% do sistema é unitário. 
Estrutura e Infraestrutura: 
• Extensão total de vias públicas urbanas: com pavimento 19,67Km 
• Extensão total de vias públicas urbanas: sem pavimento 10Km 
• Extensão total de vias públicas urbanas com redes de águas pluviais subterrâneas: 8,00  
• Quantidade de bocas de lobo: 27 
• Bocas de leão ou múltiplas: 12 
• Quantidade de poços de visita (PV): 150 
Manutenção e Operações: Em 2022, foram realizadas intervenções no sistema de drenagem, 
como limpeza de bocas de lobo e poços de visita, desobstrução de redes e canais fechados, além de 
manutenção em sarjetas e estruturas de redes e canais. De 2022 para o ano de 2024 foram feitos grandes 
investimentos em Drenagem de águas Pluviais, o investimento foi de aproximadamente 2.427.000,00 
em 2023. 
 
3.5.4 Praças e Parques 
 
Praças de Amargosa 
Amargosa é conhecida por suas belas praças que estão distribuídas por diferentes bairros da cidade. 
Um exemplo notável é a Praça Lourival Monte, que foi planejada de forma a ser um jardim clássico, com 
simetria e elementos decorativos como fontes e estátuas, além de árvores adequadas para a prática de poda 
topiaria. Esta praça desempenha um papel importante na criação de um ambiente harmonioso e agradável

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͖͓   
 
para os moradores e visitantes, proporcionando um espaço que favorece o convívio social e a realização de 
atividades recreativas. 
Ao todo, Amargosa possui 12 praças espalhadas pela cidade, cada uma com suas características 
únicas, contribuindo para o bem-estar dos moradores e para a estética urbana. Praças como a Praça Tropical 
Center, no Bairro Lapinha, e a Praça Nova, no Bairro Rodão, são exemplos dessas áreas que enriquecem o 
espaço urbano, servindo de pontos de encontro e lazer para a comunidade. 
As praças desempenham um papel fundamental como áreas de lazer, convivência e relaxamento. 
Elas funcionam como pontos de encontro, servindo para a realização de eventos, festas tradicionais, 
atividades esportivas e momentos de descanso. Além disso, elas promovem o bem-estar psicológico, 
reduzindo o estresse e contribuindo para a saúde mental da população. 
Bosques de Amargosa 
Os bosques da cidade são um exemplo ainda mais significativo da interação com a natureza dentro 
do ambiente urbano. Amargosa possui dois bosques principais. O maior deles é o Bosque de Amargosa, 
localizado no centro da cidade, que se destaca como o maior espaço verde urbano, contando com 217 
árvores de mais de 40 espécies diferentes. Dentro do bosque, há árvores históricas, como um Pau-D’arco 
de mais de 200 anos. Este bosque é essencial para a biodiversidade da cidade, funcionando como um habitat 
para várias espécies de fauna e flora nativas da Mata Atlântica. 
Outro bosque importante está localizado no Bairro da Urbis II, composto por árvores nativas e 
desempenhando um papel fundamental na manutenção da diversidade botânica local. 
Funções Ambientais e Sociais 
Tanto as praças quanto os bosques desempenham funções ambientais e sociais essenciais para o 
município de Amargosa. Eles ajudam na regulação climática, contribuindo para a redução da temperatura 
ambiente, principalmente durante os períodos de calor intenso. Além disso, auxiliam na conservação da 
água, pois suas árvores ajudam a reduzir a evaporação e contribuem para o sombreamento. A arborização 
urbana de Amargosa é pensada para beneficiar tanto o meio ambiente quanto a população, criando espaços 
que estimulam a qualidade de vida e a sustentabilidade. 
Os bosques e praças também atuam como espaços de preservação cultural e social. Durante eventos 
como o São João de Amargosa, esses locais se tornam palco para a manifestação cultural da cidade, 
contribuindo para a conservação das tradições locais e para a integração da comunidade. 
Plano de Arborização e Sustentabilidade

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͖͔   
 
Amargosa estabeleceu um plano detalhado para o desenvolvimento das áreas verdes urbanas, que 
inclui a criação e manutenção de bosques e praças, além de diretrizes para a arborização de vias públicas e 
áreas de preservação. Esse plano é alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 
foco em tornar a cidade mais inclusiva, segura, resiliente e sustentável. A arborização é um dos pilares 
fundamentais desse plano, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar, a regulação climática e a 
promoção da biodiversidade. 
O município também enfatiza a educação ambiental como parte do desenvolvimento de suas áreas 
verdes, promovendo campanhas educativas e parcerias com escolas e universidades. Essas iniciativas visam 
conscientizar a população sobre a importância da preservação das praças e bosques e incentivam a 
participação ativa dos cidadãos no cuidado com esses espaços. 
As praças e bosques de Amargosa são exemplos claros de como o planejamento urbano pode 
integrar natureza e cidade, promovendo benefícios ambientais, sociais e culturais. Eles são fundamentais 
para o bem-estar da população e a sustentabilidade urbana, servindo como locais de convivência, lazer e 
conservação da biodiversidade. A manutenção e o desenvolvimento contínuo desses espaços são cruciais 
para garantir que Amargosa continue sendo uma "Cidade Jardim", como é o seu objetivo, conforme 
explicitado no plano de arborização da cidade. 
Imagem 4: Praças Da área Urbana de Amargosa

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͖͕

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͖͖   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
͓.͏ PROJEÇÃO 
DEMOGRÁFICA DO 
MUNICÍPIO DE

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͖͗   
 
͓.͏ DEMOGRAFICA DO MUNICÍPIO DE AMARGOSA 
 
Os resultados do Censo de 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Es tatística 
(IBGE) indicam que a população de Amargosa, na Bahia, cresceu para 36.522 habitantes, re presentando 
um aumento de 5,69% desde o Censo de 2010. Este aumento é parte de uma tendênc ia de crescimento 
observada em todo o Brasil, que registrou um aumento populacional de 6,45% no mesmo pe ríodo, 
alcançando um total de 203.062.512 habitantes. 
Amargosa está localizada na região do Vale do Jiquiriçá e na Microrre gião de Jequié, sendo 
conhecida pela beleza de suas praças e jardins. Entre as figuras históricas da cidade está Pedro Calmon, um 
influente personagem no desenvolvimento local. O município celebra Nossa S enhora do Bom Conselho 
como sua padroeira. 
Além dos dados demográficos, o censo fornece outras informações importantes sobre o município, 
incluindo uma densidade demográfica de 84,61 habitantes por quilômetro quadrado e uma m édia de 2,71 
moradores por residência. A escolarização entre crianças de 6 a 14 anos foi registrada em 96,8% em 2010, 
e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) foi de 0,625 também em 2010. O PIB per 
capita de Amargosa em 2021 foi de R$ 12.327,08. 
Em termos de saúde, a mortalidade infantil em 2022 foi de 16,13 óbitos por mil nascidos vivos, um 
indicador crítico de saúde pública e qualidade de vida. Quanto às finança s públicas, em 2017, as receitas 
realizadas pelo município foram de aproximadamente R$ 63.402 mil, enquanto as de spesas empenhadas 
somaram cerca de R$ 57.123 mil. Essas informações são cruciais para planej ar e implementar políticas 
públicas que atendam às necessidades da população de Amargosa, garantindo o desenvolvimento 
sustentável e a melhoria contínua da qualidade de vida dos residentes. 
Habitantes:  
Tabela 6: Evolução populacional 
Ano Total 
Censo 1970 31108 
Censo 1980 34340 
Censo 1991 31108 
Censo 2000 34340 
Contagem 210 34340 
Censo 2010 36522 
Fonte: IBGE (2022)

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͖͘   
 
͓.͐Habitação 
 
O espaço residencial, conhecido como domicílio, é o local onde as pessoas vivem e representa uma 
necessidade fundamental para o bem-estar humano, sendo um fator crucial para a qua lidade de vida. 
Normalmente, esse espaço é formado por uma estrutura física com pare des, base e cobertura, que pode 
incluir ou não um telhado. A análise dos domicílios, incluindo a taxa  de ocupação e o acesso aos serviços 
básicos de infraestrutura, é essencial para entender as condições de habit ação e a qualidade de vida dos 
moradores da região. 
 
Tabela 7: Taxa de Ocupação De Amargosa 
 
Situação do 
domicílio 
População residente em  
domicílios 
particulares 
permanentes 
Domicílios 
particulares 
permanentes  
Taxa de 
ocupação  
 
Pop 
Urbana 27362 1257
8 
2,17 
Rural 9159 4690 1,95 
Fonte: IBGE 2022 
 
 
Tabela 8:Taxa de Ocupação Urbana De Amargosa 
 
Situação do domicílio 
População  
 
Domicílios 
particulares 
permanentes 
Taxa de 
ocupação 
Sede 
Urbana  
Lapinha 1118 - - 
Rodão 1665 - - 
Centro 2743 - - 
São Roque 1850 - - 
Catiara 5177 - - 
Cajueiro 1265 - - 
Urbis 2 954 - - 
Santo Antônio 2229 - - 
Santa Rita 2946 - - 
Alto da Bela Vista 2467 - - 
São José 1335 - - 
Sucupira 3016 - - 
Rural 9159 4690 1,95 
Fonte: IBGE 2022- Adaptado pelo Autor-2024

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͗͏   
 
Na área urbana de Amargosa, o bairro com maior população é Catiara, enquanto o bairro com 
menor população é Urbis 2. Em relação à área rural, há uma população de 9.159 pe ssoas, distribuídas 
em 4.690 domicílios particulares permanentes, resultando em um táxon de ocupação de 1,95 habitantes 
por domicílio. 
 
 
 
Figura 9:Mapa de Delimitação dos Bairros da Zona Urbana de Amargosa 
 
Fonte: Plano Municipal Diretor de Arborização Urbana de Amargosa (Autor 2024)

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͗͐   
 
͓.͑ PiŘâıide EtáŘia 
 
Conceituada assim pelo IBGE, a pirâmide etária é a representação gráfica da distribuição de uma 
população, segundo idade e sexo num determinado ano. A forma geral da pirâmide permita fazer uma 
comparação no tempo e no espaço acerca da tendência demográfica da localidade, e possibilita a 
avaliação de uma população e o seu nível de desenvolvimento. 
 
Se seguir serão descritos indicadores que podem dar um panorama demográfico de Amargosa. 
Os dados mostrados referem-se à população levantada nos Censos de 2000 e 2010. 
 
• Razão de MasculiĲidade ϼRMϽ 
 
É o quociente entre os efetivos populacionais do sexo feminino e os do sexo masculino: 
 
Equação 1: Fórmula da Pirâmide Etária 
 
Onde: 
 
 
𝐻 = número de homens, e 
𝑀 = número de mulheres. 
 
 
• ÍĲdice de EĲvelheciıeĲto ϼIEϽ 
 
É o quociente entre a população idosa e a população jovem:
Equação 2: Índice de Envelhecimento

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͗͑   
 
• Razão de DepeĲdêĲcia ϼRDϽ 
 
É a relação entre a população jovem e idosa, e a população em idade ativa. Podem ser divididas 
em Razão de Dependência Total (RDT), Razão de Dependência Idosa (RDI) e Razão de Dependência 
Juvenil (RDJ): 
Equação 3: Equação da Relação da Dependência Total 
 
 
Equação 4: Relação da Dependência Idosa 
Equação 5: Relação da Dependência Juvenil 
 
 
vdvddvdvdvdvdvdv
Gráficos 5:Distribuição da população por sexo, segundo os grupos de idade 
 
FoĲteϡ IBGE ϼ͑͏͐͏Ͻ

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͗͒   
 
Esse gráfico representa a pirâmide etária de uma população, dividida por sexo (hom ens e 
mulheres) e faixa etária, e mostra a distribuição populacional em cada grupo de idade. A análise desse 
gráfico revela algumas características demográficas importantes: 
Base da Pirâmide (0 a 19 anos): 
• A base da pirâmide é ampla, especialmente nas faixas de 0 a 4 e 5 a 9 anos, o que 
indica uma população jovem e uma alta taxa de natalidade. 
• Para as faixas etárias entre 0 e 4 anos e 5 a 9 anos, os valores de homens e mulheres 
são semelhantes, mas há uma leve predominância de homens em relação às mulheres. 
Faixa Intermediária (20 a 49 anos): 
• Há um equilíbrio na proporção de homens e mulheres, com pequenas variações entre 
as faixas. 
• Essa faixa representa a população economicamente ativa, o que indica um potencial 
força de trabalho significativa para o município. 
• Observa-se uma leve redução percentual com o aumento da idade, o que é comum 
devido à transição natural entre a juventude e a fase adulta. 
Faixa Idosa (50 anos ou mais): 
• Conforme a idade aumenta, a proporção de mulheres começa a superar a de homens, 
especialmente a partir dos 60 anos. Esse fenômeno é comum devido à expectativa de vida 
mais alta para mulheres. 
• A quantidade de pessoas acima de 80 anos diminui acentuadamente, o que é esperado 
devido à redução da expectativa de vida nas faixas etárias mais elevadas. 
Proporções e Indicadores de Envelhecimento: 
• Embora a pirâmide ainda seja relativamente jovem (indicada pela base larga), o 
aumento das faixas intermediárias (20 a 49 anos) e idosas (50+ anos) sugere um processo 
gradual de envelhecimento. 
• A presença de uma população idosa maior, especialmente entre as mulheres, pode 
indicar a necessidade de políticas públicas focadas em cuidados de saúde e bem-estar para a 
população mais velha. 
Considerações Socioeconômicas e de Planejamento: 
• Com a base da pirâmide representando uma grande população jovem, o município 
pode precisar investir em educação, saúde infantil e infraestrutura básica para suportar

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͓͗   
 
essa demanda. 
• As faixas intermediárias exigem atenção para o desenvolvimento de empregos e 
oportunidades econômicas para sustentar a população economicamente ativa. 
• O aumento gradual da população idosa requer políticas de assistência social e saúde, 
especialmente para mulheres, que são maioria nas faixas de idade mais avançadas. 
 
Resumo: A pirâmide etária indica uma população jovem, mas com indícios de envelhecimento 
gradual. O equilíbrio nas faixas intermediárias e a predominância feminina nas idades mais avançadas 
são características demográficas comuns e sugerem necessidades esp ecíficas para planejamento 
social, econômico e de saúde pública. 
 
͓.͒ PROJEÇÃO POPULACIONAL 
 
As projeções populacionais desempenham um papel crucial no planejamento da infraestrutura 
do município e na definição de metas para a gestão de resíduos sólidos. Essas projeções são 
fundamentadas em tendências matemáticas que utilizam o histórico de crescimento da população 
como referência. Para o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), 
considerando que o Município não realizou nenhum estudo populacional por meio da Manifestação 
de Interesse Público, será dessa forma utilizado o cenário de crescimento apontado no estudo 
existente. 
Para a estimativa de crescimento populacional, a análise foi fundamentada nos dados dos 
Censos de 2000 e 2010, complementados pelas estimativas populacionais anuais publicadas pelo 
IBGE entre os anos de 2022 e a projeção para 2024. 
A metodologia usada para ajustar os modelos e obter as equações e os coeficientes de brilho 
R² foi baseada nos seguintes passos: 
Coleta de Dados: Foram utilizados os dados populacionais fornecidos pelo IBGE para os 
anos de 2000, 2010, 2022 e a projeção para 2024. 
Ajuste de Modelos: 
Modelo Linear: Foi ajustado um modelo de regressão linear simples para a relação entre 
o ano (variável independente) e a população (variável dependente).

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͔͗   
 
Modelo Exponencial: Para ajustar um modelo exponencial, a transformação logarítmica 
natural (log) foi aplicada à variável dependente (população) e ajustada com uma regressão 
linear. 
Modelo Logarítmico:  Uma variável independente (ano) foi transformada aplicando o 
logaritmo natural e, em seguida, foi ajustada uma regressão linear. 
Modelo Potencial:  Para esse modelo, tanto a variável independente quanto a variável 
dependente foram transformadas usando o logaritmo natural (transformação log-log). A 
regressão linear foi então aplicada 
Cálculo do CoeficieĲte de CoŘŘelação Siıples ϼR²Ͻϡ 
O R² foi calculado para cada modelo ajustado, diminuindo o grau de ajuste do modelo aos dados. 
Valores de R² próximos a 1 indicam que o modelo explica bem a variação dos dados. 
Resultadosϡ 
As equações dos modelos e os respectivos R² foram apresentados em uma tabela, mostrando o 
desempenho comparativo dos diferentes métodos aplicados. 
Essa abordagem garante que diferentes padrões de crescimento (linear, exponencial, 
logarítmico e potencial) sejam testados para verificar qual modelo se ajusta melhor aos dados 
históricos da população.  
 
Tabela 9: Tabela dos modelos de curvas 
Curva Equação R² 
Linear y = 278.638x + -526041.532 0.956 
Exponencial y = 2.983e-03 * e^ (0.00808x) 0.956 
Logarítmica y = 560738.383ln(x) + -4230886.743 0.956 
Potencial y = 6.293e-50 * x^16.267 0.957 
 
Tabela 10: Tabela da Projeção populacional das modelagens propostas 
Ano  Linear Exponencial Logarítmica Potencial 
2025 38.200 38.070 38.197 38.413 
2026 38.479 38.379 38.474 38.722 
2027 38.758 38.690 38.750 39.034 
2028 39.036 39.004 39.027 39.349

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͕͗   
 
2029 39.315 39.320 39.303 39.666 
2030 39.594 39.639 39.580 39.985 
2031 39.872 39.961 39.856 40.306 
2032 40.151 40.285 40.132 40.631 
2033 40.430 40.612 40.408 40.957 
2034 40.708 40.941 40.683 41.286 
2035 40.987 41.273 40.959 41.617 
2036 41.265 41.608 41.235 41.951 
2037 41.544 41.946 41.510 42.288 
2038 41.823 42.286 41.785 42.627 
2039 42.101 42.629 42.060 42.968 
2040 42.380 42.975 42.335 43.312 
2041 42.659 43.324 42.610 43.659 
2042 42.937 43.675 42.885 44.008 
2043 43.216 44.029 43.159 44.360 
2044 43.495 44.387 43.434 44.715 
2045 43.773 44.747 43.708 45.072

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͖͗   
 
Gráficos 6:Gráficos das projeções Populacionais para Amargosa-BA 
 
A análise gráfica das projeções populacionais para Amargosa de 2025 a 2045, com base nos 
quatro métodos utilizados, é a seguinte: 
1. Projeção Linear: 
o O gráfico da projeção linear mostra um crescimento constante da população ao longo 
do período analisado. Esse comportamento é típico de modelos lineares, onde a taxa 
de crescimento é uniforme. Essa abordagem pode ser adequada para cenários onde se 
espera um crescimento estável e contínuo, mas pode subestimar ou superestimar a 
população em situações de mudanças abruptas nas tendências de crescimento. 
2. Projeção Exponencial: 
o O gráfico do modelo exponencial exibe uma curva ascendente, diminuindo um 
crescimento acelerado ao longo dos anos. Esse tipo de projeção é útil para cenários 
onde há expectativa de crescimento populacional em ritmo crescente. No entanto, o 
modelo pode tornar-se irrealista no longo prazo, especialmente se fatores limitantes 
não forem considerados. 
 
3. Projeção Logarítmica:

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͗͗   
 
o A curva do método logarítmico mostra um crescimento que começa acentuado e se 
torna mais suave com o tempo, refletindo uma desaceleração gradual. Esse padrão 
pode representar cenários onde a população cresce rapidamente em um período inicial 
e depois estabilizado devido a fatores como recursos limitados ou mudanças 
demográficas. É uma projeção útil para representar um crescimento que diminui à 
medida que o tempo avança. 
4. Projeção Potencial: 
o O método gráfico do potencial apresenta uma curva que cresce de forma mais 
acentuada que o modelo linear, mas menos acelerada que o exponencial. Esse tipo de 
projeção é ideal para cenários em que o crescimento é influenciado por múltiplos 
fatores e segue uma tendência contínua de aumento, mas não de forma exponencial. 
Comparação Geral : 
• A projeção linear sugere um aumento moderado e constante, adequado para planejamento 
de infraestrutura de longo prazo com base em crescimento uniforme. 
• A projeção exponencial indica um crescimento mais rápido, que pode ser realista em 
cenários de desenvolvimento acelerado, mas requer cuidado para evitar projeções irrealistas 
a longo prazo. 
• A projeção logarítmica pode ser mais representativa de um crescimento que começa forte e 
depois desacelera, sendo interessante para estudos de estabilização populacional. 
A projeção potencial oferece um meio termo entre o linear e o exponencial, capturando um 
crescimento robusto, mas que não é tão agressivo quanto o exponencial. 
Cada um desses métodos deve ser escolhido com base nas características demográficas e nas 
expectativas de desenvolvimento do município. A escolha do modelo mais adequado depende das 
condições locais, políticas de crescimento e outros fatores socioeconômicos que influenciam a 
dinâmica populacional. 
PŘojeção EƄpoĲeĲcial Ajustadaϡ 
Entretanto, se considerarmos a taxa de crescimento anual(r) no intervalo de tempo de 1970 a 
2024, obtemos o seguinte cenário:

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͗͘   
 
 
Tabela 11:Taxa de Crescimento da População de Amargosa segundo os últimos censos do IBGE 
Ano do Censo População 
Estimada 
Taxa de Crescimento 
(%) 
1970 20000 - 
1980 25000 25 
1991 28000 12 
2000 31000 10.71 
2010 34545 11.44 
2022 36521 5.72 
2024 38478 5.36 
FoĲteϡ IBGE 
Para projetar o crescimento populacional de Amargosa para os próximos 20 anos, podemos 
adotar o modelo de crescimento populacional exponencial, comum em projeções demográficas. Esse 
modelo assume que a população crescerá a uma taxa média anual constante, o que é útil em 
municípios com crescimento relativamente regular. 
FóŘıula paŘa pŘojeção populacioĲal expoĲeĲcial: 
A ċóŘıula padŘão éϡ 
Equação 6: Equação da projeção Populacional Exponencial 
 
oĲdeϡ 
• 𝑃𝑒 : é a população ċutuŘa, 
• 𝑃𝑒𝑢 : é a população iĲicial ϼou atualϽ, 
• 𝑟: é a taƄa de cŘesciıeĲto, 
• 𝑝𝑎𝑟𝑎: é o teıpo eı aĲos.  
Para esse plano utilizaremos da mesma análise de projeção populacional realizada no plano 
de arborização de Amargosa, utilizaremos uma projeção para 20 anos, utilizaremos a taxa média para 
evitar distorções, especialmente se houver tendência de desaceleração ou aceleração no crescimento. 
Neste caso, a média dos últimos censos (11,71%) é alta e pode ser mais sustentável para o curto prazo 
(cerca de 5 anos). Dessa forma, vamos calcular cenários com taxas moderadas: 
͐. CeĲáŘio ͐ϡ UsaŘ uıa taƄa aĲual pŘóƄiıa da ıédia ϼ͑% aĲualϽ, ŘefletiĲdo uı cŘesciıeĲto 
susteĲtável. 
͑. CeĲáŘio ͑ϡ TaƄa ıodeŘada de ͐%, ŘepŘeseĲtaĲdo uı cŘesciıeĲto ıais coĲseŘvadoŘ. 
Essa projeção oferece uma visão equilibrada.

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͘͏   
 
As projeções populacionais para Amargosa nos próximos 20 anos são: 
1. Cenário conservador (1% ao ano): aproximadamente 46.950 habitantes. 
2. Cenário moderado (2% ao ano): aproximadamente 57.176 habitantes. 
Esses cenários equilibram um crescimento contínuo com realismo a longo prazo, sendo o 
cenário 1% mais sustentável para planejamento de infraestrutura e serviços essenciais. 
Metodologia de Projeção de Crescimento Populacional 
Para a projeção da população de Amargosa nos próximos 20 anos, aplicamos uma taxa de 
crescimento decrescente, fundamentada em métodos de transição demográfica e em projeções 
sustentáveis, como recomendações do IBGE e práticas reconhecidas em estudos de sustentabilidade 
urbana. 
Taxas Utilizadas 
• PŘiıeiŘos ͐͏ aĲosϡ TaƄa de cŘesciıeĲto aĲual de ͑%, ŘefletiĲdo o padŘão históŘico ŘeceĲte e 
uıa ċase de deseĲvolviıeĲto uŘbaĲo ıodeŘado. 
• Últiıos ͐͏ aĲosϡ TaƄa de cŘesciıeĲto aĲual ajustada paŘa ͐%, assuıiĲdo uıa estabilização 
ČŘadual à ıedida ŗue o ıuĲicípio se adapta ao auıeĲto populacioĲal e alcaĲça uıa 
iĲċŘaestŘutuŘa ıais ıaduŘa. 
Dessa ċoŘıa, estiıa-se a população da tabela ͐͏ϡ 
Tabela 12:Projeção da População ao longo de 20 anos 
AĲo População PŘojetada ϼAjustadaϽ 
͑͏͔͑ ͒͘.͓͑͗ 
͑͏͕͑ ͓͏.͏͒͒ 
͑͏͖͑ ͓͏.͓͗͒ 
͑͏͑͗ ͓͐.͕͔͐ 
͑͏͑͘ ͓͑.͓͓͗ 
͑͏͒͏ ͓͒.͓͒͒ 
͑͏͒͐ ͓͓.͑͏͐ 
͑͏͒͑ ͓͔.͏͔͗ 
͑͏͒͒ ͓͔.͖͗͘ 
͑͏͓͒ ͓͕.͘͏͖ 
͑͏͔͒ ͓͖.͖͓͒ 
͑͏͕͒ ͓͖.͔͗͏ 
͑͏͖͒ ͓͗.͒͑͗ 
͑͏͒͗ ͓͗.͗͐͐ 
͑͏͒͘ ͓͘.͑͘͘ 
͑͏͓͏ ͓͘.͖͑͘ 
͑͏͓͐ ͔͏.͑͘͏ 
͑͏͓͑ ͔͏.͖͒͘ 
͑͏͓͒ ͔͐.͒͏͐ 
͑͏͓͓ ͔͐.͓͗͐

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͐͘   
 
͓.͓ PlaĲo DiŘetoŘ PaŘticipativo De AıaŘČosa 
O Plano Diretor do município de Amargosa aprovado pela lei complement ar nº 40, de 29 de 
dezembro de 2023 distribuiu uma divisão territorial em zonas específicas para orientar o 
desenvolvimento urbano, considerando aspectos de uso do solo e sustentabilidade. As principais 
zonas incluem: 
1. Macrozona Urbana (MZU): Abrange a sede municipal e as áreas com características 
urbanas, regulando o uso e ocupação de solo em áreas com maior infraestrutura. 
2. Macrozona de Proteção e Recuperação Ambiental (MZPRA): Esta área inclui espaços 
que ocorrem de proteção e recuperação ambiental, como o Refúgio da Vida Silvestre de 
Amargosa, com foco em conservação e ecoturismo. 
3. Macrozona de Preservação Ambiental (MZPA): Localizada em regiões com atributos 
ambientais, como Passagem do Lagedo e Baixinha, enfatiza a proteção da paisagem e a 
recuperação de áreas degradadas. 
4. Macrozona Rural Especial (MZRE): Contém áreas rurais com alta vulnerabilidade 
socioeconômica, como as comunidades de Três Lagoas e Caco de Cuia, com foco em 
melhorias socioeconômicas. 
5. Macrozona de Atividade Rural (MZR): Designada para áreas predominantemente rurais, 
com incentivo à agricultura familiar e ao cooperativismo. 
Dentro da Macrozona Urbana, foram criadas zonas específicas para diferentes usos, como: 
• Zona Urbana Consolidada (ZUC): Área residencial com infraestrutura urbana completa. 
• Zona de Reestruturação Urbana (ZRTU): Necessita de melhorias na infraestrutura e 
inclui usos mistos. 
• Zona de Comércio e Serviços (ZCS): Área com predominância de uso comercial e 
serviços, permitindo também residências compatíveis. 
• Zona de Proteção Ambiental (ZPA): Preserva áreas naturais, como o Jardim Botânico de 
Amargosa. 
• Zonas de Expansão Urbana (ZEX): Destinadas ao crescimento futuro, com áreas 
subdivididas em ZEX 1, ZEX 2 e ZEX 3, garantindo espaço para novas infraestruturas e 
habitacionais. 
Essas zonas foram criadas para melhorar o uso do território, preservando áreas de valor 
ambiental e histórica, incentivando a agricultura em regiões rurais e estruturando o desenvolvimento 
urbano de forma ordenada.

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͑͘   
 
Mapas 2Zoneamento Propostos no Plano Diretor Participativo de Amargosa:

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͒͘   
 
Quadro 6: Macrozoneamento do Plano Diretor Participativo de Amargosa 
Nome Características Objetivos nº máx. 
pavimentos 
Macrozona Urbana 
(MZU) 
Abrange a sede municipal e áreas com 
características urbanas, com infraestrutura 
mais consolidada. 
Regular o uso e ocupação do solo em áreas 
urbanizadas, suportando o adensamento 
populacional e o desenvolvimento urbano 
ordenado. 
Conforme 
legislação local 
Macrozona de Proteção 
e Recuperação 
Ambiental (MZPRA) 
Inclui áreas de proteção e recuperação 
ambiental, como o Refúgio da Vida 
Silvestre de Amargosa. 
Fomentar a conservação ambiental e promover 
o ecoturismo sustentável. Não edificável 
Macrozona de 
Preservação Ambiental 
(MZPA) 
Localizada em regiões com importantes 
atributos ambientais, como Passagem do 
Lagedo e Baixinha. 
Proteger a paisagem natural e promover a 
recuperação de áreas degradadas, preservando 
a biodiversidade e recursos naturais. 
Não edificável 
Macrozona Rural 
Especial (MZRE) 
Contém áreas rurais vulneráveis 
socioeconomicamente, como Três Lagoas 
e Caco de Cuia. 
Melhorar as condições socioeconômicas das 
comunidades rurais, promovendo 
desenvolvimento sustentável e inclusão social. 
2 
Macrozona de Atividade 
Rural (MZR) 
Designada para áreas predominantemente 
rurais, com foco na agricultura familiar e 
no cooperativismo. 
Incentivar práticas agrícolas sustentáveis, 
fortalecer a agricultura familiar e promover a 
organização em cooperativas. 
2 
 
 
Quadro 7: Zonas do Plano Diretor Participativo de Amargosa 
Nome da Zona Características Objetivos 
Ĳº ıáx. 
paviıeĲtos 
Zona Urbana 
Consolidada (ZUC) 
Área predominantemente residencial com 
infraestrutura urbana completa e consolidada. 
Manter o adensamento residencial e a 
qualidade da infraestrutura urbana, 
promovendo a melhoria da qualidade 
de vida dos moradores. 
͐͑ 
Zona de 
Reestruturação 
Urbana (ZRTU) 
Área que necessita de melhorias em infraestrutura, 
com uso misto (residencial e comercial). 
Promover a revitalização e a melhoria 
das condições urbanas, incentivando o 
uso misto para dinamizar a economia 
local. 
͗ 
Zona de Comércio e 
Serviços (ZCS) 
Área de predominância comercial e de serviços, 
com residências compatíveis. 
Facilitar a instalação de comércio e 
serviços, criando um ambiente urbano 
dinâmico e estimulando a economia 
local. 
͕ 
Zona de Proteção 
Ambiental (ZPA) 
Inclui áreas naturais preservadas, como o Jardim 
Botânico de Amargosa. 
Proteger áreas de alto valor ambiental 
e assegurar o uso sustentável, com 
foco na conservação da flora e fauna 
locais. 
Não edificável 
Zonas de Expansão 
Urbana (ZEX) 
Áreas destinadas ao crescimento urbano futuro, 
subdivididas em ZEX 1, ZEX 2 e ZEX 3, 
reservando espaço para novas infraestruturas e 
desenvolvimento habitacional. 
Planejar a expansão urbana de forma 
ordenada e sustentável, garantindo 
infraestrutura adequada para o futuro 
crescimento da cidade. 
CoĲċoŘıe 
plaĲo 
uŘbaĲístico

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͓͘

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͔͘   
 
͔.͏ LEGISLAÇÃO – EMBASAMENTO LEGAL DO PLANO 
A elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Amargosa 
está fundamentada em um conjunto de legislações que orientam, regulamentam e obrigam a gestão adequada 
dos resíduos sólidos nas esferas federal, estadual e municipal. 
͔.͐ ÂMBITO FEDERAL 
Na sequência são apresentadas as principais legislações que versam sobre os serviços de limpeza 
urbana e o manejo de resíduos sólidos. 
• Lei Federal nº 11.445, de 05 de janeiro de 2007 
Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico; altera as Leis nº 6.766, de 19 de dezembro 
de 1979, 8.036, de 11 de maio de 1990, 8.666, de 21 de junho de1993, 8.987, de 13 de fevereiro de 1995; 
revoga a Lei nº 6.528, de 11 de maio de 1978; e dá outras providências. 
• Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010 
Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá 
outras providências. 
• Lei Federal nº 14.026, de 15 de julho de 2020 
Atualiza o marco legal do saneamento básico e altera a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, para 
atribuir à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) competência para editar normas de 
referência sobre o serviço de saneamento, a Lei nº 10.768, de 19 de novembro de 2003, para alterar o nome e 
as atribuições do cargo de Especialista em Recursos Hídricos, a Lei nº 11.107, de 6 de abril de 2005, para 
vedar a prestação por contrato de programa dos serviços públicos de que trata o art. 175 da Constituição 
Federal, a Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, para aprimorar as condições estruturais do saneamento 
básico no País, a Lei Federal nº 12.305/2010, de 2 de agosto de 2010, para tratar dos prazos para a disposição 
final ambientalmente adequada dos rejeitos, a Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015 (Estatuto da Metrópole), 
para estender seu âmbito de aplicação às microrregiões, e a Lei nº 13.529, de 4 de dezembro de 2017, para 
autorizar a União a participar de fundo com a finalidade exclusiva de financiar serviços técnicos 
especializados. 
• Decreto Federal nº 7.217, de 21 de junho de 2010 
Regulamenta a Lei Federal nº 11.445 de 05 de janeiro de 2007 e dá outras providências. 
 
• Decreto Federal nº 10.388, de 5 de junho de 2020

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͕͘   
 
Regulamenta o § 1º do caput do art. 33 da Lei Federal nº 12.305/2010, de 2 de agosto de 2010, e institui 
o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano, 
industrializados e manipulados, e de suas embalagens após o descarte pelos consumidores. 
• Decreto Federal nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022 
Regulamenta a Lei Federal nº 12.305/2010, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos. 
• Resolução CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001 
Estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de 
coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva. 
• Resolução CONAMA nº 307, de 5 de julho de 2002 
Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. 
• Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005 
Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras 
providências. 
• Resolução CONAMA nº 401, de 4 de novembro de 2008 
Estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio para pilhas e baterias comercializadas 
no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado, e dá outras 
providências. 
• Resolução nº 416, de 30 de setembro de 2009 
Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação 
ambientalmente adequada, e dá outras providências. Resolução CONAMA nº 431, de 24 de maio de 2011 
Altera o art. 3o da Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho Nacional do Meio Ambiente 
- CONAMA, estabelecendo nova classificação para o gesso. 
• Resolução CONAMA nº 448, de 18 de janeiro de 2012 
Altera os arts. 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10, 11 da Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, do Conselho 
Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. 
• Resolução CONAMA nº 465, de 05 de dezembro de 2014

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͖͘   
 
Dispõe sobre os requisitos e critérios técnicos mínimos necessários para o licenciamento ambiental de 
estabelecimentos destinados ao recebimento de embalagens de agrotóxicos e afins, vazias ou contendo 
resíduos. 
• Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018 
Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e dá outras 
providências. 
• Resolução ANA nº 79, de 14 de junho de 2021 
Aprova a Norma de Referência nº 1 para a regulação dos serviços públicos de saneamento básico, que 
dispõe sobre o regime, a estrutura e parâmetros da cobrança pela prestação do serviço público de manejo de 
resíduos sólidos urbanos, bem como os procedimentos e prazos de fixação, reajuste e revisões tarifárias. 
•  ABNT NBR 10.004/2004 
Dispõe sobre a classificação dos resíduos sólidos. 
• ABNT NBR 10.005/2004 
Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos. 
• ABNT NBR 10.006/2004 
Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos. 
• ABNT NBR 10007/2004 
Amostragem de resíduos sólidos. 
 
͔.͑ ÂMBITO ESTADUAL 
 
CoĲstituição do Estado da Bahia 
A Constituição Estadual da Bahia, promulgada em 1989, define no Capítulo IX como diretrizes de 
saneamento básico. No artigo 227, pela Emenda Constitucional Estadual nº 07, de 1999, o saneamento é 
ampliado com o controle de vetores alterados de doenças e atividades para a promoção da qualidade de vida. 
Este conceito mais abrangente abrange o abastecimento de água, provisão adequada de esgotos e resíduos, 
drenagem de águas pluviais e controle de vetores. No artigo 229, cria-se o Conselho Estadual de Saneamento 
Básico, responsável pela formulação da política e do Plano Estadual de Saneamento Básico. 
 Lei Estadual Ĳº ͐͐.͖͐͑/͑͏͏͗

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͗͘   
 
A Lei nº 11.172, promulgada em 2008, estabelece os princípios e diretrizes da Política Estadual de 
Saneamento Básico. Seu principal objetivo é melhorar as condições de vida por meio de serviços eficientes 
de saneamento, com cooperação entre municípios e o estado. A lei prevê a atuação de empresas estatais, em 
parceria com os municípios, para garantir a prestação de serviços públicos de saneamento. 
 
͓ Lei Estadual Ĳº ͐͑.͒͑͘/͑͏͓͐ 
A Lei nº 12.932, de 2014, institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS ). Esta política está 
integrada à Política Estadual do Meio Ambiente e Proteção da Biodiversidade (Lei nº 10.431/2006) e à Política 
Estadual de Saneamento Básico. A PERS define princípios como a prevenção, o poluidor-pagador, a 
participação social, a educação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a inclusão social. Além disso, 
proíbe práticas como a disposição restrita de resíduos em corpos hídricos e a queima a céu aberto. 
A lei também impõe a obrigatoriedade de elaboração dos Planos Municipais de Gerenciamento de 
Resíduos Sólidos, a erradicação de lixões e a implantação da coleta seletiva. 
Lei Estadual Ĳº ͖.͒͏͖/͐͗͘͘ 
A Lei nº 7.307, de 1998, regulamentada pelo Decreto nº 7.765/2000, trata da obrigatoriedade de ligação 
dos imóveis à rede pública de esgotamento sanitário. Essa lei também proíbe a ligação de esgotos à rede 
pública de águas pluviais, estabelecendo multas e sanções para os casos de descumprimento. A Comissão e o 
Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) são os responsáveis por notificar, fiscalizar e 
aplicar sanções. 
Lei Estadual Ĳº ͖.͖͘͘/͑͏͏͐ 
A Lei nº 7.799, de 2001, estabelece a Política Estadual de Administração dos Recursos Ambientais, 
que visa garantir o crescimento econômico com preservação ambiental e desenvolvimento social. A lei foca 
em uma gestão equilibrada dos recursos naturais, como água, solo, ar e clima, promovendo o acesso a serviços 
públicos de qualidade. 
Mais IĲstŘuıeĲtos LeČais RelevaĲtes 
• Decreto Estadual nº 16.934/2016: Estabelece regras para a operacionalização da coleta seletiva no 
estado da Bahia e critérios para a concessão de incentivos fiscais para empresas e cooperativas que atuam no setor 
de resíduos sólidos. 
• Portaria SESAB nº 225/2017: Define normas e orientações para a vigilância e manejo de resíduos de 
saúde em todo o estado, regulamentando o transporte e a disposição final desses resíduos.

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͘͘   
 
• Lei Estadual nº 13.597/2016: Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental, que prevê a 
integração com o gerenciamento de resíduos sólidos para fomentar boas práticas ambientais e a conscientização da 
população. 
Resuıo dos PŘiĲcipais PoĲtos: 
• A Constituição Estadual da Bahia  expande o conceito de saneamento, incluindo o cont role de vetores e a 
promoção da qualidade de vida. 
• A Lei nº 11.172/2008 regulamenta a Política Estadual de Saneamento Bási co, facilitando a cooperação entre 
municípios. 
• A Lei nº 12.932/2014 cria a Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), integrando a proteção ambiental 
e o saneamento básico. 
• A Lei nº 7.307/1998  estabelece a obrigatoriedade de ligação à rede de esgoto e proíbe a conexão com redes 
pluviais. 
• A Lei n° 7.799/2001 foca no crescimento econômico sustentável, preservando recursos ambientais. 
• Decretos e Portarias  complementam a legislação com normas para coleta s eletiva e manejo de resíduos de 
saúde. 
Com essa legislação, o estado da Bahia busca garantir um manejo adequado dos resíduos sólidos, 
promover a saúde pública e preservar o meio ambiente. 
 
͔.͒ ÂMBITO MUNICIPAL 
 
AĲálise IĲteČŘada das 
CoĲdicioĲalidades e PlaĲejaıeĲto 
UŘbaĲo de AıaŘČosa 
Amargosa, uma cidade em constante transformação na Bahia, destaca-se pela interação entre 
condicionalidades ambientais e desenvolvimento sustentável, moldando seu espaço urbano por meio de 
legislações estratégicas e inovadoras. Essencial nesse contexto é o Plano Diretor Urbano, que orienta o 
desenvolvimento urbano e territorial da cidade, integrando os aspectos de uso do solo, infraestrutura e serviços 
públicos à conservação ambiental e qualidade de vida urbana. 
Junto ao Plano Diretor, o Código Municipal do Meio Ambiente (Lei nº 018/2010) e a Lei Ordinária 
582/2020 estabelecem uma gestão ambiental responsável que abrange desde a proteção da biodiversidade até 
a qualidade ambiental urbana, incluindo a criação e manutenção de unidades de conservação. O Decreto nº 
58/2017 complementa essas medidas, regulando o licenciamento e a fiscalização ambiental, categorizando 
empreendimento pelo potencial poluidor e estabelecendo as licenças necessárias para as operações, alinhando 
o desenvolvimento econômico com as necessidades ambientais da região. 
Leis e CoĲdicioĲaĲtes MuĲicipais

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͐͏͏   
 
A Lei Ordinária 582/2020 avança ainda mais, promovendo Amargosa como uma cidade inteligente. 
Esta lei não apenas fomenta a ciência e a tecnologia, mas também integra um Conselho Municipal de Ciência, 
Tecnologia e Inovação, incentivando a infraestrutura inteligente que respeita o patrimônio natural e cultural 
local. O Plano de Arborização Municipal, por sua vez, desempenha um papel crucial na integração da política 
ambiental com o planejamento urbano, promovendo o plantio e a manutenção de áreas verdes que auxiliam 
na mitigação de impactos ambientais, conservação da biodiversidade, gestão de águas pluviais e melhoria da 
estética urbana. Este plano serve como uma ferramenta educativa e de conscientização ambiental, reforçando 
a importância da vegetação nativa e do paisagismo na manutenção da biodiversidade. 
Amargosa se posiciona assim como um modelo de integração entre crescimento, inovação e 
sustentabilidade, demonstrando como legislações bem estruturadas e uma gestão ambiental proativa podem 
preparar uma cidade para enfrentar os desafios futuros impostos pela globalização e mudanças climáticas. Este 
compromisso com práticas sustentáveis reflete a visão de Amargosa não apenas como uma cidade inteligente, 
mas, como um exemplo vibrante de resiliência e responsabilidade ambiental no cenário urbano 
contemporâneo.   
 
A Lei Complementar nº 12, de 14 de dezembro de 2006 - Plano Diretor de Desenvolvimento 
Municipal, traz a luz os artigos 51 e 52 da Subseção V: 
Art. 51: Definir as diretrizes para a Política de Otimização da Disposição de Resíduos Sólidos, 
orientando a atuação tanto do poder público quanto da sociedade civil na disposição adequada dos resíduos 
sólidos e enfatizando a reciclagem, além do manejo de resíduos perigosos, como projetos médico-sanitários. 
Art. 52: Estabelece a criação de um Plano Diretor Municipal de Limpeza Pública como uma diretriz 
central para a gestão dos resíduos. 
Ações Estratégicas: Inclui a implementação de programas de coleta seletiva, reciclagem e 
compostagem, bem como um projeto para a recuperação de áreas degradadas devido ao descarte inadequado 
de resíduos. 
A Subseção V da Lei Complementar nº 12, de 14 de dezembro de 2006 detalha a Política de Otimização 
da Disposição dos Resíduos Sólidos no município de Amargosa, atribuindo ao município a função de operador 
principal do sistema de coleta e disposição adequada de resíduos, com a participação da sociedade civil. 
DiŘetŘizes e Ações EstŘatéČicas 
O objetivo é garantir serviços de qualidade, adequação e suficiência, alinhados às necessidades dos 
usuários e com um foco específico em reciclagem e gestão de resíduos perigosos. As diretrizes e ações 
estratégicas incluem:

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͐͏͐   
 
1. Diretoria: 
o Elaboração e Implementação de um Plano Diretor Municipal de Limpeza Públ ica: Este 
plano estabelece as bases para uma gestão eficaz de resíduos sólidos, coordenando as atividades 
de coleta, tratamento e disposição final. 
2. Ações Estratégicas: 
o Programa de Coleta Seletiva e Reciclagem : Desenvolvimento e implementação de um 
programa que facilita a separação dos resíduos e promove a reciclagem na comunidade. 
o Reaproveitamento de Resíduos Industriais : Avaliação contínua para reutilizar resíduos 
gerados por fábricas locais, contribuindo para a economia circular. 
o Projeto-piloto de Cooperativa de Reciclagem : Criação de cooperativas de reciclagem, 
evoluindo não apenas para a gestão de resíduos, mas também para a geraç ão de emprego e 
renda para a população local. 
o Projeto de Compostagem : Aproveitamento de resíduos orgânicos para a produção de 
compostos, minimizando o desperdício e beneficiando atividades agrícolas. 
o Educação Sanitária e Ambiental : Promover a conscientização e o engajamento da 
comunidade em práticas de descarte correto e sustentabilidade ambiental. 
o Recuperação de Áreas Degradadas : Projetos para restaurar áreas afetadas pelo descarte 
descartado, promovendo a recuperação ambiental. 
o Aterro Sanitário Consorciado : Criação de um aterro sanitário compartilhado entre 
municípios para provisão final de resíduos, garantindo um sistema de tratame nto 
ambientalmente seguro. 
Essa subseção reflete o compromisso do município em melhorar a gestão de resíduos, incentivando 
práticas sustentáveis e integrando a participação da sociedade civil em atividades de coleta e reciclagem, além 
de abordar resíduos específicos, como projetos médico-sanitários e resíduos com alto potencial poluidor.

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͐͏͒

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͐͏͓   
 
͕.͏ DIAGNÓSTICO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS MUNICIPAL 
A limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos são componentes fundamentais do planejamento 
urbano, da proteção ambiental e da promoção de uma qualidade de vida digna para a população. Conforme o 
artigo 30, inciso V, da Constituição Federal de 1988, é atribuição dos municípios organizar e executar serviços 
públicos de interesse local, o que inclui a responsabilidade pela limpeza pública e o gerenciamento de resíduos 
sólidos. 
Em Amargosa, as atribuições relacionadas ao manejo, coleta, transporte e destinação final dos resíduos 
sólidos domiciliares, bem como dos serviços de limpeza pública, são organizadas de maneira integrada, de 
acordo com o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. 
Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) englobam os resíduos domiciliares – originados em atividades 
domésticas realizadas em residências urbanas – e os resíduos provenientes da varrição, limpeza de ruas, praças 
e demais espaços públicos. 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, classifica 
os resíduos sólidos com base na sua origem e periculosidade, conforme descrito no Artigo 13 da referida 
legislação. 
AŘt. ͐͒. PaŘa os eċeitos desta Lei, os Řesíduos sólidos têı a seČuiĲte 
classificaçãoϡ 
I - QuaĲto à oŘiČeıϡ 
a) Řesíduos doıiciliaŘesϡ os oŘiČiĲáŘios de atividades doıésticas eı ŘesidêĲcias 
uŘbaĲasϢ 
b) Řesíduos de liıpeza uŘbaĲaϡ os oŘiČiĲáŘios da vaŘŘição, liıpeza de loČŘadouŘos e 
vias públicas e outŘos seŘviços de liıpeza uŘbaĲaϢ 
c) Řesíduos sólidos uŘbaĲosϡ os eĲČlobados Ĳas alíĲeas ЊaЋ e ЊbЋϢ 
d) Řesíduos de estabeleciıeĲtos coıeŘciais e pŘestadoŘes de seŘv içosϡ os ČeŘados 
Ĳessas atividades, eƄcetuados os ŘeċeŘidos Ĳas alíĲeas ЊbЋ , ЊeЋ , ЊČЋ , ЊhЋ e ЊjЋϢ 
e) Řesíduos dos seŘviços públicos de saĲeaıeĲto básicoϡ os ČeŘados Ĳessas 
atividades, eƄcetuados os ŘeċeŘidos Ĳa alíĲea ЊcЋϢ 
f) Řesíduos iĲdustŘiaisϡ os ČeŘados Ĳos pŘocessos pŘodutivos e iĲstala ções 
iĲdustŘiaisϢ 
g) Řesíduos de seŘviços de saúdeϡ os ČeŘados Ĳos seŘviços de saúde, coĲċoŘıe 
defiĲido eı ŘeČulaıeĲto ou eı ĲoŘıas estabelecidas pelos óŘČãos do SisĲaıa e do 
SNVSϢ 
h) Řesíduos da coĲstŘução civilϡ os ČeŘados Ĳas coĲstŘuções, ŘeċoŘıas, ŘepaŘos e 
deıolições de obŘas de coĲstŘução civil, iĲcluídos os ŘesultaĲtes da pŘepaŘação e 
escavação de teŘŘeĲos paŘa obŘas civisϢ 
i) Řesíduos aČŘossilvopastoŘisϡ os ČeŘados Ĳas atividades aČŘopecuáŘ ias e 
silvicultuŘais, iĲcluídos os ŘelacioĲados a iĲsuıos utilizados Ĳessas atividadesϢ 
j) Řesíduos de seŘviços de tŘaĲspoŘtesϡ os oŘiČiĲáŘios de poŘtos, aeŘopoŘtos, teŘıiĲais 
alċaĲdeČáŘios, ŘodoviáŘios e ċeŘŘoviáŘios e passaČeĲs de ċŘoĲteiŘaϢ 
k) Řesíduos de ıiĲeŘaçãoϡ os ČeŘados Ĳa atividade de pesŗuisa, eƄtŘaçã o ou 
beĲeficiaıeĲto de ıiĲéŘiosϢ 
II - QuaĲto à peŘiculosidadeϡ 
a) Řesíduos peŘiČososϡ aŗueles ŗue, eı Řazão de suas caŘacteŘísticas de 
iĲflaıabilidade, coŘŘosividade, Řeatividade, toƄicidade, patoČeĲicidade,

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͐͏͔   
 
caŘciĲoČeĲicidade, teŘatoČeĲicidade e ıutaČeĲicidade, apŘeseĲtaı s iČĲificativo 
Řisco à saúde pública ou à ŗualidade aıbieĲtal, de acoŘdo coı lei, ŘeČula ıeĲto ou 
ĲoŘıa técĲicaϢ 
b) Řesíduos Ĳão peŘiČososϡ aŗueles Ĳão eĲŗuadŘados Ĳa alíĲea ЊaЋ . 
 
Dessa forma, além do gerenciamento da RSU, que é de responsabilidade do poder público municipal, 
o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Amargosa aborda também os demais tipos de 
resíduos sólidos gerados no município, conforme exemplificado na Figura 06. 
 
 
Figura 10: Organograma dos Resíduos Gerados- LEI nº 12.305/2010 
 
RESÍDUOS 
GERADOS 
NO 
MUNICÍPIO
RESÍDUOS 
ESPECIAIS RESÍDUOS RURAIS
RESÍDUOS DE SAÚDE 
RSS
RESÍDUOS DE 
SERVIÇOS DE 
TRANSPORTE
RESÍDUOS 
INDUSTRIAIS
RESÍDUOS DE 
SERVIÇOS DE 
SANEAMENTO
RESÍDUOS DE 
CONSTRUÇÃO CIVIL
RCC
RESÍDUOS DE 
ESTABELEVIMENTOS 
COMERCIAIS E 
PRESTADORES DE 
SERVIÇOS
RESÍDUOS SÓLIDOS 
URBANOS
RSU
A-IĲċectaĲtesϢ  
B QuíıicosϢ  
C- RadioativosϢ  
D- CoıuĲsϢ  
E- PeŘċuŘocoŘtaĲtes 
A - AČŘeČados 
B- RecicláveisϢ  
C – Não ŘecicláveisϢ 
 D - PeŘiČosos 
VaŘŘiçãoϢ liıpeza de vias 
e loČŘadouŘos e outŘas 
atividades 
 
 
Recicláveis 
OŘČâĲicos 
Rejeitos 
RD 
RLU 
Pilhas, BateŘias, Lâıpadas, PĲeus, Óleos e 
GŘaƄas ϼeıbalaČeĲs e Řesíduos de usoϽ, 
AČŘotóƄicosϼeıbalaČeĲsϽ

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͐͏͕   
 
Figura 11:Das Responsabilidade pelo Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos- PNRS 2010 
 
 
Dentro do universo dos resíduos sólidos urbanos e dos gerados por estabelecimentos comerciais e de 
prestação de serviços, destaca-se a prática da coleta seletiva. Essa prática refere-se à separação prévia de 
resíduos sólidos em categorias específicas, buscando uma destinação mais adequada para cada tipo de 
material. As principais categorias incluem: 
• MateŘiais Řecicláveisϡ Řesíduos sólidos coĲstituídos pŘiĲcipalıeĲte poŘ papel, papelão, vidŘo, ıetais 
ϼcoıo sucatasϽ e plásticos, ŗue podeı seŘ ŘeiĲseŘidos Ĳa cadeia pŘodutiva poŘ ıeio de pŘocessos de 
ŘeciclaČeı. 
• MateŘiais Ĳão Řecicláveisϡ Řesíduos sólidos ŗue, devido às suas caŘacteŘísticas, Ĳão podeı seŘ 
ŘeapŘoveitados, seĲdo classificados coıo Řejeitos e destiĲados à disposição fiĲal aıbieĲtalıeĲte 
adeŗuada. 
Os resíduos orgânicos, compostos essencialmente por matéria orgânica, muitas vezes não possuem 
coleta específica em diversos municípios e são tratados como rejeitos. Entretanto, é importante ressaltar que 
esses resíduos possuem grande potencial de reaproveitamento, especialmente por meio de técnicas de 
compostagem e digestão anaeróbia. Essas práticas possibilitam a transformação de resíduos orgânicos em 
produtos de valor agregado, como adubos e biogás, contribuindo para a redução da quantidade de resíduos 
enviados a aterros sanitários. 
A compostagem, em particular, é incentivada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que 
em seu Artigo 36, destaca a importância da integração entre agentes econômicos, sociais e ambientais para

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͐͏͖   
 
promover o uso eficiente do composto orgânico produzido. Esse processo contribui para o fechamento do 
ciclo dos resíduos, promovendo a economia circular e reduzindo os impactos ambientais. 
Conforme definido pela PNRS, os rejeitos são sólidos, sólidos que não podem ser reaproveitados após 
a aplicação de todas as possibilidades tecnológicas disponíveis e economicamente viáveis. Segundo o Artigo 
3º, inciso XV: 
Rejeito: "Resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as 
possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos 
disponíveis e economicamente viáveis, não apresentam outra 
possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada." 
 
Portanto, a gestão dos resíduos sólidos urbanos, incluindo a separação e destinação de materiais 
recicláveis, não recicláveis e orgânicos, é uma estratégia essencial para garantir a sustentabilidade ambiental 
e a eficiência dos sistemas de limpeza pública. Além disso, a conscientização e participação da sociedade 
pública são fundamentais para o sucesso das políticas relacionadas ao tema. 
Figura 12: Da Geração, Coleta e Destinação dos RSU e RSS 
 
 
 
Resíduos Sólidos 
Domiciliares e 
Comerciais
Coleta 
Convencional Aterro Sanitário
Coleta Seletiva triagem Comercialização
Resíduos Sólidos 
de Limpeza Urbana
Varrição
Capina
Roçada
Podas
Aterro Sanitário
Resíduos Volumosos
Resíduos de 
Construção Civil
Podas de Grande Porte
Aterro Sanitário
Resíduos Sólidos de 
Saúde
Coletas nas Unidades 
Municipais de Saúde
Infectantes e Perfuro 
Cortantes
Resíduos Químicos

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͐͏͗   
 
͕.͐ RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS 
A limpeza urbana e o manejo dos resíduos sólidos são componentes fundamentais para o planejamento 
urbano, a preservação ambiental e a promoção da qualidade de vida da população. De acordo com o artigo 30, 
inciso V, da Constituição Federal de 1988, compete aos municípios a organização e a prestação de serviços 
públicos de interesse local. Essa responsabilidade inclui a gestão de resíduos sólidos e serviços de limpeza 
pública, sendo uma das principais atribuições municipais. 
No município de Amargosa, a execução desses serviços é organizada pela Secretaria de Obras e 
Serviços Urbanos, conforme estrutura administrativa organizada na Lei Complementar nº XXX/XXX, A 
Secretaria é responsável por garantir a conservação das vias públicas, a manutenção de praças e logradouros, 
e o manejo integrado dos resíduos sólidos, conforme determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos 
(PNRS) instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010. 
Os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos em Amargosa são realizados 
predominantemente de forma indireta, por meio da contratação de empresas especializadas. A gestão dos 
contratos e a supervisão das atividades são de competência da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, que 
atua para garantir o cumprimento das diretrizes da PNRS, com destaque para a promoção da coleta seletiva e 
o incentivo à destinação adequada de resíduos recicláveis e orgânicos. 
cabe à Secretaria: 
Manutenção Urbana:  Garantir a conservação e limpeza de vias, logradouros públicos, canais, 
córregos, valas e lagoas; 
Supervisão de Obras: Inspecionar obras públicas em execução, sejam elas realizadas diretamente ou 
contratadas com terceiros; 
Reparos e Construções: Realizar reparações em prédios municipais e promover a construção e 
conservação de obras públicas; 
Gestão de Equipamentos: Conservar equipamentos urbanos e controlar a operacionalidade da frota 
de máquinas e veículos pesados; 
Manutenção de Áreas Verdes: Administrar praças, vias e canteiros; 
Serviços Públicos: Gerir atividades de iluminação pública, saneamento, macrodrenagem e contenção 
de cheias; 
Gestão de Resíduos Sólidos: Coordena os serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final 
de resíduos sólidos urbanos. 
A Importância da Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos

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͐͏͘   
 
A gestão eficiente dos resíduos sólidos é indispensável para a proteção do meio ambiente e a promoção 
da saúde pública. Em Amargosa, a coleta seletiva, embora ainda em desenvolvimento, busca atender às 
diretrizes da PNRS, promovendo a separação de resíduos recicláveis e orgânicos, além de mitigar o impacto 
ambiental causado pelo descarte inadequado. 
A coleta e o manejo dos resíduos incluem tanto materiais recicláveis, como papel, vidro, metal e 
plástico, quanto resíduos orgânicos, passíveis de reaproveitamento por meio de técnicas como compostagem 
e digestão anaeróbia. A PNRS incentiva a união entre agentes econômicos e sociais para promover soluções 
sustentáveis, garantindo que a disposição final ocorra de forma ambientalmente adequada. 
A implementação e manutenção desses serviços refletem o compromisso do município com a 
qualidade de vida da população, além de demonstrar o planejamento às políticas públicas nacionais de gestão 
integrada de resíduos. A estruturação administrativa, aliada à participação ativa da comunidade e ao uso de 
tecnologia, tem o potencial de transformar os resíduos sólidos em oportunidades para geração de empregos e 
sustentabilidade. 
O Setor fica então subdividido em suas atribuições da seguinte forma: 
Quadro 8: Organograma de Serviços e quantitativo da equipe 
 
QuadŘo ͘ϡ RespoĲsáveis pela eƄecução dos seŘviços de ıaĲejo, coleta, de tŘaĲspoŘte, de destiĲação fiĲal dos Řesíduos 
sólidos. 
Tipo de resíduo Órgão responsável 
Resíduos Domiciliares A&amp;S 
Resíduos dos serviços de Limpeza pública (Varrição e 
capina) A&amp;S 
Resíduos dos serviços de Limpeza pública (poda) A&amp;S 
GP
SEAMA
Diretor de 
Paisagismo
Coordenador
Agentes de 
Paisagismo 27 Motorista 02
SEMOP
Superintendência 
de Serviços 
Públicos
Surpevidor 1
Agentes de 
Limpeza
65
Motorista 07 Operador de 
Máquinas 03
Surpevidor 2
Diretoria de 
Resíduos Sólidos

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͐͐͏   
 
͕.͐.͐ Resíduos Sólidos DoıiciliaŘes E CoıeŘciais 
De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os resíduos sólidos domiciliares são 
definidos como aqueles “originários de atividades domésticas em residências urbanas” (BRASIL, 2010). Essa 
definição reforça a importância de um gerenciamento adequado, uma vez que esses resíduos contenham uma 
parcela significativa do total gerado nos municípios brasileiros. 
Conforme análise de Pereira et al. (2022), os resíduos sólidos domiciliares podem ser classificados, de 
acordo com os critérios estabelecidos pela NBR 10.004, como resíduos do Tipo Classe II – não perigosos. 
Essa classificação deve-se ao fato de sua composição incluir predominantemente materiais como restos 
orgânicos (alimentos), papel, papelão, plásticos e embalagens diversas, todos considerados não perigosos. 
No entanto, apesar de serem classificados como não perigosos, a presença de resíduos orgânicos nesses 
materiais destaca a necessidade de alternativas para o reaproveitamento, como compostagem ou biodigestão. 
Essas técnicas possibilitam a transformação de resíduos orgânicos em adubo ou biogás, contribuindo para a 
redução da carga de resíduos destinados a aterros sanitários e promovendo a sustentabilidade no ciclo de vida 
dos resíduos. 
Além disso, os materiais recicláveis presentes nos resíduos sólidos domiciliares, como papelão, 
plástico e metais, representam oportunidades importantes para a economia circular. Quando separados e 
pretendidos, esses materiais podem ser reinseridos nas cadeias produtivas, gerando economia de recursos 
naturais e incentivando a geração de empregos no setor de reciclagem. 
Portanto, uma gestão eficiente dos resíduos sólidos domiciliares vai além da simples coleta e 
disposição, envolvendo estratégias de segregação, educação ambiental e implementação de tecnologias que 
fomentem a reutilização e a valorização de materiais. Essa abordagem está alinhada aos princípios da PNRS 
e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que reforçam a necessidade de sistemas integrados 
e sustentáveis de manejo de resíduos. 
 
͕.͐.͐ GeŘação  
 
͕.͐.͐.͐ Estudo GŘaviıétŘico eı AıaŘČosa 
 
As propriedades dos resíduos sólidos podem variar significativamente em função de fatores sociais, 
econômicos, culturais, geográficos e climáticos, refletindo as particularidades das comunidades e cidades. 
Para analisar os resíduos sólidos domiciliares (RSD) no município, foram avaliados aspectos físicos 
como composição gravimétrica, densidade aparente e geração per capita. O estudo foi baseado em quatro

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͐͐͐   
 
campanhas de campo: duas voltadas para os resíduos produzidos na área urbana e duas para os gerados na 
área rural. 
A composição gravimétrica é fundamental para estudos de reaproveitamento de resíduos e 
compostagem, pois fornece o percentual relativo de cada material na massa total de resíduos analisada. Os 
componentes mais comuns analisados em RSD incluem papel, papelão, plásticos (flexíveis e rígidos), vidros, 
metais, matéria orgânica, trapos, entre outros. Para determinar essa composição, utilizou-se e a técnica de 
quarteamento conforme descrito na norma ABNT NBR 10.007, que trata da amostragem de resíduos sólidos. 
No município de Amargosa, com uma população de aproximadamente 37 mil habitantes, a geração 
diária de resíduos sólidos domiciliares é estimada em 22 toneladas segundo a terceirizada, entretanto, não há 
medições dos últimos 5 anos, a medição foi feita apenas uma única vez para saber o peso diário dos resíduos 
gerados. 
Para a elaboração deste plano, foram definidos setores específicos para a coleta de amostras, com o 
objetivo de obter maior detalhamento e representatividade dos resíduos gerados. As coletas foram realizadas 
seguindo o plano previamente previsto pela A&amp;S, garantindo a precisão necessária para a caracterização dos 
resíduos.   
MetodoloČia 
1. Coleta de Resíduos: Foram coletadas amostras representativas de resíduos sólidos em diferentes 
rotas urbanas utilizando caminhões compactadores. 
2. Homogeneização e Quarteamento: As amostras foram homogeneizadas e divididas para análise 
detalhada. 
3. Manual de Segregação: Os resíduos foram classificados em categorias, incluindo matéria orgânica, 
papel/papelão, plástico, vidro, metais e rejeitos. 
4. Cálculo Gravimétrico: A determinação da composição foi feita com base na fórmula da NBR 
10.007/04: 
Equação 7:Equação do Índice Gravimétrico 
 
Onde: 
Ig = Índice gravimétrico por componente (%) 
 Pc = Peso do conjunto (peso total dos materiais) 
 Pm = Peso de cada material segregado

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͐͐͑   
 
A densidade aparente é fundamental para o dimensionamento de equipamentos e instalações, 
determinando a capacidade volumétrica dos meios de coleta, transporte e disposição final. Refere-se ao peso 
do lixo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação, expresso em Kg/m3, 
conforme a fórmula a seguir:  
Equação 8: Equação da Densidade Aparente 
 
Outro parâmetro também importante para o planejamento de todo o sistema de gerenciamento de 
resíduos sólidos, principalmente para o dimensionamento de instalações e equipamentos é a geração per capita 
(quantidade de lixo gerada pelos habitantes do município, num período especificado). Foram calculados dois 
valores referentes à geração per capita de resíduos: um considerando o peso dos resíduos domiciliares, 
comerciais, públicos (varrição), da construção civil e dos serviços de saúde e outro considerando somente o 
quantitativo dos resíduos domésticos, comerciais e públicos (varrição). 
 
͕.͐.͐.͑. EstŘatificação poŘ ReČião e FŘeŗuêĲcia 
 
A coleta foi estratificada em três rotas principais: R1, R2, R3, e R4  abrangendo diferentes áreas e dias. 
Para garantir a representatividade, as amostras devem ser determinadas proporcionalmente ao volume e 
frequência de coleta. 
Quadro 10: Roteiro e Setores de Coleta dos RSD 
ROTEIROS SETORES FREQUÊNCIA AMOSTRAS POR 
SEMANA 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR B - URBIS I E PONTOS FIXOS Segundas, Quartas e 
Sextas 
3 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR A - CATIARA, SANTA RITA, ALTO BELA 
VISTA 
Terças, Quintas e 
Sábados 
3 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR C - TROPICAL CENTER, RIBEIRO, SANTO 
ANTÔNIO E RODÃO 
Segundas, Quartas e 
Sextas 
3 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR D - GRA V ATÁ, SUCUPIRA, CAMPO BELO Terças, Quintas e 
Sábados 
3 
ROTEIRO III - 
RURAL 
SETOR E - ALTO SECO, CORTA MÃO E ITACHAMA Sextas 1 
ROTEIRO III - 
RURAL 
SETOR F - BARREIROS, DIÓGENES SAMPAIO E 
TRÊS LAGOAS 
Quartas 1 
ROTEIRO IV - 
CENTRO 
CENTRO Diário 6 
 
O Modelo usado Ĳo pŘeeĲchiıeĲto das iĲċoŘıações seČue Ĳa tabela ͐͑.

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͐͐͒   
 
Tabela 13: Tabela de pesagem por roteiro 
 
 
O ıodelo usado Ĳo coĲtŘole das aıostŘas seČue Ĳa tabela ͐͒ϡ 
 
Tabela 14: Controle das Amostras-Pesagem 
 
E o ıodelo usado Ĳo coĲtŘole de pesaČeı ŗuaĲto as aıostŘas são os da tabela ͓͐

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͓͐͐   
 
Tabela 15: Pesos das Amostras

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͔͐͐   
 
Tabela 16: Roteiro e pesagem de RDO 
ROTEIROS SETORES FREQUÊNCIA AMOSTRAS POR 
SEMANA 
PESAGEM/Kg 
ROTEIRO I - BAIRROS SETOR B - URBIS I E PONTOS FIXOS Segundas, Quartas e Sextas 3 8385 
ROTEIRO I - BAIRROS SETOR A - CATIARA, SANTA RITA, ALTO 
BELA VISTA 
Terças, Quintas e Sábados 3 9760 
8385+9645+ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR C - TROPICAL CENTER, RIBEIRO, 
SANTO ANTÔNIO E RODÃO 
Segundas, Quartas e Sextas 3 9645 
ROTEIRO II - BAIRROS SETOR D - GRA V ATÁ, SUCUPIRA, CAMPO 
BELO 
Terças, Quintas e Sábados 3 7660 
ROTEIRO III - RURAL SETOR E - ALTO SECO, CORTA MÃO E 
ITACHAMA 
Sextas 1 4380 
ROTEIRO III - RURAL SETOR F - BARREIROS, DIÓGENES SAMPAIO 
E TRÊS LAGOAS 
Quartas 1 3790 
ROTEIRO IV - CENTRO CENTRO Diário 6 6310 
 
Tabela 17: Pesagem de RDO por dia da Semana 
Dia da Semana Resíduos Gerados (Ton) 
Segunda-feira 24.34 
Terça-feira 23.73 
Quarta-feira 28.13 
Quinta-feira 23.73 
Sexta-feira 28.72 
Sábado 23.73 
ESTIMATIVA DE RESÍSUOS 
DOMICILIARESGERADOS POR: 
 
SEMANA: ͔͐͑.͒͗͏ KČ 
MÊS: ͕͏͘.͔͑͏ KČ 
ANO: ͖.͓͒͐.͓͑͏ KČ

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͕͐͐   
 
Mapas 3: Mapa dos Bairros do Município de Amargosa- Zona Urbana 
ROTEIROS SETORES FREQUÊNCIA AMOSTRAS 
POR SEMANA 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR B - URBIS I E 
PONTOS FIXOS 
SeČuĲdas, 
QuaŘtas e SeƄtas 
͒ 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR A - CATIARA, 
SANTA RITA, ALTO BELA 
VISTA 
TeŘças, QuiĲtas e 
Sábados 
͒ 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR C - TROPICAL 
CENTER, RIBEIRO, 
SANTO ANTÔNIO E 
RODÃO 
SeČuĲdas, 
QuaŘtas e SeƄtas 
͒ 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR D - GRAVATÁ, 
SUCUPIRA, CAMPO 
BELO 
TeŘças, QuiĲtas e 
Sábados 
͒ 
ROTEIRO IV - 
CENTRO 
CENTRO DiáŘio ͕ 
 
Quadro 11:  Roteiro das Coletas da Zona Urbana

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͖͐͐   
 
Mapas ͓ϡ Mapa coı Localização das ZoĲas RuŘais 
ROTEIROS SETORES FREQUÊNCIA AMOSTRAS 
POR SEMANA 
ROTEIRO III 
- RURAL 
SETOR E - ALTO 
SECO, CORTA MÃO 
E ITACHAMA 
SeƄtas ͐ 
ROTEIRO III 
- RURAL 
SETOR F - 
BARREIROS, 
DIÓGENES 
SAMPAIO E TRÊS 
LAGOAS 
QuaŘtas ͐ 
 
Quadro 12: Roteiro das Coletas da Zona Rural

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͐͐͗   
 
Tabela 18: Composição Gravimétrica dos Resíduos do Município de Amargosa-BA 
Tipo de material Área urbana Área rural Média 
Matéria orgânica 58.5 % 77,2 % 67,8% 
Plástico maleável 8,5 % 6,9 % 7,7% 
Plástico rígido 1,2 % 3,7 % 2,45% 
Papel 1.6 % 0,6 % 1,05% 
Papelão 8.5 % 5,1 % 6,75% 
Vidros 0,5 % 2,9 % 1,13% 
Metais 0,7 % 1,2 % 0,95% 
Trapos 6,2 % 0,2 % 3,2% 
Sanitários/Contaminantes 11,8% 1,2% 6,5% 
Outros (sapatos, madeira, isopor) 2,5 % 1% 1,75% 
Total 100% 100% 100% 
 
FoĲteϡ FŘaĲcelle FeŘŘetti SalvadoŘ- EĲČeĲheiŘa SaĲitáŘia e AıbieĲtal 
 
Gráficos 7: Gráfico Gravimétrico da Zona Urbana 
 
 
 
 
58%
8%
5%
3%
7%
2% 2%
10% 3% 2%
ÁREA URBANA
Matéria orgânica
Plástico maleável
Plástico rígido
Papel
Papelão
Vidros
Metais
Trapos
Sanitários/Contaminantes
Outros (sapatos, madeira,
isopor)

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͐͐͘   
 
Gráficos 8:Gráfico Gravimétrico da Zona Rural 
 
 
O entendimento das características dos resíduos sólidos é essencial, dado que sua heterogeneidade 
exige a identificação da composição, a proporção de cada tipo de material, e a estimativa ou mensuração 
das quantidades geradas, bem como sua origem. Além disso, é crucial considerar as variáveis 
socioeconômicas que influenciam diretamente todos esses fatores. 
Essas informações são indispensáveis para o desenvolvimento de parâmetros que orientem o 
planejamento de sistemas de coleta, a concepção de unidades de tratamento e destinação final, bem como 
seus respectivos projetos. Elas também servem como base para avaliar a viabilidade de sistemas de coleta 
seletiva e iniciativas de valorização de materiais, promovendo não apenas a reciclagem, mas também o 
desenvolvimento de sistemas de logística reversa. 
Na pesquisa de caracterização gravimétrica, foram determinados os seguintes aspectos principais: 
• Índice de geração per capita : Representa a relação entre a quantidade de resíduos gerados 
diariamente e o número de habitantes de uma determinada região. 
• Peso específico aparente: Refere-se ao peso do resíduo sólido solto em relação ao volume ocupado 
sem qualquer tipo de compactação (IBAM, 2001). Esse índice é essencial para dimensionar 
equipamentos e instalações do sistema de manejo de resíduos sólidos. 
• Composição gravimétrica: Expressa o percentual de cada componente em relação ao peso total da 
amostra de resíduos domiciliares analisada (IBAM, 2001). Essa análise, apl icada a um município, 
possibilita compreender a origem e a geração desses resíduos, fornecendo s ubsídios para o 
planejamento de sistemas de gerenciamento, incluindo destinação e  disposição final, além de 
dimensionar os serviços de coleta seletiva. 
77%
8%
3% 3%
5% 3%
1%
0%
0% 0%
ÁREA RURAL
Matéria orgânica
Plástico maleável
Plástico rígido
Papel
Papelão
Vidros
Metais
Trapos
Sanitários/Contaminantes
Outros (sapatos, madeira, isopor)

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͐͑͏   
 
A taxa de geração per capita dos resíduos domiciliares reflete a quantidade gerada nos domicílios. 
Quando comparada ao índice IN021 do SNIS, é importante observar que este último considera a massa 
média per capita de resíduos domiciliares (RDO) e públicos (RPU) coletados, levando em conta a população 
urbana. Por isso, os valores desse índice tendem a ser mais elevados. 
A empresa terceirizada, a A&amp;S informou que seus veículos utilizados são, 3 caminhões compactador 
volks, constellation 17.280, Modelo 1314, com capacidade de 15m³ a 19m³. Considerando a informação 
fornecida pela empresa que, considerando o peso específico aparente calculado de 407,41 kg/m³, para um 
caminhão com 18 m³, a capacidade de carga em toneladas é:7.333 kg. 
Dessa forma, a cidade de Amargosa apresenta os índices abaixo referente a geração per capta. 
 
Tabela 19: Índices de Geração percapta e peso específico aparente dos resíduos Sólidos Domiciliares 
Município 
Índice 
Geração per capita (kg/hab.) 
dia) 
Peso específico aparente 
(kg/m³) 
Amargosa 0.69 407.39 
 
 
Tabela 20: Resíduos Sólidos Por Habitante na Zona Urbana e na Zona Rural 
Município Dados 
Zona Urbana (kg/hab. dia) Zona Rural (kg/hab. dia) 
Amargosa 0.87 0.15 
 
 
͕.͐.͐.͒ AĲálise dos Dados de Resíduos poŘ Tipo de MateŘial 
Os dados apresentados refletem a composição dos resíduos sólidos gerados semanalmente em áreas 
urbanas e rurais, destacando diferenças significativas nas proporções e volumes entre os dois cenários. 
1. Matéria Orgânica 
• Área Urbana:  Representa 58,5% dos resíduos, somando 88.989,92 toneladas/semana . Este 
número indica alta produção de resíduos orgânicos em áreas densamente povoadas, provavelmente 
devido ao consumo doméstico e comercial de alimentos. 
• Área Rural: A porcentagem é ainda maior (77,2%), com 27.984,23 toneladas/semana. Isso reflete 
as práticas agrícolas e a menor diversidade de resíduos nessas regiões. 
 
2. Plásticos (Maleável e Rígido) 
• Área Urbana:

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͐͑͐   
 
o Plástico Maleável: Corresponde a 8,5% (12.952,30 toneladas/semana), associado ao uso 
cotidiano de embalagens aplicadas. 
o Plástico Rígido: Tem um impacto menor, com apenas 1,2% (1.828,56 toneladas/semana). 
• Área Rural  Apresenta: menor geração de plástico maleável (6 ,9% de toneladas/semana), mas 
maior proporção de plástico rígido (3,7%, toneladas/semana), possivelmente devido ao uso de 
materiais agrícolas. 
 
3. Papel e Papelão 
• Área Urbana: 
o O papel contribui com 1,5% (2.285,70 toneladas/semana), enquanto o papelão atinge 8,4% 
(12.799,92 toneladas/semana), demonstrando maior consumo de produtos embalados. 
• Área Rural:  O papel (0 ,6%,) e o papelão (5,1%) são menos expressivos, diminuindo menor 
consumo de produtos industrializados. 
 
4. Vidros e Metais 
• Área Urbana: 
o Vidros consumiram apenas 0,5% (.0661 toneladas/semana) e metais a 0,7% (1066.65 
toneladas/semana), evidenciando baixa reciclabilidade. 
• Área Rural: A presença de vidros (2,9%) e metais (1,2%) é maior proporcionalmente, refletind o 
diferentes padrões de consumo. 
 
5. Outros Materiais 
• Área Urbana:  Trapos representam 6,2% (7.492,46 toneladas/semana), uma quantidade 
significativa em comparação aos 2,5% de outros materiais como sapatos, madeira e isopor 
(3.020,75 toneladas/semana). 
• Área Rural: A geração de trapos é insignificante (0,2%, 72,51 toneladas/semana), enquanto outros 
materiais são valiosos com 1% (362,57 toneladas/semana). 
 
6. Sanitários e Contaminantes 
• Área Urbana:  São uma grande parcela dos resíduos (11 ,8%, 17.980.84 toneladas/semana), 
refletindo o impacto de descartes de fraldas, absorventes e outros materiais sanitários. 
• Área Rural:  Tem menor representatividade (1 ,2%, 435,08 toneladas/semana), provavelmente 
devido à ausência de infraestrutura para produtos adicionais.

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͐͑͑   
 
Considerações 
1. Área Urbana: A alta geração de resíduos diversificados exige um sistema robusto de coleta seletiva 
e reciclagem para reduzir o impacto ambiental. 
2. Área Rural: O foco pode estar na gestão de resíduos orgânicos e plásticos rígidos, considerando o 
menor volume de materiais recicláveis. 
3. Políticas Públicas:  É essencial desenvolver políticas que promovam compostagem, redução de 
plásticos e educação ambiental, tanto em áreas urbanas quanto rurais. 
 
Tabela 21: Gravimetria em Números 
Tipo de material Município (Ton/Semana) -180,00 
Matéria orgânica 103.313.639 
Plástico maleável 11.733.26 
Plástico rígido 3.733.31 
Papel 1.599.99 
Papelão 1.085.65 
Vidros 1.721.89 
Metais 1.447.61 
Trapos 4.876.16 
Sanitários/Contaminantes 9.907.7 
Outros (sapatos, madeira, isopor) 2.666.65 
 
Gráficos 9:Quatidade de resíduos por tipo de material por zona urbana e zona rural

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͐͑͒   
 
͕.͐.͑ AcoĲdicioĲaıeĲto 
 
A gestão adequada dos resíduos sólidos é um aspecto essencial para a manutenção da higiene urbana 
e da qualidade ambiental de qualquer município. No caso de Amargosa, o acondicionamento temporário 
ou abrigo de resíduos domiciliares é regulado por legislações municipais específicas, que visam garantir a 
segurança sanitária, prevenir impactos ambientais e assegurar a eficiência do sistema de coleta. Este texto 
aborda as normas locais sobre o tema, incluindo o Código de Posturas e o Código Municipal de Meio 
Ambiente, destacando suas disposições e os desafios práticos observados na aplicação dessas regras no 
cotidiano dos moradores.  
O Código de Posturas de Amargosa, Lei Complementar nº 024, estabelece no Capítulo II, 
Título IV, Artigo 22: 
"Os resíduos deverão ser acondicionados em recipientes 
apropriados, que garantam a higiene e segurança, até que sejam 
coletados pelo serviço público de limpeza urbana." 
Esse artigo determina que o acondicionamento temporário não pode comprometer a higiene dos 
logradouros e vias públicas. Além disso, para edificações de maior porte, como as de uso multifamiliar, 
comercial, industrial ou de prestação de serviço, é essencial considerar a segregação para coleta seletiva, 
em conformidade com a legislação municipal. 
Em visita ao município, verificou-se que os métodos de acondicionamento adotados pela população 
são diversos. Em algumas residências, os resíduos são armazenados em lixeiras instaladas em muros ou 
grades internas; em outras, os resíduos são dispostos diretamente sobre a calçada em sacos plásticos para 
coleta. Em muitos casos, não há um local específico visível para o acondicionamento temporário dos 
resíduos, em descompasso com as disposições do Código de Posturas de Amargosa, que orienta para a 
proteção da higiene urbana. 
A etapa de acondicionamento temporário ou abrigo dos resíduos domiciliares, que antecede a coleta, 
é realizada pela população. Observou-se que, no geral, moradores e comerciantes disponibilizam os 
resíduos junto às calçadas, logradouros e vias públicas, acondicionados em sacos plásticos ou contentores. 
De acordo com o Código Municipal de Meio Ambiente de Amargosa, Lei Complementar nº 018/2010, 
no Artigo 43: 
"Ficam regulamentados o licenciamento ambiental e a 
fiscalização de atividades e empreendimentos de interesse e 
impactos locais diretos. Consideram-se atividades e

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͓͐͑   
 
empreendimentos de interesse e impactos locais diretos aquelas 
capazes de gerar poluição ou degradação ao meio ambiente, desde 
que não ultrapassem os limites territoriais do Município e sejam 
classificadas como de pequeno potencial poluidor." 
 
Essa regulamentação reforça a necessidade de práticas adequadas para minimizar impactos ambientais. 
O Decreto nº 58/2017, que regulamenta o Artigo 43 do Código Municipal de Meio Ambiente, 
complementa que: 
"As licenças Ambientais serão expedidas pela Secretaria 
Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRI), sempre 
fundamentadas por Parecer Técnico e após consulta ao COMAM - 
Conselho Municipal de Meio Ambiente do Município, conforme art. 
8º, inc. I e II da Lei Municipal nº 018/2010." 
Esse decreto detalha as responsabilidades locais no gerenciamento de resíduos, destacando o papel 
da fiscalização ambiental. 
O correto acondicionamento dos resíduos sólidos pela população contribui significativamente para 
a eficiência do serviço de coleta no município. Além de evitar acidentes no processo de coleta e destinação 
final, essa prática previne a proliferação de vetores, reduz a dispersão de resíduos em vias públicas e 
minimiza o impacto nos sistemas de drenagem urbana, conforme preconizado pelo Código de Posturas, 
Lei Complementar nº 024, Artigo 22: 
"Os resíduos deverão ser acondicionados em recipientes 
apropriados, que garantam a higiene e segurança, até que sejam 
coletados pelo serviço público de limpeza urbana." 
 
͕.͐.͒ Coleta 
No Município os serviços de coleta de resíduos são realizados pela Empresa A&amp;S por meio do contrato 
número 08/2024 
Os materiais compreendidos pelo serviço de coleta da empresa são: 
 
 
• Resíduos pŘoveĲieĲtes das atividades doıiciliaŘesϢ 
• Resíduos oŘiČiĲáŘios de atividade iĲeŘeĲtes aos óŘČãos e ediċícios públicos eı ČeŘalϢ 
• OŘiuĲdos dos seŘviços de eĲtulhos, saúde e liıpa-ċossaϢ

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͔͐͑   
 
• Resíduos pŘoveĲieĲtes de atividades coıeŘciais e pŘestação de seŘviçosϢ 
• Resíduos doıiciliaŘes ŘecicláveisϢ e 
• AĲiıais ıoŘtos de peŗueĲo poŘte abaĲdoĲados Ĳas vias públicas. 
 
 
Ao todo, são 111 colaboradores envolvidos nos serviços de coleta convencional e seletiva, cuja 
distribuição por função é apresentada no Quadro 18. 
 
Tabela 22: Quadro de Pessoal da Empresa A&amp;S 
Pessoal Quantidade 
Motoristas 5 
Varrição 43 
Coleta 10 
Paisagismo 24 
Total 82 
 
6.͖.͘.͖ Coleta CoĲveĲcioĲal 
 
A coleta domiciliar convencional em Amargosa envolve a remoção de resíduos sólidos gerados em 
residências e estabelecimentos comerciais, desde que estejam devidamente acondicionados em sacos 
plásticos ou recipientes aprovados pela administração municipal. Esses resíduos são transportados por 
veículos adequados até o local de destinação final. 
Os serviços de coleta convencional no município são realizados na modalidade porta a porta, e 
difícil acesso, abrangendo tanto os resíduos domiciliares quanto os comerciais. As rotas denominadas difícil 
acesso são aquelas em que devido as condições viárias, não é possível o trânsito dos caminhões, dessa 
forma, é necessário que os colaboradores recolham esses resíduos com carrinhos e levem até um ponto 
específico. 
A execução é feita pelo Grupo A&amp;S, utilizando caminhões compactadores com frequência alternada 
(três vezes por semana), cobrindo todo o território municipal. A operação está organizada em 4 setores de 
coleta, com atividades realizadas nos períodos da manhã e da tarde. O cronograma detalhado, incluindo os 
dias específicos de coleta, está descrito no Quadro 12. 
 
Quadro 13: Setores, Roteiros e Frequências 
 ROTEIROS SETORES FREQUÊNCIA AMOSTRAS POR 
SEMANA

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͕͐͑   
 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR B - URBIS I E PONTOS FIXOS Segundas, Quartas e 
Sextas 
3 
ROTEIRO I - 
BAIRROS 
SETOR A - CATIARA, SANTA RITA, ALTO BELA 
VISTA 
Terças, Quintas e 
Sábados 
3 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR C - TROPICAL CENTER, RIBEIRO, SANTO 
ANTÔNIO E RODÃO 
Segundas, Quartas e 
Sextas 
3 
ROTEIRO II - 
BAIRROS 
SETOR D - GRA V ATÁ, SUCUPIRA, CAMPO BELO Terças, Quintas e 
Sábados 
3 
ROTEIRO III - 
RURAL 
SETOR E - ALTO SECO, CORTA MÃO E 
ITACHAMA 
Sextas 1 
ROTEIRO III - 
RURAL 
SETOR F - BARREIROS, DIÓGENES SAMPAIO E 
TRÊS LAGOAS 
Quartas 1 
ROTEIRO IV - 
CENTRO 
CENTRO Diário 6 
Fonte: A&amp;S 
Quadro 14: Veículos e Modelos Usados na Coleta 
Veículos Quantidade 
FORD Modelo Cargo 1727 K 3 
MERCEDES – Caçamba Truncada 3 
BobCat 1 
Retro 1 
Total 8 
FoĲteϡ A&amp;S ϼ͑͏͓͑Ͻ 
 
6.͖.͘.͗ Coleta Seletiva 
 
Os serviços de coleta seletiva de materiais potencialmente recicláveis secos são realizados na 
modalidade porta a porta pela Associação Asso &amp; Recicla e mais recentemente uma outra associação que 
vem desenvolvendo o trabalho informalmente, sem licença prévia do Município. 
As rotas da coleta seletiva compreendem o eixo mais central do Município, principalmente nas áreas 
comerciais. Atualmente o município não possui um plano e nem locais destinados a essas práticas, fato, 
que a disposição desses materiais é muitas vezes colocada de forma inadequada, o que gera por sua vez 
uma poluição visual nas principais vias do Município. 
 
͕.͐.͓ TŘaĲspoŘte  
Ressalta-se que o município de Amargosa não apresenta área de transbordo, sendo que os resíduos 
coletados são encaminhados diretamente ao local de disposição final, o qual será apresentado 
posteriormente.

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͖͐͑   
 
͕.͐.͔ Disposição FiĲal 
Amargosa encontra-se diante de desafios significativos no manejo de resíduos sólidos semelhantes 
aos enfrentados por muitas cidades de médio porte no Brasil atualmente. O método obsoleto do vazadouro 
descoberto usado pela comunidade para descartar seus resíduos representa uma solução precária que não 
condiz com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos estabelecidas pela Lei nº 12.305/2010. 
Conforme preconizado por essa legislação específica datada de 2010 - que estipulava o prazo até 2014 - era 
esperado que essa prática fosse substituída por alternativas mais sustentáveis como os modernos aterros 
sanitários. No entanto a utilização de lixões em várias cidades do país como Amargosa tem sido mantida 
devido a desafios financeiros técnicos e de organização.  
Figura 13: Mapa de Localização do Vazadouro do Município de Amargosa 
 
Fonte: Consórcio RK/Engeconsult 
 
 
Segundo informações do Instituto de Água e Saneamento, em Amargosa é atingida uma cobertura 
de 90 ,63 % da população para a coleta de resíduos em domicílios. No entanto, a cidade carece de estratégias 
locais bem definidas para o tratamento e destinação final adequados desses resíduos. Além disso, a ausência 
de uma política de saneamento municipal agrava os desafios enfrentados na gestão integrada dos resíduos 
na região.

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͐͑͗   
 
Os aterros a céu aberto causam danos significativos à natureza. 
A Poluição do Solo e dos Recursos Hídricos: O líquido escuro resultante da decomposição de 
resíduos orgânicos conhecido como chorume se infiltra no solo e atinge os lençóis freáticos prejudicando a 
qualidade da água subterrânea segundo pesquisas como as conduzidas por Silva et al (2018), até mesmo 
quantidades mínimas de chorume podem contaminar a água tornando-a inadequada para o consumo 
humano.  
As emissões de gases do efeito estufado provenientes da decomposição anaeróbica de materiais 
orgânicos em aterros sanitários liberam quantidades significativas de metano (CH₄), um gás com potencial 
de aquecimento global 25 vezes maior que o dióxido de carbono (CO₂). Essas emissões têm impactos 
diretos no agravamento das mudanças climáticas conforme relatado pelo IPCC em 2019.   
O aumento dos Vetores de Doença: Fragmentos de resíduos atraem insetos indesejados e animais 
como ratos e pássaros que podem transmitir doenças como leptospirose e dengue para os serem humanos 
que entram em contato com eles involuntariamente. Estudos epidemiológicos realizados em comunidades 
próximas a depósitos de lixo apontam índices mais elevados dessas enfermidades se compararmos com 
áreas sem essa concentração de lixo.  
Moradores que residem nas proximidades de depósitos de lixo estão mais sujeitos a entrar em 
contato com substâncias químicas e biológicas prejudiciais à saúde pública. De acordo com um estudo 
realizado por Ferreira e colaboradores em 2020, as pessoas que habitam regiões próximas a locais de 
descarte de resíduos sólidos apresentam uma maior incidência de condições como problemas respiratórios, 
alergias e distúrbios gastrointestinais.  
O estigma social se manifestando na presença de indivíduos que sobrevivem da reciclagem em 
lixões evidencia a exclusão social desses trabalhadores e a ausência de sua inserção em programas formais 
de coleta seletiva.  
Desvalorização de Imóveis: A presença próxima de aterros sanitários diminui o valor das 
propriedades devido ao odor desagradável, aspectos visuais indesejáveis e potenciai riscos ambientais.  
A implementação de locais para deposição de resíduos sólidos é priorizada pela Política Nacional 
de Resíduos Sólidos (PNRS). Essas áreas contam com medidas de proteção do solo e controle de poluição 
da água subterrânea e captam os gases emitidos pela decomposição dos resíduos orgânicos para reduzir os 
impactos ambientais negativos associados ao descarte inadequado de resíduos sólidos urbanos e industriais.  
Programas de Recolha Seletiva de Resíduos Recicláveis e Reciclados: Amargosa pode encontrar 
inspiração em cidades como Curitiba que conseguiram implementar com êxito programas integrados de

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͐͑͘   
 
recolha seletiva para aumentar as taxas de recolha seletiva de resíduos recicláveis e reduzir a quantidade de 
resíduos enviados para aterros sanitários.  
Educação para o Meio Ambiente: Iniciativas de sensibilização desempenham um papel crucial em 
envolver as pessoas na correta disposição de resíduos e na separação de materiais recicláveis A inclusão da 
educação ambiental nas escolas locais também pode incentivar transformações comportamentais 
duradouras.  
Estabelecimento de Centros de Triagem e Compostagem: Os centros de triagem têm o potencial de 
aumentar a recuperação de materiais recicláveis e a compostagem pode ser usada para processar resíduos 
orgânicos em adubo naturalmente fertilizante para o solo localmente.  
As políticas integradas do município são essenciais para cumprir as orientações da PNRS, exigindo 
a criação de um plano de gestão de resíduos sólidos local com urgência, o qual precisa envolver parcerias 
com consórcios entre municípios para dividir despesas e recursos de infraestrutura de forma colaborativa.  
Em Amargosa é viável fazer com que o sistema de gestão de resíduos se torne mais sustentável 
através de um planeamento estratégico adequado e investimentos bem direcionados que envolvam 
colaboração entre o governo local e as empresas e organizações da sociedade civil. 
 
Quadro 15:Informações sobre o vazadouro a céu aberto de Amargosa

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͐͒͏   
 
Figura 14: Aspecto do Vazadouro do Município de Amargosa 
 
Fonte: Consórcio RK/Engeconsult 
 
De acordo com o relatório elaborado pelo Consórcio RK Engenharia e Consultoria Ltda. / 
ENGECONSULT Consultores Técnicos Ltda. , foi constatado que o vazadouro a céu aberto de Amargosa 
não se encontra dentro do raio de 20 km da Área de Segurança Aeroportuária (ASA) dos aeroportos da 
região. Para avaliar a qualidade da unidade de manejo de resíduos sólidos, foram utilizados mapas 
geológicos e pedológicos da área, além de tabelas de fatores ambientais e aptidão de acordo com os critérios 
locacionais previstos na NBR 13.896(ABNT,1997), com o suporte de imagens do Google Earth. A análise 
foi conduzida conforme a metodologia descrita por Melo (2020). 
O Índice de Qualidade Ambiental (IQA) calculado para o vazadouro, com base na metodologia 
aplicada a municípios com populações inferiores a 100.000 habitantes, obteve um valor de 2,71, 
significativamente abaixo do limite de 8,00. Esse resultado classifica o vazadouro a céu aberto de Amargosa 
como uma unidade de condições inadequadas para a gestão de resíduos sólidos.

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͐͒͐   
 
͕.͐.͕ Associações de RecicladoŘes ċoŘıais e iĲċoŘıais 
 
De acordo com as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), conforme 
estabelecido pela Lei Federal nº 12 305 2010, os resíduos sólidos e recicláveis são considerados como 
ativos econômicos e de valor social importantes que têm o potencial de criar empregos e rendimentos e 
promover ativamente o exercício da cidadania por parte dos indivíduos envolvidos nesse processo. A 
participação dos trabalhadores que coletam materiais recicláveis é crucial dentro desse contexto específico; 
portanto, é encorajada sua formação em grupos cooperativos ou associações visando à realização do 
trabalho em centros especializados para separação de materiais recicláveis longe dos locais impróprios 
como os lixões ao ar livre.  
Apesar dos progressos legais e das oportunidades proporcionadas pela formalização do trabalho de 
coleta de materiais recicláveis em algumas localidades urbanas encontramos ainda muitos catadores que 
seguem atuando de forma autônoma nas ruas da cidade para recolher essas matérias-primas. Essas situações 
informais não estão ligadas apenas à escassez de recursos como centros de triagem adequados, mas também 
a questões sociais e econômicas que dificultam a integração desses trabalhadores em estruturas mais 
organizadas e regulamentadas.  
No município de Amargosa há relatos de indivíduos que coletam materiais recicláveis de forma 
informal. Porém não há números exatos ou registros feitos pela prefeitura que determinem quantas pessoas 
estão envolvidas nessa atividade ou em que condições trabalham. Isso apresenta um desafio adicional para 
melhorar a gestão de resíduos considerando a inclusão social e reconhecimento dessas pessoas que 
trabalham nessa área.  
Em Amargosa existem iniciativas como a Associação de Recicladores locais que têm um potencial 
a ser explorado para aprimorar a gestão de resíduos e promover a inclusão social na região. Mesmo 
prevalecendo atualmente o trabalho informal entre os catadores de materiais recicláveis na cidade, poder-
se-ia considerar que estabelecer e fortalecer uma associação oficial não apenas melhoraria as condições de 
trabalho desses profissionais como também estimularia a prática da reciclagem no local, resultando em 
benefícios econômicos e ambientais mais sustentáveis para toda a comunidade.  
Organizar e fortalecer os coletores através da associação existente abriria portas para benefícios 
como isenções tributárias e oportunidades de treinamento; ao mesmo tempo em que promoveria melhorias 
nas condições de trabalho e aumento da renda para eles. Essa medida é crucial para Amargosa seguir as 
orientações da PNRS de forma efetiva e para fortalecer sua administração de resíduos sólidos.

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͐͒͑   
 
͕.͐.͖ TaŘiċas e Receitas 
A lei municipal de Amargosa nº 31 de 2017 estabelece as diretrizes para cobrança dos serviços 
ligados à coleta e destinação de resíduos sólidos domiciliares por meio da Taxação de Coleta e Destinação 
desses Resíduos (TCR). Essas normas fazem parte do conjunto tributário da cidade e determinam como os 
municípios devem gerenciar os resíduos sólidos em conformidade com as diretrizes da Política Nacional 
de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010). 
O motivo de cobrança do TRSD está relacionado ao uso eficaz ou potencial dos serviços de coleta 
domiciliar de resíduos sólidos destinados à remessa para tratamento ou eliminação adequada desses 
resíduos urbanos comuns à população em geral nas áreas atendidas pelo serviço público competente 
obrigatório.  
A taxa é estabelecida considerando os custos operacionais dos serviços e é distribuída de forma 
proporcional entre os contribuintes com base em variáveis como o tamanho da construção do imóvel e sua 
localização e finalidade (residencial ou comercial), levando-se em conta também se é uma área industrial 
ou pública.  
Resíduos que não são considerados domiciliares ou equiparados não estão sujeitos à Taxa de 
Resíduos Sólidos Domiciliares (TRSD). 
• Resíduos perigosos. 
• Resíduos industriais. 
• Resíduos da construção civil. 
• Outros resíduos não contemplados no regime de coleta regular.  
A finalidade dos recursos obtidos por meio do TRSD é direcioná-los unicamente para financiar os 
serviços de gestão de resíduos sólidos domiciliares - envolvendo coleta, transportes e descarte final - com 
o objetivo de assegurar que o sistema tenha uma base financeira sustentável e proporcione melhorias 
constantes nos serviços oferecidos.  
Apesar das regras estabelecidas pela legislação vigente em Amargosa para a cobrança do TRSD 
(Tarifa Residual Simplificada Domiciliar), garantir uma gestão competente e transparente se tornará 
essencial para demonstrar à comunidade a aplicação dos recursos na otimização da coleta e tratamento 
adequado dos resíduos sólidos urbanos. Ademais, garantir que a tarifa seja equitativa e acessível é crucial 
considerando as condições socioeconômicas dos envolvidos.  
Essa política é essencial para garantir que o município siga as normas nacionais sobre gestão de 
resíduos sólidos é esta política que visa promover tanto sustentabilidade ambiental como eficiência 
econômica.

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͐͒͒   
 
Os instrumentos econômicos abordados para a gestão de resíduos sólidos, ainda pouco utilizados no 
Brasil, desempenham três funções principais: garantir recursos financeiros para os serviços de manejo, 
direcionar o comportamento de gestores públicos, cidadãos e empresas para atender às metas ambientais, e 
incorporar os custos ambientais gerados pela quantidade de resíduos descartados. 
A Lei nº 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para os serviços de saneamento básico, 
determina em seu Capítulo VI, Artigo 29, que a gestão de resíduos sólidos urbanos deve contar com 
"impostos ou tarifas e outros preços públicos, em conformidade com o regime de prestação do serviço ou 
de suas atividades”. Essa previsão legal visa garantir um modelo suste ntável para o financiamento e 
funcionamento desses serviços. 
A aplicação de instrumentos econômicos para a gestão de resíduos sólidos no Brasil permanece 
insuficiente. Conforme o Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos de 2020, publicado pelo 
Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), apenas 47% dos municípios brasileiros 
realizam algum tipo de cobrança por esses serviços. Além disso, o valor arrecadado cobre apenas 54,3% 
dos custos totais do manejo de resíduos sólidos 
Essa lacuna financeira compromete a sustentabilidade e a eficiência dos serviços de coleta, 
transporte e destinação final dos resíduos. Essa realidade evidencia a necessidade de uma maior 
implementação de políticas econômicas que garantam tanto a sustentabilidade financeira quanto a eficiência 
operacional na gestão de resíduos sólidos. 
 
Tabela 23: Amostras de pesagens de RDO 
Data Placa Rota SETOR Pesagem (kg) 
18/11/2024 RBT2J23 1 B 9600 
19/11/2024 RBT2J23 1 A 9760 
19/11/2024 RBV3C63 2 D 9850 
20/11/2024 RBT2J23 Centro G 6310 
20/11/2024 RBV3C63 1 B 5240 
21/11/2024 RBV3C63 2 D 7660 
22/11/2024 RBV3C63 3 E 5570 
25/11/2024 RBV3C63 2 C 9690 
26/11/2027 RBT2J23 2 C 9600 
27/11/2024 RBV3C63 3 F 3790 
27/11/2024 RBT2J23 1 B 6930 
Fonte: A&amp;S

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͓͐͒   
 
Gráficos 10:Amostras de pesagem dos setores de coleta de RDO 
 
Fonte: Autor (2024) 
 
͕.͒ RESÍDUOS DE LIMPEZA URBANA 
 
A Secretaria Municipal de Obras e Planejamento (SEMOP) é responsável pela gestão das atividades 
de limpeza urbana, infraestrutura e serviços públicos em Amargosa. A secretaria desempenha um papel 
crucial na execução, fiscalização e melhoria contínua desses serviços, que abrange varrição, capina, roçada, 
poda de pequena porta e limpeza de redes de drenagem, incluindo bocas de lobo e canais. Esses serviços 
são indispensáveis para a manutenção da limpeza e organização de praças, bosques e logradouros públicos, 
importantes espaços de convivência e lazer para os moradores. 
Na área urbana, a limpeza é realizada manualmente e com equipamentos específicos, realizados 
diariamente devido à alta demanda de limpeza nesses locais. A SEMOP também iniciou uma parceria com 
a Associação da Jaqueira, com o objetivo de implementar a compostagem de resíduos verdes, como os 
gerados por atividades de capina, roçada e poda. Embora o destino desses resíduos ainda esteja em fase 
inicial, a meta é alcançar 100% de aproveitamento com o parceiro. 
Apesar dos avanços, a gestão de resíduos verdes carece de melhorias, como o aumento da 
compostagem e da reciclagem. Estratégias de conscientização são fáceis para reduzir o descarte irregular 
em locais públicos e ampliar o reaproveitamento de materiais orgânicos ambientais.

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͔͐͒   
 
Dados Operacionais e Produção de Resíduos 
Os resíduos de limpeza pública em Amargosa incluem materiais oriundos de varrição, capina, 
podas, limpeza de abrigos de transporte coletivo, remoção de terra e areia, e desobstrução de bueiros e 
bocas de lobo. Essas atividades também abrangem ações corretivas em pontos críticos de descarte irregular, 
onde frequentemente são encontrados resíduos de construção civil, volumosos e domiciliares conectados. 
De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), os resíduos das 
atividades de limpeza pública representam, em média, 15% da geração total de resíduos domiciliares. O 
Manual de Saneamento da FUNASA indica que a produção de resíduos por variação varia entre 0,85 e 1,26 
m³ por Km varrido diariamente. Dados do SNIS de 2020 mostram que a extensão média de ruas varridas 
nos municípios brasileiros é de 0,27 km por habitante. 
Com base na população urbana de 37.000 habitantes em Amargosa (IBGE, 2020) e nos dados 
operacionais da SEMOP (GTR2002), a extensão anual de sarjetas varridas é de 12.168 km, o que equivale 
a aproximadamente 1.014 km de ruas varridas mensalmente. Isso resulta na geração de cerca de 60 
toneladas de resíduos por mês, reforçando a necessidade de práticas de manejo adequadas. 
Atividades de Varrição 
Extensão de sarjetas varridas (GTR2002): Anualmente, 12.168 km de sarjetas são limpas em 
Amargosa. 
Área de varrição de superfícies (GTR2003): São limpas aproximadamente 15 m²/ano de superfícies 
públicas, com remoção manual. 
Recentemente Amargosa passou a adotar a capina elétrica, entretanto, a empresa ainda não possui 
os dados necessários para a consideração nesse plano.  A capina elétrica é, portanto, uma solução moderna 
e sustentável, que atende aos critérios ambientais e legais, além de oferecer uma base científica sólida para 
o controle de ervas orgânicas. É uma excelente alternativa, especialmente em locais onde o manejo físico 
ou mecânico apresenta limitações. 
Imagem 5: Máquina realizando a Capina Elétrica 
 
 
 
 
 
 
 
                                                            Fonte: PMA

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͕͐͒   
 
Perspectivas e Necessidades 
Esses dados refletem o comprometimento do município com a limpeza urbana, mas evidenciam a 
necessidade de estratégias mais sustentáveis para o manejo de resíduos. A compostagem de resíduos verdes, 
provenientes de capinas e podas, pode reduzir significativamente o volume destinado aos aterros. Além 
disso, a formalização de programas de reciclagem e coleta seletiva ajudaria a minimizar os impactos 
ambientais e aumentar a eficiência na gestão de resíduos. 
O fortalecimento da infraestrutura e da conscientização ambiental, aliado aos investimentos em 
equipamentos e tecnologia, é essencial para que Amargosa alcance padrões mais elevados de 
sustentabilidade na gestão de seus resíduos. Com esses esforços, o município pode melhorar a qualidade de 
vida de seus habitantes e promover o uso responsável de seus espaços públicos. 
͕.͓ RESÍDUOS VOLUMOSOS 
Os resíduos sólidos volumosos (RSV) consistem em materiais de grande porte que não são coletados 
pela coleta regular de resíduos, como móveis descartados (mesas, sofás, cadeiras), eletrodomésticos 
inutilizados (geladeiras, fogões), grandes embalagens, peças de madeira e resíduos de podas. Apesar de 
serem, em geral, classificados como de baixa periculosidade, o impacto ambiental desses resíduos se dá 
principalmente pelo volume significativo que ocupam nos aterros sanitários (ITO &amp; COLOMBO, 2019). 
No município, a Secretaria de Obras disponibiliza à população um serviço de coleta porta a porta 
de RSV sem cobrança de taxas a depender da quantidade gerada. Esse serviço abrange todos os bairros, 
mas, não segue um cronograma fixo devido à variação na quantidade de resíduos despejados pelos 
moradores. Para organizar a coleta, a prefeitura solicita ser comunicada antecipadamente para que o 
agendamento ocorra e os locais a possam ser atendidos, permitindo que a população disponibilize seus 
resíduos volumosos nos dias programados. 
Além da coleta porta a porta, existe também uma modalidade de coleta por demanda, na qual os 
munícipes podem solicitar diretamente o serviço à Secretaria de Obras. Essa modalidade é frequentemente 
utilizada para atender solicitações feitas por meio da ouvidoria municipal. 
Desafios Observados 
Apesar da oferta desses serviços, foram constatados pontos de descarte irregular em terrenos baldios 
durante visitas ao município. Foi relatado que alguns moradores depositavam resíduos volumosos em 
passeios ou vias públicas sem notificar previamente a Secretaria.  
O descarte inadequado de RSV tem implicações significativas, como a obstrução do trânsito de 
pedestres e veículos, além de favorecer a regularidade de vetores de doenças, como insetos, roedores e 
outros animais peçonhentos (BRASIL, 2010).

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͖͐͒   
 
    
Imagem 6: Descarte irregular de lixo 
 
Recursos e Destino 
Para realizar a coleta de resíduos volumosos, a empresa terceirizada A&amp;S utiliza de 3 veículos, 
conforme apresentado na tabela abaixo: 
Tabela 24: Frota de Caminhões Operando no Município na Limpeza Urbana 
Frota Modelo Ano/Modelo Capacidade (tonificadas) 
A&amp;S Ford Cargo 2422 2011/2012 16,12 
A&amp;S Ford Cargo 2422 2011/2012 16,12 
A&amp;S Ford Carga 2014/2014 5,08 
Fonte: A&amp;S (2024) 
Os resíduos coletados são enviados para uma área de destino do aterro de Amargosa. 
Considerações finais 
A Gestão de Resíduos Sólidos Volumosos (RSV) no município demonstra ausências no 
planejamento e na cobertura e estrutura operacional, persistem desafios relacionados à ausência de dados 
e à baixa conscientização da população. A falta de dados por parte da terceirizada limita o monitoramento 
e a eficácia do sistema, enquanto o descarte inadequado continua a gerar impactos ambientais e urbanos. 
 
Recomenda-se:

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1. estabelecer cláusulas contratuais mais rigorosas com a terceirizada para garantir a entrega 
periódica de relatórios detalhados sobre as atividades. 
2. Implementar campanhas educativas contínuas para informar a população sobre o correto 
descarte de volume, destacando os benefícios para a cidade e o meio ambiente. 
3. Promover soluções sustentáveis, como o reaproveitamento e reciclagem de resíduos volumosos, 
o que pode reduzir os impactos negativos e contribuir para uma economia circular. 
Com essas ações, será possível alcançar uma gestão de RSV mais transparente, eficiente e 
ambientalmente sustentável, além de fortalecer a relação entre poder público e sociedade na busca por uma 
cidade mais limpa e organizada. 
A gestão do RSV no município mostra-se eficiente em termos de cobertura e estrutura operacional, 
mas enfrenta desafios relacionados à conscientização da população e ao combate ao descarte irregular. É 
necessário maior divulgação sobre os serviços oferecidos e campanhas educativas poderia ampliar o alcance 
e a eficácia das iniciativas, reduzindo os impactos ambientais e urbanos causados pelo descarte inadequado. 
A implementação de medidas de reaproveitamento e reciclagem desses resíduos também pode contribuir 
para uma gestão mais sustentável no longo prazo. 
O mapa 05 mostra o acompanhamento de fevereiro de 2024 até setembro de 2024 dos pontos 
identificados de descarte de RSV.

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Mapas 5: Identificação de descarte de RSV

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͕.͔ RESÍDUOS SUJEITOS À ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIMENTO DE RESÍDUOS 
SÓLIDOS 
͕.͔.͐ EstabeleciıeĲtos CoıeŘciais e PŘestadoŘes de SeŘviços 
Ó arte. 13 da Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos 
(PNRS), estabelece a classificação dos resíduos sólidos de acordo com sua origem, nos seguintes termos: 
Arte. 13. Para os efeitos desta Lei, os resíduos sólidos têm a seguinte classificação: I - Quanto à 
origem: d) resíduos de estabelecimentos comerciais e de discussão de serviços: aqueles gerados nessas 
atividades, excetuando-se os especificados nas disposições “b”, “ e”, “g”, “h” e “j”; Parágrafo único: 
Respeitado o disposto no art. 20, os resíduos indicados na alínea “d” do i nciso I do caput, quando 
caracterizados como não perigosos , podem ser equiparados, em razão de sua natureza, composição ou 
volume, aos resíduos domiciliares pelo poder público municipal (BRASIL, 2010). 
Entretanto, no caso específico do município de Amargosa , a legislação municipal, embora preveja 
a cobrança de taxas para serviços de resíduos sólidos, não define critérios e limites objetivos para a 
equiparação de resíduos de resíduos comerciais aos resíduos domiciliares. Essa ausência normativa 
compromete a gestão eficiente, dificultando a identificação de quais estabelecimentos comerciais devem 
elaborar e implementar Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), conforme determina o art. 
20 da Lei Federal nº 12.305/2010, além de fragilizar a responsabilização pela destinação adequada desses 
resíduos. 
A ausência de dados precisos sobre a geração, tipologia e volume de especificações comerciais no 
município agrava ainda mais essa situação, limitando o planejamento e a capacidade de fiscalização do 
poder público. É essencial que o município promova um levantamento detalhado desses dados, 
contemplando o perfil dos geradores, os volumes gerados e as características específicas desses resíduos. 
Esse levantamento permitirá a formulação de critérios técnicos para regulamentação local, garantindo que 
o sistema de gestão de resíduos seja justo, eficiente e sustentável. 
A implementação de uma legislação complementar, aliada à coleta e análise desses dados, é 
fundamental para alinhar Amargosa aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos, fortalecendo 
o planejamento municipal, promovendo a inclusão social de cooperativas de recicladores e otimizando o 
uso de recursos públicos. 
Essa ausência normativa gera desafios importantes na gestão de resíduos sólidos, pois dificulta: 
1. A identificação de geradores obrigados a elaborar PGRS: Sem critérios claros, não é possível 
determinar com precisão quais estabelecimentos comerciais devem apresentar e implementar Planos 
de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), deixando lacunas na gestão sustentável de resíduos.

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2. A responsabilização pelo gerenciamento e destinação final adequada: A falta de regulamentação 
específica exige a atribuição de responsabilidades aos geradores comerciais e limita a fiscalização 
quanto ao cumprimento das normas ambientais, como preconiza o art. 20 da Lei Federal nº 
12.305/2010. 
Essa lacuna normativa também pode prejudicar o planejamento operacional do sistema de coleta, 
transporte e destinação dos resíduos no município, além de gerar desigualdade no tratamento tarifário, já 
que os estabelecimentos comerciais podem ter volumes e características de resíduos diferentes, não 
necessariamente equiparáveis aos resíduos domiciliares. 
Recomenda-se que o município desenvolva uma regulamentação específica, que: 
• Defina limites quantitativos e qualitativos para a equiparação de resíduos comerciais em  
domicílio, considerando, por exemplo, o volume máximo de resíduos gerados por dia. 
• Detalhar as responsabilidades dos geradores comerciais, especialmente no que diz respeito à 
implementação do PGRS e à cobertura dos custos operacionais associados à coleta e provisão final. 
• Estabelecer mecanismos de fiscalização e monitoramento, promovendo maior eficiência na 
gestão de resíduos e alinhamento com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
A regulamentação desses aspectos contribuiria para uma gestão mais eficiente, sustentável e justa 
dos resíduos sólidos no município de Amargosa. 
Tarifação dos Serviços 
Com a aprovação do novo regulamento da PNRS, por meio do Decreto Federal nº 10.396/2022, os 
municípios que ainda não possuem normas específicas relacionadas à equiparação mencionadas no 
parágrafo único do art. 13 da Lei nº 12.305/2010 devem adotar um limite de referência de litros de resíduos 
por empreendimento por dia para responsabilização de geradores. 
Na Bahia, a gestão de resíduos sólidos é orientada pela Lei Estadual nº 12.932/2014, que institui a 
Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS), homologada à Política Nacional de Resíduos Sólidos 
(PNRS) . Embora a legislação estadual forneça diretrizes gerais para a gestão integrada de resíduos, não 
especifica critérios ou limites quantitativos para a equiparação de resíduos comerciais para domicílios, 
deixando essa regulamentação a carga dos municípios. Nesse contexto, a Amargosa  deve proceder de 
forma estratégica e alinhada às diretrizes do Decreto Federal nº 10.936/2022, promovendo as seguintes 
ações: 
1. Elaboração de uma regulamentação municipal específica: Criar uma norma que defina critérios 
claros para a equiparação de resíduos comerciais aos domicílios, incluindo o volume máximo diário

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(como o limite sugerido de 200 litros por empreendimento por dia) e as características desses 
resíduos. 
2. Levantamento de dados sobre os geradores de resíduos comerciais no município: Realizar um 
diagnóstico detalhado para identificar os principais geradores, volumes produzidos e tipologias de 
resíduos, de forma a subsidiar a regulamentação e a tomada de decisão. 
3. Estabelecimento de tarifas proporcionais e justas: Implementar um sistema de cobrança que leve 
em conta o volume e a natureza dos resíduos gerados, garantindo a 
4. Fiscalização e monitoramento: Instituir mecanismos de fiscalização para verificar o cumprimento 
das normas e a responsabilidade dos geradores na gestão e destinação final adequada dos resíduos. 
5. Campanhas de conscientização e educação ambiental: Promover ações externas para a sociedade 
e os geradores, destacando a importância da correta segregação e destinação de resíduos. 
Ao adotar essas medidas, a Amargosa estará em conformidade com as diretrizes federais e estaduais, 
promovendo uma gestão de resíduos sólidos mais eficiente, sustentável e alinhada às necessidades locais. 
6.5.2 Serviços de Saúde – RSS 
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) em Amargosa 
Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) representam uma parcela significativa dos resíduos sólidos 
urbanos no município de Amargosa, não tanto pelo volume gerado, mas pelo potencial de risco à saúde 
pública e ao meio ambiente quando descartados de forma inconveniente. Estes resíduos são gerados em 
unidades de saúde públicas e privadas, além de outras atividades relacionadas, como clínicas e laboratórios. 
A Resolução RDC Ĳº ͑͑͑/͑͏͐͗ da ANVISA classifica os RSS eı ciĲco ČŘupos pŘiĲcipais, coı base Ĳas 
suas caŘacteŘísticas e Řiscos poteĲciaisϡ 
• GŘupo Aϡ Resíduos coı pŘeseĲça de aČeĲtes biolóČicos, poteĲcialıeĲte iĲċectaĲtes ϼeƄ.ϡ ıateŘiais 
coĲtaıiĲados coı saĲČueϽ. 
• GŘupo Bϡ Resíduos ŗuíıicos, coıo ıedicaıeĲtos veĲcidos e ıateŘiais coı ıetais pesados. 
• GŘupo Cϡ Resíduos Řadioativos ČeŘados eı seŘviços coıo ıediciĲa ĲucleaŘ. 
• GŘupo Dϡ Resíduos coıuĲs seı Řisco biolóČico, ŗuíıico ou ŘadiolóČico ϼeƄ.ϡ Řesíduos 
adıiĲistŘativos e sobŘas de aliıeĲtosϽ. 
• GŘupo Eϡ MateŘiais peŘċuŘocoŘtaĲtes, coıo aČulhas, bistuŘis e aıpolas. 
Além disso, a Resolução CONAMA nº 358/2005 exige que todos os estabelecimentos geradores de 
RSS elaborem e implantem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
detalhando o manejo adequado desde a geração até a destinação final. 
Gestão de RSS em Amargosa 
Estabelecimentos geradores

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Eı AıaŘČosa, os pŘiĲcipais ČeŘadoŘes de RSS iĲclueıϡ 
• Hospitais 
• UĲidades Básicas de Saúde ϼUBSϽ 
• ClíĲicas odoĲtolóČicas e ıédicas 
• FaŘıácias 
• LaboŘatóŘios de aĲálises clíĲicas 
• CoĲsultóŘios veteŘiĲáŘios 
Apesar da existência de múltiplos geradores, dados detalhados sobre a quantidade e tipologia de 
RSS produzidos ainda são escassos. Essa lacuna dificulta o planejamento e a fiscalização da gestão desses 
resíduos no município. 
Coleta e transporte 
A coleta de RSS é realizada por empresas terceirizadas, contratadas pela administração municipal 
ou pelos próprios estabelecimentos privados. Contudo, os dados quantitativos (como volumes coletados, 
frequência de coleta e destinação final) não são sistematicamente registrados ou divulgados. A Informação 
repassada pela secretaria de saúde Municipal foi, que a cada 15 dias a empresa responsável passa nos 
hospitais e unidades de saúde e faz a coleta. 
AŘıazeĲaıeĲto e tŘataıeĲto 
O aŘıazeĲaıeĲto teıpoŘáŘio de RSS eı AıaŘČosa ıuitas vezes apŘeseĲta ċalhas, coıoϡ 
• AusêĲcia de ideĲtificação adeŗuada Ĳas áŘeas de aŘıazeĲaıeĲto. 
• Uso de abŘiČos eƄteŘĲos eı coĲdições adveŘsas. 
• Falta de tŘeiĲaıeĲto ŘeČulaŘ paŘa os pŘofissioĲais eĲvolvidos Ĳo ıaĲejo dos RSS. 
O tratamento dos resíduos dos grupos A e geralmente é feito por meio de autoclavagem ou 
incineração, enquanto os resíduos do grupo B são lançados para empresas especializadas em tratamento 
químico. 
Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) em Amargosa 
Os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) representam uma parcela significativa dos resíduos sólidos 
urbanos no município de Amargosa, não tanto pelo volume gerado, mas pelo potencial de risco à saúde 
pública e ao meio ambiente quando descartados de forma inconveniente. Estes resíduos são gerados em 
unidades de saúde públicas e privadas, além de outras atividades relacionadas, como clínicas e laboratórios. 
A Resolução RDC Ĳº ͑͑͑/͑͏͐͗ da ANVISA classifica os RSS eı ciĲco ČŘupos pŘiĲcipais, coı base Ĳas 
suas caŘacteŘísticas e Řiscos poteĲciaisϡ 
• GŘupo Aϡ Resíduos coı pŘeseĲça de aČeĲtes biolóČicos, poteĲcialıeĲte iĲċectaĲtes ϼeƄ.ϡ ıateŘiais 
coĲtaıiĲados coı saĲČueϽ.

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• GŘupo Bϡ Resíduos ŗuíıicos, coıo ıedicaıeĲtos veĲcidos e ıateŘiais coı ıetais pesados. 
• GŘupo Cϡ Resíduos Řadioativos ČeŘados eı seŘviços coıo ıediciĲa ĲucleaŘ. 
• GŘupo Dϡ Resíduos coıuĲs seı Řisco biolóČico, ŗuíıico ou ŘadiolóČico ϼeƄ.ϡ Řesíduos 
adıiĲistŘativos e sobŘas de aliıeĲtosϽ. 
• GŘupo Eϡ MateŘiais peŘċuŘocoŘtaĲtes, coıo aČulhas, bistuŘis e aıpolas. 
Além disso, a Resolução CONAMA nº 358/2005 exige que todos os estabelecimentos geradores de 
RSS elaborem e implantem um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), 
detalhando o manejo adequado desde a geração até a destinação final. 
Gestão de RSS em Amargosa 
Estabelecimentos geradores 
Eı AıaŘČosa, os pŘiĲcipais ČeŘadoŘes de RSS iĲclueıϡ 
• Hospital MuĲicipal 
• UĲidades Básicas de Saúde ϼUBSϽ 
• ClíĲicas odoĲtolóČicas e ıédicas 
• FaŘıácias 
• LaboŘatóŘios de aĲálises clíĲicas 
• CoĲsultóŘios veteŘiĲáŘios 
Apesar da existência de múltiplos geradores, dados detalhados sobre a quantidade e tipologia de 
RSS produzidos ainda são escassos. Essa lacuna dificulta o planejamento e a fiscalização da gestão desses 
resíduos no município. 
Coleta e transporte 
A coleta de RSS é realizada por empresas terceirizadas, contratadas pela administração municipal 
ou pelos próprios estabelecimentos privados. Contudo, os dados quantitativos (como volumes coletados, 
frequência de coleta e destinação final) não são sistematicamente registrados ou divulgados. 
Armazenamento e tratamento 
O aŘıazeĲaıeĲto teıpoŘáŘio de RSS eı AıaŘČosa ıuitas vezes apŘeseĲta ċalhas, coıoϡ 
• AusêĲcia de ideĲtificação adeŗuada Ĳas áŘeas de aŘıazeĲaıeĲto. 
• Uso de abŘiČos eƄteŘĲos eı coĲdições adveŘsas. 
• Falta de tŘeiĲaıeĲto ŘeČulaŘ paŘa os pŘofissioĲais eĲvolvidos Ĳo ıaĲejo dos RSS. 
O tratamento dos resíduos dos grupos A e E geralmente é feito por meio de autoclavagem ou 
incineração, enquanto os resíduos do grupo B são lançados para empresas especializadas em tratamento 
químico.

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Levantamento de dados e regulamentação 
Assim como em muitos municípios, Amargosa enfrentou desafios na gestão do RSS devido à 
ausência de um levantamento detalhado sobre: 
• QuaĲtidades ČeŘadas poŘ tipo de eliıiĲação. 
• FŘeŗuêĲcia e eficiêĲcia das coletas. 
• CoĲdições de aŘıazeĲaıeĲto e tŘataıeĲto. 
É fundamental que o município realize um levantamento atualizado e crie uma base de dados 
confiável sobre os RSS, integrando informações de unidades públicas e privadas. Essa medida permitirá: 
1. Planejamento eficiente:  Adequar a frequência de coleta e dimensionar a necessidade de 
infraestrutura. 
2. Fiscalização efetiva:  Garantir que todos os geradores estejam cumprindo as normas da RDC 
ANVISA nº 222/2018 e da Resolução CONAMA nº 358/2005. 
3. Definição de políticas públicas:  Subsidiar a criação de regulamentações locais que promovam a 
gestão sustentável e segura dos RSS. 
Proposta de ações para Amargosa 
1. Criação de um sistema de registro: Implantar um sistema informatizado para monitorar a geração, 
coleta e destino de RSS no município. 
2. Treinamento contínuo:  Promover capacitações regulares para os profissionais que atuam no 
manejo de RSS. 
3. Melhorias estruturais:  Garantir que todas as unidades de saúde tenham abrigos de tecidos 
adequados e em conformidade com os critérios da RDC ANVISA nº 222/2018. 
4. Parcerias públicas e privadas:  Fortalecer a colaboração com empresas especializadas em 
tratamento de RSS para ampliar a eficiência do sistema. 
5. Conscientização pública:  Desenvolver campanhas educativas para promover a segregação e o 
descarte adequado de RSS, especialmente em unidades de saúde. 
Com essas medidas, a Amargosa poderá alinhar-se às melhores práticas na gestão de resíduos de 
serviços de saúde, garantindo maior proteção à saúde pública e ao meio ambiente. 
͕.͔.͒ CoĲstŘução Civil – RCC 
Os Resíduos da Construção Civil (RCC) englobam materiais gerados em atividades de construção, 
reformas, demolições e escavações. Esses resíduos incluem itens como tijolos, concreto, solo, madeira, 
metais, vidros, plásticos, tubulações, tintas, entre outros. Popularmente conhecidos como entulho ou 
metralha, esses materiais, se descartados de forma envolvente, podem causar impactos ambientais e urbanos 
significativos. 
No Brasil, a gestão dos RCC é regulamentada principalmente pela Resolução CONAMA nº 
307/2002, alterada pelas Resoluções CONAMA nº 431/2011 e CONAMA nº 448/2012. Essas normas

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definem os tipos de resíduos, responsabilidades dos geradores, transportadores e receptores, além de 
diretrizes para destinação adequada. 
Os RCC são classificados eıϡ 
• Classe A: Resíduos recicláveis ou reutilizáveis como agregados, incluindo resíduos de obras de 
infraestrutura, demolições e componentes cerâmicos. 
• Classe B: Resíduos recicláveis para outros fins, como plásticos, papéis, metais, vidros e madeiras. 
• Classe C: Resíduos para os quais ainda não existem tecnologias viáveis de reciclagem. 
• Classe D: Resíduos perigosos, como tintas, solventes e materiais contaminados. 
 
Situação atual em Amargosa 
No município de Amargosa, ainda não há um Plano Municipal de Gestão de Resíduos da Construção 
Civil, conforme previsto pela Resolução CONAMA nº 307/2002. Embora existam legislações que abordem 
aspectos gerais de gestão de resíduos sólidos, faltam dispositivos específicos que regulamentem o 
gerenciamento do RCC, especialmente no que diz respeito às responsabilidades dos geradores e à 
fiscalização do descarte correto. 
AtualıeĲteϡ 
• Os Řesíduos de obŘas públicas são destiĲados paŘa o LiƄão, ıas caŘeceı de liceĲciaıeĲto 
aıbieĲtal e de coĲtŘole adeŗuado. 
• O RCC de obŘas pŘivadas é ċŘeŗueĲteıeĲte coletado poŘ eıpŘesas teŘceiŘizadas ou, eı casos 
iŘŘeČulaŘes, descaŘtado eı teŘŘeĲos baldios ou áŘeas públicas, ČeŘaĲdo poluição visual e Řiscos à 
saúde pública. 
A ausência de regulamentação local dificulta a gestão eficiente e o monitoramento desses resíduos, 
contribuindo para a gestão ambiental e problemas como entupimento de sistemas de distribuição e 
supervisão de vetores. 
Necessidade de regulamentação 
O Poder Público Municipal de Amargosa deve elaborar um Plano Municipal de Gestão de Resíduos 
da Construção Civil, conforme estabelecido na Resolução CONAMA nº 307/2002. Esse plano deve: 
1. Definir responsabilidades:  estabelecer critérios claros para os geradores, transportadores e 
receptores, diferenciando pequenos e grandes geradores. 
2. identificar áreas licenciadas: Criar um cadastro de locais públicos e privados aptos a receber, triar 
e armazenar RCC, promovendo a destinação correta. 
3. Promover reciclagem: Incentivar a reutilização e reciclagem de materiais, reintegrando-os ao ciclo 
produtivo. 
4. Estabelecer mecanismos de fiscalização: Garantir que os resíduos sejam descartados e tratados de 
forma ambientalmente adequada.

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5. Criar ações educativas: Conscientizar a população e os geradores sobre os impactos negativos do 
descarte irregular e os benefícios da gestão adequada. 
 
Estimativa de geração de RCC 
Com base em metodologias como a de Pinto (1999), que estima uma geração média de 150 kg de 
RCC por metro quadrado construído, e a média nacional de 520 kg per capita anual (Guia para Elaboração 
de Planos de Gestão de Resíduos Sólidos, Brasil, 2011), é possível projetar os volumes gerados em 
Amargosa, considerando o número de alvarás emitidos e a população local. Esses dados são essenciais para 
dimensionar a necessidade de infraestrutura e implementar políticas efetivas. 
Dados da empresa terceirizada fornecidos retratam a quantidade de 40 toneladas por semana de 
resíduos de construção civil, são aproximadamente 35 caçambas por semana, carregadas de RCC. Por ano 
temos 1920ton/ano de RCC. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Exigir Planos de Gerenciamento de RCC:  Tornar obrigatória a apresentação de um plano 
detalhando o destino dos resíduos gerados durante a obra. 
2. Fiscalizar o descarte irregular:  identificar e penalizar práticas, garantindo o cumprimento das 
normas ambientais. 
3. Implantar infraestrutura de triagem e beneficiamento:  Criar áreas específicas para coleta e 
triagem de RCC, incentivando a economia circular. 
4. Integrar transportadores ao sistema formal:  Cadastrar empresas de transporte de RCC e 
monitorar suas atividades para evitar práticas irregulares. 
5. Monitorar volumes e destinação: Criar um sistema de registro que permita acompanhar a geração, 
coleta e destinação final dos RCC no município. 
Ao adotar essas medidas, Amargosa pode minimizar os impactos ambientais da RCC, promover 
práticas sustentáveis e melhorar a qualidade de vida da população. 
 
 
͕.͔.͓ IĲdustŘial – RI 
 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) caracteriza os resíduos industriais como aqueles 
gerados em processos produtivos e em instalações industriais (BRASIL, 2010). A composição e a 
quantidade dessas opções variam de acordo com o setor, o porte da indústria e as práticas de gestão 
inovadoras. De acordo com o CEMPRE (2018), os resíduos industriais podem incluir uma ampla gama de

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͓͐͗ 
 
 
materiais, como cinzas, lodos, óleos, plásticos, papéis, metais, escórias, borrachas, fibras, vidros, cerâmicas, 
resíduos ácidos ou alcalinos, entre outros. O gerenciamento desses resíduos, desde a geração até a 
disposição final, é uma responsabilidade das próprias indústrias. 
No que diz respeito ao arcabouço legal, a Resolução CONAMA nº 313/2002 estabelece que os 
resíduos devem ser monitorados de forma específica e que as informações relacionadas à geração, 
características, armazenamento, transporte e destino devem ser reportadas aos órgãos ambientais 
competentes, contribuindo para o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos. 
Além disso, a Resolução CONAMA nº 237/1997 regula o licenciamento ambiental, definindo as 
atividades industriais sujeitas a esse processo e determinando que os estudos apresentados durante a sua 
fase inicial contemplem a identificação dos resíduos gerados, os impactos ambientais associados e os planos 
de gerenciamento, incluindo acondicionamento e destino. 
No Estado da Bahia, a regulamentação dos resíduos industriais está alinhada a essas normas federais, 
mas destaca a necessidade de utilização de sistemas informatizados, como o Sistema de Controle de 
Resíduos Sólidos (SCRS), para monitorar a entrega e o destino dos resíduos industriais gerados, garantindo 
maior transparência e eficiência na gestão. 
 
Desafios e Relevância em Amargosa 
Amargosa, com um setor industrial ainda em desenvolvimento, enfrenta desafios no monitoramento 
da geração de resíduos industriais devido à diversidade de processos e atividades que compõem o setor. 
Não há dados precisos sobre a quantidade e composição desses resíduos no município, o que dificulta o 
planejamento de políticas públicas para sua gestão. A implementação de um Plano Municipal de Gestão de 
Resíduos Industriais seria um passo essencial para estabelecer critérios claros e fomentar o controle e a 
destinação correta. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Cadastro de geradores : Criar um registro atualizado das indústrias instaladas no município, 
especificando os resíduos gerados e suas características. 
2. Monitoramento e fiscalização: Adotar ferramentas tecnológicas para rastrear a entrega de resíduos 
industriais e sua destinação final. 
3. Capacitação e conscientização : Promover treinamentos para os geradores sobre a legislação 
vigente e as melhores práticas de gestão de resíduos. 
4. Parcerias intermunicipais : Buscar cooperação com municípios vizinhos para compartilhar 
infraestrutura e recursos para o tratamento e disposição final dos resíduos industriais.

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͓͐͘ 
 
 
Com essas medidas, Amargosa pode avançar na gestão de resíduos industriais, garantindo 
conformidade legal, redução de impactos ambientais e maior sustentabilidade no setor. 
Em Amargosa , a classificação de resíduos como industriais dependerá da origem desses resíduos, 
ou seja, serão gerados em processos produtivos ou em instalações industriais. A definição segue as 
diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pode incluir resíduos de atividades 
relacionadas a: 
1. Pequenas e médias indústrias locais 
Amargosa possui um cenário econômico voltado principalmente para atividades ligadas à 
agricultura, comércio e serviços, mas existem pequenas e médias indústrias que geram resíduos industriais, 
como: 
• Indústrias de alimentos e bebidas: Geração de lodos orgânicos, resíduos plásticos de embalagens 
e restos de matéria-prima (ex.: cascas, bagaços). 
• Serrarias e marcenarias: Resíduos de madeira, pó de serra e rejeitos de colas ou vernizes. 
• Fábricas de cerâmicas ou tijolos: Resíduos de argila e cerâmica quebrada. 
• Oficinas e metalúrgicas: Resíduos metálicos, óleos lubrificantes usados, solventes e borra de tinta. 
2. Atividades de processamento agrícola 
Com uma economia que inclui a agricultura como base, os resíduos industriais podem surgir de 
atividades de processamento de produtos agrícolas, como: 
• Fazendas e usinas de beneficiamento: Resíduos de cascas, restos de sementes e rejeitos líquidos. 
• Produção de açúcar ou derivados: Geração de cinzas, lodos e outros resíduos sólidos. 
3. Construção civil 
Embora a construção civil não seja uma atividade industrial, os resíduos gerados podem ser 
classificados como industriais em contextos específicos, como: 
• Resíduos de demolições e reformas que contenham materiais perigosos (ex.: tintas e solventes 
contaminados). 
• Processamento de materiais pré-moldados em concreto ou cerâmica. 
 
Critérios para classificação em Amargosa 
A classificação dos resíduos industriais em Amargosa deve levar em conta: 
1. Origem dos resíduos: São gerados em atividades industriais, mesmo em pequena escala.

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2. Características dos resíduos: Incluindo periculosidade, composição química e potencial de 
reaproveitamento. 
3. Volume gerado: Grandes volumes podem indicar atividades industriais mesmo em setores menos 
evidentes, como agricultura e comércio. 
Recomendações para Amargosa 
• Levantamento de dados locais: Realizar um diagnóstico para identificar os principais setores 
geradores de resíduos industriais e suas características. 
• Regulamentação específica: Criar normas locais para definir o que pode ser classificado como 
eliminação industrial, com base na legislação nacional. 
• Fiscalização e monitoramento: Garantir que os geradores tratem os resíduos industriais conforme 
previsto pela legislação ambiental. 
Essa abordagem permitirá a Amargosa classificar e gerenciar resíduos industriais de forma 
sustentável, minimizando os impactos ambientais e incentivando práticas de reaproveitamento e 
reciclagem. 
͕.͔.͔ SeŘviços de SaĲeaıeĲto Básico – RSSB 
Os resíduos dos serviços públicos de saneamento básico incluem aqueles gerados em atividades de 
abastecimento de água (ex.: lodos de Estações de Tratamento de Água), esgotamento sanitário (ex.: sólidos 
grosseiros retidos em graus, lodos de Estações de Tratamento de Esgoto) e drenagem pluvial (ex.: resíduos 
sedimentados em infraestruturas de drenagem e resíduos de dragagem). Esses resíduos têm composições 
específicas: nos sistemas de abastecimento e esgotamento, predomina a matéria orgânica; nos sistemas de 
drenagem, materiais inertes são mais comuns (MMA/ICLEI, 2012). 
Em Amargosa, os serviços de saneamento básico são realizados pela EMBASA (Empresa Baiana 
de Águas e Saneamento SA), que é responsável pelo abastecimento público de água. No entanto, o 
município enfrenta algumas limitações quanto à gestão de resíduos desses sistemas: 
 
6.5.5.1 . Abastecimento de água 
A água distribuída no município é tratada pela EMBASA em estações localizadas fora de Amargosa, 
portanto, não há geração de resíduos associados ao tratamento de água dentro do município. 
 
6.5.5.2. Esgotamento sanitário 
Atualmente, Amargosa não possui sistema público de coleta e tratamento de esgoto. Os efluentes 
são tratados por meio de sistemas individuais, como fossas sépticas, sob responsabilidade dos proprietários

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͔͐͐ 
 
 
dos imóveis. A manutenção dessas estruturas é realizada por empresas privadas de limpeza fossa, que 
coletam os resíduos gerados. 
A fiscalização da destinação final desses resíduos é indispensável para evitar descartes clandestinos 
que possam comprometer a qualidade ambiental. A ausência de um sistema público integrado de 
esgotamento sanitário e a dependência de sistemas individuais tornam a gestão desses resíduos um desafio 
significativo. 
5.5.5.3. Drenagem pluvial 
O manejo de resíduos gerados em sistemas de drenagem, como sedimentos retirados de bocas de 
lobo e resíduos acumulados em galerias pluviais, é realizado pela Prefeitura de Amargosa. Os serviços 
incluem: 
• Limpeza de caixas coletoras e bocas de lobo : Realizada principalmente pela Secretaria de 
Infraestrutura e Obras, com apoio eventual da EMBASA. 
• Destinação dos resíduos: Os materiais removidos são encaminhados junto aos demais resíduos de 
limpeza pública. 
No entanto, esses resíduos frequentemente se misturam com outros materiais públicos provenientes 
de obras, dificultando o controle e a mensuração precisa da quantidade gerada. Isso reforça a necessidade 
de um sistema de separação e registro eficiente. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Criação de um Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB): 
• Incorporar estratégias para a coleta, transporte e destinação adequada dos res íduos gerados 
nos serviços de drenagem e nos sistemas individuais de tratamento. 
• Prever ações para o futuro desenvolvimento de um sistema público de coleta  e tratamento 
de esgoto. 
2. Fiscalização de empresas privadas: 
• Estabelecer mecanismos rigorosos de monitoramento das atividades de limp eza fossa, 
garantindo que os resíduos sejam enviados aos locais competentes e licenciados. 
3. Melhoria na gestão de resíduos da drenagem: 
• Criar áreas específicas para o armazenamento temporário de resíduos de dre nagem e 
implementar registros detalhados sobre os volumes gerados. 
4. Campanhas de conscientização: 
• Sensibilizar a população sobre a importância de manter fossas sépticas em boas condições e 
evitar o descarte irregular de resíduos sólidos em sistemas de drenagem.

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͔͐͑ 
 
 
A gestão de resíduos provenientes dos serviços de saneamento básico em Amargosa ainda apresenta 
desafios, principalmente pela ausência de um sistema público de esgotamento sanitário e de práticas 
estruturadas de manejo de resíduos de drenagem. A adoção de políticas e ações externas para o 
planejamento, fiscalização e conscientização pode contribuir significativamente para a melhoria da gestão 
ambiental no município, garantindo maior qualidade de vida para a população e preservação dos recursos 
naturais. 
͕.͔.͕ TŘaĲspoŘtes – RT 
Os resíduos de serviços de transporte são aqueles originados em atividades relacionadas a portos, 
aeroportos, terminais rodoviários, ferroviários e passagens de fronteira, conforme definido pelo art. 13 da 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e pela Resolução CONAMA nº 05/1993. Esses resíduos são 
classificados em quatro grupos: 
Quadro 16:Grupos de resíduos de transporte, conforme Resolução CONAMA nº 05/1993. 
Grupo Descrição Exemplos 
A Resíduos com risco biológico Sangue, secreções, animais mortos, resíduos infectantes de serviços de saúde. 
B Resíduos com risco químico Medicamentos vencidos, produtos químicos perigosos conforme NBR 10004/ABNT. 
C Rejeitados radioativos Materiais contaminados com radionuclídeos, oriundos de medicina nuclear. 
E Resíduos comuns Resíduos que não foram enquadrados nos grupos anteriores, como materiais recicláveis. 
FoĲteϡ CONAMA Ĳº ͏͔/͐͒͘͘. 
 
Cabe aos estabelecimentos responsáveis pelo transporte ou operação em locais relacionados (ex.: 
rodovias, terminais de cargas) gerenciar os resíduos desde a geração até a disposição final, através de um 
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), com a supervisão de um responsável técnico 
habilitado. A fiscalização dessas atividades cabe aos órgãos de meio ambiente e vigilância sanitária. 
 
Situação em Amargosa 
Diferentemente de outros municípios com portos ou aeroportos operacionais, Amargosa não possui 
atividades portuárias e conta com um aeroporto inoperante. Assim, os resíduos de serviços de transporte 
são limitados gerados em terminais rodoviários e relacionados ao transporte terrestre. 
 
Rodoviária e Transporte Terrestre 
O pŘiĲcipal ČeŘadoŘ de Řesíduos de tŘaĲspoŘte eı AıaŘČosa é o teŘıiĲal ŘodoviáŘio, ŗue iĲcluiϡ 
• Resíduos coıuĲs ϼGŘupo DϽϡ EıbalaČeĲs, papéis, Řestos de aliıeĲtos e outŘos ıateŘiais 
descaŘtados pelos passaČeiŘos. 
• Resíduos peŘiČosos ϼGŘupo BϽϡ PeŗueĲas ŗuaĲtidades de Řesíduos coıo óleos tŘaĲspoŘtadoŘes, 
pŘoveĲieĲtes de seŘviços ocasioĲais de ıaĲuteĲção.

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Apesar de a geração de resíduos ser relativamente baixa, é essencial que o terminal rodoviário tenha 
um PGRS atualizado, com práticas adequadas de segregação, armazenamento e destinação final. As 
empresas de transporte que operam na cidade também devem ser incentivadas a implementar medidas para 
gerenciar resíduos gerados por seus veículos e transações. 
 
Recomendações para Amargosa 
͐. ElaboŘação de PGRS específico paŘa o teŘıiĲal ŘodoviáŘioϡ 
• IĲclui diŘetŘizes paŘa seČŘeČação e acoĲdicioĲaıeĲto de Řesíduos ČeŘados poŘ passaČeiŘos e 
opeŘações iĲteŘĲacioĲais. 
• Evite o aŘıazeĲaıeĲto teıpoŘáŘio e a destiĲação fiĲal eı coĲċoŘıidade coı a leČislação 
viČeĲte. 
͑. MoĲitoŘaıeĲto de eıpŘesas de tŘaĲspoŘte teŘŘestŘeϡ 
• EstabeleceŘ cŘitéŘios paŘa o ıaĲejo de Řesíduos ČeŘados poŘ ôĲibus e caıiĲhões ŗue 
ciŘculaı pela cidade. 
͒. Educação aıbieĲtalϡ 
• IıpleıeĲtaŘ caıpaĲhas educativas paŘa seĲsibilizaŘ os usuáŘios do teŘıiĲal e os 
tŘabalhadoŘes sobŘe a seČŘeČação e descaŘte coŘŘeto de Řesíduos. 
͓. Fiscalização e coĲtŘoleϡ 
• GaŘaĲtiŘ ŗue Řesíduos peŘiČosos, coıo óleos e outŘos coĲtaıiĲaĲtes, sejaı eĲcoĲtŘados 
poŘ eıpŘesas liceĲciadas paŘa tŘataıeĲto e destiĲação adeŗuada. 
Com essas ações, Amargosa poderá gerenciar com eficiência os resíduos de transporte terrestre e 
reduzir os impactos ambientais, mesmo sem contar com estruturas como portos ou aeroportos operacionais. 
Isso também reforça o compromisso do município com a sustentabilidade e a conformidade legal. 
͕.͔.͖ MiĲeŘação – RM 
Conforme o art. 13 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), os resíduos de mineração são 
aqueles gerados em atividades de pesquisa, extração ou beneficiamento de minerais. O controle dessas 
atividades é realizado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), em conjunto com os órgãos ambientais 
competentes nos níveis estadual e federal. 
Situação de Mineração em Amargosa 
Em Amargosa, existem registros históricos de projetos voltados à mineração, incluindo a exploração 
de bauxita, um mineral utilizado na produção de alumínio. Em 2010, foi anunciado um grande projeto da 
mineradora Rio Tinto Alcan, com previsão de investimento de US$ 4 bilhões para a extração de bauxita e 
construção de uma refinaria de alumina. Esse projeto prevê a geração de 600 empregos diretos e uma

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produção inicial de 1,8 milhão de toneladas de alumina por ano. No entanto, o projeto não foi implementado 
conforme o planejamento inicial. 
Além disso, em 2020, Amargosa foi incluída na lista de municípios baianos com áreas disponíveis 
para concessão à iniciativa privada para exploração mineral. Os minerais identificados na região incluem: 
• Areia 
• Argila 
• Charnoquito 
• Conglomerado 
• Gnaisse 
• Granito 
• Mármore 
• Sienito 
Embora a exploração desses recursos tenha potencial, informações atualizadas sobre operações 
ativas na mineração em Amargosa não estão disponíveis publicamente. 
 
Tipos de Resíduos de Mineração 
Os principais resíduos das atividades de mineração incluem: 
1. Estéreis: Materiais escavados durante o decapeamento da mina que não possuem valor econômico, 
geralmente baratos em pilhas. 
2. Rejeitos: Resíduos gerados durante o beneficiamento da mineração. 
3. Outros resíduos: Como óleos de transferência, pneus, baterias e resíduos equiparáveis a resíduos 
domésticos, provenientes da operação e manutenção de equipamentos. 
 
Desafios em Amargosa 
Apesar do potencial mineral, não há dados consolidados sobre a geração e destinação de resíduos 
minerais no município. Além disso, não há registro de operações minerárias estruturadas ou em grande 
escala atualmente. Isso reflete a necessidade de: 
1. Levantamento e monitoramento das atividades minerárias : Criar um registro detalhado sobre 
as concessões e operações na região. 
2. Gestão adequada dos resíduos: Caso a mineração seja eficaz, deve haver um plano claro para o 
manejo de resíduos, incluindo estéreis e rejeitos, em conformidade com a legislação ambiental. 
3. Fiscalização: Garantir que todas as atividades minerárias em potencial sejam licenciadas e sigam 
os critérios ambientais e sociais exigidos.

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͔͔͐ 
 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Consulta à ANM e CBPM: Atualizar os registros sobre concessões de áreas e direitos minerá rios 
no município. 
2. Elaboração de um Plano Municipal para Gestão de Resíduos de Mineração : Antecipar 
possíveis demandas caso projetos minerários sejam implementados no futuro. 
3. Engajamento comunitário e ambiental : Promover a participação da comunidade na discussão 
sobre os impactos e benefícios de possíveis atividades minerárias. 
Apesar de seu histórico promissor no setor de mineração, Amargosa ainda cuida de atividades 
minerárias estruturadas e de dados detalhados sobre a geração de resíduos associados, o que representa um 
ponto de atenção para o planejamento ambiental e econômico da região. 
 
͕.͔.͗ AgŘossilvopastoŘis – RA 
 
Os resíduos agrossilvopastoris, conforme definido no art. 13 da Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS), são aqueles gerados em atividades agropecuárias e silviculturais, incluindo resíduos 
relacionados aos insumos utilizados nessas atividades. Esses resíduos podem ser classificados em duas 
grandes categorias: 
1. Orgânicos: Resíduos vegetais, esterco, restos de colheita e carcaças de animais. 
2. Inorgânicos: Embalagens de agrotóxicos, fertilizantes, medicamentos veterinários e outros 
materiais. 
 
Situação em Amargosa 
AıaŘČosa destaca-se pela pŘodução aČŘopecuáŘia e aČŘicultuŘa ċaıiliaŘ, coı destaŗue paŘaϡ 
• Culturas temporárias e perenes: Mandioca, milho, feijão e banana. 
• Criação de animais: Bovinos, aves e suínos, além de outras espécies em menor escala. 
Essas atividades geram uma diversidade de resíduos que requerem manejo adequado para evitar 
impactos ambientais, como poluição do solo, da água e problemas sanitários. 
Tabela 25: Criação de Animais em Amargosa-BA 
Criação Quantidade de Cabeças 
Bovinos 33.465 
Bubalinos 7 
Caprinos 548 
Equinos 1.071 
Galináceos 25.460 
Ovinos 1.329 
Suínos 6.763 
Fonte: IBGE-Cidades 2022

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Tabela 26:Produção Agrícola e Estimativa de Resíduos Orgânicos em Amargosa 
Cultura Produção (t) Área (ha) Resíduo por tonelada (t/t) Resíduo Orgânico Total (t/ano) 
Banana 1.458 87 0,50 729,0 
Cacau 1.200 100 0,40 480,0 
Café 500 200 0,30 150,0 
Mandioca 2.000 150 0,50 1.000,0 
Milho 1.000 200 0,58 580,0 
Feijão 800 100 0,30 240,0 
Fonte: Censo Agropecuário 2017 (IBGE) 
 
 Tabela 27:Efetivo Pecuário e Estimativa de Resíduos em Amargosa 
Fonte: Censo Agropecuário 2017 (IBGE) 
Esses dados são baseados no Censo Agropecuário 2017 (IBGE) e coeficientes de geração de 
resíduos provenientes de estudos técnicos nacionais.  
 
Resíduos Orgânicos 
1. Resíduos vegetais: sobras de colheitas são frequentemente reaproveitados pelos produtores par a 
adubação ou compostagem. 
2. Esterco animal: Amplamente utilizado como fertilizante orgânico, especialmente em propriedades 
voltadas para a agricultura familiar. 
3. Carcaças de animais: 
• GeŘadas poŘ ıoŘtalidade duŘaĲte a cŘiaçãoϡ ReŗueŘeı ateĲção especial devido ao Řisco 
de coĲtaıiĲação aıbieĲtal e saĲitáŘia. 
• Métodos de destiĲaçãoϡ CoıpostaČeı e eĲteŘŘaıeĲto são coıuĲs, ıas é ĲecessáŘio 
ČaŘaĲtiŘ ŗue sejaı Řealizados de acoŘdo coı boas pŘáticas paŘa evitaŘ iıpactos aıbieĲtais. 
 
Resíduos Inorgânicos 
͐. EıbalaČeĲs de aČŘotóxicosϡ 
• AıaŘČosa ċaz paŘte do sisteıa de loČística ŘeveŘsa cooŘdeĲado pelo IĲstituto NacioĲal de 
PŘocessaıeĲto de EıbalaČeĲs Vazias ϼiĲpEVϽ. 
• Os pŘodutoŘes ŘuŘais têı a ŘespoĲsabilidade de devolveŘ essas eıbalaČeĲs aos poĲtos de 
Řecolha liceĲciados. 
͑. OutŘos Řesíduos iĲoŘČâĲicosϡ IĲclui sacaŘias de ċeŘtilizaĲtes e eıbalaČeĲs de ıedicaıeĲtos 
veteŘiĲáŘios, ŗue caŘeceı de sisteıas estŘutuŘados de destiĲo Ĳo ıuĲicípio. 
 
Criação Quantidade de Cabeças Resíduo por Cabeça (t/cabeça) Resíduo Orgânico Total (t/ano) 
Bovinos 8.596 14.126 121.427,10 
Suínos 124 0,535 66,34 
Ovinos 299 0,535 159,97 
Caprinos 86 0,535 46,01

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Desafios e Necessidades 
Apesar de práticas tradicionais como compostagem e adubação orgânica, Amargosa enfrenta 
desafios relacionados ao manejo de resíduos agrossilvopastoris: 
1. Ausência de dados consolidados : Não há levantamento atualizado sobre a quantidade e os tipos 
de resíduos gerados, dificultando o planejamento de políticas públicas. 
2. Falta de infraestrutura específica : Embora existam práticas informais, como enterramento de 
carcaças, é necessário implementar sistemas que garantam a destinação correta desses resíduos. 
3. Fiscalização limitada: A destinação convencional de resíduos inorgânicos, como embalagens de 
fertilizantes, ainda ocorre em algumas propriedades. 
Recomendações para Amargosa 
͐. RealizaŘ uı diaČĲóstico coıpletoϡ 
• ideĲtificaŘ os tipos e ŗuaĲtidades de Řesíduos ČeŘados Ĳa aČŘopecuáŘia local. 
• MapeaŘ as pŘáticas atuais de ıaĲejo e os poĲtos cŘíticos ŗue pŘecisaı de ıelhoŘias. 
͑. IıplaĲtaŘ poĲtos de coleta ŘuŘalϡ 
• EƄpaĲdiŘ a loČística ŘeveŘsa de eıbalaČeĲs de aČŘotóƄicos paŘa outŘos Řesíduos iĲoŘČâĲicos, 
coıo ċeŘtilizaĲtes. 
͒. PŘoıoveŘ pŘoČŘaıas de educação aıbieĲtalϡ 
• CoĲscieĲtizaŘ pŘodutoŘes sobŘe pŘáticas de ıaĲejo susteĲtável e os iıpactos de destiĲos 
coĲsuıidoŘes. 
͓. EstabeleceŘ paŘceŘias paŘa coıpostaČeıϡ 
• CŘiaŘ pŘoČŘaıas ıuĲicipais de coıpostaČeı coıuĲitáŘia paŘa ŘeapŘoveitaıeĲto de 
Řesíduos oŘČâĲicos. 
͔. IıpleıeĲtaŘ fiscalização Řobustaϡ 
• MoĲitoŘaŘ o cuıpŘiıeĲto da leČislação, especialıeĲte Ĳo ıaĲejo de caŘcaças de aĲiıais e 
Řesíduos peŘiČosos. 
 
Amargosa, com sua forte base agrícola e pecuária, tem grande potencial para transformar os resíduos 
agrossilvopastoris em recursos úteis, como adubos orgânicos. Para isso, é crucial integrar as práticas 
tradicionais com tecnologias modernas de gestão de resíduos, promovendo a sustentabilidade ambiental e 
fortalecendo a economia rural local. 
 
͕.͔.͘ CeıiteŘiais - RC 
O município de Amargosa possui 05 cemitérios municipais, não existem outros sob gestão privada 
ou concessão particular. A tabela abaixo apresenta os cemitérios existentes e suas respectivas gestões:

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23 de abril de 2026
Ano IX • Edição Nº 4755
-170-
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͔͐͗ 
 
 
Quadro 17: Informações Sobre os Cemitérios do Município 
Cemitério Endereço Gestão 
Cemitério Municipal Localizado na Rua Dr. Alberto Leite, Centro Municipal 
Cemitério Cavaco Localizado na Zona Rural do Cavaco Municipal 
Cemitério Itachama Localizado no distrito de Itachama Municipal 
Cemitério de Corta Mão Localizado no distrito de Corta Mão Municipal 
Cemitério de São Roque Localizado no distrito de São Roque Municipal 
FoĲteϡ PŘeċeituŘa MuĲicipal de AıaŘČosa 
Situação Ambiental e Resíduos Gerados 
De acordo com informações da Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o Cemitério Municipal 
ainda não possui licença ambiental e está em processo de regularização. Os resíduos gerados incluem: 
1. Resíduos comuns : Flores murchas, vasos plásticos ou cerâmicos, embalagens de velas, e ntre 
outros. 
2. Resíduos de construção civil: Restos de materiais provenientes de obras e manutenção de túmulos. 
3. Resíduos de exumações : Atualmente, são encerrados nas sepulturas por falta de contrato para 
destinação externa. 
4. Resíduos de varrição e poda: Provenientes da manutenção das áreas externas. 
 
Gestão de Resíduos no Cemitério Municipal 
• Resíduos comuns: Coletados pelo sistema convencional de coleta de resíduos sólidos urbanos. 
• Resíduos de construção civil e poda : Encaminhados para áreas de armazenamento temporário e 
posteriormente destinados a aterros ou reaproveitados. 
• Resíduos de exumações: Não possuem destino específico, permanecendo nas sepulturas. 
 
Recomendações Para Amargosa 
1. Regularização ambiental : Agilizar o licenciamento ambiental do Cemitério Municipal para 
garantir a conformidade legal. 
2. Destino de resíduos específicos: Firmar parcerias ou contratos com empresas especializadas para 
gerenciar resíduos de exumações e outros resíduos especiais. 
3. Melhoria na segregação: Implementar práticas para separar os resíduos por categoria, facilitando 
a destinação correta. 
4. Educação ambiental: Sensibilizar a população sobre a importância de práticas sustentáveis no uso 
de materiais em túmulos e ornamentações. 
Com essas ações, Amargosa pode aprimorar a gestão de resíduos nos cemitérios, reduzindo os 
impactos ambientais e garantindo maior eficiência na administração dos serviços funerários.

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͔͐͘ 
 
 
͕.͕ RESÍDUOS DE LOGÍSTICA REVERSA 
A Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), 
estabelece no artigo 33 que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados 
produtos são obrigados a estruturar sistemas de logística reversa, garantindo o retorno de produtos após o 
uso pelo consumidor, independentemente do serviço público de coleta e manejo de resíduos sólidos. 
EĲtŘe os pŘodutos iĲcluídos Ĳa obŘiČatoŘiedade estãoϡ 
• AČŘotóxicos e suas eıbalaČeĲsϢ 
• Pilhas e bateŘiasϢ 
• PĲeusϢ 
• Óleos de laĲçaıeĲto e suas eıbalaČeĲsϢ 
• Lâıpadas fluoŘesceĲtes e de vapoŘ de sódio e ıeŘcúŘioϢ 
• PŘodutos eletŘoeletŘôĲicos e seus coıpoĲeĲtes. 
Além disso, o parágrafo 1º do artigo 33 possibilita a ampliação da logística reversa para outros 
produtos e embalagens por meio de regulamentações específicas ou acordos setoriais, considerando o 
impacto ambiental e à saúde pública dos resíduos gerados. Exemplos incluem sistemas para medicamentos 
vencidos e embalagens de bebidas, já regulamentados por decretos e termos de compromisso. 
 
Situação em Amargosa 
Embora a implementação da logística reversa seja uma obrigação em todo o país, o município de 
Amargosa enfrenta desafios para consolidar a prática. Muitos cidadãos desconhecem os procedimentos de 
descarte ou têm dificuldade de acesso a pontos de entrega voluntária. 
Para melhorar essa situação, a Prefeitura de Amargosa deu início a ações pontuais, como: 
͐. PoĲtos de eĲtŘeČa voluĲtáŘia ϼecopoĲtosϽ: 
o IĲstalação de locais paŘa descaŘte de Řesíduos coıo pilhas, lâıpadas, peŗueĲos 
eletŘoeletŘôĲicos e óleo de coziĲha usados. 
o Os ecopoĲtos são acessíveis à população, ċuĲcioĲaĲdo eı hoŘáŘios ŘeČulaŘes. 
͑. CaıpaĲhas educativas: 
o OŘieĲtação sobŘe os tipos de Řesíduos ŗue deveı seŘ descaŘtados Ĳesses locais. 
o DivulČação da iıpoŘtâĲcia da loČística ŘeveŘsa paŘa o ıeio aıbieĲte e a saúde pública. 
Locais de Ecopontos em Amargosa 
Amargosa ainda não possui ecopontos; 
Logística Reversa e Responsabilidade Compartilhada

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͕͐͏ 
 
 
A PNRS também determina o papel de cada participante do ciclo de vida dos produtos, destacando 
que: 
• Consumidores: Devem devolver os resíduos aos comerciantes ou distribuidores. 
• Comerciantes e distribuidores: Devem repassar os resíduos aos fabricantes ou importadores. 
• Fabricantes e importadores : São responsáveis por garantir uma destinação ambientalmente 
adequada para os resíduos coletados. 
Além disso, o artigo 33, parágrafo 7º, permite que o poder público participe do sistema de logística 
reversa, desde que seja remunerado para desempenhar essas funções. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Ampliação de ecopontos : Estender a rede de pontos de coleta voluntária para mais bairros e 
localidades rurais. 
2. Parcerias com o setor privado : Firmar acordos com empresas para aprimorar a logística reversa 
de produtos específicos, como eletroeletrônicos e medicamentos vencidos. 
3. Monitoramento e fiscalização : Garantir que fabricantes, distribuidores e comerciantes cumpram 
suas responsabilidades legais. 
4. Educação ambiental contínua : Desenvolver campanhas para informar a população sobre a 
importância do descarte adequado e a localização dos ecopontos. 
5. Transparência nos dados: Criar relatórios periódicos sobre os resultados das ações de logística 
reversa no município. 
A logística reversa é uma ferramenta essencial para promover a responsabilidade compartilhada 
pelo ciclo de vida dos produtos, reduzindo os impactos ambientais e promovendo uma economia mais 
sustentável. Em Amargosa, o fortalecimento dessa prática exige conjuntos de esforços do poder público, 
setor privado e comunidade. A ampliação da infraestrutura de coleta e a conscientização da população são 
passos fundamentais para consolidar um sistema eficiente e alinhado às diretrizes da PNRS. 
 
͕.͕.͐ Resíduos EletŘoeletŘôĲicos  
Os resíduos eletroeletrônicos são gerados pelo descarte de produtos, componentes e equipamentos 
que dependem de corrente elétrica ou campos eletromagnéticos para funcionar, conforme definido por 
Carvalho e Xavier (2014). Esses resíduos podem incluir uma ampla gama de materiais e componentes 
provenientes de equipamentos obsoletos ou fora de uso. 
De acordo com Pereira (2018), fatores como o rápido avanço tecnológico, a popularização dos 
dispositivos eletrônicos e a obsolescência programada contribuíram significativamente para o aumento da 
geração desses resíduos nos últimos anos.

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͕͐͐ 
 
 
Classificação dos Equipamentos Eletroeletrônicos 
Segundo Baldé et al. (2015), os resíduos eletroeletrônicos podem ser agrupados em seis categorias 
principais: 
͐. EŗuipaıeĲtos de ıudaĲça de teıpeŘatuŘaϡ GeladeiŘas, ċŘeezeŘs, coĲdicioĲadoŘes de aŘ, 
aŗuecedoŘes, eĲtŘe outŘos. 
͑. Telas e ıoĲitoŘesϡ TelevisoŘes, ıoĲitoŘes, Ĳotebooks, tablets. 
͒. Lâıpadasϡ Lâıpadas fluoŘesceĲtes, de LED, e de vapoŘ ıetálico. 
͓. GŘaĲdes eŗuipaıeĲtosϡ MáŗuiĲas de lavaŘ, secadoŘas, ċoČões elétŘicos, paiĲéis ċotovoltaicos. 
͔. PeŗueĲos eŗuipaıeĲtosϡ AspiŘadoŘes de pó, ıicŘo-oĲdas, câıeŘas, bŘiĲŗuedos eletŘôĲicos, eĲtŘe 
outŘos. 
͕. PeŗueĲos eŗuipaıeĲtos de TI e telecoıuĲicaçõesϡ CelulaŘes, ŘoteadoŘes, calculadoŘas, 
apaŘelhos de GPS. 
Esses resíduos contêm materiais poliméricos e metálicos, incluindo metais tóxicos como mercúrio, 
chumbo, cádmio e arsênio, que podem causar sérios impactos ambientais se descartados de forma 
contaminada (Gerbase e Oliveira, 2012). 
 
Situação no Brasil e Regulamentação 
Em 2019, foi assinado o Acordo Setorial para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos de 
Uso Doméstico, que atenderá 400 municípios com população superior a 80 mil habitantes. O Decreto 
Federal nº 10.240/2020 regulamenta esse sistema e define metas de reciclagem: até o quinto ano de 
funcionamento, 17% dos produtos eletroeletrônicos de uso doméstico inseridos no mercado interno deverão 
receber destinação ambientalmente adequada. 
 
EĲtidades ŘespoĲsáveisϡ 
• ABREE ϼAssociação BŘasileiŘa de ReciclaČeı de EletŘoeletŘôĲicos e EletŘodoıésticosϽ 
• GŘeeĲ EletŘoĲ ϼGestoŘa NacioĲal de Resíduos de EŗuipaıeĲtos EletŘoeletŘôĲicosϽ 
Em 2020, foram coletadas 140 toneladas de resíduos eletroeletrônicos e instaladas 1.730 pontos de 
coleta em todo o Brasil (SINIR, 2020). 
 
Resíduos Eletroeletrônicos em Amargosa 
Amargosa, apesar de não estar entre os municípios prioritários do Acordo Setorial, enfrenta desafios 
semelhantes no manejo desses resíduos. A cidade carece de um sistema estruturado para coleta e destinação 
final adequada de resíduos eletroeletrônicos.

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͕͐͑ 
 
 
Atualmente, algumas iniciativas pontuais existem no município: 
1. Coleta em estabelecimentos privados : Pequenos dispositivos, como celulares, carregadores e 
fones de ouvido, podem ser descartados em alguns pontos comerciais. 
2. Ecopontos municipais : A criação de locais específicos para entrega voluntária de resíduos 
eletroeletrônicos poderá ser considerada. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Criação de ecopontos municipais: 
o Implantar pontos de entrega voluntária para facilitar o descarte pela população. 
o Integrar o sistema de ecopontos ao programa de resíduos sólidos municipal. 
2. Parcerias com empresas privadas: 
o Estabelecer acordos com empresas e associações como ABREE e Gree n Eletron para criar 
um sistema de logística reversa no município. 
3. Educação ambiental: 
o Promover campanhas educativas sobre os riscos do descarte inadequado de resíduos  
eletroeletrônicos e a importância da logística reversa. 
4. Monitoramento e dados: 
o Desenvolver um sistema de registro para quantificar e monitorar os resíduos 
eletroeletrônicos gerados e destinados. 
 
A gestão de resíduos eletroeletrônicos em Amargosa ainda é incipiente, existe um grande potencial 
para avanços com a implementação de sistemas de logística reversa e parcerias estratégicas. A criação de 
ecopontos e ações de conscientização são passos essenciais para promover o descarte adequado e minimizar 
os impactos ambientais desses resíduos no município. 
 
͕.͕.͑ Pilhas E BateŘias 
Pilhas e baterias são equipamentos eletroquímicos que atuam como fontes de energia elétrica, 
convertendo energia química em energia elétrica (Green Eletron, 2022). Após o uso, esses materiais são 
classificados como resíduos perigosos pela NBR 10.004, devido à presença de metais pesados como 
chumbo, cádmio e mercúrio. Quando descartados com segurança, esses resíduos oferecem riscos 
significativos ao meio ambiente e à saúde pública. 
Regulamentação e Logística Reversa 
A Resolução CONAMA nº 401/2008 estabelece critérios para o gerenciamento ambientalmente 
adequado de pilhas e baterias no Brasil. Dentre as determinações, é obrigação dos estabelecimentos

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͕͐͒ 
 
 
comerciais que vendem esses produtos a instalação em pontos de recolhimento, garantindo que os resíduos 
sejam direcionados para a destinação final adequada, sob responsabilidade dos fabricantes ou importadores. 
Reciclagem de Pilhas e Baterias 
De acordo com Espinosa e Tenório (2004), a reciclagem de pilhas e baterias pode seguir três 
métodos principais: 
͐. TŘataıeĲto de ıiĲeŘaisϡ Baseado eı técĲicas de ıetaluŘČia. 
͑. HidŘoıetaluŘČiaϡ Uso de soluções ŗuíıicas paŘa Řeıoção de ıetais. 
͒. PiŘoıetaluŘČiaϡ PŘocessos téŘıicos paŘa ŘecupeŘação de coıpoĲeĲtes. 
Esses processos podem ser aplicados exclusivamente a pilhas e baterias ou integradas com outros 
resíduos metálicos. 
 
Logística Reversa no Brasil 
O programa Green Recicla Pilha, gerenciado pela Green Eletron, organiza o sistema de coleta e 
destinação de pilhas e baterias de marcas participantes. Em setembro de 2020, o programa contava com: 
• ͓.͓͔͒ poĲtos de coleta distŘibuídos pelo BŘasil. 
• ͐.͖͔͔ toĲeladas de pilhas coletadas. 
Além disso, existe um sistema específico para baterias de chumbo-ácido, regulamentado por um 
acordo setorial assinado em 2019. Em 2020, esse sistema coletou 275.427 toneladas (15.301.517 unidades) 
de baterias, conforme dados do SINIR (2022). 
 
Situação em Amargosa 
Embora Amargosa ainda não possua um sistema de logística reversa estruturado, o município pode 
adotar as seguintes ações para melhorar a gestão de pilhas e baterias: 
1. Identificação de Pontos de Coleta: Atualmente, pontos específicos de coleta de pilhas e baterias 
podem ser localizados nas escolas Municipais, em pontos das secretarias de como: Secretaria de 
Educação, Secretaria de Finanças, Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e na Universidade 
Federal do Recôncavo da Bahia. 
 
2. Parcerias e Campanhas: 
• Estabelecer parcerias com programas nacionais, como o Green Eletron, para viabilizar a 
instalação de novos pontos de coleta. 
• Realizar campanhas de conscientização para informar a população sobre os ri scos do 
descarte inadequado e a importância da reciclagem.

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͕͓͐ 
 
 
3. Gestão de Baterias de Chumbo-Ácido: 
• Implante um sistema específico para baterias automotivas, uma vez que  esses resíduos 
tenham um volume específico e exijam destinação adequada. 
Recomendações para Amargosa 
1. Criar um Sistema de Logística Reversa Local: 
• Implementar pontos de coleta em todas as regiões do município, priorizando áreas de grande 
circulação. 
2. Promover Educação Ambiental: 
• Sensibilizar a comunidade para os riscos associados aos metais pesados presentes nas pilhas 
e baterias. 
3. Formalizar Parcerias: 
• Buscar apoio de entidades como a Green Eletron e o IBER para integrar Amargosa ao 
sistema nacional de logística reversa. 
4. Monitorar a Destino: 
• Garantir que os resíduos residuais sejam destinados a unidades de reciclagem licenciadas. 
A gestão ambientalmente adequada de pilhas e baterias em Amargosa é essencial para minimizar os 
impactos negativos desses resíduos perigosos. A criação de um sistema local de logística reversa, 
combinado com ações educativas e parcerias estratégicas, pode garantir o manejo responsável desses 
resíduos e contribuir para a preservação ambiental no município. 
 
͕.͕.͒ PĲeus  
A gestão ambientalmente adequada de pneus inservíveis é regulamentada no Brasil pela Resolução 
CONAMA nº 258/1999, substituída posteriormente pela Resolução CONAMA nº 416/2009, que define os 
mecanismos e metas para prevenir a manipulação ambiental causada por esses resíduos. 
Pneus inservíveis são aqueles que não podem mais ser reutilizados ou reformados, e seu descarte 
inadequado pode gerar graves problemas ambientais e de saúde pública, como acúmulo de água, parada e 
proteção de vetores de doenças. 
Situação Nacional 
De acordo com o Relatório de Pneumáticos 2021 do IBAMA, em 2020 foram designadas 
461.832,25 toneladas de pneus inservíveis, representando 98,52% da meta nacional. Os principais métodos 
de destino utilizados foram: 
• Coprocessamento: Uso de pneus como combustível em fornos de clínquer. 
• Laminação: Fabricação de artefatos de borracha.

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͕͔͐ 
 
 
• Granulação: Produção de borracha moída e separação de aço. 
• Pirólise: Decomposição térmica para geração de óleo, aço e negro de fumo. 
Gráficos 11:Tecnologia de destinação final adotada para os pneus 
 
FoĲteϡ IBAMA ϼ͑͏͑͑Ͻ 
Gestão eı AıaŘČosa 
Atualmente, a Amargosa conta com pontos de coleta de pneus inservíveis organizados em parceria 
com a RECICLANIP, entidade criada pelos fabricantes de pneus novos para gerenciar a logística de 
reversão desses resíduos. Os pontos de coleta recebem pneus de consumidores, comerciantes e empresas 
locais para posterior destinação ambientalmente adequada. 
Metas e RespoĲsabilidades 
De acordo com a Resolução CONAMA nº 416/2009, os fabricantes e importadores de pneus novos 
deverão: 
1. Implantar pontos de coleta em municípios com população acima de 100 mil habitantes. 
2. Garantir a destinação adequada de pneus inservíveis do mercado de reposição, considerando 
apenas a massa de pneus fabricados, importados e vendidos no mercado interno. 
Os estabelecimentos que comercializam pneus também têm responsabilidades específicas: 
• No ato da troca, deverá receber e armazenar pneus usados entregues pelo consumidor, sem ônus. 
• Adotar controle da origem e destino dos pneus comprados. 
 
Recomendações para Amargosa 
1. Ampliar os pontos de coleta: 
• Criar mais pontos de coleta em localidades estratégicas para atender toda a população. 
• Estimule parcerias para manter uma coleta eficiente. 
2. Promover a educação ambiental:

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͕͕͐ 
 
 
• Realizar campanhas para informar a população sobre os riscos do descarte  inadequado e a 
importância da logística reversa. 
3. Monitorar os volumes coletados: 
• Estabelecer um sistema local de registro para controlar a quantidade de pneus coletados e 
destinados. 
4. Apoiar o coprocessamento: 
• Incentivar o uso de pneus inservíveis como combustível alternativo em indústrias locais ou 
regionais. 
 
A gestão de pneus inservíveis em Amargosa tem potencial para melhorar significativamente, com a 
ampliação de pontos de coleta, fortalecimento de parcerias e promoção de ações educativas. Essas medidas 
alinharão o município às metas específicas pelas regulamentações nacionais, necessariamente podem ter 
impactos ambientais e promover a sustentabilidade. 
 
͕.͕.͓ Lâıpadas 
Embora o município de Amargosa ainda não tenha ampla infraestrutura para a coleta de lâmpadas 
perigosas, algumas iniciativas contribuíram para a conscientização e melhoria da destinação desses 
resíduos: 
1. Pontos de Coleta em Estabelecimentos Privados: 
• Lojas de materiais de construção e distribuidores de lâmpadas possuem estratégias locais 
para a coleta de lâmpadas usadas. 
2. Ecopontos Municipais: 
• A instalação de ecopontos facilita o descarte adequado de resíduos perigosos, incluindo 
lâmpadas, por parte da população. 
 
Resultados e PeŘspectivas 
Conforme informações da Reciclus, em municípios com sistemas de logística reversa, a coleta de 
lâmpadas tem apresentados resultados expressivos. Em 2020, cerca de 580 kg de lâmpadas foram 
encontradas em municípios de pequeno porte, com estruturas iniciais, esse é um dos programas que o 
Município pode aderir.

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͕͖͐ 
 
 
Figura 15: Ciclo da Logística Reversa de Lâmpadas 
 
Fonte: Limpurb 
 
PaŘa ŗue AıaŘČosa possa avaĲçaŘ Ĳesse teıa, ŘecoıeĲda-seϡ 
1. Ampliação dos pontos de coleta: 
• Firmar parcerias com entidades para aumentar a quantidade de locais acessíveis à 
população. 
2. Educação Ambiental: 
• Realizar campanhas que expliquem os riscos do descarte inadequado de lâmpadas e a 
importância da logística reversa. 
3. Monitoramento de Dados: 
• Crie um sistema local de registro para monitorar a quantidade de lâmpadas descartadas e 
destinadas corretamente. 
 
A gestão de lâmpadas em Amargosa é uma questão emergente que exige a colaboração entre o poder 
público, empresas locais e a população. Com a ampliação dos pontos de coleta e a conscientização da 
sociedade, o município pode atender às exigências legais e contribuir para a preservação ambiental e a 
saúde pública.

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͕͐͗ 
 
 
͕.͕.͔ Óleos LubŘificaĲtes, Seus Resíduos E EıbalaČeĲs 
 
Gestão de Óleos LubŘificaĲtes Usados ou CoĲtaıiĲados ϼOLUCϽ eı AıaŘČosa 
Óleos de transporte usados ou contaminados (OLUC) são resíduos perigosos classificados pela NBR 
10.004, devido à presença de substâncias tóxicas em sua composição, como metais pesados, orgânicos, 
hidrocarbonetos aromáticos e dioxinas. O descarte desses resíduos pode causar sérios danos ao meio 
ambiente, como contaminação do solo e das águas, além de riscos à saúde pública. 
Coıposição do OLUC 
CoĲċoŘıe CaĲchuıaĲi ϼ͑͏͐͒Ͻ, os óleos lubŘificaĲtes usados são coıpostos poŘϡ 
• Moléculas Ĳão deČŘadadas do óleo básicoϢ 
• SubpŘodutos de ıaĲipulação, coıo ácidos oŘČâĲicos e iĲoŘČâĲicosϢ 
• CoĲtaıiĲaĲtes da coıbustão, coıo hidŘocaŘboĲetos e áČuaϢ 
• PaŘtículas ıetálicas ŘesultaĲtes do desČaste de peças ıecâĲicasϢ 
• Resíduos de aditivos e outŘas substâĲcias ŗuíıicas. 
 
LeČislação e LoČística ReveŘsa 
A Resolução CONAMA nº 362/2005 estabelece diretrizes para a coleta e destinação adequada do 
OLUC no Brasil. Segundo a norma: 
• Fabricantes e importadores são responsáveis pela coleta e destinação do óleo usado, na mesma  
proporção do volume colocado no mercado. 
• O sistema de logística reversa deve atingir metas progressivas definida s em conjunto pelos 
Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e de Minas e Energia (MME). 
A meta de coleta vigente, definida pela Portaria Interministerial nº 475/2019, estipulou para a região 
Nordeste o recolhimento de 48% do óleo comercializado até 2022. 
Em 2020, conforme o SINIR, 467.872 m³ de OLUC foram arrecadados em 4.166 municípios 
brasileiros, representando avanços significativos no cumprimento das metas. 
 
Situação eı AıaŘČosa 
Atualmente, Amargosa enfrenta desafios na consolidação de um sistema estruturado para coleta e 
destinação de OLUC. Entretanto, algumas ações locais já estão reservadas para a gestão desses resíduos: 
͐. PoĲtos de Coletaϡ 
• ReveĲdedoŘes de óleo de coŘŘida e oficiĲas ıecâĲicas têı toŘĲados locais estŘatéČicos paŘa 
o ŘecolhiıeĲto de OLUC.

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• Os coĲsuıidoŘes são oŘieĲtados a devolveŘ o óleo usado Ĳesses estabeleciıeĲtos. 
͑. Educação AıbieĲtalϡ 
• CaıpaĲhas iĲċoŘıativas têı sido Řealizadas paŘa coĲscieĲtizaŘ a população sobŘe os 
iıpactos do descaŘte iĲadeŗuado. 
EıbalaČeĲs de Óleo LubŘificaĲte 
O Acordo Setorial de 2014 para embalagens plásticas usadas de óleo transporte instituiu um sistema 
de logística reversa gerido pelo Instituto Jogue Limpo. Esse sistema permite que os consumidores devolvam 
as embalagens em: 
• Pontos de Entrega V oluntária (PEV); 
• Estabelecimentos comerciais onde o óleo foi adquirido. 
Embora a Amargosa não tenha PEVs ou centrais de coleta cadastradas, os revendedores locais 
participam do sistema, garantindo a destinação das embalagens. 
Tabela 28: Logística Reversa de Embalagens Plásticas de Óleo Lubrificante Usadass 
 
FoĲteϡ IĲstituto JoČue Liıpo 
Recomendações Para Amargosa: 
1. Ampliar a rede de coleta: 
• Estimular parcerias com o Instituto Jogue Limpo  e outras entidades para aumentar os 
pontos de recolhimento. 
2. Educação ambiental: 
• Intensificar campanhas de conscientização para incentivo à devolução de óleo e embalagens. 
3. Monitoramento e fiscalização: 
• Implementar um sistema de registro para monitorar a quantidade de OLUC gera da e 
designada no município. 
4. Incentivar a logística reversa de embalagens: 
• Expandir a coleta de embalagens plásticas para minimizar os impactos ambientais. 
 
A gestão de OLUC e suas embalagens em Amargosa é uma área estratégica para a preservação 
ambiental. O fortalecimento da logística reversa, com a ampliação dos pontos de coleta e conscientização 
da população, pode posicionar o município como um exemplo de boas práticas no manejo de resíduos 
perigosos, promovendo um ambiente mais sustentável.

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͕.͕.͕ EıbalaČeĲs De AČŘotóƄicos 
 
A gestão de embalagens vazias de agrotóxicos é regulamentada no Brasil pela Lei Federal nº 
9.974/2000, que alterou a Lei nº 7.802/1989 e instituiu a logística de reversão desses resíduos. Essa 
legislação estabelece a responsabilidade compartilhada entre agricultores, distribuidores, fabricantes e o 
poder público 
RespoĲsabilidades LeČais 
Conforme o §1º do art. 6º da Lei nº 7.802/1989, alterado pela Lei nº 9.974/2000: 
• Os usuários de agrotóxicos devem devolver as embalagens vazias aos estabelecimentos comerciais 
onde foram adquiridos, no prazo de até um ano, conforme orientações das bulas. 
• Os fabricantes e comerciantes  são responsáveis pela destinação final adequada das embalagens 
devolvidas, que podem incluir reutilização, reciclagem ou incineração, em conformidade com as 
regulamentações dos órgãos ambientais. 
O Decreto Federal nº 4.074/2002 também determina que os comerciantes informem, na nota fiscal, 
o local onde as embalagens devem ser entregues, podendo ser o próprio estabelecimento ou um posto de 
recolhimento autorizado. 
No nível estadual, o sistema de logística reversa é regulamentado por decretos estaduais que definem 
critérios de fiscalização, enquanto a Resolução CONAMA nº 465/2014 dispõe sobre os requisitos para 
licenciamento ambiental dos pontos de obtenção e processamento. 
 
Sisteıa de LoČística ReveŘsa Ĳo BŘasil 
O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), criado em 2001, é o 
responsável pela operacionalização da logística reversa de embalagens de agrotóxicos no país. Segundo o 
Sistema Campo Limpo, em 2021 foram previstas 53,6 mil toneladas de embalagens, sendo: 
• 93% recicladas, retornando ao ciclo produtivo; 
• 7% incinerados, devido à contaminação ou inviabilidade de reaproveitamento. 
O sistema conta com mais de 400 unidades de coleta, incluindo postos e centros de coleta, 
gerenciados por associações de distribuidores, cooperativas ou pelo próprio inpEV.

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Quadro 18: Logistica Reversa de Embalagens de Defensivos 
 
FoĲteϡ inpEV 
Situação eı AıaŘČosa 
Em Amargosa, os agrotóxicos utilizados em cultivos agrícolas são geralmente adquiridos em 
cidades vizinhas, uma vez que o município não possui nenhum vendedor local autorizado. Não foram 
identificados postos ou centros de recolhimento cadastrados pelo inpEV no município. 
Desafios IdeĲtificados 
1. Falta de pontos de recolhimento locais: 
• Os agricultores precisam transportar as embalagens de cidades até vizinhas para 
devolução. 
2. Ausência de rastreabilidade: 
• O sistema atual não permite identificar o local exato de aplicação dos agrotóxicos, já que o 
endereço registrado na compra corresponde ao CPF/CNPJ do comprador. 
 
Quadro 19:Unidades Próximas a Amargosa 
Município Tipo Distância Aproximada 
Santo Antônio de Jesus Posto 25 km 
Feira de Santana Centro 120 km 
 
Recomendações Para Amargosa: 
• FiŘıaŘ paŘceŘias coı o iĲpEV e coopeŘativas aČŘícolas paŘa cŘiaŘ postos de ŘecolhiıeĲto eı 
AıaŘČosa.

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͑. PŘoıoveŘ a educação aıbieĲtalϡ 
• RealizaŘ caıpaĲhas paŘa coĲscieĲtizaŘ aČŘicultoŘes sobŘe a iıpoŘtâĲcia da loČística ŘeveŘsa 
e do descaŘte coŘŘeto. 
͒. AıpliaŘ o coĲtŘole e a fiscalizaçãoϡ 
• IıpleıeĲtaŘ ıecaĲisıos ŗue ŘastŘeieı o uso e a destiĲação de eıbalaČeĲs vazias, 
ċacilitaĲdo a ideĲtificação de iŘŘeČulaŘidades. 
͓. IĲceĲtivaŘ a adesão dos veĲdedoŘes locaisϡ 
• EstabeleceŘ iĲceĲtivos paŘa ŗue lojas ŗue coıeŘcializaı aČŘotóƄicos sejaı coıo poĲtos de 
coleta. 
A implementação de um sistema de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos em 
Amargosa é essencial para minimizar os impactos ambientais e garantir o cumprimento das 
regulamentações nacionais. Com a colaboração de agricultores, comerciantes e o poder público, o 
município pode avançar significativamente na gestão 
 
͕.͕.͖ MedicaıeĲtos 
A ampliação do acesso a medicamentos, impulsionada pelos avanços científicos na área da saúde, 
trouxe benefícios à qualidade de vida da população, mas também gerou desafios. Hoje, muitas pessoas 
utilizam medicamentos diariamente, seja para tratar condições de saúde específicas ou para gerenciar dores 
e desconfortos rotineiros (FERNANDES e PETROVICK, 2004). Entretanto, essa disponibilidade crescente 
também contribuiu para um problema crescente: o descarte inadequado de medicamentos. 
No entanto, práticas como o uso irracional de medicamentos, a ausência de venda fracionada, a 
distribuição indiscriminada de amostras, a baixa adesão aos tratamentos prescritos e o consumo sem 
orientação médica têm contribuição para o acúmulo de medicamentos nos domicílios. Frequentemente, 
esses medicamentos são descartados de maneira conveniente após a exclusão, conforme apontado por 
Alencar et al. (2014). 
Crestana e Silva (2011) destacam que muitos medicamentos possuem propriedades químicas 
persistentes, alta capacidade de bioacumulação e baixa biodegradabilidade. Esses fatores tornam o descarte 
inadequado uma ameaça tanto à saúde humana quanto ao meio ambiente. Sistemas convencionais de 
tratamento de água e esgoto não conseguem remover esses resíduos de maneira eficaz, potencializando o 
risco ambiental. 
Reconhecendo os impactos negativos desses resíduos, o Governo Federal instituiu, em 5 de junho 
de 2020, o Decreto Federal nº 10.388/2020, que distribuiu a logística reversa para medicamentos 
domiciliares vencidos ou em desuso. Esse sistema abrange medicamentos de uso humano, industrializados 
ou manipulados, e suas embalagens. O decreto propõe duas fases de implementação:

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͖͐͒ 
 
 
1. Fase 1 : formação de um grupo de acompanhamento, composto por representantes da cadeia 
produtiva (fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes), para estruturar os mecanismos 
de monitoramento e informações sobre a devolução e o destino adequado dos medicamentos. 
2. Fase 2: habilitação de discussão de serviços que atuarão no sistema, desenvolvimento de um plano 
de comunicação para divulgação do sistema e instalação de pontos fixos de coleta. 
O cronograma da Fase 2, conforme o Art. 10 do Decreto, estipula que farmácias e drogarias em 
cidades com mais de 100 mil habitantes devem instalar pontos fixos de coleta, com no mínimo um para 
cada 10 mil habitantes. Contudo, a implementação ocorre de forma gradual: nos dois primeiros anos, nas 
capitais estaduais e municípios com mais de 500 mil habitantes; do terceiro ao quinto ano, nos municípios 
com mais de 100 mil habitantes (BRASIL, 2020). 
Situação eı AıaŘČosa 
Com uma população estimada em cerca de 40 mil habitantes, Amargosa não está contemplada no 
cronograma inicial do decreto. Apesar disso, algumas farmácias privadas já oferecem pontos para descarte 
de medicamentos vencidos, contribuindo voluntariamente para a gestão desses resíduos. Não foram 
identificados no setor público e no privado nenhum ponto de coleta. 
Situação NacioĲal 
No Brasil, o descarte inadequado de medicamentos é uma preocupação crescente devido aos riscos 
ambientais e à saúde pública. Estudos mostram que grande parte da população descarta medicamentos 
vencidos ou em desuso no lixo comum ou na rede de esgoto, práticas que 
Para enfrentar esse desafio, o Governo Federal instituiu, em 5 de junho de 2020, o Decreto nº 10.388, 
que estabelece a logística reversa de medicamentos domiciliários vencidos ou em desuso.  
O cronograma de operacionalização da fase 2 é detalhado no art.10, Decreto Federal nº 10.388/2020: 
 
AŘt. ͐͏. As dŘoČaŘias e ċaŘıácias estabelecidas coıo poĲtos fiƄos de ŘecebiıeĲto ficaı 
obŘiČadas, às suas eƄpeĲsas, a adŗuiŘiŘ, dispoĲibilizaŘ e 
ıaĲteŘ, eı seus estabeleciıeĲtos, 
dispeĲsadoŘes coĲteĲtoŘes, Ĳa pŘopoŘção de, Ĳo ıíĲiıo, uı poĲto fiƄo de ŘecebiıeĲto 
paŘa cada dez ıil habitaĲtes, Ĳos MuĲicípios coı população supeŘioŘ a c eı ıil 
habitaĲtes.§ ͐º Os poĲtos fiƄos de ŘecebiıeĲto de ŗue tŘata a a líĲea "c" do iĲciso II do 
caput do aŘt. ͖º seŘão dispoĲibilizados ČŘadual e pŘoČŘessivaıeĲte, de acoŘdo coı o 
seČuiĲte cŘoĲoČŘaıaϡ 
I - No pŘiıeiŘo e Ĳo seČuĲdo aĲo da ċase ͑ - Ĳas capitais dos Esta dos e Ĳos MuĲicípios 
coı população supeŘioŘ a ŗuiĲheĲtos ıil habitaĲtesϢ e 
II - Do teŘceiŘo ao ŗuiĲto aĲo da ċase ͑ - Ĳos MuĲicípios coı populaçã o supeŘioŘ a ceı 
ıil habitaĲtes ϼBRASIL, ͑͏͑͏Ͻ. 
 
Em 2021, foram implantados mais de 3.600 pontos de coleta de medicamentos no país, resultando 
no recolhimento de 53 toneladas de remédios que foram deixados de serem descartados de maneira

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conveniente. Essa iniciativa beneficiou mais de 70 milhões de brasileiros, demonstrando avanços na 
conscientização e na infraestrutura 
No entanto, a efetividade dessas medidas depende da conscientização da população sobre os riscos 
de descarte inadequado e da utilização dos pontos de coleta disponíveis. É fundamental que campanhas 
educativas sejam intensificadas para informar sobre as práticas corretas de descarte e os locais adequados 
para a devolução de medicamentos 
Esses dados evidenciam a necessidade de ampliar a conscientização e a oferta de pontos de descarte 
adequados em Amargosa. Além disso, parcerias entre o poder público e o setor privado podem ser 
fundamentais para garantir o manejo sustentável e a segurança desses resíduos, minimizando seus impactos 
ambientais e de saúde pública. 
 
͕.͕.͗ EıbalaČeĲs Eı GeŘal 
 
Em novembro de 2015, foi firmado um Acordo Setorial para a Implementação do Sistema de 
Logística Reversa de Embalagens em Geral. Esse acordo tem como objetivo promover o manejo adequado 
e a reciclagem de resíduos de embalagens não perigosas, como papel, papelão, plástico, alumínio, aço, 
vidro ou modificação desses materiais. A gestão do sistema é liderada pela Coalizão Embalagens, um grupo 
composto por 12 organizações representativas do setor empresarial de embalagens. 
Entre as ações previstas, destacam-se as campanhas de educação ambiental e a capacitação de 
cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Essas atividades incluem iniciativas como: 
• Apoio à estruturação das cooperativas: assessoria na formalização, legalização e justiça contábil, 
trabalhista, administrativa, ambiental e fiscal, além de mel horias na gestão de pessoal e recursos 
financeiros. 
• Treinamentos técnicos e ambientais : capacitações específicas à separação, valorização e 
comercialização de materiais recicláveis, incluindo fornecimento de  materiais e recursos para as 
atividades educativas. 
• Acesso a financiamentos : orientação sobre linhas de crédito e financiamento disponíveis para 
cooperativas. 
• Melhorias em infraestrutura e processos: diagnósticos técnicos para identificar necessidades de 
adequação e melhorias nas condições de trabalho, mobilidade e segurança, com o reformas de 
galpões e aquisição de equipamentos (esteiras, prensas, balanças, entre outros). 
• Otimização da comercialização de materiais recicláveis: apoio ao mapeamento de oportunidades 
de mercado, formação de redes de cooperativas e aumento da escala e qual idade dos materiais 
reciclados, gerando maior receita e renda para os catadores.

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͖͔͐ 
 
 
De acordo com dados da Coalizão Embalagens (SINIR, 2022), o sistema de logística reversa 
recuperou cerca de 256 mil toneladas de resíduos em 2020. Além desse acordo setorial, existem termos 
específicos para determinados tipos de materiais. Por exemplo: 
• Embalagens de aço: firmar um Termo de Compromisso, sob a gestão da PROLATA Reciclagem. 
• Latas de alumínio para bebidas: um acordo específico foi assinado em novembro de 2020 entre 
o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Associação Brasileira do Alumínio (Abal)  e a 
Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas). 
Situação eı AıaŘČosa 
Embora o município de Amargosa ainda não tenha uma estrutura robusta para implementar 
integralmente esses sistemas de logística reversa, algumas iniciativas locais estão em andamento. As 
cooperativas e associações de catadores da cidade desempenham papel essencial na reciclagem e 
reaproveitamento de materiais. No entanto, há espaço para avanços, como a melhoria da infraestrutura, 
capacitação técnica e maior integração dessas iniciativas com o sistema nacional. 
Além disso, campanhas de conscientização podem ser intensificadas para incentivar a população a 
separar e destinar corretamente os resíduos recicláveis. O fortalecimento de parcerias com entidades 
regionais e nacionais pode ser um caminho para ampliar os resultados e garantir o cumprimento das metas 
condicionais pelos acordos setoriais. 
 
͕.͖ SOLUÇÕES CONSORCIADAS 
 
Estratégias Consorciadas para a Gestão de Resíduos Sólidos em Amargosa 
A Estratégia Estadual para Lidar com Resíduos Sólidos na Bahia (EERS-B), fundamentada na 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei Federal nº 12.305/2010, destaca a 
importância das parcerias intermunicipais como ferramenta para modernização do manejo de resíduos 
sólidos. Essa abordagem visa racionalizar recursos financeiros, humanos e tecnológicos, promovendo 
soluções sustentáveis e economicamente viáveis. 
Amargosa faz parte do Território de Identidade do Vale do Jiquiriça.

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Quadro 20? Municípios que integram o Território do Vale do Jiquiriça 
 
Fonte: PERS-BA (2024) 
 
Parcerias Regionais: Oportunidades para Amargosa 
Amargosa, localizada no Território de Identidade do Vale do Jiquiriçá, apresenta condições 
desenvolvidas para integrar um consórcio público regional. Essa estratégia pode viabilizar: 
• Compartilhamento de infraestrutura, como aterros sanitários e centrais de triagem. 
• Redução de custos per capita na gestão de resíduos. 
• Implementação de tecnologias sustentáveis, como compostagem e processamento de resíduos 
orgânicos para biogás. 
• Expansão da coleta seletiva e fortalecimento do trabalho de catadores e associações de reciclagem. 
• Instrumentos Legais e Políticas Públicas 
• A Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS) prioriza a formação de consórcios intermunicipais 
e o direcionamento de recursos estaduais e federais para iniciativas regionais. A PNRS, em seu Art. 
8º, inciso XIX, incentivar consórcios como meio de ampliar a eficiência e reduzir custos. Além 
disso, a Lei Federal nº 14.026/2020, que atualiza o marco do saneamento básico, reforça a relevância 
da prestação regionalizada de serviços públicos, incluindo a gestão de resíduos sólidos.

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Figura 16: Mapa de Identidade dos Territórios da Bahia 
 
Fonte: PERS-BA (2024)

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Soluções Consorciadas Aplicáveis a Amargosa 
1. Aterros Sanitários Consorciados: Reduzem custos e garantem a destinação adequada dos 
resíduos. 
2. Centrais Regionais de Triagem e Reciclagem: Promovem maior aproveitamento de materiais e 
redução de resíduos destinados a aterros. 
3. Educação Ambiental Integrada: Programas conjuntos ampliam a conscientização sobre práticas 
de descarte correto. 
4. Parcerias Público-Privadas (PPP): Atraem investimentos para soluções tecnológicas, como 
usinas de compostagem ou tratamento térmico. 
Potencialidades das Soluções Consorciadas 
• Racionalização de recursos e otimização de investimentos. 
• Adoção de tecnologias inovadoras testadas em outros municípios. 
• Redução de impactos ambientais e melhoria da qualidade de vida. 
• Maior facilidade na captação de recursos estaduais e federais. 
Fragilidades das Soluções Consorciadas 
• Divergências político-partidárias que podem dificultar a gestão e a continuidade das ações. 
• Inadimplência de municípios consorciados, comprometendo opções financeiras. 
• Complexidade administrativa, governança eficiente e cooperativa intermunicipal. 
 
O modelo de consórcio intermunicipal pode ser uma alternativa estratégica para Amargosa avançar 
na gestão de resíduos sólidos. Com o potencial de gerar ganhos econômicos, sociais e ambientais, a 
abordagem consorciada alinha-se às políticas públicas nacionais e estaduais, promovendo um 
desenvolvimento mais sustentável e integrado para a região. Mas, são necessários estudos da viabilidade 
econômica e estrutural da implantação de uma solução integrada. 
O PERS Bahia 2024

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Figura 17: Territórios de Saneamento do Estado da Bahia 
 
Fonte: PERS-BA (2024)

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͕.͗ ÁREAS COM RISCO DE POLUIÇÃO E/OU CONTAMINAÇÃO POR RESÍDUOS SÓLIDOS 
 
IdeĲtificação de Passivos AıbieĲtais e ÁŘeas DeČŘadadas eı AıaŘČosa 
Lixão MuĲicipal eı OpeŘação 
Atualmente, Amargosa enfrenta desafios significativos relacionados ao seu lixão municipal, que 
permanece em operação e está programado para ser encerrado em janeiro de 2025. A disposição contida de 
resíduos sólidos em lixões no céu aberto, sem controle ambiental adequado, resulta em diversos passivos 
ambientais que afeta a saúde pública e o meio ambiente. 
Impactos Ambientais Associados ao Lixão Ativo 
A opeŘação coĲtíĲua do liƄão ıuĲicipal acaŘŘeta diveŘsos iıpactos ĲeČativos, iĲcluiĲdoϡ 
• Contaminação de Recursos Hídricos: A infiltração de lixiviados não só pode contaminar aquíferos 
e corpos d'água superficiais, comprometendo a qualidade da água utilizada pela população. 
• Emissão de Gases de Efeito Estufa: A composição de resíduos orgânicos libera gases como metano 
e dióxido de carbono, contribuindo para o aquecimento global e apresentando riscos de  explosões 
em áreas não monitoradas. 
• Proliferação de Vetores de Doenças : A presença de vírus expostos atrai vetores como moscas, 
ratos e outros animais, aumentando o risco de transmissão de doenças para a comunidade local. 
• Degradação do Solo e da Paisagem : A disposição restrita de resíduos compromete a estabilidade 
do solo e a estética da paisagem, dificultando a recuperação e o uso futuro da área. 
Legislação e Obrigações para Encerramento e Recuperação 
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010) estabelece a eliminação de 
lixões e a recuperação de áreas degradadas como metas prioritárias. O artigo 17 da lei determina que os 
Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) devem incluir medidas para a recuperação de 
áreas impactadas pela disposição exclusiva de resíduos. 
Além disso, a Lei Federal nº 14.026/2020, que atualiza o marco legal do saneamento básico, reforça 
a necessidade de consolidar os lixões e promover uma destinação ambientalmente adequada dos resíduos 
sólidos. O prazo para o encerramento total dos lixões nos municípios brasileiros terminou em 2 de agosto 
de 2024. 
Recomendações para Gestão dos Passivos Ambientais 
DiaĲte do ceĲáŘio atual, é iıpeŘativo ŗue AıaŘČosa adote as seČuiĲtes ıedidasϡ 
1. Planejamento do Encerramento: Desenvolver um plano detalhado para o encerramento do lixão, 
incluindo cronograma, recursos necessários e responsabilidades definidas. 
2. Estudos Ambientais: Realizar avaliações técnicas para identificar o nível de contaminação do solo, 
das águas subterrâneas e da presença de gases no local.

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3. Monitoramento Contínuo: Implementar programas de monitoramento ambiental para acompanhar 
a evolução das condições da área pós-encerramento. 
4. Plano de Recuperação : Elaborar e executar um plano de recuperação ambiental, contemplando 
ações como impermeabilização do solo, tratamento de lixiviados e estabilização geotécnica. 
5. Educação Ambiental: Promover campanhas de conscientização sobre os riscos associados ao 
descarte inadequado de resíduos e a importância da recuperação de áreas degradadas. 
͕. Reutilização Planejada: Avaliar possibilidades de uso futuro da área, como a criação de espaços 
verdes ou outras específicas compatíveis com a segurança ambiental. 
 
O encerramento do lixão municipal de Amargosa, previsto para janeiro de 2025, representa uma 
oportunidade crucial para mitigar os passivos ambientais acumulados e promover a recuperação da área 
degradada. A adoção de medidas planejadas e integradas, alinhadas às legislações vigentes, é essencial para 
garantir a proteção ambiental e a saúde pública, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do 
município. 
͕.͘ PROGRAMAS E AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL 
 
6.9.1 Projeto de Educação Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Sólidos nas Escolas da Rede 
Municipal de Ensino de Amargosa 
 
O aumento da preocupação com o destino dos resíduos sólidos e seus impactos no meio ambiente 
tem impulsionado o desenvolvimento de estratégias que visam promover uma gestão sustentável deles de 
forma mais eficiente na cidade de Amargosa. Neste contexto complexidade do problema do lixão municipal 
é evidenciado como um obstáculo significativo para o progresso sustentável da comunidade local. O 
propósito deste projeto em andamento é unir os esforços da Educação Ambiental com as práticas de 
tratamento dos resíduos sólidos na região ao utilizar as escolhas municipais como componentes-chave para 
provocar mudanças positivas nos hábitos da população além de possibilitar uma maior consciencialização 
ambiental.  
Este projeto surge como uma forma de atender à necessidade de diminuir o volume de lixo 
descartado nos aterros sanitários, o que impacta positivamente na preservação do meio ambiente e no bem-
estar da população local. Adicionalmente, essa proposta demonstra o engajamento de Amargosa em seguir 
as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e os princípios da sustentabilidade mundialmente 
reconhecidos.  
A Educação Ambiental é considerada fundamental para promover valores e competências que 
favorecem a compreensão das conexões entre a sociedade e o meio ambiente. Nessa perspectiva específica

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do projeto não se limitam a preparar os estudantes apenas; também englobam professores e gestores 
escolares na comunidade em atividades que impactam positivamente o ambiente ao redor.  
Os principais objetivos da iniciativa envolvem o desenvolvimento de habilidades profissionais para 
a gestão interna de resíduos nas escolas a conscientização acerca dos impactos ambientais provocados pela 
má disposição desses resíduos e a redução da quantidade de lixo encaminhada ao aterro sanitário municipal. 
Além disso o projeto estimula a coleta seletiva em parceria com a Associação de Reciclagem local criando 
oportunidades econômicas e fortalecendo o trabalho dos catadores de materiais recicláveis.  
As atividades planejadas incluem desde a implementação de programas de coleta seletiva até o 
desenvolvimento de campanhas educativas, workshops e eventos destinados à conscientização ambiental. 
A inclusão da temática ambiental no currículo escolar, alinhada com os Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCNs) e com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assegura que o ensino sobre sustentabilidade 
se torne um processo contínuo e impactante.  
 
Os impactos previstos desse projeto são significativos tanto para o meio ambiente quanto para a 
sociedade em geral. Diminuir a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários contribui para 
reduzir a poluição do solo e da água e ajuda a resolver problemas relacionados à proliferação de vetores e 
à emissão de gases prejudiciais. No contexto social, o aumento da conscientização ambiental e a adoção de 
práticas sustentáveis nas escolas têm o potencial de educar cidadãos mais conscientes e envolvidos na 
preservação dos recursos naturais.  
Além disso, a expansão da Associação de Reciclagem contribui para o aumento da receita local ao 
estabelecer um ciclo positivo no qual os resíduos se transformam em recursos valiosos em vez de serem 
apenas problemas. Esse projeto de educação ambiental integrada traz benefícios sustentáveis para os 
habitantes de Amargosa.  
O acompanhamento do projeto será feito de forma constante para assegurar a avaliação contínua 
das ações planeadas e a sua melhoria conforme necessária. Relatórios regulares irão ajudar na identificação 
dos progressos realizados até agora para apoiar melhorias contínuas ajustando estratégias para maximizar 
os resultados alcançados.  
O Projeto de Educação Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Sólidos busca promover ações 
concretas de sustentabilidade e sensibilização ambiental nas escolas municipais de Amargosa. Por meio da 
integração entre Educação Ambiental e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), o projeto 
tem como foco o desenvolvimento de práticas que reduzam os resíduos destinados ao lixão municipal, 
criando uma cultura de reaproveitamento e reciclagem.

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Uma abordagem interdisciplinar visa envolver estudantes, professores e a comunidade escolar no 
aprendizado sobre questões ambientais, promovendo mudanças de comportamento que impactam 
positivamente o meio ambiente e a qualidade de vida local. 
 
Objetivos GeŘal 
• IĲcoŘpoŘaŘ a Educação AıbieĲtal Ĳas escolas ıuĲicipais coıo ċeŘŘaıeĲta paŘa iıpleıeĲtação do 
PGRS, ŘeduziĲdo a ČeŘação e a destiĲação coĲveĲcioĲal de Řesíduos. 
Específicos 
• Capacitar profissionais para o gerenciamento de resíduos sólidos nas escolas. 
• Minimizar o direcionamento de resíduos ao lixão municipal por meio de pr áticas de segregação e 
coleta seletiva. 
• Estabelecer parcerias entre as escolas e a Associação de Reciclagem local. 
• Desenvolver uma cultura sustentável, integrando atividades pedagógicas à s realidades ambientais 
de Amargosa. 
• Ampliar o conhecimento sobre gestão de resíduos e conservação de recursos na turais, como água, 
solo e biodiversidade. 
• Impulsionar economicamente a Associação de Reciclagem para aumentar a quantidade de materiais 
recicláveis eliminados. 
MetodoloČia 
O pŘojeto seŘá eƄecutado eı etapas estŘutuŘadas paŘa ateĲdeŘ às Ĳecessidades de cada escolaϡ 
1. Capacitação e Planejamento: Formação de professores e gestores escolares para a integração do 
PGRS ao currículo escolar e planejamento de ações específicas para cada unidade. 
2. Execução de Atividades: 
o Implementação de programas de recolha seletiva em parceria com a A ssociação de 
Reciclagem. 
o Realização de gincanas, oficinas e feiras científicas com temáticas ambientais. 
o Implantação de lixeiras seletivas e sistemas de segregação nas escolas. 
o Produção de materiais pedagógicos e atividades interativas, como jogos ecológicos e trilhas 
guiadas. 
3. Monitoramento e Avaliação: 
o Acompanhamento contínuo das práticas de gerenciamento de resíduos nas escolas. 
o Relatórios de impacto ambiental e social com base na redução do volume  de resíduos 
destinados à lixão. 
o Revisão e aprimoramento das ações de acordo com os resultados obtidos.

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Benefícios Esperados 
• Ambientais: Redução da carga de resíduos destinados ao lixão, mitigando impactos como poluição 
do solo e contaminação da água. 
• Educacionais: Desenvolvimento de uma consciência crítica sobre questões ambientai s, formando 
cidadãos mais responsáveis e comprometidos com a sustentabilidade. 
• Econômicos: Fortalecimento da Associação de Reciclagem, criando oportunidades de geraçã o de 
renda e ampliando o mercado de materiais recicláveis. 
 
Iıpacto paŘa AıaŘČosa 
O projeto representa um avanço na gestão de resíduos sólidos do município, alinhando-se às 
diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e ao Plano Municipal de Educação. Sua implementação 
proporcionará benefícios à comunidade escolar e à população de Amargosa, reforçando o compromisso 
com o desenvolvimento sustentável. 
 
͕.͐͏ CUSTOS E ARRECADAÇÃO 
Entre os anos de 2018 e 2024, Amargosa delegou a prestação de serviços de coleta, transporte e 
destinação final de resíduos sólidos domiciliares a uma empresa privada por meio de contratos específicos. 
Esses contratos foram financiados por recursos públicos e por outras fontes de relatórios financeiros, 
garantindo a continuidade dos serviços. Atualmente, o município planeja manter o modelo de delegação e 
já iniciou um novo processo de concessão para a execução de serviços de coleta, transporte e provisão final 
de resíduos sólidos domiciliares. Até o momento, não há compromissos de desequilíbrio econômico-
financeiro nesse modelo de prestação. 
No que diz respeito à gestão dos resíduos de serviços de saúde provenientes de estabelecimentos 
públicos, o município registrou uma despesa de R$ 76.243,75 durante o ano de 2021. Essa quantidade foi 
especificada à coleta, tratamento e destino adequado desses resíduos, de acordo com as normas ambientais 
vigentes. 
A limpeza urbana, por ser um serviço indivisível oferecido à coletividade, não possui cobrança 
específica por tarifa ou taxa de RSD, uma vez que não é possível quantificar o benefício individual de cada 
usuário. Assim, os custos são absorvidos integralmente pelos recursos municipais, o que representa um 
desafio para garantir a sustentabilidade financeira do serviço. 
Cobrança de Resíduos Especiais 
Os resíduos volumosos e os oriundos de obras e reformas, como móveis descartados, entulhos e 
restos de podas, excluem manejo diferenciado devido ao seu impacto ambiental e aos custos adicionais de

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transporte e destinação. Assim, os geradores desses resíduos são cobrados com base no volume descartado, 
buscando garantir que os custos associados ao serviço sejam repassados proporcionalmente àqueles que 
exigem maior utilização do sistema. Essa prática 
• Desonerar os recursos públicos destinados ao manejo de RSD. 
• Promover a sustentabilidade financeira dos serviços. 
• Estimular o descarte consciente e o reaproveitamento de materiais. 
 
Arrecadação e Gestão dos Serviços 
Apesar do sistema de cobrança por resíduos especiais, a manutenção da limpeza urbana ainda 
apresenta desafios financeiros. A tabela a seguir apresenta uma amostra das receitas realizadas de janeiro 
de 2024 até 31 de agosto de 2024, ilustrando as receitas envolvidos na gestão dos resíduos: 
 
Tabela 29:Taxas de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos 
Data Processo Valor 
01/01/2024 a 31/08/2024 vários 11.920,32 
Fonte: PMA (Município Online) 
O Município ainda não instituiu a forma de cobrança pelos resíduos sólidos domiciliares (RDO), 
essa será uma das propostas desse plano, mais à frente no tópico de implantação da taxa de destinação de 
resíduos sólidos. 
 
͕.͐͐ REGULAÇÃO 
De acoŘdo coı a Lei FedeŘal Ĳº ͐͐.͓͓͔/͑͏͏͖, ŗue estabelece diŘetŘizes ĲacioĲais paŘa o saĲeaıeĲto 
básico, é ŘespoĲsabilidade do titulaŘ dos seŘviços públicos de liıpeza uŘbaĲa e ıaĲejo de Ř esíduos sólidos 
defiĲiŘ a eĲtidade ŘespoĲsável pela ŘeČulação e fiscalização desses seŘviços. Essa  atŘibuição deve seŘ 
eƄeŘcida de ċoŘıa iĲdepeĲdeĲte da ıodalidade de pŘestação de seŘviços, seja poŘ adıiĲistŘação diŘeta, 
deleČação a teŘceiŘos ou paŘceŘias. 
No coĲteƄto de AıaŘČosa, a defiĲição de uıa eĲtidade ŘeČuladoŘa e fiscalizadoŘ a é esseĲcial paŘa 
ČaŘaĲtiŘ ŗue os seŘviços pŘestados sejaı pŘestados coı eficiêĲcia, ŗualidade e a liĲhaıeĲto às ıetas 
pŘevistas Ĳos coĲtŘatos e Ĳo PlaĲo MuĲicipal de Gestão IĲteČŘada de Resíduos Sólidos ϼPMGIRSϽ. Aléı disso, 
essa eĲtidade deve ČaŘaĲtiŘ ŗue os usuáŘios teĲhaı acesso a seŘviços coı taŘiċas justas, iĲceĲtivaĲdo a 
eficiêĲcia e eficácia poŘ ıeio de padŘões ĲoŘıativos beı defiĲidos. 
CoĲċoŘıe o aŘt. ͑͑ da Lei Ĳº ͐͐.͓͓͔/͑͏͏͖, os objetivos da ŘeČulação iĲclueıϡ

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1. Estabelecimento de padrões e normas: Garantir a qualidade e expansão dos serviços, promovendo 
a satisfação dos usuários e observando normas de referência editadas pela  Agência Nacional de 
Águas e Saneamento Básico (ANA). 
2. Cumprimento de metas e contratos : Fiscalizar o cumprimento das condições pactuadas nos 
contratos de prestação de serviços e nos planos municipais. 
3. Combate ao abuso de poder econômico : Prevenir práticas abusivas no setor, em conformidade 
com o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. 
4. Definição de tarifas : estabelece tarifas que asseguram o equilíbrio econômico-financeiro dos  
contratos e a modicidade tarifária, garantindo eficiência e compartilha mento dos ganhos com os 
usuários. 
A ŘeČulação taıbéı coıpŘeeĲde a edição de ĲoŘıas técĲicas, ecoĲôıicas e sociais ŘelacioĲadas 
à pŘestação de seŘviços, abŘaĲČeĲdo aspectos coıoϡ 
• Padrões e indicadores de qualidade. 
• Requisitos operacionais e de manutenção. 
• Metas de expansão e qualidade dos serviços. 
• Estrutura e níveis tarifários, incluindo procedimentos de reajuste e revisão. 
• Monitoramento de custos e eficiência dos serviços prestados. 
• Atendimento ao público e mecanismos de participação social. 
• Procedimentos de fiscalização e aplicação de avaliações. 
AtualıeĲte, AıaŘČosa aiĲda Ĳão coĲta coı uıa eĲtidade específica ŗue ŘeČula e fiscaliza os 
seŘviços de liıpeza uŘbaĲa e ıaĲejo de Řesíduos sólidos. CoĲtudo, há uıa opoŘtu Ĳidade de avaĲço Ĳesse 
aspecto poŘ ıeio da adesão a coĲsóŘcios iĲteŘıuĲicipais ŗue já deseıpeĲhaı essa ċ uĲção, coıo o 
eƄeıplo de ıuĲicípios ŗue iĲteČŘaı eĲtidades coıo a AČêĲcia ReČuladoŘa IĲteŘıu Ĳicipal de SaĲeaıeĲto 
ϼARISϽ. 
A ċoŘıalização dessa estŘutuŘa ŘeČuladoŘa eı AıaŘČosa, seja poŘ ıeio de uı coĲsóŘcio ou pela 
cŘiação de uıa aČêĲcia ıuĲicipal específica, tŘaz beĲeċícios coıoϡ 
• Garantia da qualidade dos serviços prestados. 
• Transparência na definição e aplicação de tarifas. 
• Planejamento estratégico para expansão e melhoria dos serviços. 
• Estímulo à participação social no monitoramento das ações. 
A ŘeČulação eficieĲte é uı passo esseĲcial paŘa ŗue a AıaŘČosa avaĲce Ĳa iıpleıeĲta ção de 
políticas públicas ŗue ČaŘaĲtaı a susteĲtabilidade e a eficiêĲcia Ĳo ıaĲejo de Řesíduos sólidos, pŘoıoveĲdo 
ıaioŘ justiça social e pŘoteção aıbieĲtal.

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͕.͐͐.͐ LeČislações e NoŘıas Aplicáveisϡ 
LEIS 
Quadro 21: Quadro de Leis 
Norma/Lei Ementa Status atual 
FC/1988 Constituição da República Federativa do Brasil Vigente 
nº 8.666/1993 Institui normas para licitações e contratos da Administração Pública, e dá outras 
providências. 
Revogada pela Lei nº 
14.133/2021 
nº 9.605/1998 Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades 
lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Vigente 
nº 9.795/1999 Dispõe sobre a educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental. Vigente 
nº 10.257/2001 Regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da 
política urbana, e dá outras providências. Vigente 
nº 11.107/2005 Dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos. Vigente 
nº 11.445/2007 Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento. Alterada pela Lei nº 
14.026/2020 
nº 12.187/2009 Institui a Política Nacional sobre a Mudança do Clima. Vigente 
nº 12.305/2010 Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Vigente 
 
DECRETOS BRASIL 
Quadro 22: Quadro de Decretos 
Norma/Decreto Ementa Status atual 
nº 6.017/2007 Regulamenta a Lei nº 11.107/2005, que dispõe sobre normas gerais de contratação de 
consórcios públicos. Vigente 
nº 6.514/2008 Dispõe sobre infrações e avaliações administrativas ao meio ambiente e estabelece o 
processo administrativo federal para apuração dessas infrações. 
Alterado pelo Decreto nº 
11.080/2022 
nº 7.217/2010 Regulamenta a Lei nº 11.445/2007 sobre diretrizes nacionais para o saneamento. Revogado pelo Decreto nº 
10.588/2020 
nº 7.390/2010 Regulamenta a Política Nacional sobre Mudança do Clima, Lei nº 12.187/2009, 
especialmente os arts. 6º, 11º e 12º. Vigente 
nº 7.404/2010 Regulamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010. Vigente 
nº 7.619/2011 Regulamenta a concessão de crédito presumido do IPI na aquisição de resíduos sólidos. Vigente 
 
RESOLUÇÕES CONAMA 
Quadro 23: Quadro de Resoluções do CONAMA 
Norma/Resolução Ementa Status atual 
nº 420/2009 Dispõe sobre critérios de qualidade do solo e diretrizes para gerenciamento 
ambiental de áreas contaminadas. Vigente 
nº 404/2008 Estabelece critérios para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno 
porte de resíduos sólidos urbanos. Vigente 
nº 386/2006 Altere a arte. 18 da Resolução CONAMA nº 316/2002 sobre tratamento térmico de 
resíduos. 
Revogada pela 
Resolução nº 
499/2020 
nº 313/2002 Dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais. Vigente 
nº 378/2006 Definir empreendimento ambientais causadores de impacto ambiental nacional ou 
regional. Vigente 
nº 316/2002 Dispõe sobre sistemas de tratamento térmico de resíduos. Alterada pela Resolução nº 
386/2006. 
Revogada pela 
Resolução nº 
499/2020 
nº 275/2001 Estabelece código de núcleos para coleta seletiva de resíduos. Vigente 
nº 307/2002 Estabelece diretrizes para gestão de resíduos da construção civil. Alterada pelas 
Resoluções nº 348/2004 e nº 431/2011. Vigente 
nº 358/2005 Dispõe sobre tratamento e disposição final de resíduos dos serviços de saúde. Vigente 
nº 330/2003 Institui a Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos. 
Alterada pelas Resoluções nº 360/2005 e nº 376/2006. Vigente 
nº 006/1991 Dispõe sobre incineração de resíduos sólidos de estabelecimentos de saúde, portos e 
aeroportos. 
Revogada pela 
Resolução nº 
500/2020 
Resolução ANVISA nº Dispõe sobre o Regulamento Técnico para gerenciamento de resíduos de serviços de Vigente

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306/2004 saúde. 
nº 401/2008 Estabelece limites de metais tóxicos para pilhas e baterias e critérios para 
gerenciamento adequado. Alterada pela Resolução nº 424/2010. Vigente 
nº 023/1996 Regulamentação de importação e uso de resíduos perigosos. Alterada pelas 
Resoluções nº 235/1998 e nº 244/1998. 
Vigente 
nº 228/1997 Dispõe sobre a importação de resíduos de acumuladores elétricos de chumbo. Vigente 
nº 416/2009 Dispõe sobre a prevenção da manipulação ambiental causada por pneus inservíveis. Vigente 
nº 008/1991 Dispõe sobre entrada de materiais residuais no país. 
Revogada pela 
Resolução nº 
500/2020 
nº 368/2006 Altera dispositivos da Resolução nº 335/2003 sobre licenciamento ambiental de 
cemitérios. Alterada pela Resolução nº 402/2008. Vigente 
nº 430/2011 Dispõe sobre condições e padrões de lançamento de efluentes e complementa a 
Resolução nº 357/2005. 
Vigente 
nº 410/2009 Prorroga prazos para complementação de padrões de lançamento de efluentes 
previstos na Resolução nº 357/2005. 
Vigente 
nº 380/2006 Retifica a Resolução nº 375/2006 sobre uso agrícola de lodos de esgoto. 
Revogada pela 
Resolução nº 
498/2020 
nº 375/2006 Definir critérios para uso agrícola de lodos de esgoto. Retificada pela Resolução nº 
380/2006. 
Revogada pela 
Resolução nº 
498/2020 
nº 357/2005 
Dispõe sobre classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para seu 
enquadramento. Alterada pelas Resoluções nº 370/2006, nº 397/2008, nº 410/2009 e 
nº 430/2011. 
Vigente 
nº 005/1993 Dispõe sobre gerenciamento de resíduos sólidos gerados em portos, aeroportos e 
terminais. Alterada pela Resolução nº 358/2005. Vigente 
nº 005/1988 Dispõe sobre o licenciamento de obras de saneamento básico. Vigente 
nº 362/2005 Dispõe sobre recolhimento, coleta e destinação de óleo de transporte usado ou 
contaminado. Vigente 
nº 235/1998 Altera o anexo 10 da Resolução nº 023/1996. Vigente 
nº 334/2003 Dispõe sobre licenciamento ambiental para coleta de embalagens vazias de 
agrotóxicos. 
Vigente 
ABNT NBR 
Quadro 24: Quadro de Normas (ABNT NBR) 
Norma/NBR Ementa Status 
atual 
10004/2004 Resíduos sólidos – Classificação. Vigente 
15849/2010 Resíduos sólidos urbanos – Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização, projeto, 
implantação, operação e encerramento. Vigente 
13221/2010 Transporte terrestre de resíduos. Vigente 
13334/2007 Conteúdo metálico de 0,80 m³, 1,2 m³ e 1,6 m³ para coleta de resíduos sólidos por coletores-compactadores 
de carregamento traseiro – Requisitos. Vigente 
10005/2004 Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos. Vigente 
10005/2004 Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos. Vigente 
10007/2004 Amostragem de resíduos sólidos. Vigente 
13999/2003 Papel, cartão, pastas celulósicas e madeira - Determinação de destruição (cinza) após incineração a 525°C. Vigente 
14599/2003 Requisitos de segurança para coletores-compactadores de carregamento traseiro e lateral. Vigente 
8849/1985 Apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos – Procedimentos. Vigente 
14283/1999 Resíduos em solos – Determinação da biodegradação pelo método respirométrico. Vigente 
13591/1996 Compostagem – Terminologia. Vigente 
13463/1995 Coleta de resíduos sólidos. Vigente 
1298/1993 Líquidos livres - Verificação em amostra de resíduos - Método de ensaio. Vigente 
13896/1997 Aterros de resíduos não perigosos - Critérios para projeto, implantação e operação. Vigente 
1299/1993 Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos – Terminologia. Vigente 
15112/2004 Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem - Diretrizes para projeto, 
implantação e operação. Vigente 
15116/2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Utilização em pavimentação e preparação de 
concreto sem função estrutural – Requisitos. Vigente 
15113/2004 Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - Aterros - Diretrizes para projeto, implantação e 
operação. Vigente 
15114/2004 Resíduos sólidos da Construção Civil - Áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto, implantação e 
operação. Vigente 
15115/2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Execução de camadas de pavimentação – 
Procedimentos. Vigente

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14652/2001 Coletor-transportador rodoviário de resíduos de serviços de saúde - Requisitos de construção e inspeção - 
Resíduos do grupo A. Vigente 
8418/1984 Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos - Procedimento. Vigente 
12808/1993 Resíduos de serviço de saúde – Classificação. Vigente 
12810/1993 Coleta de resíduos de serviços de saúde – Procedimentos. Vigente 
12807/1993 Resíduos de serviços de saúde – Terminologia. Vigente 
15051/2004 Laboratórios clínicos – Gerenciamento de resíduos. Vigente 
10157/1987 Aterros de resíduos perigosos - Critérios para projeto, construção e operação – Procedimento. Vigente 
11175/1990 Incineração de resíduos sólidos perigosos - Padrões de desempenho – Procedimento. Vigente 
12235/1992 Armazenamento de resíduos sólidos perigosos – Procedimento. Vigente 
7166/1992 Conexão internacional de descarga de resíduos sanitários - Formato e dimensões. Vigente 
14952-
3/2006 
Sistemas espaciais – Limpeza de superfícies de sistemas de fluido. Parte 3: Procedimentos analíticos para a 
determinação de resíduos não voláteis e contaminação de partículas. Vigente 
8911/1985 Solventes - Determinação de material não volátil - Método de ensaio. Vigente 
 
 
͕.͐͑ CONSIDERAÇÕES 
Amargosa oferece uma gama abrangente de serviços relacionados à limpeza urbana e ao manejo de 
resíduos sólidos, incluindo a coleta de resíduos domiciliares com ampla cobertura populacional, a gestão 
de resíduos volumosos e serviços diferenciados para resíduos de saúde provenientes de unidades públicas. 
Além disso, o município realiza atividades como varrição de ruas, capina, roçada, raspagem de vias e 
limpeza de espaços públicos. Apesar disso, ainda há desafios importantes para que a gestão de resíduos 
sólidos esteja cumprida de acordo com as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Com base no diagnóstico realizado, foram identificadas as principais carências e deficiências no 
sistema de manejo e limpeza urbana de Amargosa: 
• Educação Ambiental Limitada: As ações de educação ambiental são restritas às escolas e não há 
um programa contínuo que atinja a população de forma ampla, para conscientizá-la sobre o ciclo de 
vida dos resíduos e sobre o manejo correto dos diferentes tipos gerados. 
• Inadequação no Acondicionamento de Resíduos : Muitos resíduos domiciliares são comprados 
diretamente sobre as calçadas ou vias públicas, causando poluição visual, obstrução de passagens e 
aumento do risco de contato por animais ou transporte inadequado para o si stema de drenagem 
pluvial durante períodos chuvosos. 
• Descarte Irregular e Pontos Viciados : O descarte irregular de resíduos volumosos, entulhos de 
construção civil e até mesmo resíduos domiciliares ocorre em terrenos baldios e passeios públicos. 
Além disso, é comum que resíduos volumosos sejam deixados para coleta fora do cronograma 
previsto e sem prévio agendamento. 
• Deficiências na Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS): Algumas unidades públicas de 
saúde não possuem Planos de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde ( PGRSS) e/ou 
apresentam inadequações no armazenamento e separação desses resíduos, além de estruturas físicas 
insuficientes para essa finalidade.  
• Ausência de Plano para Resíduos de Construção Civil : Não há um Plano Municipal de Gestão 
para Resíduos de Construção Civil (RCC), nem um sistema eficaz de controle e fi scalização sobre 
os geradores e empresas que realizam a destinação desses resíduos.

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• Deficiência na Divulgação de Informações: Embora existam notícias sobre os serviços prestados, 
o município carece de um sistema acessível para consulta de cronogramas de serviços, como 
variação ou coleta de volumes, dificultando a comunicação com a população. 
• Falta de Logística Reversa : O município não foi contemplado por acordos setoriais de logística 
reversa específicos nacionalmente, limitando os pontos de entrega de resí duos como 
eletrodomésticos, lâmpadas e pilhas. Além disso, a localização dos pontos existentes é pouco 
divulgada, o que dificulta o acesso pela população. 
• Ausência de Estudos Gravimétricos : Não são realizados estudos regulares sobre a composição 
dos resíduos coletados, o que compromete o planejamento das ações de mane jo e a avaliação da 
eficácia de programas de educação ambiental. 
• Falta de Monitoramento Integrado: O município não possui um sistema integrado para monitorar 
as atividades e consolidar informações sobre limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos. 
• Deficiências na Legislação Municipal : Existem lacunas na legislação sobre manejo de resíduos, 
como a ausência de critérios para diferenciar resíduos domiciliar es de resíduos gerados por 
estabelecimentos comerciais e de serviços. Isso dificulta a aplicação de responsabilidades conforme 
a Lei Federal nº 12.305/2010. 
• Problemas em Cemitérios Municipais : Os cemitérios sob gestão pública não possuem licenças 
ambientais e carecem de um sistema adequado para o gerenciamen to de resíduos provenientes de 
exumações. 
• Falta de Fiscalização sobre Resíduos Específicos : Não há monitoramento ou controle regular 
sobre resíduos industriais, de transporte, agrossilvopastoris ou de mineração. 
• Condições Precárias para Catadores: Muitos catadores individuais atuam sem equipamentos de 
proteção ou infraestrutura adequada para separação e armazenamento de materiais recicláveis. 
• Ausência de Avaliações Populares : Não são realizadas pesquisas para medir a satisfação da 
população com os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos. 
• Falta de Sistema para Monitorar Resíduos de Construção Civil e Volumosos: O município não 
possui um sistema integrado que permita acompanhar e controlar a transfe rência desses resíduos, 
dificultando a rastreabilidade e o controle eficaz. 
• Deficiências na Legislação Municipal: Lacunas legais dificultam a responsabilização de geradores 
de resíduos comerciais e de serviços, conforme a Lei Federal nº 12.305/2010. 
 
͕.͐͑.͐ INDICADORES RELACIONADOS AO MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS 
O Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), criado em 1996, tem como 
objetivo principal reunir dados e fornecer informações planejadas sobre os serviços relacionados ao 
abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e manejo de resíduos sólidos. Desde 2002, 
o SNIS inclui informações específicas sobre resíduos sólidos, disponibilizando diagnósticos anuais com 
panoramas municipais, estaduais e nacionais (Ministério das Cidades, 2023). 
Em Amargosa, o preenchimento das informações sobre o sistema de manejo de resíduos sólidos e 
limpeza urbana no SNIS é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Fazenda e Gestão Estratégica.

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͐͐͘ 
 
 
Esses dados são fundamentais para monitorar a eficiência dos serviços e planejar melhorias no manejo de 
resíduos. 
IĲdicadoŘes Locais 
Com base nas diretrizes do SNIS, foram destacados os principais indicadores para Amargosa em 
2022. Os resultados refletem a abrangência e a eficiência dos serviços, bem como as lacunas na gestão dos 
resíduos sólidos: 
1. Taxa de cobertura de coleta domiciliar (RDO): 100% da população do município é atendida pela 
coleta de resíduos domiciliares, demonstrando um alcance total dos serviços básicos de coleta. 
2. Taxa de cobertura da coleta seletiva porta-a-porta: A ser construído. 
3. Massa de resíduos coletados per capita (RDO + RPU): A média diária de resíduos coletados por 
habitante na área urbana é de 0,84 kg. 
4. Taxa de recuperação de materiais recicláveis: A ser construído. 
5. Massa per capita coletada via coleta seletiva: A ser construído. 
6. Massa de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) coletada per capita: A ser construído. 
7. Massa de Resíduos de Construção Civil (RCC) coletada per capita: O município registra 0,015 
kg/hab.dia de resíduos provenientes de construção civil, destacando a necessidade de maior controle 
sobre essa categoria. 
8. Despesa per capita com manejo de resíduos sólidos urbanos (RSU) : O custo médio anual dos 
serviços de manejo de resíduos por habitante urbano é de R$231,04. 
9. Receita per capita arrecadada: Não aplicado política de cobrança. 
10. Taxa de despesas com RSU em relação às despesas correntes : O município destina 1,75% de 
suas despesas correntes para o manejo de resíduos sólidos urbanos. 
Tabela 30: Método para o cálculo dos indicadores 
Nº Indicador Forma de Cálculo 202X  
 
 
1 
Taxa de cobertura da coleta RDO em relação à pop. total (%) (População total atendida pela coleta de RDO 
no município/População Total) X 100 
 
 
 
 
2 
Taxa de cobertura do serviço de coleta seletiva porta-a-porta 
em relação à população urbana do município (%) 
(População urbana atendida pela coleta 
seletiva/População Urbana) x 100 
 
 
 
3 
Massa coletada (RDO + RPU) per capita em relação à 
população urbana (Kg/hab.dia) * 
(Quantidade de RDO e RPU 
coletada/População Urbana) x 1000/365 
 
 
 
 
4 
Taxa de recuperação de materiais recicláveis (exceto matéria 
orgânica e rejeitos) em relação à quantidade total (RDO 
+ RPU) coletada (%) ou Índice de Reciclagem (%) * 
(Quant. total de materiais recicláveis 
recuperados/Quantidade de RDO e RPU 
coletada) x 100 
 
 
5 
Massa per capita recolhida via coleta seletiva (Kg/hab.ano) (Quantidade total recolhida pela coleta 
seletiva/População Urbana) x 1000 
 
 
 
6 
Massa de RSS coletada per capita (Kg/(1000hab.dia) 
(Quantidade total de RSS 
coletados/População Urbana) x 
(1.000.000/365)

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͐͑͘ 
 
 
 
 
7 
Massa de RCC coletada per capita (Kg/hab.dia) (Quantidade total de RCC coletada/População 
Urbana) x (1.000/365) 
 
 
8 
Despesa per capita com manejo de RSU em relação à 
população urbana (R$) 
Despesa total com serviços de manejo de 
RSU/População Urbana 
 
 
9 
Receita arrecadada per capita com taxas ou outras formas de 
cobrança pela prestação de serviços de manejo RSU (R$) 
Receita arrecadada com taxas e tarifas 
referentes à gestão e manejo de 
RSU/População Urbana 
 
 
10 
Taxa de despesa per capita com manejo de RSU em relação às 
despesas correntes municipais (%) 
Despesa total com serviços de manejo de 
RSU/Despesas correntes municipais 
 
 
CoĲsideŘaŘ apeĲas os RDO. 
 
Liıitações IdeĲtificadas 
Embora o município tenha apresentado bons índices em termos de cobertura de serviços básicos, 
algumas limitações foram indicadas no cálculo dos indicadores: 
• Ausência de dados sobre Resíduos Sólidos Públicos (RPU) : Não foi possível incluir a massa de 
resíduos provenientes de varrição, capina, limpeza de feiras e outros serviços públicos, devido à 
falta de quantificação sistemática. 
• Baixa taxa de reciclagem e ausência de dados: Apesar da cobertura total da coleta seletiva, a taxa 
de recuperação de materiais recicláveis permanece abaixo de 10%, evidenciando a necessidade de 
ações de melhoria de educação ambiental e logística reversa. 
• Controle de resíduos de construção civil : A coleta e destinação de RCC são pouco monitoradas, 
o que envolve o planejamento e a eficácia do sistema. 
RecoıeĲdações 
1. Implementação de monitoramento sistemático : Desenvolver mecanismos para quantificar os 
resíduos sólidos públicos e incluir esses dados nos indicadores locais. 
2. Fortalecimento da coleta seletiva : Ampliar campanhas de educação ambiental para aumentar a 
adesão da população à separação de resíduos recicláveis. 
3. Melhoria na gestão de RCC: Criar um sistema de controle e fiscalização para resíduos de 
construção civil, com maiores articulações entre geradores e o município. 
4. Ampliação da transparência : Disponibilizar relatórios anuais detalhados sobre os serviços de 
manejo de resíduos sólidos para facilitar o planejamento e a participação social.

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͖.͏ PROGNÓSTICO  
 
Durante a fase inicial do trabalho, foi feita uma análise detalhada das condições atuais dos serviços 
de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos no município de Amargosa. Esta etapa incluiu a avaliação 
das estruturas de apoio disponíveis e a identificação de problemas e lacunas que precisam ser corrigidas. 
Na fase de planejamento futuro do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), 
o objetivo é projetar as necessidades de serviços e infraestrutura para as próximas três décadas, 
considerando tanto o cenário atual quanto a adequação às normas previstas pela Política Nacional de 
Saneamento Básico (PNSB) e pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), além do crescimento 
esperado da população local. 
A PNRS estabelece como prioridade uma gestão de resíduos que siga esta ordem: evitar a geração, 
promover a redução, incentivar a reutilização, estimular a reciclagem, realizar o tratamento adequado e 
garantir a disposição final de forma ambientalmente correta. Com base nessa posição, foram estruturados 
programas, metas e ações específicas para melhorar o manejo de resíduos sólidos em Amargosa. 
Na definição dessas iniciativas, também foram levadas em conta diretrizes relacionadas às 
orientações técnicas, econômicas e jurídicas, buscando alinhar as propostas às melhores práticas de gestão. 
As estimativas de investimento neste plano foram baseadas em estudos prévios e projeções, mas devem ser 
revisadas continuamente, conforme novos dados e projetos detalhados se tornem disponíveis. 
As metas e ações propostas foram organizadas em quatro categorias de prazo. As cláusulas de 
aplicação imediata devem ser renovadas até o segundo ano do plano, ou seja, até 2026. Ações de curto 
prazo têm conclusão prevista para até sete anos (2032). As ações de prazo médio abrangem o período entre 
o oitavo e o décimo quinto ano, enquanto as de longo prazo deverão ser realizadas a partir do décimo sexto 
ano (2041). Por fim, as ações contínuas serão planejadas de forma permanente após sua implementação. 
 
7.1 PROJEÇÕES POPULACIONAIS  
 
As projeções populacionais são essenciais para planejar as infraestruturas e estratégias de manejo 
de resíduos sólidos em Amargosa. Para o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 
(PMGIRS), foi utilizado o método de projeção populacional exponencial ajustado, uma abordagem que 
permite maior precisão ao considerar o comportamento histórico e tendências de crescimento da população. 
A escolha do método de projeção populacional exponencial ajustado para o Plano Municipal de 
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Amargosa se fundamenta em sua robustez e adequação 
para o planejamento estratégico de longo prazo. Este método, amplamente reconhecido em estudos

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demográficos, é ideal para municípios que apresentam crescimento populacional constante, permitindo uma 
estimativa confiável do comportamento futuro da população. 
Motivações para a Escolha do Método 
A projeção populacional é um dos pilares do planejamento em gestão de resíduos sólidos, pois 
influencia diretamente na estimativa de geração de resíduos, dimensionamento de infraestrutura e alocação 
de recursos. Optou-se pelo método exponencial ajustado devido à sua capacidade de incorporar dados 
históricos, como os censos de 2000 e 2010, além das estimativas anuais do IBGE até 2021. Essa abordagem 
permite suavizar variações pontuais, oferecendo uma previsão mais alinhada às tendências reais de 
crescimento populacional em Amargosa. 
O método também foi ajustado com base em fatores locais, como a taxa de crescimento populacional 
observada nos últimos anos, considerando migrações internas e dinâmicas socioeconômicas do município. 
Assim, a projeção reflete não apenas os dados históricos, mas também as investigações locais, essenciais 
para a formulação de políticas públicas específicas. 
Relevância para o Planejamento de Resíduos Sólidos 
A escolha do método está diretamente relacionada às necessidades do PMGIRS, uma vez que o 
crescimento populacional afeta significativamente a demanda por serviços de coleta, transporte e destinação 
de resíduos sólidos. Com base nos resultados da projeção, é possível: 
Dimensionar corretamente a capacidade das unidades de tratamento e disposição final de resíduos. 
Planeje o número de veículos e rotas de coleta para atender a população de forma eficiente. 
Estabelecer metas realistas de redução, reutilização e reciclagem de resíduos, ajustadas ao cenário 
populacional projetado. 
Além disso, a proposta oferece suporte para atender às exigências legais, como as diretrizes da 
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e da Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB), que 
exigem um planejamento integrado e sustentável. 
Considerações Adicionais 
É importante ressaltar que a escolha do método de projeção populacional também exige a revisão 
periódica, garantindo flexibilidade para ajustes com base em novos dados do IBGE ou em estudos 
específicos para o município. Essa característica é fundamental para adaptar o plano às mudanças nas 
dinâmicas populacionais, como fluxos migratórios ou alterações nas taxas de crescimento.

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A utilização da projeção exponencial ajustada reflete o compromisso da Amargosa em adotar 
práticas baseadas em dados técnicos e científicos, garantindo que o PMGIRS seja uma ferramenta eficaz 
para promover a sustentabilidade ambiental e o bem-estar da população. 
Tabela 31: Repetição da Tabela 10 
Ano População Projetada 
(Ajustada) 
2025 39.248 
2026 40.033 
2027 40.834 
2028 41.651 
2029 42.484 
2030 43.334 
2031 44.201 
2032 45.085 
2033 45.987 
2034 46.907 
2035 47.374 
2036 47.850 
2037 48.328 
2038 48.811 
2039 49.299 
2040 49.792 
2041 50.290 
2042 50.793 
2043 51.301 
2044 51.814 
Fonte: Autor (2024) 
7.2 RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS  
͖.͑.͐ Resíduos doıiciliaŘes  
Para a projeção da geração de resíduos domiciliares no período entre 2025 e 2044, foi utilizado o 
estudo populacional descrito na Tabela 29 e a geração per capita média específica de Amargosa, estimada 
em 0,57 kg/hab.dia. Esse valor foi mantido constante ao longo do período de planejamento, considerando 
as características locais de produção de resíduos. 
A Tabela 30 apresenta a projeção da geração de resíduos domiciliares e sua composição, elaborada 
com base no estudo gravimétrico atualizado e ajustada às condições específicas do município de Amargosa. 
Essa abordagem reflete a realidade local e possibilita o planejamento adequado das ações de manejo de 
resíduos.

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͖.͑.͐.͐ PŘojeção da ČeŘação de Řesíduos  
 
Tabela 32: Quantidades Projetas de RDO para o horizonte do Projeto 
Ano População 
Total 
Atendida 
Geração 
Diária 
(toneladas) 
Geração 
Mensal 
(toneladas) 
Geração 
Anual 
(toneladas) 
Recicláveis 
(20,76%) 
Orgânicos 
(62,88%) 
Rejeitos 
(11,53%) 
Logística 
Reversa 
(4,83%) 
2025 39248 31.4 942 11461 2378.83 7207.11 1321.82 553.24 
2026 40033 32.03 960.9 11690.95 2426.56 7351.71 1348.34 564.34 
2027 40834 32.67 980.1 11924.55 2475.04 7498.61 1375.28 575.62 
2028 41651 33.32 999.6 12161.8 2524.29 7647.8 1402.64 587.07 
2029 42484 33.99 1019.7 12406.35 2575.04 7801.58 1430.85 598.88 
2030 43334 34.67 1040.1 12654.55 2626.56 7957.66 1459.47 610.86 
2031 44201 35.36 1060.8 12906.4 2678.83 8116.03 1488.52 623.02 
2032 45085 36.07 1082.1 13165.55 2732.62 8279 1518.41 635.53 
2033 45987 36.79 1103.7 13428.35 2787.17 8444.25 1548.72 648.21 
2034 46907 37.53 1125.9 13698.45 2843.23 8614.1 1579.87 661.25 
2035 47374 37.9 1137 13833.5 2871.26 8699.03 1595.44 667.77 
2036 47850 38.28 1148.4 13972.2 2900.05 8786.25 1611.44 674.46 
2037 48328 38.66 1159.8 14110.9 2928.84 8873.47 1627.44 681.16 
2038 48811 39.05 1171.5 14253.25 2958.38 8962.98 1643.85 688.03 
2039 49299 39.44 1183.2 14395.6 2987.93 9052.5 1660.27 694.9 
2040 49792 39.83 1194.9 14537.95 3017.48 9142.01 1676.69 701.77 
2041 50290 40.23 1206.9 14683.95 3047.78 9233.82 1693.53 708.82 
2042 50793 40.63 1218.9 14829.95 3078.08 9325.63 1710.36 715.87 
2043 51301 41.04 1231.2 14979.6 3109.14 9419.74 1727.62 723.09 
2044 51814 41.45 1243.5 15129.25 3140.2 9513.84 1744.88 730.32 
FoĲteϡ AutoŘ ϼ͑͏͓͑Ͻ 
͖.͑.͐ PŘoČŘaıas de ıetas e ações dos Resíduos DoıiciliaŘes  
 
Este item descreve os programas e iniciativas propostas para aprimorar os serviços relacionados ao 
manejo de resíduos sólidos domiciliares. As ações devem ser direcionadas para minimizar a geração de 
resíduos na fonte e priorizar estratégias como redução, reutilização, reciclagem, tratamento adequado e 
destinação final ambientalmente sustentável, garantindo alinhamento com as diretrizes de gestão integrada 
e responsabilidade socioambiental. 
͖.͑.͑ PŘoČŘaıaϡ CoĲsolidação e FoŘtaleciıeĲto Da Coleta Seletiva Eı AıaŘČosa 
A implementação e colaboração do sistema de coleta seletiva na Amargosa é essencial para atender 
às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Este sistema tem como objetivo principal 
promover a reaproveitamento e a reciclagem de resíduos, reduzindo a quantidade enviada para aterros 
sanitários, minimizando a exploração de recursos naturais e fomentando oportunidades econômicas para os 
trabalhadores da cadeia de reciclagem.

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O sistema de coleta seletiva será estruturado com foco em dois fluxos principais: a coleta de resíduos 
recicláveis e a coleta de resíduos não recicláveis (orgânicos e rejeitos). No entanto, o município enfrenta 
desafios específicos, como a falta de locais adequados para o acondicionamento dos resíduos em algumas 
áreas residenciais e dificuldades logísticas relacionadas ao acesso de transportes coletores. Para superar 
essas limitações, será implantado um sistema de pontos de entrega voluntária (PEVs). 
A distribuição dos PEVs será estratégica, priorizando regiões de alta geração de resíduos, áreas de 
grande circulação de pessoas e veículos, além de locais de difícil acesso para coleta convencional. O 
dimensionamento dos conteúdos leva em consideração a geração média de resíduos nas áreas atendidas e a 
distância ideal entre os PEVs e os geradores, que deve variar entre 300 e 500 metros, conforme 
recomendações técnicas. 
A coleta seletiva em Amargosa constitui um dos pilares para a consolidação da gestão integrada de 
resíduos sólidos, promovendo ganhos ambientais, econômicos e sociais. Este programa visa, além da 
ampliação da cobertura da coleta seletiva, o fortalecimento das cooperativas e a transição para uma 
economia circular de fato, conforme diretrizes da PNRS e do PERS/BA. 
Para garantir a adesão da população ao sistema, será promovida uma ampla campanha de 
conscientização e educação ambiental, com materiais informativos sobre a separação e o acondicionamento 
correto dos resíduos. A população desempenhará papel fundamental no sucesso da coleta seletiva, sendo 
responsável pela segregação e disponibilização de resíduos em locais protegidos. 
Conforme estabelece o art. 10 do Decreto Federal nº 10.936/2022, o município dará prioridade ao 
envio de resíduos recicláveis a associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Como 
Amargosa possui atualmente 02 ou associações ainda não bem estruturadas, será necessário investir na 
organização e formalização dos catadores informais.  
A distância do aterro sanitário mais próximo, de aproximadamente 45 km, reforça a necessidade de 
soluções logísticas eficientes. Nesse contexto, está prevista a instalação de uma central de triagem e 
transferência de resíduos. Essa central será estrategicamente posicionada para facilitar o acesso dos 
caminhões coletores e reduzir o tempo de deslocamento até os setores de coleta. Fatores como impacto na 
atmosfera, emissão de ruídos, odores e aumento no tráfego de veículos pesados serão criteriosamente 
avaliados na escolha do local. 
Para garantir maior controle e eficiência no gerenciamento de resíduos, uma central será equipada 
com balanças rodoviárias, permitindo a pesagem precisa de materiais recicláveis antes de seu 
encaminhamento às associações ou outros destinos definidos pelo poder público. Este monitoramento é 
essencial para a gestão integrada e para a elaboração de políticas futuras relacionadas à coleta seletiva.

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͐͘͘ 
 
 
Com essas medidas, o município de Amargosa busca consolidar um sistema de coleta seletivo eficaz 
e sustentável, que proporcione benefícios ambientais, econômicos e sociais, em alinhamento com as 
diretrizes da PNRS e as necessidades locais. 
 
A FiČuŘa 13 apresenta possível layout para a implantação da Central. 
Figura 18: Central de Manejo e Triagem de resíduos Sólidos 
 
Fonte: Portal Resíduos 
Enquanto a Central de Triagem e Transferência não estiver em operação, o Poder Público deverá 
adotar medidas provisórias para garantir o controle e a pesagem dos resíduos recicláveis. Entre as 
alternativas viáveis, destaca-se a possibilidade de firmar parcerias com empresas locais que disponham de 
balanças rodoviárias em suas instalações, mediante termo de cooperação ou convênio, assegurando a 
rastreabilidade e a transparência no fluxo dos materiais. 
Destaca-se que o município conta atualmente com duas associações de catadores em atividade. 
Como forma de apoio, a Prefeitura Municipal disponibilizou um galpão para o desenvolvimento das 
atividades de triagem, prensagem e armazenamento dos materiais recicláveis. 
No entanto, o espaço ainda carece de melhorias estruturais para garantir condições adequadas de 
trabalho, segurança e eficiência operacional. Entre as principais adequações recomendadas, destacam-se: 
• Revestimento do piso com material lavável e resistente, facilitando a higienização e evitando 
acúmulo de resíduos contaminantes;

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͑͏͏ 
 
 
• Instalação de baias de triagem por tipo de resíduo (papel, plástico, metal, vidro e rejeito), 
promovendo a organização e eficiência do processo; 
• Melhoria da ventilação natural ou instalação de ventiladores/exaustores, garantindo conforto 
térmico e qualidade do ar no interior do galpão; 
• Iluminação adequada com lâmpadas LED , ampliando a visibilidade nas áreas de trabalho e 
contribuindo para a segurança; 
• Cobertura impermeabilizada e calhas para escoamento de águas pluviais, protegendo os 
resíduos e equipamentos das intempéries; 
• Criação de espaços separados para área administrativa, refeitório e sanitários com vestiário, 
garantindo dignidade e melhores condições de permanência dos trabalhadores; 
• Instalação de balança industrial, facilitando o controle de entrada e saída de materiais e 
contribuindo para a transparência nas relações comerciais; 
• Disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) e área para armazenamento dos 
mesmos; 
• Implementação de sinalização interna e extintores de incêndio, conforme as normas da NR-23 
e diretrizes do Corpo de Bombeiros. 
A readequação do galpão configura uma etapa essencial para profissionalizar a atuação das 
associações, reduzir perdas, ampliar a produtividade e fortalecer a inclusão social dos catadores, conforme 
os princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). 
A Tabela 30 detalha o programa, as metas e as ações sugeridas para a gestão e o manejo de resíduos 
sólidos domiciliares e equiparáveis ao longo do horizonte de planejamento.

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͑͏͐ 
 
 
Tabela 33: Programa de Consolidação da Coleta Seletiva 
PROGRAMA - CONSOLIDAÇÃO DA COLETA SELETIVA  
Objetivo 
Este programa tem como foco a consolidação de um sistema de coleta seletiva no Município de Amargosa, de modo a aumentar o reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos domiciliares, reduzir a 
quantidade de resíduos valoráveis enviados ao aterro e contribuir para geração de renda da população que desenvolve atividades relacionadas aos resíduos recicláveis. 
 
 
METAS  
IMEDIATO - ATÉ ANO 2 
CURTO PRAZO - 3 A 7 
ANOS 
MÉDIO PRAZO - 8 A 15 
ANOS 
LONGO PRAZO - 16 A 30 
ANOS 
Manter índice de atendimento 
30% da população através do 
sistema de coleta seletiva. 
Manter índice de atendimento 
50% da população através do 
sistema de coleta seletiva. 
Manter índice de atendimento da 
população através do sistema de 
coleta seletiva em 70%. 
Manter índice de 
atendimento da população através 
do sistema de coleta seletiva em 
100%. 
PROJETOS E AÇÕES  
 
DESCRIÇÃO 
 
RESPONSÁVEL 
PRAZOS E INVESTIMENTOS 
IMEDIATO CURTO MÉDIO LONGO 
Promover campanhas para divulgação de informações sobre as formas corretas de separação dos 
resíduos, acondicionamento e disponibilização para coleta (horários, dias e locais de entrega para 
cada serviço de coleta), contemplando a distribuição de cartilhas e folders e a elaboração de material 
digital para mídias sociais e sites da prefeitura e do prestador. 
 
 
    
Executar coleta seletiva através de no mínimo dois serviços de coleta: coleta de recicláveis e coleta de 
resíduos não recicláveis (orgânicos e rejeitos)25, destinando prioritariamente os resíduos da coleta de 
recicláveis para associações e 
cooperativas de catadores de materiais recicláveis. 
     
Buscar parcerias com empresas do município, que disponham de balança rodoviária em sua 
estrutura, para a realização da pesagem dos caminhões da coleta seletiva de recicláveis enquanto a 
Central de Recebimento, Manejo e Transferência de Resíduos não estiver operando. 
     
Capacitar agentes de saúde para que estes estejam aptos a orientar e sanar dúvidas quanto a 
segregação de resíduos, acondicionamento e a formas de disponibilização dos resíduos para entrega, 
incluindo os resíduos que podem ser entregues nos ecopontos. 
     
Realizar estudo para definir os locais onde há viabilidade para implantação de sistema de coleta 
mecanizada de resíduos. Neste estudo deverão ser priorizados locais com tráfego intenso de veículos 
e pedestres, áreas com grande geração de resíduos e locais de difícil acesso para os caminhões de 
coleta. 
     
Realizar a instalação dos contentores de superfície (PEVs) e iniciar o serviço de coleta mecanizada.26      
Instalar contentores enterrados de resíduos nas áreas centrais do município que tenham grande 
fluxo de pedestres e geração elevada de resíduos.27

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͑͏͑ 
 
 
Tabela 34:Programa e Ações para RDO – Integração dos catadores de materiais recicláveis. 
DESCRIÇÃO RESPONSÁVEL IMEDIATO – ATÉ ANO 
͑ 
CURTO PRAZO - ͒ A 
͖ ANOS 
MÉDIO PRAZO - ͗ A 
͔͐ ANOS 
LONGO PRAZO - ͕͐ 
A ͒͏ ANOS 
RealizaŘ cadastŘo dos catadoŘes 
iĲdividuais ŗue atuaı Ĳo 
ıuĲicípio. 
SecŘetaŘia de AssistêĲcia 
Social ͐͏͏% MaĲteŘ atualizado MaĲteŘ atualizado MaĲteŘ atualizado 
PŘoıoveŘ ŘeuĲiões coı os 
catadoŘes de ıateŘiais 
Řecicláveis do ıuĲicípio paŘa 
discutiŘ possibilidade de cŘiação 
de coopeŘativas e associações. 
SecŘetaŘia de AssistêĲcia 
Social  ͐͏͏% CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda 
AuxiliaŘ os catadoŘes iĲdividuais 
Ĳa coĲstituição de associações 
ou coopeŘativas. 
SecŘetaŘia de AssistêĲcia 
Social  - CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda 
BuscaŘ paŘceŘias coı 
iĲstituições de eĲsiĲo técĲico 
ou supeŘioŘ paŘa capacitação e 
educação fiĲaĲceiŘa paŘa as 
associações coopeŘativas de 
catadoŘes e assessoŘia coĲtíĲua 
destas. 
SecŘetaŘia de GoveŘĲo  ͐͏͏% CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda 
AuxiliaŘ as associações e 
coopeŘativas Ĳa captação de 
ŘecuŘsos, poŘ ıeio de 
PŘoČŘaıas FedeŘais e Estaduais, 
paŘa sua estŘutuŘação e 
adeŗuação ϼcoĲstŘução de 
Čalpão de tŘiaČeı, aŗuisição de 
eŗuipaıeĲtos, veículos, EPIsϽ. 
SecŘetaŘia de GoveŘĲo - CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda 
PŘoveŘ auxílio às associações ou 
coopeŘativas Ĳas adeŗuações 
ĲecessáŘias paŘa paŘticipação 
do PŘoČŘaıa Recicla+ 
ϼCeŘtificado de CŘédito de 
ReciclaČeıϽ ŗuaĲdo este estiveŘ 
iıpleıeĲtado. 
SecŘetaŘia de 
AdıiĲistŘação - CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda CoĲċoŘıe deıaĲda 
 
Além disso, o cronograma da Expansão da Coleta Seletiva é um dos dispositivos de ação da 
implantação no Município: 
 
Tabela 35:Implantação da Coleta Seletiva Por Bairros 
Bairro Ano de Início Ano de Conclusão Meta de Coleta Seletiva (%) 
Centro 2025 2027 7.64 
Catiara 2026 2028 14.41 
Santa Rita 2027 2029 8.2 
Sucupira 2028 2030 8.4 
São Roque 2029 2031 5.15 
Santo Antônio 2030 2032 6.2 
Alto da Bela Vista 2031 2033 6.87 
Cajueiro 2032 2034 3.52 
Rodão 2033 2035 4.63 
Lapinha 2034 2036 3.11 
Urbis 2 2035 2037 2.66 
São José 2036 2038 3.72 
Zona Rural 2032 2037 12.75

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͑͏͒ 
 
 
Tabela 36: Cronograma e Meta da Coleta Seletiva dos Bairros 
da Zona Urbana e da Zona Rural 
Ano Bairro Meta de Coleta Seletiva (%) 
2025 Centro 33.33 
2026 Centro 66.67 
2027 Centro 100 
2026 Catiara 33.33 
2027 Catiara 66.67 
2028 Catiara 100 
2027 Santa Rita 33.33 
2028 Santa Rita 66.67 
2029 Santa Rita 100 
2028 Sucupira 33.33 
2029 Sucupira 66.67 
2030 Sucupira 100 
2029 São Roque 33.33 
2030 São Roque 66.67 
2031 São Roque 100 
2030 Santo Antônio 33.33 
2031 Santo Antônio 66.67 
2032 Santo Antônio 100 
2031 Alto da Bela Vista 33.33 
2032 Alto da Bela Vista 66.67 
2033 Alto da Bela Vista 100 
2032 Cajueiro 33.33 
2033 Cajueiro 66.67 
2034 Cajueiro 100 
2033 Rodão 33.33 
2034 Rodão 66.67 
2035 Rodão 100 
2034 Lapinha 33.33 
2035 Lapinha 66.67 
2036 Lapinha 100 
2035 Urbis 2 33.33 
2036 Urbis 2 66.67 
2037 Urbis 2 100 
2036 São José 33.33 
2037 São José 66.67 
2038 São José 100 
2032 Zona Rural 16.67 
2033 Zona Rural 33.33 
2034 Zona Rural 50 
2035 Zona Rural 66.67 
2036 Zona Rural 83.33 
2037 Zona Rural 100 
 
Gráficos 12: Progressão da Coleta Seletiva Por Bairro 
 
Fonte: Autora (2025)

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Eixos Estratégicos e Ações Prioritárias 
 
Eixo 1: Expansão da Infraestrutura 
• Instalação de 10 novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) com estrutura para recebimento de recicláveis 
diversos, eletrônicos, têxteis, medicamentos vencidos e óleo de cozinha usado. 
• Ampliação dos Ecopontos com áreas cobertas, cercamento, acessibilidade e integração paisagística. 
 
Eixo 2: Logística e Monitoramento 
• Implementação de sistema de roteirização inteligente com base em dados georreferenciados. 
• Desenvolvimento de painel de controle (dashboard) em tempo real para o acompanhamento de indicadores 
como volumes por material, bairros atendidos e frequência de coleta. 
 
Eixo 3: Fortalecimento das Cooperativas 
• Lançamento de edital público para contratação prioritária de cooperativas e associações de catadores. 
• Oferta de formação técnica e gerencial contínua para os catadores. 
• Criação do Fundo Municipal de Apoio à Economia Circular, voltado ao financiamento de equipamentos e 
melhorias operacionais. 
 
Eixo 4: Educação e Mobilização Social 
• Implantação do programa “Escola Lixo Zero”, com ações nas unidades da rede pública municipal. 
• Realização de campanhas educativas permanentes em rádios, feiras livres, escolas, redes sociais e 
comércios locais, com linguagem acessível e uso de lideranças comunitárias. 
 
Eixo 5: Integração Regional e Normativa 
• Integração das metas municipais ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos da Bahia (PERS/BA), com 
monitoramento técnico anual. 
Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) 
Indicador Meta 2025-2028 Meta 2030 
% de residências com acesso à coleta seletiva 30% 100% 
% de resíduos desviados de aterro sanitário 30% 40% 
Renda média mensal dos catadores R$ 1.515 R$ 2.800 
Nº de campanhas educativas anuais 20 25

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͑͏͔ 
 
 
Nº de ecopontos implantados 10 25 
Checklist de Boas Práticas  
• Infraestrutura adequada (PEVs sinalizados, centrais de triagem com EPI); 
• Logística otimizada por georreferenciamento e veículos adaptados; 
• Contratos claros e apoio direto às cooperativas locais; 
• Mobilização social contínua com indicadores de engajamento; 
• Monitoramento mensal com painéis e relatórios públicos. 
Lista Completa - Checklist de Boas Práticas para Coleta Seletiva 
Infraestrutura 
฀ Implantação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) sinalizados e distribuídos por áreas 
estratégicas do município; 
฀ Existência de centrais de triagem com espaço coberto, ventilação, baias por tipo de material e EPIs 
disponíveis; 
฀ Instalações sanitárias e áreas de apoio adequadas (refeitório, vestiários, escritório). 
Logística 
฀ Roteirização inteligente por georreferenciamento; 
฀ Veículos adaptados para coleta seletiva, com separação por tipo de material; 
฀ Frequência de coleta adequada à demanda de cada bairro. 
Gestão e Apoio Institucional 
฀ Contratos e termos de parceria com cooperativas formalizados; 
฀ Apoio técnico e jurídico contínuo por parte da prefeitura; 
฀ Acesso a editais públicos e linhas de financiamento. 
Educação e Mobilização 
฀ Realização de campanhas educativas mensais em mídias e espaços públicos; 
฀ Oficinas em escolas, feiras e bairros; 
฀ Indicadores de engajamento social monitorados (ex: participação comunitária, volume reciclado por 
região). 
Monitoramento e Avaliação

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͑͏͕ 
 
 
฀ Relatórios mensais de desempenho do sistema de coleta seletiva; 
฀ Avaliação anual dos impactos ambientais e sociais; 
฀ Painel público de indicadores no portal institucional da prefeitura. 
 
Instrumento Normativo Sugerido 
Propõe-se a publicação de decreto municipal específico para institucionalizar o Programa Municipal 
de Fortalecimento da Coleta Seletiva, priorizando a contratação de cooperativas e prevendo apoio técnico, 
financeiro e legal às iniciativas locais de economia circular. O modelo completo encontra-se no anexo 1 
deste plano. 
  
͖.͑.͒ PŘoČŘaıa DestiĲação e ValoŘização dos Resíduos OŘČâĲicos eı AıaŘČosa 
 
Os resíduos orgânicos representam uma parte expressiva do total de resíduos gerados pela 
população. De acordo com estudos gravimétricos, essa parcela pode atingir níveis significativos, refletindo 
a necessidade de estratégias eficazes para sua valorização. Em Amargosa, priorizar o aproveitamento desses 
resíduos é essencial para otimizar os serviços públicos de coleta e reduzir o volume enviado ao aterro 
sanitário. 
É crucial que o município identifique os principais geradores de resíduos orgânicos, tanto no setor 
público quanto no privado, a fim de mapear a produção e a distribuição geográfica desses materiais. Com 
base nesse levantamento, será possível explorar oportunidades de valorização e definir responsabilidades 
compartilhadas entre os diferentes geradores. Aqui destacamos que a Feira Municipal é um potencial 
gerador. 
Iniciativas para Compostagem Domiciliar 
Amargosa deve incentivar práticas de compostagem domiciliar por meio de campanhas educativas. 
Essas campanhas podem incluir oficinas e a distribuição de materiais informativos, tanto em formato digital 
quanto físico, explicando técnicas acessíveis para a compostagem residencial. Essa prática reduz os custos 
de coleta, permite a produção de adubo para uso em hortas e jardins domésticos e minimiza o volume de 
resíduos destinados ao aterro. 
Compostagem em Escolas e Instituições Públicas 
Além disso, projetos de compostagem nas escolas do município devem ser implementados para 
promover a destinação correta dos resíduos orgânicos gerados por essas instituições. Essa iniciativa não só

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͑͏͖ 
 
 
ajuda a gerenciar os resíduos escolares, mas também conscientiza os estudantes sobre os impactos dos 
resíduos e as possibilidades de tratamento e reaproveitamento. 
Parcerias e Compostagem Comunitária 
O município também deve buscar parcerias com associações, ONGs e empresas privadas para 
viabilizar projetos de compostagem comunitária. Esses projetos atenderiam tanto os resíduos orgânicos de 
residências quanto os gerados por grandes estabelecimentos privados. Um modelo de sucesso que pode 
inspirar essas iniciativas é o "Revolução dos Baldinhos", implementado na comunidade Chico Mendes, em 
Florianópolis. Neste projeto, famílias segregam seus resíduos orgânicos em baldes, que são encaminhados 
para pontos de entrega voluntária e posteriormente compostados. O adubo resultante é utilizado na 
comunidade e parte é comercializada para gerar renda. 
Alternativas à Compostagem 
Embora a compostagem seja considerada a principal alternativa para o aproveitamento de resíduos 
orgânicos devido à sua simplicidade e viabilidade, outras opções, como biodigestores e incineração, 
poderão ser analisadas caso apresentem vantagens ambientais, técnicas e econômicas. 
Valorização dos Resíduos Orgânicos 
O município deve estabelecer metas e ações que abrangem desde a capacitação da população até a 
implementação de projetos específicos, assegurando que a valorização dos resíduos orgânicos seja 
integrada às políticas públicas de gestão de resíduos ao longo do período de planejamento. 
Metas PaŘa a Coıpostageı de Řesíduos OŘgâĲicos 
• Reduzir em 40% a quantidade de resíduos orgânicos destinados ao aterro até 2030. 
• Implementar 2 unidades de compostagem comunitária até 2026. 
• Expandir o programa para atender 100% das feiras livres e mercados municipais até 2027. 
• Criar um sistema de incentivo à compostagem doméstica atingindo 20% dos domicílios urbanos até 
2032. 
Integrar a valorização dos resíduos orgânicos ao plano de educação ambiental, promovendo 
capacitações para escolas, feirantes e pequenos produtores. 
Ações EstŘatégicas 
• Capacitação da População 
• Realizar campanhas de educação ambiental sobre a separação e destinação correta de resíduos 
orgânicos. 
• Promover escritórios de compostagem doméstica e comunitária. 
• Criar material educativo digital e impresso para distribuição em escolas e mercados.

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͑͏͗ 
 
 
IıplaĲtação de UĲidades de Coıpostageı 
• Construção de 2 unidades de compostagem comunitária em locais estratégicos. 
• Incentivar parcerias com associações de agricultores e cooperativas de reciclagem. 
• Desenvolver infraestrutura para coleta específica de resíduos orgânicos em mercados municipais. 
 
IĲceĲtivo à Coıpostageı Doıéstica 
• Distribuir composteiras domésticas para famílias e pequenos estabelecimentos. 
• Criar um programa de incentivo com descontos em impostos para participantes ativos. 
• Acompanhamento técnico para melhorar a eficiência da compostagem doméstica. 
PaŘceŘias coı PeŗueĲos AgŘicultoŘes 
• Estabelecer parcerias com agricultores locais para o uso do composto como adubo. 
• Criar um programa de coleta e distribuição composto orgânico para agricultura familiar. 
• Incentivar o uso de biofertilizantes decorrentes da compostagem. 
 
MoĲitoŘaıeĲto e IĲdicadoŘes 
Tabela 37: Indicadores do Programa de Compostagem 
Indicador Unidade de Medida Meta Método de 
Monitoramento 
Responsável 
Redução de resíduos 
orgânicos ao solo 
% de redução 30% até 2030 Peso dos resíduos 
coletados 
SEAMA 
Número de unidades de 
compostagem instaladas 
Unidades 2 até 2026 Relatórios de 
melhoria 
SEAMA 
Cobertura do programa 
em feiras e mercados 
% de feiras atendidas 100% até 2027 Fiscalização e 
monitoramento 
SEAMA 
Participação na 
compostagem doméstica 
% de domicílios atendidos 20% até 2032 Cadastro de 
participantes 
SEAMA 
 
 
Conclusão 
Este programa garantirá a redução significativa dos resíduos orgânicos, contribuindo para a redução 
dos impactos ambientais e a valorização econômica dos resíduos. Além disso, promoverá a educação 
ambiental e a sustentabilidade na agricultura, integrando-se às políticas públicas municipais de gestão de 
resíduos. 
 
 
͖.͒.͓ PŘoČŘaıaϡ DestiĲação SusteĲtável dos Óleos Coıestíveis Usados eı AıaŘČosa 
O descarte inadequado de óleo de cozinha utilizado no preparo de alimentos pode causar sérios 
impactos ambientais, como a contaminação de corpos d'água e a obstrução de sistemas de esgoto. Além

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͑͏͘ 
 
 
disso, sua disposição incorreta em redes de esgoto e resíduos domiciliares ainda é uma prática comum. De 
acordo com a SABESP (2009), um único litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água, destacando 
a necessidade de medidas para seu reaproveitamento adequado. 
Potencial de Reutilização e Reciclagem 
O óleo de cozinha usado possui diversas aplicações na indústria e pode ser transformado em 
produtos úteis, tais como: 
• Glicerina; 
• Resinas para tintas; 
• Massa de vidraceiro; 
• Produção de sabão; 
• Fabricação de ração animal; 
• Biodiesel. 
Experiências bem-sucedidas, como o programa "Óleo Sustentável", desenvolvido por entidades 
como a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e o Sindicato da Indústria de 
Óleos Vegetais e Seus Derivados no Estado de São Paulo (SINDOLEO), mostram a viabilidade da coleta 
organizada e do incentivo à reciclagem desses resíduos. Esse tipo de iniciativa pode servir de referência 
para a implementação de ações semelhantes em Amargosa. 
Conscientização e Ações Locais 
É essencial que a população seja orientada quanto à destinação correta desse resíduo. Restaurantes, 
bares, panificadoras e outros grandes geradores devem ser o foco de campanhas educativas sobre os 
impactos ambientais e operacionais do descarte inadequado de óleos e gorduras nas redes de esgoto, na 
drenagem pluvial e junto aos resíduos comuns. As campanhas devem incentivar a redução da geração desses 
resíduos e promover a adoção de práticas de reaproveitamento e reciclagem. 
Além disso, é fundamental que Amargosa mapeie e identifique os maiores geradores de óleo usado 
na cidade para subsidiar o planejamento de ações específicas e a busca por parcerias que viabilizem sua 
reciclagem. 
Regulamentação e Logística de Coleta 
A correta destinação dos óleos comestíveis usados por grandes geradores (hotéis, bares, 
restaurantes, padarias, entre outros) deve ser formalizada por meio de legislação municipal. No entanto, 
antes da regulamentação, o município deve avaliar as melhores estratégias para viabilizar a coleta e 
destinação, considerando parcerias com cooperativas, empresas de reciclagem e programas ambientais.

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͑͐͏ 
 
 
Os órgãos públicos também devem implementar medidas para separar, armazenar e destinar 
corretamente o óleo usado, servindo de exemplo para a comunidade. 
A cidade deve estruturar um plano abrangente para a destinação sustentável desse resíduo, incluindo 
pontos de entrega voluntária, coleta especializada e incentivo a cooperativas e pequenas indústrias que 
possam processar o material, promovendo benefícios ambientais e econômicos. 
Planejamento e Implementação 
A destinação correta dos óleos comestíveis usados deve ser integrada à política municipal de 
resíduos, promovendo a economia circular e minimizando impactos ambientais. O município pode 
estabelecer metas progressivas para a estruturação de um sistema eficiente, ampliando a participação da 
população e dos setores comerciais ao longo do tempo. 
Programa: Destinação Sustentável dos Óleos Comestíveis Usados em Amargosa 
Objetivo: Promover a reutilização e a destinação ambientalmente adequada dos óleos de cozinha 
usados. 
Meta: Garantir a destinação correta dos óleos comestíveis pós-consumo, envolvendo toda a cadeia 
produtiva e a população local. 
Tabela 38: Programas para RDO- Óleos Comestíveis e usados 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Identificar e cadastrar bares, restaurantes, 
padarias e outros estabelecimentos 
geradores de óleo usado. 
Secretaria de Meio 
Ambiente  
100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Criar legislação que exija dos grandes 
geradores a destinação correta dos óleos de 
cozinha usados. 
Secretaria de Meio 
Ambiente / Câmara 
Municipal 
100% - - - 
Estabelecer parcerias com empresas 
privadas para instalação de pontos de 
entrega voluntária (PEVs) de óleo de 
cozinha usado. 
Secretaria de Governo Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Realizar campanhas educativas para 
sensibilizar a população sobre os impactos 
do descarte inadequado e as vantagens da 
reciclagem de óleos. 
Secretaria de 
Educação / Secretaria 
de Comunicação 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Implantar programa de separação, 
acondicionamento e destinação dos óleos 
em instituições públicas. 
Secretaria de 
Administração 
100% - - - 
Buscar apoio de ONGs, instituições de 
ensino e empresas para fortalecer a logística 
de coleta e destinação dos óleos. 
Secretaria de Meio 
Ambiente / Secretaria 
de Governo 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Fonte: RTK (2024-PERS-BA)  
Considerações Finais: Este programa visa fortalecer as boas práticas relacionadas ao 
reaproveitamento de óleos comestíveis usados, contribuindo para a preservação ambie ntal e a redução de 
impactos no sistema de esgotamento sanitário. As ações também promove m educação ambiental, geram 
oportunidades de parceria e incentivam a economia circular no município.

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͖.͒.͔ Liıpeza uŘbaĲa  
 
Objetivo: Garantir a continuidade e eficiência dos serviços de limpeza urbana por meio de melhorias na 
gestão e planejamento. 
Meta: Implementar estratégias de gestão para otimizar os serviços de limpeza urbana e promover a 
destinação adequada dos resíduos provenientes das atividades de poda de árvores. 
Tabela 39: Programa de Ações para Resíduos de Limpeza Urbana 
Descrição Responsáveis 
Imediato 
(até 2 
anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Elaborar mapas e revisar roteiros e frequências 
dos serviços de limpeza urbana. 
SEAMA / 
SEMOP 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Definir métodos de fiscalização para serviços 
terceirizados, assegurando a qualidade dos 
serviços. 
SEMOP 100% - - - 
Planejar a manutenção preventiva de 
equipamentos e veículos utilizados nos serviços de 
limpeza urbana. 
SEMOP Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Estudar a implantação de uma central para 
recebimento e processamento de resíduos de poda, 
incluindo a aquisição de um triturador ou 
picotador. 
SEAMA / 
Universidades 100% - - - 
Aproveitar os resíduos de poda, 
predominantemente orgânicos e ricos em carbono, 
como insumo para composteiras locais, 
promovendo seu reaproveitamento no município. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Avaliar outras possibilidades de uso para os 
resíduos de poda em parcerias com instituições 
como universidades e organizações ambientais. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
 
Considerações Finais: O aprimoramento dos serviços de limpeza urbana em Amargosa busca aliar 
a eficiência operacional à sustentabilidade ambiental, garantindo que os resíduos sejam manejados de forma 
adequada e que as soluções implementadas sejam economicamente viáveis e ambientalmente responsáveis. 
 
͖.͒.͕ Resíduos Voluıosos  
Objetivo: PŘoıoveŘ a destiĲação adeŗuada dos Řesíduos voluıosos e ŘeduziŘ os iıpactos causados 
pelo descaŘte iŘŘeČulaŘ Ĳo ıuĲicípio. 
Meta: MapeaŘ os poĲtos de descaŘte iŘŘeČulaŘ, aıpliaŘ a fiscalização e iıplaĲ taŘ soluções paŘa o 
ıaĲejo eficieĲte dos Řesíduos voluıosos. 
DiaČĲóstico: O descaŘte iĲadeŗuado de Řesíduos voluıosos, coıo soċás, ıesas, ČeladeiŘ as e 
aŘıáŘios, teı sido uı pŘobleıa ŘecoŘŘeĲte eı AıaŘČosa. A pŘiıeiŘa etapa paŘa solucioĲaŘ essa ŗuestão é 
coıpŘeeĲdeŘ a diıeĲsão do pŘobleıa, ideĲtificaĲdo os locais de descaŘte iŘŘeČulaŘ e es tabeleceĲdo 
ıedidas coŘŘetivas.

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Ações PŘioŘitáŘias: 
• RealizaŘ uı levaĲtaıeĲto coıpleto de todos os poĲtos viciados de descaŘte Ĳo ıu Ĳicípio, coı 
ŘeČistŘo ČeoŘŘeċeŘeĲciado paŘa ıelhoŘ plaĲejaıeĲto das iĲteŘveĲções. 
• DestiĲaŘ coŘŘetaıeĲte os Řesíduos já descaŘtados iŘŘeČulaŘıeĲte, pŘoıo veĲdo a liıpeza iıediata 
dessas áŘeas. 
• ReċoŘçaŘ a fiscalização dos poĲtos cŘíticos paŘa coibiŘ Ĳovos descaŘtes iŘŘeČulaŘes. 
• IıpleıeĲtaŘ caıpaĲhas de coĲscieĲtização juĲto à população sobŘe a iıpoŘtâĲcia do des caŘte 
coŘŘeto dos Řesíduos voluıosos. 
Soluções PŘopostas: 
͐. Aıpliação dos EcopoĲtos:  DispoĲibilizaŘ espaços específicos Ĳos ecopoĲtos eƄisteĲtes paŘa o 
descaŘte de Řesíduos voluıosos, pŘopoŘcioĲaĲdo à população opções seČuŘas  e acessíveis paŘa o 
ıaĲejo destes ıateŘiais. 
͑. CeĲtŘal de TŘiaČeı:  EstabeleceŘ uıa ceĲtŘal paŘa tŘiaČeı de Řesíduos voluıosos, peŘıitiĲdo a 
sepaŘação dos ıateŘiais paŘa ŘeapŘoveitaıeĲto ou destiĲação fiĲal adeŗuada. 
 
Tabela 40 : Programa, Metas e Ações para Resíduos Volumosos 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 anos) 
Levantamento e mapeamento de 
pontos de descarte irregular. 
SEAMA / SEMOP 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Limpeza e destinação correta dos 
resíduos descartados irregularmente. 
SEMOP 100% - - - 
Fiscalização ampliada para prevenção 
de novos pontos de descarte irregular. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
Campanhas de educação ambiental 
sobre o manejo correto de resíduos 
volumosos. 
Secretaria de Educação 
/ Comunicação Social 
Ação 
contínua 
Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
Implantar espaços nos ecopontos para 
descarte de resíduos volumosos. 
SEAMA 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Criar uma central de triagem para 
segregação e reaproveitamento dos 
resíduos volumosos. 
SEAMA / Parcerias 
Privadas 
100% - - - 
 
CoĲsideŘações FiĲais: A Čestão eficieĲte dos Řesíduos voluıosos eı AıaŘČosa depeĲde de uıa 
aboŘdaČeı iĲteČŘada, eĲvolveĲdo ıapeaıeĲto, fiscalização e iĲċŘaestŘutuŘa adeŗuada. As ações pŘopostas 
visaı ıitiČaŘ os iıpactos aıbieĲtais e uŘbaĲos, pŘoıoveĲdo soluções susteĲtáv eis e acessíveis paŘa o 
ıaĲejo desses Řesíduos. 
 
͖.͓ SISTEMA DE CÁLCULO DOS CUSTOS DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA 
URBANA E DE MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS 
  
Considerações sobre o Cálculo dos Custos dos Serviços A composição dos custos para os serviços 
de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos urbanos (RSU) pode variar conforme as especificidades do

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serviço e o regime de prestação (direta ou indireta). No caso da prestação direta, o custo econômico efetivo 
deve ser calculado com base no custo histórico-contábil, garantindo máxima eficiência, conforme orientado 
pelo Roteiro para a Sustentabilidade do Serviço Público de Manejo de RSU (Mini stério do 
Desenvolvimento Regional, 2021). Recomenda-se a adoção da "Ferramenta de Cálc ulo de Taxas ou 
Tarifas", desenvolvida em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Inte rnacional (GIZ), para maior 
transparência e padronização. 
Nos casos de prestação delegada, as tarifas devem ser calculadas considerando o custo incremental 
médio no período contratual, utilizando o método de fluxo de caixa descontado para  determinar o valor 
presente líquido e assegurar a viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA). 
Política Tarifária em Amargosa A Lei Federal nº 11.445/2007 estabelece que a sustentabilidade 
econômico-financeira dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de RS U deve ser garantida por 
meio de taxas, tarifas ou outras formas de remuneração. Em Amargosa , a política tarifária deve ser 
estruturada considerando os seguintes fatores: 
1. Características dos lotes e áreas edificáveis; 
2. Peso ou volume médio coletado por domicílio; 
3. Frequência de coleta em cada bairro; 
4. Nível de renda da população atendida. 
A definição das tarifas também deve observar a Norma de Referência nº 1 da ANA, que estabelece 
parâmetros para a regulação e sustentabilidade dos serviços. 
Fórmula Proposta para Tarifa de Resíduos Sólidos (TRS): TRS = TB x PA x FU x FB 
• TB (Tarifa Base): Determinada por modelagem econômica, considerando a taxa de 
retorno do projeto. 
• PA (Passadas Mensais):  Definida pela frequência de coleta no bairro (ex.: 9 
passadas/mês para 2x semana e 13 passadas/mês para 3x semana). 
• FU (Fator de Uso): Define pesos para diferentes categorias de usuários: 
o Residencial/Pequenos Comércios/Igrejas: 1 
o Comercial/Público: 2 
o Isentos: 0 
• FB (Fator Bairro):  Avalia o nível de renda médio, necessidade de aumento da 
frequência e investimentos.

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Receita Requerida e Categorias A tarifa deve cobrir: 
• Custos operacionais e de manutenção (OPEX); 
• Investimentos necessários (CAPEX); 
• Tributos e despesas administrativas; 
• Remuneração da agência reguladora. 
As categorias tarifárias podem ser: 
• Residencial; 
• Comercial; 
• Pública; 
• Isentos. 
Resultados do Estudo de Modelagem em Amargosa  No estudo de modelagem para concessão 
dos serviços realizado em Amargosa, verificou-se que critérios como consumo de água e área edificada 
apresentam limitações técnicas e sociais. Assim, a metodologia proposta baseia-se na frequência de coleta, 
no fator de uso e no fator bairro, promovendo maior equidade tarifária e viabilidade técnica. 
Considerações Finais: Amargosa deve priorizar soluções que promovam a sustentabilidade dos 
serviços de RSU, assegurando que as tarifas sejam justas, transparentes e  alinhadas às condições 
socioeconômicas da população. 
 
͖.͔ RESÍDUOS SUJEITOS À ELABORAÇÃO DE PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
  
De acoŘdo coı o aŘtiČo ͑͏ da Lei FedeŘal Ĳº ͐͑.͒͏͔/͑͏͐͏, a elaboŘ ação do PlaĲo de GeŘeĲciaıeĲto 
de Resíduos Sólidos é obŘiČatóŘia paŘaϡ 
• EstabeleciıeĲtos coıeŘciais e pŘestadoŘes de seŘviços ŗue pŘoduzaı Řesíduos peŘiČosos ou, 
ıesıo Ĳão peŘiČosos, ŗue pela sua ĲatuŘeza, voluıe ou coıposição, Ĳão sejaı eŗuipaŘados aos Řesíduos 
doıiciliaŘes pelo podeŘ público localϢ 
• EıpŘesas ŗue ČeŘaı Řesíduos pŘoveĲieĲtes de atividades de saĲeaıeĲto básicoϢ 
• IĲdústŘias ŗue pŘoduzeı Řesíduos iĲdustŘiaisϢ 
• EstabeleciıeĲtos de saúde, pelos Řesíduos ČeŘados eı seus seŘviçosϢ 
• Atividades ŘelacioĲadas à ıiĲeŘaçãoϢ

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͔͑͐ 
 
 
• EıpŘeeĲdiıeĲto do setoŘ aČŘossilvopastoŘil, ŗuaĲdo eƄiČido pelos óŘČãos co ıpeteĲtes do 
SisĲaıa, SNVS ou SuasaϢ 
• ObŘas e atividades ŗue ČeŘeı Řesíduos da coĲstŘução civilϢ 
• OpeŘadoŘes de teŘıiĲais e iĲstalações sujeitas à ŘeČulação pelos óŘČãos do SisĲaıa e, 
ŗuaĲdo aplicável, do SNVS e das eıpŘesas de tŘaĲspoŘte. 
Os plaĲos de ČeŘeĲciaıeĲto de Řesíduos deveı seŘ elaboŘados pelos pŘópŘios ČeŘadoŘes, eı 
coĲċoŘıidade coı a leČislação aplicável, iĲcluiĲdo leis, decŘetos, Řesoluções e ĲoŘıas peŘtiĲeĲtes. Esses 
plaĲos deveı seŘ subıetidos à aĲálise do óŘČão coıpeteĲte, ŘespoĲs ável poŘ fiscalizaŘ as atividades 
ŘelacioĲadas. 
 
 
 
 
͖.͔.͐ Resíduos coıeŘciais  
PŘoČŘaıa: Gestão de Resíduos de EstabeleciıeĲtos CoıeŘciais e de PŘestadoŘes de SeŘviços eı 
AıaŘČosa 
Objetivo 
EstabeleceŘ diŘetŘizes claŘas e ıecaĲisıos eficazes paŘa a Čestão dos Řesíduos ČeŘados poŘ 
estabeleciıeĲtos coıeŘciais e pŘestadoŘes de seŘviços, pŘoıoveĲdo a ŘeČulaŘização, coĲtŘole e destiĲação 
aıbieĲtalıeĲte adeŗuada desses Řesíduos. 
Metas 
ReČulaıeĲtaŘ a Čestão e as ŘespoĲsabilidades sobŘe os Řesíduos coıeŘciais e de pŘestadoŘes de 
seŘviços, pŘoıoveĲdo a tŘaĲspaŘêĲcia e eficiêĲcia Ĳa coleta, tŘaĲspoŘte e destiĲação fiĲal. 
Ações PŘopostas 
Tabela 41: Ações das Exigências dos Planos de Resíduos Sólidos Para o Comercio/Indústrias 
Descrição Responsável Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Definir critérios claros e limites para 
equiparação dos resíduos comerciais e de 
serviços aos domiciliares, considerando 
volume e composição. 
Secretaria de Meio 
Ambiente 
(SEAMA) 
100% - - - 
Identificar grandes geradores de resíduos 
comerciais e de serviços, exigindo a 
elaboração e apresentação de Planos de 
Gerenciamento. 
SEAMA / SEMOP 100% - - - 
Desenvolver um sistema informatizado para 
cadastro e monitoramento de grandes 
geradores, garantindo atualizações contínuas. 
SEAMA 50% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado

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͕͑͐ 
 
 
Fiscalizar a implementação e cumprimento 
dos Planos de Gerenciamento de Resíduos 
Sólidos por parte dos grandes geradores. 
SEAMA / SEAFI 100% 100% 100% 100% 
Promover campanhas educativas junto aos 
estabelecimentos comerciais e de serviços, 
destacando a importância da gestão correta 
dos resíduos. 
SEAMA / ASCOM 100% Ação 
contínua 
Ação 
contínua Ação contínua 
FoĲteϡ AutoŘ ϼ͑͏͓͑Ͻ 
Prognóstico 
1. Regulamentação Local 
Amargosa deve regulamentar o Parágrafo único do Art. 13 da PNRS, permitindo a equiparação dos resíduos 
comerciais e de serviços aos domiciliares, desde que observados critérios de volume e composição. Assim, 
o município terá maior clareza para identificar e responsabilizar os geradores em potencial. 
2. Exemplos de Referência 
Exemplos como São Paulo e Brasília, que definiram grandes geradores com ba se em volumes diários 
superiores a 200 e 120 litros, respectivamente, podem inspirar uma regulamentação local adaptada à 
realidade de Amargosa. 
3. Responsabilidades e Simplificação 
Baseando-se no Decreto Federal nº 10.396/2022, o município pode simplificar as exigências para 
microempresas e empresas de pequeno porte, desde que não sejam geradoras de re síduos perigosos, 
permitindo o uso de formulários eletrônicos simplificados e cadastramento integrado. 
4. Fiscalização e Controle 
A criação de um cadastro informatizado permitirá maior controle e transparênc ia sobre os geradores de 
resíduos comerciais e de serviços, auxiliando na fiscalização e no monitoramento contínuo. 
5. Educação e Conscientização 
Campanhas de educação ambiental são fundamentais para engajar os estabe lecimentos comerciais e 
prestadores de serviços na gestão adequada de resíduos, reduzindo impactos ambientais e custos associados. 
 
͖.͔.͑ Resíduos dos SeŘviços de Saúde  
 
PŘoČŘaıa: Gestão dos Resíduos dos SeŘviços de Saúde ϼRSSϽ eı AıaŘČosa 
Objetivo 
PŘoıoveŘ a Čestão eficieĲte dos Řesíduos pŘoveĲieĲtes dos seŘviços de saúde Ĳo ıuĲicípio, ČaŘaĲtiĲdo o 
cuıpŘiıeĲto das ĲoŘıas leČais e ıiĲiıizaĲdo os Řiscos à saúde pública e ao ıeio aıbieĲte. 
Meta

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͖͑͐ 
 
 
IıplaĲtaŘ plaĲos e ações paŘa o ıaĲejo coŘŘeto dos RSS, desde sua ČeŘação até a destiĲação fiĲal, Ĳas 
uĲidades de saúde ıuĲicipais. 
 
Ações PŘopostas 
Tabela 42:Programa e Ações para gestão dos resíduos dos serviços de saúde (RSS). 
Descrição Responsável Imediato (até 
2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 anos) 
Instituir diretrizes gerais para as unidades públicas de 
saúde sobre segregação, acondicionamento e disposição 
dos RSS para coleta. 
Secretaria de 
Saúde 100% - - - 
Elaborar Planos de Gerenciamento de Resíduos dos 
Serviços de Saúde (PGRSS) e mantê-los atualizados nas 
unidades públicas municipais. 
Secretaria de 
Saúde 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Designar um profissional em cada unidade de saúde para 
atuar como responsável técnico pela implantação e 
fiscalização do PGRSS. 
Secretaria de 
Saúde 100% - - - 
Promover treinamentos regulares aos profissionais 
envolvidos no manejo dos RSS, orientando sobre a 
segregação, acondicionamento e descarte. 
Secretaria de 
Saúde Ação contínua Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
Implantar pontos de entrega voluntária para resíduos de 
saúde gerados em domicílios (ex.: medicamentos 
vencidos). 
Secretaria de 
Saúde 100% Manter em 
operação 
Manter em 
operação 
Manter em 
operação 
Intensificar ações de fiscalização junto a estabelecimentos 
públicos e privados quanto à existência e cumprimento do 
PGRSS. 
Vigilância 
Sanitária Ação contínua Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
Realizar adequações nas estruturas físicas das unidades 
de saúde para o manejo correto dos RSS, conforme 
normas regulatórias. 
Secretaria de 
Saúde 
200.000,00 
(estimado) - - - 
Contratar empresa especializada para coleta, transporte 
e destinação final dos RSS das unidades públicas 
municipais. 
Secretaria de 
Saúde 
Manter 
contratos 
ativos 
Manter 
contratos 
ativos 
Manter 
contratos 
ativos 
Manter 
contratos ativos 
Realizar campanhas educativas com a população sobre o 
correto descarte de resíduos de saúde gerados em 
residências, como seringas e remédios. 
ASCOM Ação contínua Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
FoĲteϡ AutoŘa ϼ͑͏͓͑Ͻ 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual 
Atualmente, as 27 unidades de saúde municipais em Amargosa não possuem Planos de Gerenciamento de 
Resíduos dos Serviços de Saúde (PGRSS). É fundamental implementar ações emergenciais para regularizar 
essa situação. 
2. Educação e Treinamento 
A capacitação contínua dos profissionais de saúde é essencial para garant ir a segregação e 
acondicionamento adequados dos resíduos, reduzindo riscos de contaminação. 
3. Resíduos Gerados em Domicílios 
Com o aumento de tratamentos domiciliares, é imprescindível oferecer infraestrutura para que a população 
descarte resíduos de saúde, como medicamentos e materiais perfurocortantes, de forma segura. 
4. Infraestrutura 
As unidades de saúde e hospital precisam de adaptações físicas para  cumprir com as exigências da 
Resolução RDC nº 222/2018, garantindo um manejo adequado dos RSS. 
5. Sustentabilidade 
A contratação de empresas especializadas para a coleta e destina ção final deve ser mantida como política 
contínua, com recursos alocados para cobrir custos operacionais.

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͑͐͗ 
 
 
 
͖.͔.͒ Resíduos dos seŘviços de saĲeaıeĲto básico  
PŘoČŘaıa: Gestão dos Resíduos dos SeŘviços Públicos de SaĲeaıeĲto Básico eı AıaŘČosa 
Objetivo 
EstabeleceŘ diŘetŘizes paŘa o coĲtŘole e a destiĲação aıbieĲtalıeĲte adeŗuada dos Řesíduos ČeŘados 
pelos seŘviços públicos de saĲeaıeĲto básico, pŘoıoveĲdo a susteĲtabilidade aıbieĲtal e opeŘacioĲal Ĳo 
ıuĲicípio. 
Meta 
IıpleıeĲtaŘ ações ŗue asseČuŘeı o tŘataıeĲto e a destiĲação adeŗuada de ͐ ͏͏% dos Řesíduos 
ČeŘados pelas ċutuŘas uĲidades de captação, tŘataıeĲto de áČua e esČot o, beı coıo pelos sisteıas de 
dŘeĲaČeı pluvial. 
Ações PŘopostas 
 
Tabela 43:Programa e Ações para os resíduos dos serviços públicos de saneamento básico. 
Descrição Responsáveis 
Imediato 
(até 2 
anos) 
Curto Prazo (3 
a 7 anos) 
Médio Prazo (8 
a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 anos) 
Coletar, quantificar e sistematizar as 
informações sobre os resíduos gerados nos 
sistemas de drenagem pluvial e destinar 
adequadamente. 
SEMOP Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
Planejar a destinação ambientalmente 
adequada dos resíduos gerados pelos 
futuros sistemas de tratamento de água e 
esgoto (ETA e ETE). 
SEAMA - 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
Realizar análises físico-químicas dos 
resíduos gerados nos sistemas de 
saneamento e drenagem e promover 
estudos para seu reaproveitamento. 
SEAMA - 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
A partir da 
implantação da 
ETA e ETE 
Fiscalizar o lançamento irregular de 
resíduos sólidos e efluentes nos sistemas 
de drenagem pluvial do município. 
SEAMA/ 
VISA 
Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua Ação contínua 
 
 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Inicial 
Amargosa atualmente não possui Plano Municipal de Saneamento Básico. Entretanto, a implantação 
de sistemas de captação e tratamento de água e esgoto, bem como a  modernização da drenagem pluvial, 
são ações prioritárias para garantir a qualidade dos serviços e a gestão adequada dos resíduos gerados. 
2. Drenagem Pluvial

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͑͐͘ 
 
 
Os resíduos provenientes da manutenção das redes de drenagem pluvial, como lo do e materiais 
sólidos, necessitam de um sistema de coleta, quantificação e destinação adequado para evitar o acúmulo e 
impactos ambientais. 
3. Futuros Sistemas de Tratamento 
Os sistemas de tratamento de água (ETA) e esgoto (ETE) deverão inclui r ações específicas para o 
manejo dos resíduos gerados, como lodo e materiais químicos, priorizando a destin ação ambientalmente 
adequada. 
4. Estudos e Parcerias 
O município deverá realizar estudos físico-químicos para avaliar o potencia l de reaproveitamento 
dos resíduos gerados, promovendo a sustentabilidade ambiental e a inovação tecn ológica. Parcerias com 
instituições de pesquisa serão fundamentais para este objetivo. 
5. Fiscalização e Educação 
A fiscalização contínua sobre o lançamento irregular de resíduos e efluent es será necessária, bem 
como campanhas de conscientização para a população e operadores do sistema. 
 
͖.͔.͓ Resíduos de tŘaĲspoŘte  
Objetivo 
Aprimorar o controle e a gestão dos resíduos gerados no terminal rodoviário de Amargosa, estruturando um 
sistema de informações que permita monitorar a geração, transporte e destinação ambientalmente adequada 
desses resíduos. 
Meta 
Implementar um sistema de monitoramento e controle para assegurar a dest inação correta de 100% dos 
resíduos gerados no terminal rodoviário do município. 
Ações Propostas 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto 
Prazo (3 a 7 
anos) 
Médio 
Prazo (8 a 
15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Mapear as fontes de resíduos no terminal 
rodoviário e estabelecer contato com os 
responsáveis pela gestão local. 
Secretaria de Meio 
Ambiente 
(SEAMA) 
50% 100% - - 
Criar e sistematizar um banco de dados sobre 
a geração, transporte e destinação dos 
resíduos gerados no terminal rodoviário. 
SALA DE DADOS 50% 100% - -

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͑͑͏ 
 
 
Fiscalizar a elaboração e implementação dos 
Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos 
(PGRS) no terminal rodoviário. 
SEAMA / DIVISA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Desenvolver campanhas educativas para 
conscientizar usuários e funcionários sobre o 
manejo correto dos resíduos no terminal 
rodoviário. 
SEAMA / ASCOM Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual 
O terminal rodoviário de Amargosa representa o único ponto de geração de resíduos de transporte no 
município. Atualmente, há pouco controle e registro sobre a gestão desses resíduos, o que torna necessária 
a implementação de um sistema de monitoramento e fiscalização. 
2. Mapeamento 
A primeira etapa será identificar as fontes de geração de resíduos no ter minal, como áreas de espera, 
plataformas e lojas internas, visando entender a dinâmica e os volumes gerados. 
3. Banco de Dados 
Um sistema informatizado será desenvolvido para registrar a geração, transporte e destinação dos resíduos. 
Isso permitirá maior transparência e controle por parte do município. 
4. Planos de Gerenciamento 
O terminal rodoviário deverá elaborar e implementar seu Plano de Gerencia mento de Resíduos Sólidos 
(PGRS), conforme exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
5. Educação Ambiental 
Campanhas educativas focadas nos usuários e operadores do terminal serão ess enciais para reduzir o 
descarte inadequado e promover a segregação de resíduos no local. 
 
͖.͔.͔ Resíduos IĲdustŘiais 
PŘoČŘaıa: FoŘtaleciıeĲto da Fiscalização dos Resíduos Sólidos IĲdustŘiais eı AıaŘČosa 
Objetivo 
Fortalecer o sistema de fiscalização relacionado à geração e de stinação de resíduos sólidos 
industriais no município, assegurando o cumprimento da legislação ambiental. 
Meta 
Implementar e consolidar ações de fiscalização eficazes, garant indo que 100% das atividades 
industriais estejam em conformidade com os requisitos legais para o manejo de resíduos.

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͑͑͐ 
 
 
Ações Propostas 
Tabela 44: Ações de fiscalização de resíduos sólidos industrial 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto 
Prazo (3 a 7 
anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 anos) 
Exigir a elaboração do Plano de Gerenciamento 
de Resíduos Sólidos (PGRS) para atividades 
industriais geradoras de resíduos perigosos e não 
perigosos. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua 
Fiscalizar a execução dos PGRS em todas as 
atividades industriais licenciadas no município. SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua 
Condicionar a emissão do Alvará de 
Funcionamento à apresentação e aprovação do 
PGRS pelas atividades industriais. 
SEAFI Ação 
contínua 
Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua 
Promover capacitações para agentes fiscais, 
visando a melhoria na identificação e análise dos 
resíduos industriais. 
SEAMA 50% 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Realizar campanhas de sensibilização junto aos 
industriais sobre a importância da gestão 
sustentável de resíduos. 
ASCOM  Ação 
contínua 
Ação 
contínua Ação contínua Ação contínua 
Fonte: Autora (2024) 
Prognóstico 
1. Contexto Atual 
Amargosa possui um setor industrial emergente, no qual a geração de resíduos sólidos ainda carece 
de fiscalização robusta e monitoramento adequado. A ausência de planos bem estruturados dificulta a gestão 
sustentável. 
2. Adoção de PGRS 
A obrigatoriedade da apresentação e aprovação de PGRS é fundamental para as segurar que as 
atividades industriais implementem práticas de gestão ambientalmente adequadas. 
3. Capacitação e Sensibilização 
A formação contínua dos agentes fiscais e a conscientização dos industri ais sobre as boas práticas 
de manejo de resíduos serão determinantes para o sucesso do programa. 
 
4. Integração com o Licenciamento 
A vinculação da aprovação do PGRS ao processo de licenciamento ambiental e à emissão do alvará 
de funcionamento incentivará a conformidade com as normas. 
5. Sustentabilidade 
O programa prioriza a redução, reutilização e reciclagem dos resíduos, promovend o a economia 
circular e reduzindo o impacto ambiental das atividades industriais.

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͑͑͑ 
 
 
͖.͔.͕ Resíduos AČŘossilvopastoŘis  
Programa: Gestão de Resíduos Agrossilvopastoris em Amargosa 
Objetivo 
Criar um sistema eficiente para o acompanhamento e gestão dos resíduos agrossilvipastoris gerados 
no município, promovendo práticas sustentáveis e uma destinação ambientalmente adequada. 
Meta 
Estabelecer um sistema de informações para monitorar, controlar e melhor ar a gestão da geração, 
transporte e destinação dos resíduos agrossilvopastoris no município. 
Ações Propostas 
 
Tabela 45: Ações para gestão de Resíduos agrossilvopastoris 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Realizar um censo rural, identificando 
produtores, culturas predominantes, uso de 
agroquímicos, fertilizantes e outros insumos. 
SEAMA 100% - - - 
Desenvolver programas contínuos de educação 
ambiental no campo, com capacitações sobre 
compostagem, gestão de resíduos orgânicos e 
perigosos. 
SEAMA / 
Associações de 
Produtores 
- Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Implantar Pontos de Entrega Voluntária 
(PEVs) para embalagens vazias de agrotóxicos 
e fertilizantes em áreas estratégicas. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Fiscalizar a utilização de defensivos agrícolas e 
promover parcerias com instituições para 
apoiar uma destinação adequada. 
SEAMA 
Vigilância 
Sanitária 
100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Implementar soluções para o destino 
ambientalmente adequado de carcaças de 
animais, promovendo alternativas para os 
produtores. 
SEAMA 
Instituições de 
Pesquisa 
100% - - - 
Avaliar, em parceria com universidades e 
associações, o reaproveitamento de resíduos 
agrossilvopastoris, como lodo e compostos 
orgânicos. 
SEAMA 
Instituições de 
Pesquisa 
- 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Fonte: Autora (2024) 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual 
Em Amargosa, a geração de resíduos agrossilvopastoris carece de informações consolidadas e de 
uma estrutura adequada para sua gestão. A ausência de dados impede a implementação de políticas públicas 
eficazes. 
2. Educação Ambiental

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͑͑͒ 
 
 
A conscientização dos produtores rurais é essencial para melhorar a gestão dos  resíduos, 
promovendo boas práticas no campo e a redução de impactos ambientais. 
3. Pontos de Entrega Voluntária 
A instalação de PEVs para embalagens de agrotóxicos e fertilizan tes reduzirá os descartes 
inadequados e facilitará a reversão da logística. 
4. Destino de Resíduos Perigosos 
A destinação correta de carcaças de animais e outros resíduos perigosos deve ser priorizada, com 
alternativas viáveis e acessíveis para os produtores. 
5. Parcerias Estratégicas 
A colaboração com universidades, associações de produtores e instituições de pesquisa será 
fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras, como o reaproveitamento de resíduos em 
compostagem ou outros processos produtivos. 
 
͖.͔.͖ Resíduos de MiĲeŘação  
Programa: Gestão de Resíduos da Mineração em Amargosa 
Objetivo 
Aprimorar o controle e a gestão dos resíduos gerados pelas atividades de m ineração no município, 
estruturando um sistema de informações sobre geração, transporte e destinação ambientalmente adequada 
desses resíduos. 
Meta 
Estabelecer e implementar um sistema para monitorar 100% dos resíduos das atividades de 
mineração em Amargosa. 
 
Ações Propostas 
Tabela 46: Ações para gestão de resíduos de Mineração 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto 
Prazo (3 a 7 
anos) 
Médio 
Prazo (8 a 
15 anos) 
Longo 
Prazo (16 a 
30 anos) 
Mapear os empreendimentos de mineração e 
criar uma base de dados com informações sobre 
os responsáveis pela gestão dos resíduos. 
SEAMA 100% - - - 
Sistematizar a coleta e processamento de 
informações sobre a geração, transporte e 
destinação de resíduos, além da existência do 
PGRS e PRAD. 
SEMOP 50% 100% - -

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͓͑͑ 
 
 
Fiscalizar a implementação dos Planos de 
Gerenciamento de Resíduos (PGRS) em 
empreendimentos mineradores. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Promover parcerias com órgãos ambientais e 
entidades do setor para compartilhar boas 
práticas e desenvolver soluções sustentáveis. 
SEAMA / 
Secretaria de 
Governo 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Capacitar técnicos e fiscais para melhorar a 
análise e acompanhamento dos resíduos gerados 
pelas atividades de mineração. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Fonte: Autora (2024) 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual 
Embora a atividade de mineração em Amargosa possa não ser predominante, é fundamental criar 
um sistema de controle e fiscalização para evitar impactos ambi entais decorrentes de possíveis extrações 
de materiais como areia, saibro e argila, com foco em resíduos inertes. 
2. Mapeamento e Base de Dados 
O mapeamento dos empreendimentos mineradores e a criação de uma ba se de dados com 
informações planejadas são ações iniciais essenciais para o planejamento e monitoramento das atividades. 
3. Fiscalização e Planos de Gerenciamento 
A exigência e fiscalização dos Planos de Gerenciamento de Resíduos S ólidos (PGRS) e Planos de 
Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) garantem que os resíduos sejam geridos de  forma 
ambientalmente responsável. 
4. Parcerias e Capacitação 
Parcerias com órgãos ambientais e associações do setor fortalecerã o as ações de fiscalização, 
enquanto a capacitação contínua de técnicos e fiscais melhorará a eficiência na gestão. 
5. Sustentabilidade 
A implementação de soluções sustentáveis, como o reaproveitamento de resíduos  inertes, 
contribuirá para a redução de impactos ambientais e promoverá uma gestão mais eficiente. 
 
͖.͔.͗ Resíduos da CoĲstŘução Civil ϼRCCϽ  
Gestão de Resíduos da Construção Civil em Amargosa 
Durante as visitas realizadas no município de Amargosa, foi constatado que é comum o descarte inadequado 
de resíduos da construção civil (RCC) em terrenos baldios e vias públicas. Esse cenário destaca a urgência de ações 
que garantam uma destinação final ambientalmente adequada e o reaproveitamento desses resíduos, alinhando-se às 
boas práticas de gestão ambiental.

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͔͑͑ 
 
 
O Poder Público Municipal deve disciplinar o gerenc iamento de RCC por meio da elaboração do Plano 
Municipal de Gestão de Resíduos da Construção Civil,  conforme estabelece a Resolução CONAMA nº 307/2002.  
Esse plano será um instrumento fundamental para org anizar e regular as responsabilidades de pequenos e  grandes 
geradores no município. 
Definição de Limites e Diretrizes 
Deve-se estabelecer um limite de geração para difer enciar pequenos e grandes geradores. Pequenos 
geradores, responsáveis por volumes inferiores a 1m ³ por obra, poderão destinar seus resíduos em ponto s de coleta 
específicos, a serem implantados estrategicamente pela administração municipal. Isso incentivará o destino correto, 
gerando impactos ambientais e riscos à saúde pública. 
Grandes geradores, que produções muito superiores a  esse limite, deverão obrigatoriamente contratar 
empresas licenciadas para o transporte e destinação dos RCC. Para facilitar essa contratação, a Prefeitura Municipal 
deverá disponibilizar em seu site uma lista atualizada de empresas autorizadas a operar no município. 
Além disso, os grandes geradores precisarão apresentar Planos de Gerenciamento de Resíduos da Construção 
Civil (PGRCC) antes do início das obras. No caso de  empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambienta l, os 
PGRCC serão analisados pelo órgão ambiental compete nte como parte integrante do processo de licenciame nto. Já 
para os empreendimentos que não são ambiciosos de l icenciamento ambiental, os planos deverão ser apres entados 
junto ao projeto do empreendimento para análise pelo órgão responsável do município. 
Documentação para Pequenos Geradores 
Para pequenos geradores, recomenda-se a criação de um documento simplificado, a ser anexado ao projeto  
da obra. Esse documento deverá incluir informações básicas sobre os tipos e detalhes de resíduos previ stos, os 
métodos de acondicionamento e transporte, bem como os dados do responsável pela destinação final. Após  a 
conclusão da obra, será exigido do gerador um certi ficado que comprove a destinação adequada dos resíd uos, 
conforme especificado no plano de gerenciamento. 
Educação Ambiental 
Deverá ser implementado um programa de educação amb iental voltado para toda a comunidade. Esse 
programa deverá abordar: 
• Os impactos ambientais gerados pela construção civil; 
• As responsabilidades e obrigações dos envolvidos no processo de gestão de RCC; 
• O manejo adequado dos resíduos nos canteiros de obras; 
• As características dos materiais gerados e suas potencialidades de reaproveitamento. 
Por meio dessas ações, espera-se promover a conscientização e a adesão da população e dos empreendedores 
às práticas sustentáveis, além de reduzir os impact os causados pelos resíduos da construção civil no m unicípio de 
Amargosa. 
PŘoČŘaıa: Gestão de Resíduos da CoĲstŘução Civil ϼRCCϽ eı AıaŘČosa

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͕͑͑ 
 
 
Objetivo 
Aprimorar o controle e a gestão dos resíduos da construção civil no município, estrut urando um 
sistema de informações sobre geração, transporte e destinação ambientalmente adequada desses resíduos. 
Meta 
Regulamentar e destinar 100% dos resíduos gerados pela construção civil em Amargosa. 
Ações PŘopostas 
Tabela 47: Ações para gestão de Resíduos de Construção Civil 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Elaborar o Plano Municipal de 
Gerenciamento de Resíduos da 
Construção Civil (PMGRCC). 
SEMOP 30.000,00 - - - 
Cadastrar e monitorar empresas coletoras 
de RCC atuantes no município, conforme 
legislação vigente. 
SEMOP 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Divulgar a lista de empresas licenciadas 
para transporte e destino da RCC no site 
da Prefeitura e em mídias sociais. 
ASCOM Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
critérios para classificar geradores 
(pequenos e grandes), considerando 
quantidade e área construída definida. 
SEMOP 100% - - - 
Regulamentar a obrigatoriedade de planos 
de gerenciamento de RCC para grandes 
geradores, incluindo comprovação de 
destinação final. 
Secretaria de 
Administração / 
SEMOP 
100% - - - 
Fiscalizar a execução dos planos de 
gerenciamento de RCC e monitorar o 
manejo adequado dos resíduos gerados. 
SEMOP Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Implantar sistema de informações para 
armazenamento e compilação de dados 
sobre RCC no município. 
SEMOP 100% Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Manter 
atualizado 
Criar e fiscalizar pontos de entrega 
voluntária (PEVs) para pequenos 
geradores (até 1m³ por obra), com ampla 
divulgação à população. 
SEMOP 50% 100% Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Implementar um programa contínuo de 
educação ambiental para capacitar a 
população sobre o manejo adequado do 
RCC. 
SEMOP /Educação Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Incentivar operadores privados a investir 
na gestão e reaproveitamento de RCC. 
Secretaria de 
Desenvolvimento 
Econômico 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Licenciar área para triagem e 
armazenamento de RCC gerados pelas 
obras, incluindo reciclagem e 
reaproveitamento local. 
SEMOP 70.000,00 - - - 
Avaliar o passivo ambiental de áreas 
impactadas pela RCC e implementar 
medidas corretivas conforme orientações 
técnicas. 
 SEMOP 175.000,00 - - - 
 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual

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͖͑͑ 
 
 
Atualmente, Amargosa carece de um sistema consolidado de gestão de resíduos da construção civil, 
sendo recorrente o descarte inadequado em terrenos baldios e vias públicas. 
2. Educação e Conscientização 
A capacitação da população e dos operadores do setor é fundamental para imp lementar práticas 
sustentáveis, reduzir os impactos ambientais e promover o reaproveitamento de materiais. 
3. Regulamentação 
O município deve instituir critérios claros para diferenciar pequenos e gran des geradores, 
vinculando o gerenciamento de resíduos a planos de gerenciamento detalhados. 
4. Sustentabilidade 
Com a reaproveitamento e a reciclagem de materiais, o município poderá reduzir significativamente 
os impactos ambientais, além de fomentar uma economia circular no setor da construção civil. 
 
͖.͔.͘ Resíduos ceıiteŘiais 
Programa: Gestão de Resíduos Cemitérios em Amargosa 
Objetivo 
Aprimorar a gestão dos resíduos gerados nos cemitérios de Amargosa, assegurando a conformidade 
com as legislações ambientais e promovendo a destinação ambientalmente adequada. 
Meta 
Regularizar e licenciar os cemitérios municipais e fiscalizar os priv ados, garantindo a correta 
destinação dos resíduos cemitérios. 
Descrição e Contexto 
Os resíduos cemitérios em Amargosa são compostos por restos florais, vasos, resíduos de construção 
e reforma de túmulos, resíduos de velas e seus suportes, materiais de e xumação e produtos de varrição. 
Esses resíduos apresentam desafios únicos de gestão devido à sua composi ção e ao contexto religioso e 
cultural associado aos cemitérios. 
Atualmente, Amargosa possui 5 cemitérios sob responsabilidade do poder públi co. É fundamental 
que a administração realize o licenciamento ambiental desses locais em conformidade com as Resoluções 
CONAMA nº 335/2003 e CONSEMA nº 119/2017. 
Para os cemitérios privados, é essencial implementar uma rotina de fi scalização para garantir que 
operem dentro da conformidade ambiental e com as licenças vigentes.

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͑͑͗ 
 
 
Ações Propostas 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto 
Prazo (3 a 7 
anos) 
Médio 
Prazo (8 a 
15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 
anos) 
Regularizar e licenciar os cemitérios sob gestão 
municipal em conformidade com as Resoluções 
CONAMA nº 335/2003 e CONSEMA nº 
119/2017. 
SEAMA/SEMOP 100% - - - 
Contratar empresa para o transporte e 
destinação final dos resíduos provenientes de 
exumações e outras atividades nos cemitérios 
municipais. 
SEMOP 
/Administração 100% - - - 
Fiscalizar os cemitérios privados quanto à 
conformidade ambiental e à validade das 
licenças ambientais. 
SEAMA Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Instalar recipientes para coleta seletiva nos 
cemitérios municipais, promovendo a 
segregação e reciclagem de resíduos. 
SEMOP / Gestores 100% - - - 
Desenvolver campanhas de educação ambiental 
externas aos frequentadores dos cemitérios 
para promover a destinação correta dos 
resíduos. 
SEAMA/ASCOM Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
Ação 
contínua 
 
Prognóstico 
1. Diagnóstico Atual 
Os cemitérios públicos de Amargosa não possuem licença ambiental, e a gestão dos resíduos gerados 
carece de um sistema estruturado de coleta e destinação adequada. 
2. Regularização e Licenciamento 
A regularização ambiental é uma prioridade, garantindo que os cemitér ios públicos operem dentro 
das normas ambientais e sanitárias. 
3. Educação Ambiental 
A conscientização dos frequentadores e da comunidade sobre a importância da d estinação correta 
dos resíduos cemitérios contribuirá para a sustentabilidade da gestão. 
4. Gestão Integrada 
A implementação de coleta seletiva e a fiscalização contínua dos cemitérios privados garantem 
maior controle e eficiência no manejo desses resíduos. 
5. Sustentabilidade 
Ao promover a separação e destinação correta dos resíduos, o município reduzi rá os impactos 
ambientais, promovendo um ambiente mais limpo e seguro.

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7.6 RESÍDUOS DE LOGÍSTICA REVERSA  
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece que a re sponsabilidade pelo ciclo de 
vida dos produtos deve ser compartilhada entre fabricantes, distribuidores, c omerciantes e consumidores. 
Essa abordagem determina que certos produtos e embalagens, após o uso pelo consum idor, sejam 
obrigatoriamente incluídos em sistemas de logística reversa, separados das atividades de manejo de resíduos 
realizados pelo serviço público. 
Segundo a PNRS, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciante s planejar, 
implantar e operar os sistemas de logística reversa. Para isso, são i ncentivados parcerias e acordos de 
cooperação entre o poder público e os setores privados envolvidos, que viabilizam a coleta, transporte e 
destinação adequada desses materiais. 
No caso de Amargosa, o município ainda enfrenta limitações na infraestrutura de pontos de entrega 
voluntária (PEVs) para resíduos sujeitos à logística de reversão obrigatória. A ausência de acordos setoriais 
eficazes e de uma estrutura integrada dificulta a implementação ampla da política no município. 
Medidas para avançar na Logística Reversa 
Para superar essas dificuldades, algumas ações estratégicas devem ser priorizadas: 
1. Identificação e Cadastro  identificar os estabelecimentos locais com responsabilidade 
compartilhada pela logística reversa, conforme artigo 33 da PNRS, e ma pear os pontos de entrega 
existentes. Esses dados serão organizados em um cadastro público e atua lizável, facilitando o acesso da 
população. 
2. Planejamento Colaborativo Formar um grupo multissetorial envolvendo representantes de 
setores públicos e privados para desenvolver acordos de cooperação, avaliar propostas de logística reversa 
e propor estratégias específicas para o. 
3. Parcerias com Entidades Gestoras Firmar parcerias com iniciativas nacionais e estaduais, 
como Reciclus, PROLATA, inPEV e outras, para a implantação de PEVs e acesso a materiais educativos. 
4. Educação e Conscientização Implementar campanhas permanentes de educação ambiental 
nas escolas e na comunidade, utilizando materiais fornecidos pelas entidades gestoras, para conscientizar 
sobre a importância do descarte correto e do reaproveitamento de materiais recicláveis. 
5. Monitoramento e Fiscalização  Estabelece sistemas de monitoramento para garantir o 
cumprimento das responsabilidades pelos estabelecimentos e empresas que operam no município. 
Prognóstico e Expectativa

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Com a adoção dessas medidas, a Amargosa poderá estruturar um sistema  eficiente de logística 
reversa, promovendo a sustentabilidade, reduzindo os impactos ambientais e integrando a comunidade em 
um processo de reaproveitamento e reciclagem. 
 
Tabela 48:Programa e Ações para Gestão dos Resíduos de Logística Reversa em Amargosa 
PROGRAMA: GESTÃO DE RESÍDUOS DA LOGÍSTICA REVERSA 
Objetivo: Promover e incentivar a gestão e a operacionalização da logística reversa no mundo 
Meta: Auxiliar na implantação e manutenção de sistemas de logística 
Descrição Responsáveis Imediato 
(até 2 anos) 
Curto Prazo 
(3 a 7 anos) 
Médio Prazo 
(8 a 15 anos) 
Longo Prazo 
(16 a 30 anos) 
identificar estabelecimentos locais com 
responsabilidade compartilhada na 
implantação da Logística R 
SEAMA 100% - - - 
Mapear pontos de entrega voluntária (PEVs) 
e disponibilizar as informações nos canais 
acessados 
ASCOM 100% Manter lista 
atualizada 
Manter lista 
atualizada 
Manter lista 
atualizada 
Criar um grupo multissetorial para planejar 
a 
SEAFI/SEAMA 100% - - - 
Implementar espaços para recepção e 
armazenamento temporário de resíduos de 
logística reversa no município de PEVs 
SEMOP 50% 100% - - 
Firmar parcerias com entidades SEAMA/SEMED 100% UM Ação contínua Ação contínua 
Desenvolver campanhas de educação 
ambiental para conscientizar a população 
SECAC 100% Ação 
contínua 
Ação contínua Ação contínua 
Estabelecer parcerias SECAC - 100% - - 
Monitorar as ações de logística reversas no 
município 
SEAMA 100% Ação 
contínua 
Ação contínua Ação contínua

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͗.͏ RECUSROS

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͑͒͑ 
 
 
͗.͏ CAPÍTULO ͗-RECEITAS – CAPTAÇÃO DE RECURSOS 
 
A captação de recursos é um elemento crucial para o desenvolvimento sustentável dos serviços de 
manejo de resíduos sólidos, sendo necessária a diversificação das fontes e  a preparação de projetos bem 
fundamentados para pleitear os recursos disponíveis. Em Amargosa, esse esforço de ve ser direcionado a 
instituições nacionais, internacionais e iniciativas específicas que incentivam projetos no setor. 
 
8.1 Principais Fontes de Financiamento 
1. Apoio a Projetos de Coleta e Reciclagem de Materiais - FUNASA 
A Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) promove apoio financeiro para cooperativas e associações 
envolvidas na coleta e processamento de materiais recicláveis. O objetivo é aumentar a geração de 
emprego, melhorar a capacidade de beneficiamento de materiais e melhorar as condições de trabalho dos 
catadores. 
Itens Financiáveis: 
o Construção e ampliação de unidades de recuperação de recicláveis. 
o Aquisição de veículos para transporte de materiais recicláveis. 
o Aquisição e instalação de equipamentos para operacionalização de uni dades de triagem e 
recuperação. 
2. Fundo Clima - Subprograma Resíduos Sólidos (BNDES) 
Este programa de ações financeiras que promove a racionalização e o tratamento adequado de resíduos 
sólidos.  
Itens Financiáveis: 
o Sistemas de coleta seletiva. 
o Sistemas de triagem automatizados ou não. 
o Tratamento de resíduos orgânicos. 
o Remediação de áreas degradadas. 
3. Finem - Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos (BNDES) 
O BNDES oferece financiamento para projetos públicos e privados que visem à universalização dos 
serviços de saneamento e recuperação de áreas degradadas.  
Itens Financiáveis: 
o Estudos e projetos técnicos. 
o Obras civis e equipamentos. 
o Treinamentos e despesas pré-operacionais.

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4. Programa Avançar Cidades – Saneamento (MDR) 
Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Regional para apoiar projetos municipais com recursos do 
FGTS. 
5. Saneamento para todos – CAIXA 
A Caixa Econômica Federal disponibiliza financiamento para projetos de saneamento básico aos setores 
público e privado. 
6. A BADESC 
A Agência de Fomento de Santa Catarina oferece crédito para infraestrutura e serviços de saneamento, 
como coleta de resíduos, implantação de aterros sanitários e sistemas de tratamento. 
7. Fundos Internacionais 
Os municípios podem acessar fontes internacionais com taxas diferenciadas. Exemplos: 
o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 
o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). 
o Fundo Verde para o Clima (GCF). 
 
Tabela 49:Unidades e Itens Financiáveis 
Etapa Unidades e Itens Financiáveis 
Propostas realizadas por Prefeituras - Construção/ampliação de unidades de recuperação de recicláveis. 
 - Aquisição de veículos e equipamentos para coleta e transporte de 
recicláveis. 
 - Implantação de sistemas de triagem e processamento de resíduos. 
Propostas realizadas por Organizações da Sociedade 
Civil - Obras de adequação para instalação de equipamentos. 
 - Aquisição de caminhões e veículos para transporte de recicláveis. 
FoĲte ϼAutoŘa-͑͏͓͑Ͻ 
Recomendações para Amargosa 
1. Priorizar parcerias: Estabelecer colaborações com instituições como FUNASA, BNDES e 
CAIXA para financiar projetos prioritários. 
2. Planejar projetos sólidos:  Elaborar planos de gestão e ações com base em diagnósticos 
locais para facilitar a captação de recursos. 
3. Capacitação: Investir em treinamentos para equipes técnicas avançando na execuçã o 
eficiente de projetos financiados. 
Capítulo 8 - Instrumentos para Implementação do Plano 
8.1 Instrumentos de Gestão Os instrumentos de gestão são fundamentais para a implementação 
eficaz do Plano Municipal de Resíduos Sólidos (PMRS) de Amargosa. Eles i ncluem ferramentas de

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planejamento, regulação, monitoramento e financiamento, sendo aplicados de form a integrada para 
alcançar os objetivos propostos. 
8.1.1 Instrumentos Normativos 
• Regulamentação municipal sobre a gestão de resíduos sólidos, baseada na Política Nacional de Resíduos 
Sólidos (PNRS). 
• Criação de decretos específicos para regulamentar a logística reversa, a coleta seletiva e a disposição final 
adequada. 
8.1.2 Instrumentos Financeiros 
• Estabelecimento de tarifas e taxas específicas para a coleta e tratamento de resíduos, com base no princípio 
do poluidor-pagador. 
• Captação de recursos junto a organismos nacionais e internacionais, como BNDES, FUNASA e Green 
Climate Fund. 
8.1.3 Instrumentos Tecnológicos 
• Implementação de sistemas de georreferenciamento para mapeamento e monitoramento dos serviços de 
coleta e disposição de resíduos. 
• Uso de softwares para gestão integrada de resíduos sólidos, permitindo o acompanhamento em tempo real 
das operações. 
8.2 Indicadores de Desempenho Os indicadores são essenciais para medir o progresso e o impacto das 
ações previstas no PMRS. 
 
Tabela 50:Indicadores de Desempenho 
Indicador Unidade de Medida Meta 2025-2028 Meta 2030 
Taxa de cobertura da coleta seletiva % de domicílios atendidos 30% 100% 
Redução da disposição inadequada de resíduos % de redução anual 20% 50% 
Aumento da reciclagem per capita kg/habitante/ano 25kg 40kg 
Redução de resíduos orgânicos enviados a aterros sanitários % de redução 15% 70% 
 
8.3 Plano de Ações Detalhadas As ações foram divididas por eixo estratégico, com cronogramas, metas e 
indicadores. As tabelas abaixo apresentam os detalhes. 
 
Tabela 51:Ações para Educação Ambiental 
Ação Responsável Prazo Meta Indicador 
Oficinas nas escolas Secretaria de Educação Anual 100% das escolas N° de oficinas realizadas 
Campanhas nas redes sociais Secretaria de Comunicação Contínua 20 campanhas anuais Alcance das campanhas 
Distribuição de materiais educativos Secretaria de Meio Ambiente Semestral 10.000 unidades Materiais distribuídos 
Tabela 8.3: Ações de Inclusão Social

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͔͑͒ 
 
 
Tabela 52:Plano de Ação para Gestão de Resíduos e Inclusão Socioeconômica 
Ação Responsável Prazo Meta Indicador 
Formalização de cooperativas Secretaria de Governo 2 anos 3 cooperativas formalizadas N° de cooperativas 
Capacitação de catadores Secretaria de Des. 
Econômico Anual 100% dos catadores 
capacitados N° de participantes 
Fornecimento de 
equipamentos Secretaria de Obras 2 anos 5 caminhões e 3 prensas Equipamentos 
fornecidos 
 
8.4 Cronograma Geral O cronograma a seguir apresenta as ações principais previstas para os próximos 10 
anos. 
 
Tabela 53:Cronograma de Implementação 
Ano Ação Principal Meta Principal 
2025 Criação do comitê municipal Comitê em operação 
2026 Formalização de cooperativas 100% formalizadas 
2027 Revisão do plano municipal Plano atualizado 
2030 Avaliação de resultados do Primeiro Ciclo do Plano Relatório final 
 
8.5 Detalhamento de Ações Concretas 
Para garantir que as ações propostas sejam eficazes, adicionamos responsá veis diretos, orçamento 
estimado e indicadores de monitoramento. Abaixo está um exemplo de estrutura  melhorada para cada 
iniciativa: 
Ação Meta Prazo Responsável Orçamento 
Estimado Indicador de Sucesso 
Expansão da Coleta 
Seletiva 
100% dos bairros urbanos 
cobertos 2038 Secretaria de Meio 
Ambiente R$ 2.000.000,00 % de bairros atendidos 
Instalação de 
Ecopontos 4 Ecopontos operacionais 2032 Secretaria de Meio 
Ambiente R$ 500.000,00 Número de Ecopontos 
Implementação da 
Compostagem 2 unidades-piloto implantadas 2027 Secretaria de 
Agricultura R$ 800.000,00 Toneladas de resíduos 
orgânicos processados 
Incorporação da 
Logística Reversa 
100% de adesão de 
supermercados e farmácias ao 
programa 
2027 Secretaria de Meio 
Ambiente R$ 300.000,00 Empresas participantes 
cadastradas 
 
8.5.1. Monitoramento e Indicadores 
Acompanhamento e avaliação do PGRS, garantindo transparência e eficiência. 
Indicador Unidade de Medida Meta Frequência de 
Avaliação Responsável 
Taxa de Reciclagem % de resíduos reciclados 
sobre total coletado 30% até 2028 Semestral Secretaria de Meio Ambiente 
Redução de Resíduos 
Enviados ao Aterro Toneladas/mês Redução de 20% 
até 2027 Trimestral Secretaria de Serviços 
Públicos 
Geração per capita de 
resíduos Kg/hab/dia Redução de 25% 
até 2027 Anual Secretaria de Meio Ambiente 
e Planejamento

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8.4 Programa de Valorização dos Resíduos Orgânicos 
Objetivo: Reduzir a destinação inadequada de resíduos orgânicos e foment ar a compostagem e o 
reaproveitamento agrícola. 
Ações Melhoradas: 
• Criação de um incentivo fiscal para empresas que participem da compostagem. 
• Distribuição de composteiras domésticas para até 20% dos domicílios urba nos até 
2032. 
• Inclusão da compostagem no currículo das escolas municipais até 2026. 
• Criação de um programa de coleta específica de resíduos orgânicos nos merca dos 
municipais. 
4. Cronograma de Coleta Seletiva - Ajustes 
Correção dos Percentuais Acumulativos: 
• Redistribuição dos percentuais de coleta seletiva ao longo do tempo para garantir que 
100% seja o limite máximo por ano. 
• Priorização do Centro da cidade e bairros de maior geração de resíduos até 2027. 
AĲo Meta de Coleta Seletiva ϼ%Ͻ 
͑͏͔͑ ͑͏% 
͑͏͕͑ ͓͏% 
͑͏͖͑ ͕͏% 
͑͏͑͗ ͖͔% 
͑͏͑͘ ͔͗% 
͑͏͒͏ ͐͏͏%

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CAPÍTULO ͘ - ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO 
9.1 Estrutura de Governança Para garantir o acompanhamento eficaz do PMRS, s erá criada uma 
comissão municipal composta por representantes do poder público, sociedade civil e  setor privado. Essa 
comissão terá as seguintes atribuições: 
• MoĲitoŘaŘ a iıpleıeĲtação das ações pŘevistas. 
• PŘopoŘ ajustes ao plaĲo coı base Ĳos Řesultados obtidos. 
͘.͑ FeŘŘaıeĲtas de MoĲitoŘaıeĲto 
• RelatóŘios tŘiıestŘais de deseıpeĲho, baseados Ĳos iĲdicadoŘes estabelecidos. 
• AuditoŘias aĲuais paŘa avaliação do cuıpŘiıeĲto das ıetas. 
• PlataċoŘıa oĲliĲe paŘa coĲsulta pública dos dados de Čestão de Řesíduos. 
͘.͒ IĲdicadoŘes de Avaliação  
 
 
Tabela 54:Indicadores de Avaliação 
Eixo Indicador Meta 2025-2028 Meta 2030 
Coleta Seletiva % de residências atendidas 30% 100% 
Inclusão Social Renda média dos catadores R$ 1.515/mês R$ 2.800/mês 
Educação Ambiental N° de campanhas realizadas 20/ano 25/ano 
Redução de Resíduos % de resíduos desviados de aterros 30% 30% 
 
9.4 Revisão do Plano 
O PMRS será revisado a cada 4 anos, com base nos resultados das avalia ções e nas mudanças nas 
condições socioeconômicas e ambientais do município. Durante esse process o, serão realizadas consultas 
públicas para assegurar a transparência e o engajamento da sociedade. D evido a algumas ausências de 
dados, o plano deverá ser revisado em março de 2026 para que as projeções e ações sejam as mais concretas 
possíveis. 
9.5 Educação e Comunicação Um programa permanente de educação ambiental será implementado, 
com foco em: 
• Capacitação de educadores e agentes comunitários. 
• Produção de materiais didáticos sobre gestão de resíduos. 
• Campanhas de conscientização em escolas e comunidades.

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Considerações Finais A implementação do PMRS de Amargosa depende do ali nhamento entre 
políticas públicas, instrumentos de gestão e participação social. Com um acompanhamento rigoroso e uma 
avaliação contínua, o município poderá alcançar uma gestão eficiente e sustentável de seus resíduos sólidos. 
CŘoĲoČŘaıa do Capítulo ͘ - AcoıpaĲhaıeĲto e Avaliação 
 
Quadro 25: Cronograma de Execução 
Ação Prazo Responsável 
Criação da Comissão Municipal de Monitoramento 2025 Prefeitura de Amargosa 
Elaboração do primeiro relatório trimestral de desempenho 2025 Comissão Municipal 
Implementação da plataforma online de monitoramento 2026 Secretaria de Meio Ambiente 
Auditorias anuais de cumprimento das metas Anual Controladoria Municipal 
Revisão do PMRS 2026 e a cada 4 anos Secretaria de Planejamento 
Implementação do Programa de Educação Ambiental 2025-2028 SEAMA/SEMED

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Referências 
ABRELPE. Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Panorama dos 
Resíduos Sólidos no Brasil 2023. São Paulo, 2024. Disponível em: https://abrelpe.org.br/panorama-2023/. 
Acesso em: maio 2024. 
AGÊNCIA NACIONAL DE MINERAÇÃO (ANM). Sistema de Informações Geográficas da 
Mineração. Disponível em: https://dados.gov.br/dataset/sistema-de-informacoes-geogra ficas-da-
mineracao-sigmine. Acesso em: julho 2024. 
ALENCAR, T. O. S.; MACHADO, C. S. R.; COSTA, S. C. C.; ALENCAR, B. R. Descarte de 
medicamentos: análise da prática no Programa Saúde da Família. Ciência &amp; Saúde Coletiva, v. 19, n. 
7, p. 2157-2166, 2023. 
AMARO, A. B. Profissão Catador: origem e sistematização no processo produtivo . In: AMARO, A. 
B.; VERDUM, R. Política Nacional de Resíduos Sólidos e suas interfaces com o esp aço geográfico: 
entre conquistas e desafios. Porto Alegre: Letra1, 2024. 
ARAÚJO, Ana Paula Caixeta. Produção de Biogás a partir de resíduos orgânicos utilizando biodigestor 
anaeróbio. Trabalho de Conclusão de Curso. Faculdade de Engenharia Química, Universidade Federal de 
Uberlândia. Uberlândia, 2024. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.004: Resíduos sólidos – 
Classificação. Rio de Janeiro, 2024. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13.221: Transporte terrestre de 
produtos perigosos - Resíduos. Rio de Janeiro, 2024. 
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PNEUMÁTICOS – ANIP. Resultados do setor de 
pneus 2023. Disponível em: https://www.anip.org.br/relatorios2023. Acesso em: agosto 2024. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 
2024. 
______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 05, de 05 de agosto de 1993 . 
Define as normas mínimas para tratamento de resíduos sólidos oriundos de servi ços de saúde, portos e 
aeroportos e terminais rodoviários e ferroviários. 
______. Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, 
altera a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, e dá outras providências. Diário Oficial da União, 2010. 
______. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução CONAMA nº 358, de 29 de abril de 2005 . 
Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde.

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͓͑͐ 
 
 
______. Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. 
______. Decreto Federal nº 10.388, de 5 de junho de 2020 . Regulamenta o § 1º do art. 33 da Lei nº 
12.305, de 2010, e institui o sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos. 
CEMPRE. Lixo municipal: manual de gerenciamento integrado. 5ª ed. São Paulo, 2024. 
INSTITUTO JOGUE LIMPO. Relatório Anual de Desempenho do Sistema de Logística Reversa de 
Embalagens Plásticas de Óleo Lubrificante Usadas. São Paulo, 2024. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Agropecuário 2023 – 
Resultados Definitivos. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Acesso em: setembro 2024. 
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Guia para Elaboração dos Planos de Gestão de Resíduos 
Sólidos. Brasília, 2024. 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL. Roteiro para a sustentabilidade do serviço 
público de manejo de RSU . Brasília, 2024. Disponível em: 
http://protegeer.gov.br/documentos/659/roteiro-sustentabilidade-rsu.pdf. Acesso em: junho 2024. 
Lei Complementar nº 44, de 06 de dezembro de 2024 : Institui a Política Municipal de Meio Ambiente 
de Amargosa, estabelecendo princípios, objetivos e diretrizes para a gestão ambiental no município. 
Lei Ordinária nº 701, de 2023 : Autoriza o Poder Executivo Municipal a celebrar a concessão do di reito 
real de uso do aterro sanitário municipal e dar outras providências. 
Lei Complementar nº 40, de 29 de dezembro de 2023: Institui o Plano Diretor de Desenvolvimento 
Urbano (PDDU).  
Lei Complementar nº 024: Institui o Código de Posturas de Amargosa.

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͓͑͑ 
 
 
 
 
 
 
 
CooŘdeĲação GeŘalϡ 
FŘaĲcelle FeŘŘetti SalvadoŘ 
EĲČeĲheiŘa SaĲitaŘista e AıbieĲtal Pela UFRB 
Pós-ČŘaduada eı EĲČeĲhaŘia FloŘestal 
Pós-ČŘaduaĲda Ĳo PŘoČŘaıa IĲteŘĲacioĲal de FloŘestas UŘbaĲas pela UĲiveŘsidade FedeŘal RuŘal do Rio de 
JaĲeiŘo-UFRRJ

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͓͑͒ 
 
 
ANEXO I 
Anexo I – Modelo de Decreto Municipal para Fortalecimento da Coleta Seletiva e Inclusão dos Catadores 
DECRETO MUNICIPAL Nº XXX/2025 
Dispõe sobre medidas de fortalecimento da coleta seletiva com inclusão socioprodutiva dos catadores de 
materiais recicláveis e dá outras providências. 
 
Art. 1º 
Fica instituído o Programa Municipal de Fortalecimento da Coleta Seletiva com Inclusão 
Socioprodutiva dos Catadores de Materiais Recicláveis, no âmbito da Secretaria Municipal de 
Agricultura e Meio Ambiente. 
Art. 2º 
A prestação de serviços de coleta, triagem, prensagem e comercialização dos materiais recicláveis será 
realizada preferencialmente por cooperativas ou associações de catadores de materiais recicláveis, com 
sede no município ou região. 
§1º Terão prioridade na contratação os grupos organizados formalmente, com CNPJ ativo e atuação 
regular. 
§2º Poderão ser apoiados grupos em processo de formalização, desde que apresentem termo de adesão ao 
programa e acompanhamento técnico da secretaria competente. 
 
Art. 3º 
São diretrizes do programa: 
I – Garantia de infraestrutura mínima para atuação digna e segura dos catadores; 
II – Apoio técnico, gerencial e jurídico às cooperativas/associações; 
III – Inclusão das organizações nas políticas públicas municipais, estaduais e federais; 
IV – Estímulo à formalização e sustentabilidade econômica das atividades; 
V – Promoção de campanhas educativas voltadas à valorização da coleta seletiva e à redução da geração 
de resíduos. 
 
Art. 4º 
Fica autorizada a criação do Fundo Municipal de Economia Circular, destinado a apoiar 
financeiramente ações, equipamentos e capacitação voltadas à coleta seletiva e ao fortalecimento da 
cadeia da reciclagem. 
 
Art. 5º 
Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário. 
 
Amargosa – BA, ____ de ____________ de 2025. 
Prefeito Municipal:

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ÓRGÃO/SETOR: SEAFI - SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO, FINANÇAS E DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL
CATEGORIA: LICITAÇÕES E CONTRATOS
NOTIFICAÇÃO (PREGÃO ELETRÔNICO Nº 002/2025)
23/04/2026,11:39 SEI/AMARGOSA ' 00000378581 ' NotificaçãofFornecedor
NotificaçãofFomecedor SEI Nº 23/2026 - SEAFI.COMP
NOTIFICANTE: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE
NOTIFICADA: KNERD DISTRIBUIDORA LTDA
CNPJ: 41621094000101
LICITAÇÃO nº: PE—OOZ—ZOZS—SRP
OBJETO DO CONTRATO/ATA: AAQUISIÇÃO DE SMARTPHONES E TABLETS E ESSENCIAL
PARAATENDER ÁS DEMANDAS OPERACIONAIS E ADMINISTRATIVAS DAS SECRETARIAS
MUNICIPAIS, PROMOVENDO A MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA, A EFICIENCIA NA
COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA E O ACESSO ÁGIL A SISTEMAS E APLICATIVOS
UTILIZADOS NA GESTÃO PÚBLICA. ESSA MEDIDA VISA OTIMIZAR OS PROCESSOS,
PADRONIZAR OS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS PELOS SERVIDORES E GARANTIR MAIOR
COMPATIBILIDADE COM OS SISTEMAS INSTITUCIONAIS, REDUZINDO CUSTOS COM
MANUTENÇÃO E SUBSTITUIÇÃO DE APARELHOS OBSOLETOS, EM CONFORMIDADE COM OS
PRINCÍPIOS DA ECONOMICIDADE, EFICIENCIA E TRANSPARENCIA NA ADMINISTRAÇÃO
PUBLICA.
A SecretariaMunicipal de Saude, no uso de suas atribuiçõeslegais,vem, com vistasa proporcionaro
direitoprevistono ParágrafoUnico do art.137 da Lei nº 14.133/21,notificaro estabelecimentoempresarial
em epígrafepelarazão a seguir:
-Descumprimento da obrigaçãode garantiados equipamentos fornecidos,uma vez que não houve
soluçãono prazo legal,com devolução de um aparelhosem reparoe ausênciade retomo do segundo, alem da
faltade respostaàstentativasde contato.
Frisoque o descumprimento, parcialou total,de qualquerdas cláusulascontidasno contrato,sem
justificativasaceitapelo órgão ou entidadepromotores da licitação,sujeitaráa Contratadaàs sanções
previstasna Lei Federalnº.14.133/21,garantidaa préviae ampla defesaem processoadministrativo.
Fica a notificadaintimadapara,querendo,apresentardefesano prazo de 72 (setentae duas)horas,a
contarda publicaçãodestanotificação.De igualforma, comunicamos que o ProcessoAdministrativoque
originoua presentenotificaçãose encontracom vistafranqueada à interessada,mediante requerimento
presencialnestaSecretariade Administração,finançase desenvolvimento institucional(SEAFI), situadano
ValleShopping,Av. Dr. Luís Sandes, 120 ou pelo e-mail:seafi.comp©ªarg(&amp;g(Lbr, bem como pela
 
 
Documento assinado eletronicamente por Joanildo Borges de Jesus, Secretário Municipal de
Administração, Finanças e Desenvolvimento Institucional, em 23/04/2026, às 10:13, conforme
Medida Provisória nº 2.200—2 de 24/08/2001. Decreto Federal nº 8539, de 08/10/2015. Lei nº
14.063, de 23/09/2020. E,o Decreto Municipal nº 92, de 26/05/2025.
, .
i .- "sel.fjnasmalum ?
eielràn ila  
   
 
https://arnargcsaseibahiaba gov br/ccntrcladcrphp'lacac:procedimentc_trabalhar&amp;acac_crigern:procedimentc_ccntrclar&amp;acac_retcrnc:prece.. 1/2

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 - CERTIFICADO DIGITALMENTE POR: AC CERTSIGN SRF ICP-BRASIL | IMPRENSAOFICIAL.ORG - 
23/04/2026,11:39 SEI/AMARGOSA ' 00000378581 ' NotificaçãofFornecedor
 
  
A autenticidadedeste documento pode ser conferida no siteªque aqà, informando o código
' " verificador00000378581 e o código CRC 8865C622.
 
Praça Lourival Monte, 001, — Bairro Centro, Amargosa, BA, CEP 45300—000, .
Processo nº 290100700008628/2026-30
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 - CERTIFICADO DIGITALMENTE POR: AC CERTSIGN SRF ICP-BRASIL | IMPRENSAOFICIAL.ORG - 
ÓRGÃO/SETOR: SECAC - SECRETARIA MUNICIPAL DA CASA CIVIL
CATEGORIA: LICITAÇÕES E CONTRATOS
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO (DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 23/2026)
 
CNPJ 13.825.484/0001-50 - Praça Lourival Monte, S/N, Centro, Amargosa - Bahia, CEP 45.300-000 
Tel.: (75) 3634-3977 
 
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO 
 
 
DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 23/2026 (SIM 2700/2026) 
Acatando o Parecer da Procuradoria Jurídica do Município, e, ainda, encontrando-se o Processo 
Administrativo N° 2901007.00005984/2026-00, regularmente instruído na forma do Art. 75, 
inciso II, da Lei nº 14.133/2021 e alterações posteriores HOMOLOGO a mencionada declaração 
de DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 23/2026 (SIM 2700/2026) , para 
“AQUISIÇÃO DE COPOS PERSONALIZADOS, DESTINADOS AO USO DURANTE OS 
FESTEJOS JUNINOS DE 2026, VISANDO ATENDER ÀS NECESSIDADES DA 
ORGANIZAÇÃO E REALIZAÇÃO DO EVENTO. ”, junto à empresa: GRAFPRINT 
EMBALAGENS EDITORA FLEX LTDA , CNPJ 29.789.777/0001-69, com valor global de R$ 
7.500,00, a fim de que produza os seus jurídicos e legais efeitos. Publique-se na forma da lei. 
 
Amargosa-BA, 23/04/2026. 
 
Getúlio Almeida Sampaio – PREFEITO MUNICIPAL

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ÓRGÃO/SETOR: SEMOP - SECRETARIA MUNICIPAL DE SERVIÇOS PÚBLICOS, OBRAS E PLANEJAMENTO
CATEGORIA: LICITAÇÕES E CONTRATOS
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO (DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 26/2026)
 
CNPJ 13.825.484/0001-50 - Praça Lourival Monte, S/N, Centro, Amargosa - Bahia, CEP 45.300-000 
Tel.: (75) 3634-3977 
 
ADJUDICAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO 
 
 
DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 26/2026 (SIM 2701/2026) 
Acatando o Parecer da Procuradoria Jurídica do Município, e, ainda, encontrando-se o Processo 
Administrativo N° 2901007.00006819/2026-67, regularmente instruído na forma do Art. 75, 
inciso II, da Lei nº 14.133/2021 e alterações posteriores HOMOLOGO a mencionada declaração 
de DISPENSA DE LICITAÇÃO ELETRÔNICA Nº 26/2026 (SIM 2701/2026) , para 
“AQUISIÇÃO DE COLETES REFLETIVOS COM BOLSO, NAS CORES LARANJA E 
VERDE, DESTINADOS À IDENTIFICAÇÃO VISUAL E À SEGURANÇA DAS EQUIPES 
DE APOIO QUE ATUARÃO DURANTE OS FESTEJOS JUNINOS NO MUNICÍPIO DE 
AMARGOSA-BA. ”, junto à empresa: JR VARIEDADES E SERVICOS LTDA , CNPJ 
58.573.839/0002-80, com valor global de R$ 300,90, a fim de que produza os seus jurídicos e legais 
efeitos. Publique-se na forma da lei. 
 
Amargosa-BA, 23/04/2026. 
 
Getúlio Almeida Sampaio – PREFEITO MUNICIPAL

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ÓRGÃO/SETOR: SESAU - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE
CATEGORIA: LICITAÇÕES E CONTRATOS
NOTIFICAÇÃO (PREGÃO ELETRÔNICO Nº 028/2024)
23/04/2026,09:12 SEI/AMARGOSA ' 00000378618 ' NotificaçãofFornecedor
', *
* * Moema
NotificaçãofFomecedor SEI Nº 24/2026 - SEAFI.COMP
NOTIFICANTE: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAUDE
NOTIFICADA: VIVRE COMERCIO DE PRODUTOS HOSPITALARES LTDA
CNPJ: 15.229.287/0001-01
LICITAÇÃO nº: PE—028—2024—SRP
OBJETO DO CONTRATO/ATA: —AQUISIÇÃO DE MEDICAMENTOS PARA ATENDER AS
DEMANDAS DA CENTRAL DE ABASTECIMENTO,FARMACEUTICOCAF: CENTRO DE
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL—CAPS E UNIDADES BASICAS DE SAUDE DESTE MUNICIPIO.
A SecretariaMunicipal de Saúde, no uso de suas atribuiçõeslegais,vem, com vistasa proporcionaro
direitoprevistono ParágrafoUnico do art.137 da Lei nº 14.133/21,notificaro estabelecimentoempresarial
em epígrafepelarazão a seguir:
-Retardo injustificadono atendimento da autorizaçãode compra nº 34735/2026, conforme relatóriodo
Almoxarifado.
Frisoque o descumprimento, parcialou total,de qualquerdas cláusulascontidasno contrato,sem
justificativasaceitapelo órgão ou entidadepromotores da licitação,sujeitaráa Contratadaàs sanções
previstasna Lei Federalnº.14.133/21,garantidaa préviae ampla defesaem processoadministrativo.
Fica a notificadaintimadapara,querendo,apresentardefesano prazo de 72 (setentae duas)horas,a
contarda publicaçãodestanotificação.De igualforma, comunicamos que o ProcessoAdministrativoque
originoua presentenotificaçãose encontracom vistafranqueada à interessada,mediante requerimento
presencialnestaSecretariade Administração,finançase desenvolvimento institucional(SEAFI), situadano
ValleShopping,Av. Dr. Luís Sandes, 120 ou pelo e-mail:seafi.comp©ªarg(&amp;g(Lbr, bem como pela
 
Documento assinado eletronicamente por Milena Aguiar Cunha de Almeida, Secretário, em
23/04/2026, às 08:44, conforme Medida Provisória nº 2.200—2, de 24/08/2001. Decreto Federal nº
8539, de 08/10/2015. Leinº 14.063,de 23/09/2020. E,o Decreto Municipalnº 92, de 26/05/2025.
[ .- ?sel.ª,assinalar:-
elelrànira
      
 
. A autenticidadedeste documento pode ser conferida no siteªque aqà, informando o código
' " verificador00000378618 e o código CRC 6E5546F0.
 
 
 
Praça Lourival Monte, 001, — Bairro Centro, Amargosa, BA, CEP 45300—000, .
Processo nº 290100700008735/2026-68
https://arnargcsaseibahiaba gov br/ccntrcladcrphp'lacac:procedimentc_trabalhar&amp;acac_crigern:procedimentc_ccntrclar&amp;acac_retcrnc:prece.. 1/1

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ÓRGÃO/SETOR: SUGEP - SUPERINTENDÊNCIA DE GESTÃO DE PESSOAS
CATEGORIA: ATOS OFICIAIS
PORTARIA (Nº 119/2026)
 
 
PORTARIA, SEAFI SUGEP Nº. 119 DE 23 DE ABRIL DE 2026 
 
                                                               
Dispõe sobre exoneração de servidor 
municipal. 
 
 
 
O PREFEITO MUNICIPAL DE AMARGOSA , Estado da Bahia, no uso de suas 
atribuições legais,  
RESOLVE: 
 
Art. lº. Exonerar, a pedido o Sr. BRUNO SAMPAIO DOS SANTOS , portador do CPF 
098.***.***-51, do Cargo de TÉCNICO EM LABORATÓRIO , previsto no quadro de Pessoal, 
estabelecido pela Lei nº. 010 de 24 de maio de 2006, símbolo TLAB - 004. 
 
Art. 2º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação com efeitos retroativos 
a 14 de Abril de 2026.   
 
            
Publique-se!            Registre-se!           Cumpra-se! 
 
 
Gabinete do Prefeito, 23 de Abril de 2026 
 
 
 
Getúlio Almeida Sampaio 
Prefeito Municipal 
 
 
 
Powered by TCPDF (www.tcpdf.org)</content>
      <publication_date></publication_date>
      <url>https://dom.amargosa.ba.gov.br/atos/5518/</url>
    </ato>
  </atos>
</diario>